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Terça, 14 Abril 2015 19:36

A CUT, demais centrais sindicais e movimentos sociais protestam nesta quarta-feira (15) contra o Projeto de Lei 4330/04, que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa. O texto-base, aprovado pela Câmara dos Deputados em 8 de abril, teve a votação de emendas e destaques iniciados nesta terça-feira (14) e a expectativa do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha, é concluir todas as votações durante esta semana. O projeto ainda passará por votação no Senado antes de ser enviado para a sanção presidencial.

O objetivo é que todas as categorias paralisem suas atividades pela quantidade de horas que cada uma julgar adequada. O Sindipetro vai seguir o indicativo e realizará manifestações nas principais unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina.

Além de cruzarem os braços, muitos empregados vão se reunir em protesto em algumas as capitais. Em Curitiba, o ato é na parte da manhã, às 11h30, na Praça Santos Andrade.

Para o presidente da CUT, todos os movimentos ligados à esquerda precisam se unir contra o projeto de terceirizações. “O Congresso está promovendo a demissão dos trabalhadores. Temos de explicar para o povo que todos eles podem acabar demitidos e terceirizados para ganhar metade do salário”. Freitas explica que dos 50 milhões de brasileiros com carteira assinada, 12 milhões trabalham em regime terceirizado. “Se fosse um projeto para melhorar as condições de trabalho desses 12 milhões – que trabalham mais, adoecem mais, se acidentam mais e ganham menos – a CUT concordaria. Mas não é isso. Querem terceirizar os outros 38 milhões”.

Assembleia na Repar
Junto aos protestos contra o PL 4330 desta quarta-feira (15), o Sindicato realiza assembleia na Repar para debater e deliberar sobre a compensação das horas relativas às vésperas de feriados na Repar. Trata-se de uma pauta exclusiva dos trabalhadores enquadrados no horário administrativo, a qual tem gerado conflito entre a gestão de recursos humanos da refinaria e o Sindipetro Paraná e Santa Catarina.

Terça, 16 Setembro 2014 13:29

Logo pela manhã desta segunda-feira, 15, caravanas com petroleiros de vários estados do país e do interior do Rio de Janeiro ocuparam a Praça da Cinelândia, em frente à Câmara Municipal, com bandeiras vermelhas e faixas em defesa do pré-sal, da Petrobrás e do Brasil. O ato começou por volta das 10 horas, com cerca de cinco mil trabalhadores, estudantes e militantes dos movimentos sociais e partidos políticos do campo da esquerda.

Aos poucos, o ato foi enchendo e os manifestantes ocuparam também as escadarias do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Do alto do carro de som, as lideranças sindicais, estudantis e dos movimentos sociais davam seu recado, denunciando os ataques da direita contra a Petrobrás e o pré-sal. Representantes da FUP, dos sindicatos petroleiros, da CUT, CTB, UGT, MAB, MST, UNE, UBES, UEE, Levante Popular, movimento negro, movimento de mulheres e diversas outras entidades de luta denunciavam a campanha de Aécio e Marina de desmoralização da Petrobrás, com a intenção de preparar a privatização da empresa e do pré-sal.

Ao lado dos petroleiros uniformizados, misturavam-se metalúrgicos com os macacões dos estaleiros de Niterói, de onde saíram caravanas com cerca de dois mil operários em defesa do pré-sal e da Petrobrás, cujas encomendas recuperaram a indústria naval brasileira, que empregava pouco mais de sete mil trabalhadores em 2003 e hoje gera cerca de 80 mil empregos diretos e mais de 300 mil indiretos.

Pela Cinelândia, palco histórico de manifestações no Rio de Janeiro, circulavam bancários, professores, trabalhadores rurais, químicos e diversos estudantes e jovens, agitavam suas bandeiras, alegres, sem se deixar incomodar pelo sol escaldante e temperaturas acima de 37 graus. Quando a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciada, aplausos e gritos tomaram conta dos manifestantes.

