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Quinta, 03 Outubro 2019 18:51

Petrobrás completa 66 anos de história. Desde que foi criada, em 03 de outubro de 1953, sempre foi alvo de disputas, porém, em 2019, com agenda ultraliberal, o recado dos trabalhadores, em relação ao desmonte da estatal, é dado nas ruas

Segunda, 11 Setembro 2017 15:18

 Pedro Parente anuncia privatização das fábricas de fertilizantes. Sindipetro PR e SC reafirma luta conjunta com os petroquímicos para barrar o desmonte da Petrobrás.

Quarta, 11 Novembro 2015 18:34

Isonomia para todos os funcionários é um princípio que a Petrobrás deveria cumprir em todas as suas unidades, no entanto não é isso o que ocorre na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR) em Araucária. Desde o início da greve da categoria, no último dia 1º, os gestores da unidade têm tratado seus trabalhadores de forma desigual.

 

A diferenciação começou já nos primeiros dias do movimento paredista, com os trabalhadores do turno das 15h de domingo (1º). Ao fim da jornada de 8 horas diárias, os gestores da empresa decidiram dispensar do trabalho apenas os empregados que fazem parte da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas no Estado do Paraná (Sindiquímica-PR), mantendo os demais funcionários dentro da unidade para evitar a parada.

 

“A gerência foi até o painel com uma carta nos dispensando [os três dirigentes sindicais] e dizendo que, se não saíssemos, iríamos sofrer punições da empresa. Argumentamos e colocamos que se nós saíssemos todos os 31 do grupo iriam sair também. Daí eles rasgaram a carta e nos deixaram lá dentro por 24h até entrar a contingência”, conta o diretor do Sindicato Ademir Jacinto da Silva.

 

Para os trabalhadores do grupo, o tratamento discriminatório aos dirigentes contribuiu para que eles se unissem ainda mais e parassem 100% da produção da unidade. “Isso mostra a força que os trabalhadores têm e que não vamos nos sujeitar a qualquer coisa que tentam nos impor”, frisa um petroquímico do grupo.

 

Mesmo com a parada da produção, a gerência continuou pressionando alguns trabalhadores a voltar às atividades em troca de horas-extras e tratamento privilegiado, como refeições melhores, entre outros.

 

Na manhã desta terça-feira (10), data em que é realizado o pagamento dos vales, a empresa confirmou novamente seu tratamento desigual e pagou apenas aqueles que furaram a greve e se mantiveram do lado da gerência.

 

No entanto, de acordo com a diretoria do Sindiquímica-PR, no período de greve – decisão soberana tomada pelos trabalhadores em Assembleia – o contrato de trabalho com toda a categoria é suspenso, sendo assim, não caberia o pagamento apenas aos trabalhadores que estão furando o movimento grevista.

 

“Legalmente temos o contrato suspenso durante o período de greve, então é um absurdo que a empresa pague só os que estão indo contra a decisão da categoria. Vamos analisar e tomar as medidas necessárias contra isso”, frisa o diretor do Sindicato Reginaldo Fernando Lopes da Silva.

 

NEGOCIAÇÕES

Ao ver a força nacional e a adesão maciça dos trabalhadores ao movimento grevista, no dia 9, pela primeira vez após o início da paralisação, a Petrobrás chamou a Federação Única dos Petroleiros (FUP) para dialogar e negociar a Pauta pelo Brasil, reivindicada pelos trabalhadores.

 

Após ignorar a pauta por quatro meses e empurrar a categoria para a greve nacional, a Petrobrás continuou resistente aos itens reivindicados pelos trabalhadores. Sem chegar a um acordo e depois de a empresa cancelar a reunião de ontem (10), a greve continua!

 

Fonte: Sindiquímica-PR

Quarta, 06 Maio 2015 19:46

A união das forças populares em torno de uma pauta de lutas foi apontada como a melhor estratégia para enfrentar a atual conjuntura política desfavorável aos trabalhadores pelas lideranças que participaram da Plenária da Federação Única dos Petroleiros (FUP) com os Movimentos Sociais. A atividade ocorreu na noite da última terça-feira (05), na Sede da APP-Sindicato, em Curitiba, e reuniu um público de aproximadamente 200 pessoas.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, abriu o evento com uma breve análise conjuntural. “Estamos atravessando um período no qual há uma violenta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores. O Congresso Nacional é o mais conservador desde o início da ditadura militar em 1964. O momento é propício para debater temas importantes da atualidade e unificar nossas lutas para fazer o enfrentamento à direita fascista brasileira”, destacou.

