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Segunda, 15 Agosto 2016 14:36

Nº 1375

Quarta, 10 Agosto 2016 17:37

A FUP e seus sindicatos iniciam campanha que reúne assinaturas para a abertura de Projeto de Decreto Legislativo na Câmara de autoria do Deputado Henrique Fontana PT/RS, o objeivo é que se concretize a realização de um plebiscito onde o povo decidirá a importância do Pré-Sal para o futuro do Brasil. "Contamos com o apoio de todos os petroleiros para a realização de um plebiscito onde a população vai decidir os destinos do Pré-Sal." Assista à convocação do coordenador geral da FUP, José Maria.

O Estado deve reverter as riquezas em benefícios para toda a sociedade ou deve entregar o Pré-Sal para as multinacionais do setor?

 

 

Terça, 09 Agosto 2016 19:33

 

[última atualização às 18h40]

Nesta terça-feira, 09, o plenário da Câmara dos Deputados Federais debateu o Projeto de Lei 4567/16, que acaba com a obrigatoriedade da Petrobrás ser a operadora exclusiva do Pré-Sal e ter participação mínima de 30% nos campos exploratórios. A sessão foi transformada em uma Comissão Geral, onde o coordenador da FUP, José Maria, junto com deputados do PT, PCdoB, PSOL e PDT reiteraram que tirar a Petrobrás da exploração do Pré-Sal é entregar a maior riqueza nacional às empresas estrangeiras, comprometendo a soberania nacional e o desenvolvimento do país.

“Esse projeto é baseado em falsas premissas, como, por exemplo, de que a Petrobrás estaria quebrada. A Petrobrás foi ao mercado agora para captar 5 milhões de dólares, captou 6 milhões e o mercado queria oferecer 15 (milhões de dólares). Alguém empresta dinheiro a uma empresa quebrada? A Petrobrás tem um endividamento alto, sim, fruto dos seus investimentos que nos levaram a descobrir o Pré-Sal e a chegar nos patamares em quer se encontra hoje. Ou alguém acha que nós chegamos a produzir 1,2 milhão de barris (diários) de petróleo no Pré-Sal da noite para o dia? Ou alguém acha que nós conseguimos fazer da Petrobrás uma das maiores empresas do mundo da noite para o dia?”, destacou o coordenador da FUP, afirmando que a Petrobrás tem plena condição de continuar sendo a operadora única do Pré-Sal.

 

Truculência

Desde o início da manhã, petroleiros de vários estados do país protestavam contra a entrega do petróleo brasileiro, recepcionando os parlamentares no aeroporto de Brasília com faixas e palavras de ordens em defesa da Petrobrás como operadora do Pré-Sal. Com jalecos da empresa, eles seguiram para a Câmara para acompanhar a audiência pública da Comissão Geral que debateu o PL 4567, mas foram recebidos com truculência pela Polícia Legislativa, cuja ordem era tentar impedir o acesso dos trabalhadores ao plenário.

 

Dois dirigentes sindicais chegaram a ser violentamente atacados pelos policiais, levados presos e continuaram detidos, mesmo após a conclusão da sessão. Somente após os dirigentes e militantes da FUP e dos movimentos sociais ocuparem por mais de três horas o plenário da Câmara, eles foram liberados.

 

A Comissão Geral foi realizada em um clima de muita tensão e resistência, com participação dos petroleiros da FUP e da FNP, representantes da Aepet, do Clube de Engenharia, profissionais da educação e dirigentes da CNTE e da Andes, militantes e dirigentes da Frente Brasil Popular e do MAB, entre outras organizações populares. 

 

Foram ouvidos o ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, os ex-diretores da empresa, Ildo Sauer e Guilherme Estrella, o diretor da FUP e secretário de Relações Internacionais da CTB, José Divanilton Pereira, o consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Paulo Lima, o representantes da Frente Brasil Popular, Ronaldo Pagotto, o integrante da coordenação nacional do MAB, Robson Formica, do presiente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, do diretor da Aepet, Fernando Siqueira, e do coordenador da FUP, José Maria, que, criticaram duramente o PL 4567. Já o ministro interino de Minas e Energia, Fernando Coelho Bezerra Filho, defendeu o projeto, assim como o líder do PSDB, deputado federal Otávio Leite (RJ), que foi veementemente repudiado pelos petroleiros, que ficaram de costas durante a sua fala.

 

 

Plebiscito para ouvir o povo brasileiro

Durante a Comissão, o deputado federal Henrique Fontana (PT/RS) protocolou um projeto de decreto legislativo que exige que o povo brasileiro seja consultado, através de um plebiscito popular, para se posicionar sobre que destino deve ter o Pré-Sal. “Eu tenho convicção de que o povo brasileiro não aceitará abrir mão do Pré-Sal para entrega-lo às multinacionais”, ressaltou o parlamentar.

