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Quinta, 11 Setembro 2014 00:11

A Petrobrás e suas subsidiárias apresentaram à FUP nesta quarta-feira, 10, proposta de reajuste de 7,58% na RMNR, que significa entre 0,79% e 1% de ganho real, acima do IPCA (6,51%), que será antecipado no próximo dia 25, conforme cobrado pela Federação. As empresas do Sistema também propuseram um abono de uma RMNR integral ou R$ 7.200,00, o que for maior, e reajuste de 10,22% no auxílio alimentação (veja abaixo a íntegra da proposta).

Na pauta apresentada ao Sistema Petrobrás no dia 27 de agosto, a FUP reivindica 5,5% de ganho real e cobra o cumprimento da Cláusula 181 do Acordo Coletivo, que estende para os aposentados e pensionistas os três níveis recebidos pela ativa em 2004, 2005 e 2006.

APÓS PRESSÃO DA FUP, EMPRESA AGENDA REUNIÃO DIA 19 PARA TRATAR DOS NÍVEIS DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS
Na semana passada, após o ato de lançamento da campanha que reuniu mais de 300 aposentados e pensionistas em frente à sede da Petros, a FUP cobrou uma reunião urgente com representações da Fundação e da Petrobrás para buscar uma solução definitiva para o impasse em relação à Clausula 181. A Petrobrás respondeu nesta quarta-feira, 10, agendando a reunião para o dia 19.

Regimes e jornadas de trabalho - A FUP tornou a cobrar da Petrobrás uma resposta para as cláusulas 105 e 106 do Acordo Coletivo, onde a empresa se compromete a apresentar uma proposta de adequação de regime para as atividades especiais em horário administrativo e de um acordo nacional para paradas de manutenção programadas. A FUP vem buscando avançar nesta discussão no âmbito da Comissão de Regimes e Jornadas de Trabalho, mas a empresa ainda não sistematizou a sua proposta.

O Conselho Deliberativo da FUP reúne-se nesta quinta, 11, e sexta-feira, 12, no Rio de Janeiro, para avaliar a proposta salarial apresentada pela Petrobrás e suas subsidiárias e definir os rumos da campanha.

Proposta salarial do Sistema Petrobrás
- Antecipação da inflação – 6,51% referente ao IPCA dos últimos 12 meses;
- Reajuste de 7,58% na RMNR
- Abono de uma RMNR ou R$ 7.200,00, o que for maior;
- Reajuste de 10,22% do auxílio alimentação;
- Reajuste de 7,58% do Adicional do Estado do Amazonas;
- Reajuste da Gratificação de Campo Terrestre de Produção de R$ 900,40 para R$ 968,65;
- Reajuste dos benefícios educacionais e do Programa Jovem Universitário em 7,51% a partir de janeiro de 2015;
- Reajuste de 6,51% nas tabelas da AMS.

MAIS DOIS TRABALHADORES MORREM E GESTORES DA PETROBRÁS AGEM COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO
Na reunião com a Petrobrás, a FUP lamentou a ocorrência de mais duas mortes de trabalhadores que prestam serviço para empresa e novamente criticou com veemência o pouco caso dos gestores com a segurança da categoria. O coordenador da FUP, José Maria Rangel, questionou a Petrobrás por sequer ter um representante do SMS na reunião para se manifestar sobre os dois óbitos ocorridos. “Mais uma vez, os gestores da Petrobrás demonstram o descaso que têm com a vida dos trabalhadores, agindo como se nada tivesse acontecido. Dois trabalhadores terceirizados morrem e não tem ninguém do SMS nesta reunião”, criticou José Maria, ressaltando que é cada vez mais evidente que a atual política de segurança da Petrobrás não tem sustentação.

Em um intervalo de 24 horas, dois trabalhadores perderam a vida enquanto prestavam serviços para a Petrobrás. A primeira ocorrência foi no início da madrugada de terça-feira, 09, no Paraná, quando um motorista da Translíquido, morreu em um acidente grave na BR 277, quando transportava óleo combustível da Repar para o Terminal de Paranaguá. O Sindipetro PR e SC já vem alertando à Transpetro sobre os riscos da sobrecarga excessiva de trabalho para cumprimento de metas de produção no terminais, o que afeta também os serviços de descarregamento de combustíveis.

Na madrugada desta quarta-feira, 10, o mecânico da empresa Disman, José Ricardo da Luz, 52 anos, faleceu durante seu primeiro dia de trabalho na parada de manutenção da Termelétrica Governador Leonel Brizola, em Duque de Caxias. Segundo informações apuradas pelo Sindipetro Duque de Caxias, o mecânico foi encontrado morto por outros funcionários e não pode sequer ser socorrido já que não há ambulância, nem equipe médica ou de enfermagem na Termelétrica.