Lula fez questão de vestir o uniforme de operário da Petrobrás, com seu nome gravado, e, ao lado do coordenador da FUP, José Maria Rangel, foi recebido pelos trabalhadores que, em passeata, seguiram junto com ele pela Rua Treze de Maio, em direção à Avenida Chile, onde fica localizada a sede da Petrobrás.

Na passarela, que liga o BNDES ao prédio da estatal, o ato já concentrava cerca de dez mil pessoas, eufóricas para ouvir Lula. Num palco armado de frente para a Petrobrás, o ex-presidente falou aos trabalhadores da empresa. "Eu fiz questão de colocar essa camisa da Petrobras, porque quando começa a acontecer denúncias da Petrobras, tem gente que fica com vergonha de usar essa camisa", ressaltou.

"Eu não acreditava que seria possível tiramos petróleo de sete mil metros de profundidade. Muita gente dizia que não tínhamos tecnologia, pois estamos hoje tirando mais petróleo que tiramos nos primeiros 31 anos da Petrobrás", destacou Lula. "A gente já tem petróleo e tem filho de pedreiro cursando universidade. Se a gente conseguiu fazer isso sem o petróleo, imagina o que faremos com os recursos do pré-sal", retrucou, mandando um recado direto para os petroleiros que acompanhavam seu discurso das janelas e saguões do Edise: "Os trabalhadores da Petrobrás não têm nenhuma razão pra não andar de cabeça erguida. Nenhum petroleiro pode estar com a auto-estima baixa".

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, lembrou que o atual ministro do Tribunal de Contas da União, José Jorge, relator da investigação da compra da refinaria de Pasadena, era no governo de FHC ministro das Minas e Energia. "Foi na gestão dele que a P-36 afundou, que a Petrobrás promoveu a troca de ativos que resultou na entrega de 30% da Refap para a Repsol", ressaltou.

"Nós que estamos hoje nas ruas para defender a Petrobrás, o pré-sal e o Brasil, nós temos legitimidade, que poucos segmentos da sociedade têm", frisou José Maria, destacando para o presidente Lula que os petroleiros lutaram muito por um novo projeto de país. "Quando esse operário foi eleito, a nossa empresa caminhava para a entrega, a nossa empresa caminhava para ser privatizada, a nossa empresa tinha acabado de ter um acidente onde morreram 11 trabalhadores, onde afundaram uma plataforma", declarou, relembrando o acidente com a P-36, em março de 2001.

O coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, foi outra liderança nacional que falou aos petroleiros e manifestantes em frente à sede da Petrobrás. "A Petrobrás tem condições de explorar todo o petróleo que temos e viemos aqui para dizer para a dona Marina, que ela não tem direito nenhum de julgar ou de criticar o pré-sal, porque o pré-sal é do povo. E ela que se invente de botar a mão na Petrobrás que nós voltaremos aqui todos os dias para defender essa empresa que é nossa", ressaltou.

Também fizeram o uso da palavra o petroleiro Roni Anderson Barbosa, que falou pela CUT, o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, a presidente da UNE, Vic Barros, e José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás e atual diretor corporativo e de Serviços da empresa. O ato foi encerrado por volta das 14 horas, ao som do hino nacional e com um abraço simbólico ao prédio da Petrobrás.

Fonte: Imprensa FUP

Sexta, 22 Agosto 2014 14:55

Morte de operador da REMAN provocou atos da categoria em todo país. Estatísticas são alarmantes: um petroleiro morre a cada 20 dias na Petrobrás

Sexta, 11 Outubro 2013 19:42

Cresce a cada dia as mobilizações contra os leilões do petróleo. Nesta sexta (11), petroleiros e movimentos sociais fizeram um ato na Boca Maldita, em Curitiba. Na segunda-feira (14), às 09h00, acontece uma audiência pública sobre o tema no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, também na capital paranaense.