José Maria Rangel, coordenador da FUP, lembrou que a violência que os professores da rede pública de ensino do Paraná sofrem com um governo do PSDB também já foi sentida na pele pelos petroleiros. “Suportamos a truculência do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso quando fizemos uma greve de 32 dias em 1995 para defender o monopólio estatal do petróleo e impedir a privatização da Petrobrás. Infelizmente o monopólio foi derrubado, mas graças à vitória do companheiro Lula em 2002, a Petrobrás investiu muito em pesquisa e descobrimos as mais recentes grandes reservas do mundo, que é o pré-sal. Avançamos na legislação do petróleo para ter a Petrobrás como operadora exclusiva do pré-sal com o modelo de partilha e um fundo soberano desses recursos para investimentos em educação e saúde. Porém, foi passar o difícil processo eleitoral, o qual formou a Câmara Federal mais reacionária pós-1964, e o modelo de partilha passou a ser questionado no Congresso Nacional por aqueles que querem entregar nossas riquezas ao capital”, disse. Ainda segundo a análise política de Zé Maria, o país vive uma grande luta de classes. “Uma camada significativa da população, cerca de 40 milhões de pessoas, começou a ter acesso a bens de consumo que antes apenas os mais ricos tinham. Isso incomodou bastante a elite brasileira e fez com que ela viesse com uma pauta reacionária com o falso argumento de combate à corrupção, que sempre foi uma pauta da esquerda, para fazer a campanha de impeachment e da precarização das condições do trabalho via o projeto de lei das terceirizações, o PL 4330”.

Exemplo neoliberal de Minas Gerais - Uma delegação do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação em Minas Gerais (Sindute) veio participar do ato público de apoio civil aos professores do Paraná, realizado na terça-feira (05), e a presidenta da entidade, Beatriz Silva Cerqueira, a Bia, participou da Plenária. Bia destacou as dificuldades enfrentadas pelos professores mineiros sob a gestão do PSDB. “Quando Aécio Neves ganhou em Minas Gerais ele aplicou o tal do choque de gestão. Foram medidas que só prejudicam os servidores públicos e apresentaram projetos de vitrine estampados em peças publicitárias, que dão a falsa impressão de melhorias, mas que a população não percebe. A estratégia neoliberal foi bem articulada e envolvia dos meios de comunicação ao Poder Judiciário. Quando veio a reforma da educação, não identificamos o que isso realmente significava e o resultado foi a pulverização da categoria, com 270 mil trabalhadores da educação com direitos bastante distintos. Fizemos uma greve de 42 dias em 2011 e sofremos isolamento, mas graças a uma articulação dos movimentos sindical e social rompemos barreiras e a greve foi vitoriosa. Nossa avaliação é de que o PSDB perdeu as eleições de 2014 naquele movimento e nas marchas de junho de 2013”.

Bia ainda fez uma previsão dos rumos dos movimentos dos professores do Paraná. “A tendência é que a truculência do PSDB piore cada vez mais. Porém, o exemplo de Minas Gerais mostra que uma aliança entre o movimento sindical, social e a juventude para construir convergências e lutas conjuntas é o caminho para fazer o enfrentamento a esse projeto político tucano neoliberal”, concluiu.

Massacre dos professores - A professora Rose Mari Gomes, da APP-Sindicato, fez um relato da violência do governador Beto Richa (PSDB) contra os educadores do Paraná. “Não foi uma batalha, como a mídia disse. Foi um verdadeiro massacre, com mais de duas horas de bombas de gás, balas de borrachas, cassetetes sendo usados constantemente contra os manifestantes. Na mobilização anterior, em 07 de fevereiro, quando estávamos em uma longa greve, conseguimos evitar o tratoraço do Richa, que estabelecia uma Comissão Geral, na qual o projeto era apresentado e aprovado no mesmo dia em três sessões consecutivas. Apenas a Assembleia Legislativa do Paraná ainda tinha esse resquício da ditadura em vigor e conseguimos barrar. Outra tragédia que evitamos do tratoraço foi a medida que simplesmente acabava com o plano de carreira dos funcionários de escola, construído ao longo de 68 anos de história de luta da APP-Sindicato. Após aquela mobilização, Beto Richa retirou os projetos e fingiu o diálogo. Percebemos isso e decretamos greve novamente em 27 de abril. Dois dias mais tarde o massacre aos educadores no Centro Cívico e a aprovação do projeto que permite ao governador meter a mão na previdência dos servidores. O importante é que a sociedade aprova nossa luta e iremos resistir”.