Fonte: FUP

 

Quarta, 23 Outubro 2013 07:16

Após pressão da FUP e de seus sindicatos, exigindo que a Petrobrás e subsidiárias garantissem por escrito que não haverá retaliações contra os grevistas, a empresa apresentou na madrugada desta quarta-feira, 23, uma nova redação, se comprometendo a não punir os trabalhadores em greve. Por considerar que a proposta conquistada pela categoria na luta tem avanços significativos e atende às principais bandeiras desta campanha, a FUP e seus sindicatos indicam a sua aprovação e suspensão da greve. As assembléias começam nesta quarta-feira, 23.

A greve nacional realizada pelos petroleiros, com parada de produção em várias unidades, já entrou para a história do movimento sindical brasileiro e pautou na sociedade a importância do petróleo para a soberania da nação. Ao transformarem a greve no principal enfrentamento ao leilão de Libra, os petroleiros politizaram a campanha reivindicatória, assim como fizeram na greve de maio de 1995, que foi determinante para impedir a privatização da Petrobrás.

Agora em outubro de 2013, mais uma vez os petroleiros fazem história. A força da greve foi fundamental para fazer a empresa avançar na mesa de negociação e arrancar uma proposta com avanços significativos, inclusive o fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados, uma conquista fundamental para fortalecer a luta da categoria contra o PL 4330. Antes da greve, a Petrobrás sequer tinha respondido aos principais pleitos dos petroleiros. Ao atenderem ao indicativo de greve da FUP, os trabalhadores alteraram completamente a correlação de forças com a empresa, fortalecendo as direções sindicais no processo de negociação.

Respaldada pela greve, a FUP rejeitou em mesa a segunda proposta da Petrobrás e buscou ao longo de toda esta terça-feira, 22, os avanços cobrados pelos trabalhadores. A terceira proposta, arrancada na mesa após mais de cinco horas de negociação, além das conquistas econômicas e sociais, garantiu o abono de metade dos dias parados e a compensação dos demais, sem reflexos para os trabalhadores.

O Conselho Deliberativo da FUP, no entanto, considerou ainda insuficiente, já que a Petrobrás não tinha amarrado por escrito o compromisso de que não haverá punições, aos trabalhadores que fizeram a greve. Esse ponto foi considerado essencial pelas direções sindicais para deliberarem pelo indicativo de aceitação. Por volta das 21h de terça-feira, 22, a FUP retornou à Petrobras e deu início a mais uma etapa da negociação, buscando a garantia da empresa de que não haverá punições aos petroleiros grevistas. Somente na madrugada desta quarta, 23, a empresa encaminhou uma nova redação, assumindo esse compromisso.

Principais avanços
O reajuste de 8,56% na RMNR, que significa um ganho real entre 1,82% e 2,33%, é um dos maiores conquistados pelas categorias em campanha. Antes da greve, o reajuste proposto pela Petrobrás era de 7,68%. O ganho real arrancado pelos petroleiros na luta é superior, por exemplo, ao dos metalúrgicos e ao dos bancários, mesmo após 20 dias de greve.

A proposta conquistada também garantiu avanços importantes para os aposentados e pensionistas, como o atendimento do pleito histórico da FUP de isonomia dos três níveis salariais recebidos pela ativa nos acordos de 2004, 2005 e 2006. Antes da greve, a proposta da Petrobrás era de remeter essa reivindicação para uma comissão se posicionar em 180 dias. A nova proposta garantiu o pagamento dos níveis para todos os aposentados e pensionistas com ações transitadas em julgado.

A greve foi também preponderante para sepultar de vez o famigerado GD, uma das heranças malditas da era FHC. A nova proposta atende a um pleito antigo do movimento sindical de avanço automático de Pleno para Sênior, nas carreiras de nível médio, nos mesmos moldes praticados para os trabalhadores Júnior. Na campanha passada, a FUP já havia conquistado o avanço automático de nível a cada 12, 18 e 24 meses. Soma-se a isso, a conquista de mais uma dobradinha, garantindo o retorno do extra-turno de todos os feriados nacionais laicos.

Além disso, a nova proposta avança no sentido de ampliar a igualdade de direitos entre os trabalhadores das subsidiárias e da holding. Após anos de cobrança da FUP, a Transpetro concordou, finalmente, em garantir a AMS para os aposentados e pensionistas, pleito que também será extensivo aos trabalhadores da Petrobrás Biocombustível.

Outra conquista importante, principalmente para os aposentados e pensionistas, é a reformulação do benefício farmácia, que passará a custear integralmente os medicamentos para todos os petroleiros, inclusive das subsidiárias. Em contrapartida, os beneficiários terão um desconto fixo mensal com valores entre R$ 2,36 e R$ 14,17, de acordo com a faixa de renda.

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Edição Nº 1418

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