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Segunda, 16 Setembro 2019 17:49

 

A Petrobrás será premiada pelas inovações desenvolvidas no Teste de Longa Duração (TLD) de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. O Distinguished Achieviement Award, prêmio mais importante do setor petrolífero offshore mundial que será entregue durante a próxima edição brasileira da Offshore Technology Conference (OTC) Brasil, é um reconhecimento pela abordagem inovadora do teste, que permitiu realizar simultaneamente o monitoramento da pressão do campo, por meio de dispositivos remotos, a produção de petróleo e a injeção de gás no ativo.

 

A reinjeção de gás durante o TLD é uma das cinco novas tecnologias empregadas para viabilizar a produção de petróleo e gás em Libra – onde a Petrobras é operadora, com 40% de participação, em parceria com a Shell (20%), Total (20%), CNOOC (10%) e CNODC (10%). Foi em função dessas inovações que um único poço offshore do bloco bateu o recorde de produção média mensal, produzindo 58 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia.

 

Historicamente, a Petrobrás realizou vultosos investimentos na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em parceria com universidades e centros de pesquisa para o desenvolvimento tecnológico e inovativo. Aliada aos resultados das operações internas da empresa, essas parcerias têm propiciado ao longo dos anos uma série de avanços tecnológicos, e contribuíram para que a empresa recebesse o prêmio Distinguished Achievement Award da OTC por outras três vezes (1992, 2001, 2015). Nas outras vezes, pelo fato de ter sido a empresa com maior contribuição para o desenvolvimento tecnológico da indústria offshore, e, especificamente no ano de 2015, como reconhecimento às tecnologias de ponta desenvolvidas para a produção da camada pré-sal.

 

Ou seja, cabe sempre lembrar que o longo processo evolutivo de desenvolvimento das capacidades tecnológica e geológica da Petrobrás em atividade exploratória de petróleo e gás no segmento offshore foi um elemento central para a descoberta do pré-sal brasileiro, colocando o país em um novo patamar no mercado mundial de petróleo. Essas capacidades, desenvolvidas ao longo dos últimos 30 anos, somente conseguem ser explicadas pela ampliação dos investimentos da empresa em P&D por meio de projetos tecnológicos nacionais capitaneados pela Petrobras.

 

Contudo, ainda que a Petrobrás e o Brasil tenham potencial para se consolidar em posições de liderança tecnológica em termos mundiais no setor de petróleo e gás, é necessário atentar para o fato de que esse futuro promissor está atualmente ameaçado. As políticas de desinvestimento da estatal realizadas desde 2016 afetam negativamente o investimento em P&D e o desenvolvimento de novas tecnologias ­- sejam elas decorrentes do aprendizado interno à organização, ou mesmo, a integração e absorção de tecnologias de ponta, ambas vinculadas ao próprio processo produtivo da operadora e que exigem P&D.

 

Aproveitando-se desse cenário, outras empresas e países têm buscado ocupar este espaço do pré-sal no período recente. Como exemplo, uma destas empresas é a anglo-holandesa Shell, a qual anunciou ainda em 2016, detalhes acerca dos US$ 10 bilhões que a multinacional planejava investir no país de 2017 a 2020, com prioridade voltada a projetos vinculados ao pré-sal. Isto é, ao contrário da Petrobras, empresas estrangeiras têm se aproveitado das possibilidades de forte desenvolvimento da cadeia produtiva de petróleo e gás para fortalecer sua atuação no Brasil, principalmente nos setores de P&D e inovação.

 

Abandonar a atividade nestas áreas é comprometer o futuro da estatal brasileira. Enquanto muitos países de expressão no setor energético seguem na realização de estratégias de longo prazo, fortalecendo e qualificando sua indústria nacional em nível mundial, investindo de forma progressiva em P&D em parcerias com universidades e institutos de pesquisa, o Brasil adota direção contrária, pondo em risco a liderança tecnológica da Petrobras e, sobretudo, a soberania energética do país.

 

Via FUP. Fonte: INEEP. 

Quinta, 25 Julho 2019 14:06

 

Ao invés de diminuir o preço, governo quer diminuir a quantidade de gás no botijão e liberar abastecimento em postos de combustíveis, apesar dos riscos de explosões e acidentes fatais, alertam especialistas

 

O governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ) quer diminuir a quantidade de gás de cozinha nos botijões de 13 quilos para vender o vasilhame parcialmente cheio e assim reduzir o preço. Quer também autorizar a venda do botijão sem marca de distribuidoras, além de permitir que as pessoas abasteçam em postos de combustíveis. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, nessa terça-feira (23).

 

“Isto é uma loucura, uma ideia de jerico”, diz o especialista em Minas e Energia, Paulo César Ribeiro Lima. “Eu jamais vi nada disso no mundo. O que se vê fora do país é o abastecimento de GNV, que é o gás veicular, mas nunca o GLP, o gás de cozinha”.

 

O governo não está levando em consideração os riscos de explosões e vazamentos, alerta o especialista.

 

Ele explica que em caso de vazamento, o gás veicular sobe para a atmosfera e se dissipa. Já o gás GLP, de cozinha, como é mais pesado do que o ar, desce e se concentra. Com isso, apenas uma centelha poderá gerar uma grande explosão.

 

Imagine enquanto você abastece seu botijão de GLP um carro abastece com gasolina. Basta uma centelha ao ligar o carro, para tudo ir para os ares, se houver um vazamento

- Paulo César Ribeiro Lima

Os riscos à vida da população também preocupam o diretor da Federação  Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.

 

“A possibilidade de ter tanques de gás em postos de combustíveis preocupa porque podemos ter tanques de gás espalhados pelas ruas das cidades, com riscos de vazamentos e explosões”.

 

“Ao invés de baratear o preço do produto”, critica o dirigente, “o governo tenta enganar a população, já que o que encarecimento do preço do gás de cozinha é a política de preços da Petrobras, que é atrelada ao dólar e aos preços do mercado internacional”.

 

Leia matéria completa via CUT

Quarta, 04 Dezembro 2013 13:24

Trabalhos de recuperação da U2100 foram interditados por falta de laudos técnicos que comprovem a segurança das estruturas de concreto e metal

Sexta, 18 Outubro 2013 17:49

O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina recebeu a informação de que está programado para a tarde desta sexta-feira (18) um bombeamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) de um navio atracado no Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar) para a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária.

Trata-se de uma operação delicada e de altíssimo risco. O problema é que os funcionários do Tepar estão em greve desde quinta-feira (17), com índice de adesão superior a 90%, e apenas gerentes e supervisores atuam na área. Além de estarem cumprindo longas jornadas, que causam desgaste físico e psicológico, tais empregados não estão familiarizados com esse tipo de situação e são bastante consideráveis as chances de um acidente de grandes proporções, colocando em perigo os trabalhadores, a comunidade local, as instalações industriais e o meio ambiente.

O Sindicato, conforme comunicado de greve, se coloca à disposição para negociar sobre a rendição do contingente com a gerência local do Tepar a fim de garantir a segurança.

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Edição Nº 1418

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