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Segunda, 19 Junho 2017 20:50

Com faixas e cartazes denunciando os riscos de mortes e mutilações cada vez maiores que vivem os trabalhadores do Sistema Petrobrás, em função do desmonte da gestão Pedro Parente, os sindicatos da FUP iniciaram na manhã desta segunda-feira, 19, uma grande mobilização, cobrando condições seguras de trabalho e a recomposição dos efetivos da empresa. Atrasos e paralisações marcaram o início do expediente nas refinarias, terminais, áreas de embarques para as plataformas e demais unidades da companhia.

 

Nas refinarias, onde as gerências estão cortando unilateralmente postos de trabalho, atropelando o Acordo Coletivo de Trabalho e a NR-20, os petroleiros aprovaram greve por tempo indeterminado, com data a ser indicada pela FUP.

 

Sem qualquer negocição com os sindicatos, a Petrobrás está implementando um estudo unilateral de efetivos, com base em uma metodologia norte-americana de hierarquização de tempos e tarefas que não condiz com os processos de operação em refinarias de petróleo. O objetivo é reduzir em até 25% os números mínimos, que já estão no limite e até mesmo abaixo do quadro necessário para garantir a segurança operacional.

 

O resultado dessa política é o aumento de acidentes e a precarização das condições de trabalho. No domingo, 18, dois trabalhadores da Reduc foram vítimas de mais um acidente, que é reflexo direto do sucateamento que os gestores estão impondo às refinarias. 

 

No dia 09 de junho, um acidente com o navio sonda da Odebrecht, fretado pela Petrobrás, resultou na morte de três trabalhadores, todos terceirizados. Apenas um dos feridos sobreviveu. O acidente ocorreu no rastro do completo desmonte do setor de sondagem e perfuração da companhia, cujos efetivos próprios foram desmobilizados e as plataformas hibernadas e privatizadas. 

 

A redução de efetivos e a precarização das condições de trabalho estão diretamente relacionados ao desmonte que a Petrobrás vem sofrendo em função da privatização de unidades e de um plano de negócios com foco na redução e fatiamento da empresa.

 

Mudanças estratégicas estão sendo preparadas também pelo Ministério de Minas e Energia para desregulamentar os segmentos de refino, transporte, armazenamento e comercialização de derivados, assim como o E&P, com o objetivo de reduzir o máximo possível a presença da Petrobrás, transferindo ativos para o setor privado e abrindo a infraestrutura e logística da empresa.

 

Para atrair os novos “sócios”, o pacote de privatizações e desmonte implica, necessariamente, em reduzir custos com funcionários, flexibilizar e cortar direitos e, principalmente, enxugar os quadros da Petrobrás. É o que a gestão Pedro Parente está fazendo, ao reestruturar os efetivos das refinarias, gerando um rastro de acidentes e mortes.

 

Só com luta e organização, a categoria vai conseguir barrar o desmonte da Petrobrás, preservar os empregos e garantir respeito à vida.

Via FUP

Segunda, 16 Dezembro 2013 12:53

No próximo dia 20, o Conselho de Administração da Petrobrás vai ouvir e debater os relatos sobre as causas que levaram aos acidentes nas refinarias de Manaus (REMAN) e do Paraná (REPAR). A reunião inédita será realizada no âmbito do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, em atendimento à solicitação do representante dos trabalhadores no CA, José Maria Rangel. “Logo que fui informado sobre os acidentes, encaminhei solicitação para realização de reunião extraordinária do Comitê, com o claro objetivo de que todos os Conselheiros tomem conhecimento das causas dessas graves ocorrências, que por pouco não se transformaram em tragédias”, explica o conselheiro eleito.

As últimas semanas foram marcadas por acidentes em quatro refinarias (Repar, Reman, Reduc e Regap), refletindo a insegurança crônica que se alastrou por todo o Sistema Petrobrás, apesar dos constantes alertas e cobranças do movimento sindical por mudanças estruturais no SMS. No acidente da Reman, quatro trabalhadores foram gravemente feridos, sendo que dois seguem internados, mas sem risco de morte.

Na Repar, uma explosão na Unidade de Destilação interrompeu a produção da refinaria e, graças à atuação rápida dos trabalhadores, não se transformou em uma tragédia de grandes proporções. Os petroleiros aprovaram uma greve para pressionar os gestores a atenderem às reivindicações de segurança. No último dia 10, uma reunião na refinaria com a presença do coordenador da FUP, João Antônio de Moraes, tornou a cobrar a recomposição imediata dos efetivos e o atendimento das reivindicações de SMS feitas há tempos pelo Sindipetro-PR/SC.

 “Não nos convence separar a segurança da recomposição do efetivo. São intrinsecamente ligadas”, destacou o coordenador da FUP. Para ele, os acidentes já vinham sendo anunciados e previstos pelos trabalhadores. “Os dois sindicatos de petroleiros que mais relataram queixas sobre segurança à FUP foram os de Manaus e do Paraná e Santa Catarina. Não foi à toa que nessas bases aconteceram os recentes acidentes no Sistema Petrobrás”, ressaltou.

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Edição Nº 1418

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