Participação dos movimentos sociais - Os trabalhadores do campo também participaram da Plenária. Joceli Andrioli, coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), apontou o debate como fundamental para a luta. “Temos que discutir muito sobre estratégias e reconstrução de nossas forças para enfrentar essa conjuntura e tentar avançar. Os ataques à Petrobrás têm a finalidade de desmontar o Brasil e atacar o desenvolvimento de nossa indústria nacional. Trata-se de uma intervenção do imperialismo que acontece por meio de partidos políticos de direita. Por isso, temos que avançar para uma estratégia nacional unificada em duas grandes lutas, que são a defesa da Petrobrás e pela reforma política democrática e popular”.

Roberto Baggio, coordenador do MST no Paraná, disse que “após 15 anos de calmaria, o capital voltou com tudo e quer nos dominar para nos transformar em mercadoria. A boa notícia é que a classe trabalhadora acordou e entrou em campo. É um bom momento político para a esquerda e temos que ser capazes de lutar para avançar no projeto político popular. Daí a importância de construirmos grandes plenárias e debater a conjuntura para preparar a luta.

Paulo de Sousa, da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar), demonstrou compromisso com a unidade de classe. “Viemos em 180 pessoas do Sudoeste do Paraná e percorremos 600 km para ajudar na luta dos professores. Temos que unificar nossas ações contra a direita e o capital. Adormecemos um pouco nesses 15 anos e não fizemos formação política como deveríamos. Temos que retomar isso para fazer a sociedade entender a luta de classes”.

O representante da CUT Nacional, Roni Barbosa, destacou a lição que a conjuntura traz aos movimentos. “A mobilização contra o PL 4330 e os reflexos da violência contra a greve dos professores do Paraná freiam o crescimento da direita. Parte da população que estava comprando esse discurso e parou para pensar sobre os efeitos da agenda neoliberal. O que Beto Richa está fazendo no Paraná é o que Aécio queria fazer no Brasil. Isso é um ensinamento para a esquerda, que precisa se unir. O massacre do dia 29 de abril escancarou como a direita fascista age no país. A mobilização em apoio aos professores foi um exemplo de como unificar a luta. Temos que pensar em como construir os próximos passos, pois será muito importante para a conjuntura nacional. O Paraná está em evidência com todos esses acontecimentos. Para se ter ideia, Beto Richa era cogitado como candidato à presidência pelo PSDB, mas isso acabou. Por isso, a reforma política deve ser nossa grande luta para enfrentar a direita”.

Convocação para 29 de maio - A convocação de um grande dia de luta da CUT foi feita pela presidenta da CUT Paraná, Regina Cruz. “Temos um grande desafio no dia 29 de maio, quando completará um mês do massacre contra os professores do Paraná. Nesta data, a CUT organiza uma nova grande paralisação nacional, preparatória para uma greve geral contra o PL 4330, que escancara as terceirizações no país. O Projeto foi para o Senado e eu não tenho dúvidas que pode ser aprovado lá também. É um jogo de cartas do PMDB e isso é muito perigoso. Com relação ao enfrentamento ao governador do Paraná, temos que construir a unidade da classe trabalhadora no campo e na cidade”.

A necessidade de democratizar a mídia também fez parte dos debates da Plenária. Pedro Carrano, diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), disse que “a mídia prejudica a luta da classe trabalhadora ao se comportar como organizadora das pautas de direita e partidária. Não se trata da mídia aparecer nos nossos debates, mas de democratizá-la, pois é indutora da criminalização dos movimentos sociais. Entre as reformas de base que defendemos, a democratização da comunicação é uma delas. Está prevista na Constituição, mas não foi transformada em leis e colocada em prática”.

A última intervenção foi feita por Liliane Coelho, da Marcha Mundial de Mulheres e da coordenação estadual do Plebiscito Popular pela Constituinte da Reforma Política. “As notícias que trago não são boas. O Senado aprovou o Projeto de Lei 252, de 2015, de autoria de José Serra (PSDB), que trata do voto distrital para municípios com população acima de 200 mil habitantes. Um dos pontos negativos é a divisão do município e em cada distrito cada partido vai poder indicar apenas um candidato, o chamado voto uninominal. Além disso, os concorrentes não terão direito ao acesso aos programas gratuitos de rádio e TV. É preciso muita atenção e mobilização, porque a direita está debatendo reforma política e aprovando rapidamente os seus projetos. Assim que tomou posse, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), criou uma Comissão de Reforma política que reuniu todos os 47 projetos de lei alusivos ao tema”, alertou.

Terça, 15 Julho 2014 14:45

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