Já na próxima quarta-feira (16) é a vez de um grande protesto em Santa Catarina. Petroleiros, aliados com demais sindicatos e movimentos sociais, fazem uma manifestação em frente à Unidade de Operações de Exploração e Produção do Sul (UO-Sul), em Itajaí (Rua Brusque, 367 - Centro), às 16h00.

O objetivo é amplificar a luta contra a 1ª Rodada de Licitações da ANP na Área do Pré-Sal, marcada para o próximo dia 21. Nessa rodada estará em licitação o campo de Libra, cujo potencial é de aproximadamente 15 bilhões de barris de óleo de boa qualidade. Isso equivale a tudo o que a Petrobrás já descobriu de petróleo no país nesses 60 anos de existência. O leilão do campo de Libra será o primeiro sob o regime de partilha de produção, mas a nova Lei do Petróleo (12.351/2010) permite que a União celebre o contrato de exploração do campo de Libra diretamente com a Petrobrás, sem colocá-lo em licitação.

Quinta, 10 Outubro 2013 12:29

Nesta quarta-feira, 09, os sindicatos filiados à FUP voltaram a se reunir no Conselho Deliberativo, desta vez em Brasília, para apontar os próximos passos da campanha reivindicatória do ACT 2013 e, avaliar a proposta de cláusulas econômicas e sociais apresentadas pela Petrobrás na segunda-feira, 07.

A proposta apresentada pela empresa na última reunião, além de incompleta, não contempla as reivindicações dos trabalhadores. Em relação às cláusulas econômicas, a empresa propõe o reajuste em 7,68% no salário dos trabalhadores na tabela da RMNR, que representa o ganho real entre 1,17% a 1,5% e um abono correspondente a uma remuneração ou R$ 4.000,00, o que for maior.

A Federação reivindica 5% de ganho real, condições seguras de trabalho para todos, fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados, melhoria dos benefícios, mudanças no PCAC, entre outras reivindicações da categoria.

O Conselho Deliberativo indicou a rejeição da proposta apresentada pela Petrobrás e, a realização de assembléias a partir desta quinta-feira, 10, para que os trabalhadores aprovem o indicativo de greve por tempo indeterminado, a partir do dia 17, data que também acontece mais um dia nacional de luta contra o leilão de Libra, e a rejeição da proposta apresentada pela Petrobrás.

A indicação de greve da FUP e seus sindicatos foi motivada não só para que a Petrobrás apresente uma proposta decente aos petroleiros, mas para intensificar a luta pelo fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados, pela derrota do PL 4330, que regulariza a precarização do trabalho e, pela suspensão imediata do leilão do campo de Libra, que é uma das principais bandeiras de luta da categoria nesta campanha reivindicatória.

Confira o calendário de luta indicado na última reunião Conselho Deliberativo, aprovado em assembléias, que vem sendo cumprido até o momento:

· 23\09 - início das assembléias com atrasos nas bases

· 23\09 a 02\10 – realização de seminários de qualificação de greve

· 27\09 – seminário nacional em Fortaleza para discutir estratégias de luta em defesa dos campos terrestres da Petrobrás

· 02\10 - início do acampamento da FUP e de seus sindicatos em Brasília contra o leilão de Libra

· 03\10 – greve nacional dos petroleiros por 24 horas, pela campanha reivindicatória e contra o leilão de Libra e o PL 4330

· 07\10 – ato político com a classe artística no Rio de Janeiro contra o leilão de Libra

· 09\10 – reunião do Conselho Deliberativo da FUP onde foi discutido o indicativo de nova greve no Sistema Petrobrás

· 11/10 - Ato contra o leilão do pré-sal, às 10h00, na Boca Maldita, em Curitiba

· 17\10 – Dia Nacional de Luta contra o Leilão de Libra, com atos nas capitais do país. Esta data também é referência para indicativo da greve dos petroleiros

· 21\10 – Ato Público com participação de todas as centrais e movimentos sociais em protesto contra a realização do leilão de Libra

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Edição Nº 1418

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