 

  

Projeto tem vício de iniciativa: Serra prometeu à Chevron mudar a lei do Pré-Sal

O deputado federal Glauber Braga (PSOL/RJ) denunciou que o PL 4567, de autoria do senador José Serra (PSDB/SP), atualmente ministro interino de Relações Exteriores, tem vício de iniciativa, referindo-se à interceptação de uma conversa entre Serra e a diretora da Chevron, onde ele prometeu mudar a lei do Pré-Sal

Segunda, 08 Agosto 2016 23:25

A importância de manter o petróleo como patrimônio estratégico nacional foi tema de debate na tarde desta segunda-feira (08), no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFPR. A atividade faz parte da programação do Circo da Democracia, um fórum que acontece em Curitiba desde o dia 05 até 15 de agosto e conta com a participação de mais de 100 instituições e entidades da sociedade civil organizada.

 

O debate acontece em uma conjuntura desfavorável com relação aos interesses nacionalistas, uma vez que a Petrobrás acelerou seu plano de venda de ativos e desinvestimentos no governo interino e golpista de Michel Temer e já negociou US$ 4,5 bilhões em patrimônios da estatal no mercado.

Para o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Zé Maria Rangel, com o golpe de estado e a nomeação de Pedro Parente para a Presidência da Petrobrás, a estatal retornou à rota da privatização e sucateamento, muito similar ao que aconteceu no governo de Fernando Henrique Cardoso. “Em 2002 a Petrobrás estava em estado terminal. Quem não se lembra do afundamento da plataforma P-36, dos vazamentos na Bacia de Guanabara e no Rio Barigui? Este era o cenário da Petrobrás naquela época, uma fábrica de más notícias que desgastava sua imagem perante a opinião pública para privatizá-la. Para efeitos de comparação, em 2002 a Petrobrás correspondia por 2% do PIB. Chegamos a 2013 na marca de 13%. Todos os dias a empresa investia R$ 300 milhões em pesquisa de novas tecnologias. A Petrobrás tinha o audacioso plano de ser a quinta maior empresa de energia no mundo”.

 

Zé Maria ainda falou sobre a descoberta do pré-sal. “A Shell fez perfurações no Campo de Libra, na área do pré-sal, mas foi até determinada profundidade e abandonou as pesquisas. A Petrobrás acreditou e encontrou a megareserva do pré-sal. Quando isso aconteeu estávamos à beira de uma nova rodada de licitações de áreas de petróleo. Lula mandou barrar para rediscutir o marco regulatório e criou a Lei da Partilha, na qual a Petrobrás deve ser operadora exclusiva com pelo menos 30% na produção dos campos e ainda com parte dos recursos destinados à educação e saúde”, afirmou.

 

Sobre a proposta (PL 4567/2016) em trâmite no Congresso Nacional para acabar com a Lei da Partilha, Zé Maria foi enfático. “Falei na cara do entreguista José Serra que acabar com a Lei da Partilha é tirar dinheiro da saúde e da educação. Por destinar recursos a setores tão importantes, temos construído grandes alianças com os movimentos sociais e os educadores brasileiros, pontas firmes nesta luta por soberania nacional”.

 

“O pré-sal contém de 200 bilhões a 300 bilhões de barris de petróleo. Em uma conta de padaria, 30% de 200 bilhões são 66 bilhões de barris. O único presidente de empresa petrolífera que não quer 66 bilhões de barris de petróleo em reservas é Pedro Parente. Não conheço nenhum outro. Se não fizermos uma campanha aos moldes do que foi a do petróleo é nosso, o recurso vai voar daqui e nós mais uma vez vamos ficar chupando dedo”, concluiu Zé Maria.

 

 

A briga que compramos

O fato de o Brasil ter descoberto o pré-sal e, através da Lei da Partilha, colocar uma empresa estatal na operação dos campos, destinar recursos para áreas sociais como saúde e educação, desenvolver tecnologia e produzir os equipamentos para a exploração em território nacional provocou os interesses estrangeiros, sobretudo dos Estados Unidos. Essa foi a avaliação da petroleira Cibele Vieira, secretária de formação da Confederação Nacional dos Químicos (CNQ/CUT). “Tudo isso, somado ao fato de o país ingressar nos BRICS e discutir uma nova moeda para a comercialização de petróleo, colocou o país no olho do furacão. E ainda tem gente que acredita que não houve golpe no Brasil. Estamos passando pelo tamanho da briga que compramos”, afirmou.

 

 

A experiência da Fafen-PR

A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) é o exemplo que desmonta a falácia da eficiência do setor privado. A afirmação é do trabalhador da unidade e diretor de saúde e segurança da FUP, Gerson Castellano. A indústria foi construída em 1981, começou a produzir em 1982 e foi privatizada em 1993. “Nós passamos por um processo muito interessante e educativo. Onze anos após ser colocada em funcionamento, a Fafen foi  privatizada. Houve um movimento de muita resistência, mas não foi suficiente para evitar a venda. Porém, aquele processo de luta colocou regras para a privatização e impediu que outras unidades similares, como a da Bahia e de Sergipe, fossem negociadas”.

 

De acordo com Castellano, os efeitos da privatização da Fafen-PR foram devastadores. “Sob a gestão privada, a unidade foi totalmente precarizada. Metade dos trabalhadores foram demitidos, aumentaram os riscos de acidentes, práticas antissindicais rotineiramente que chegaram a ser levadas até a OIT. Nesses 20 anos de gestão privada, a oferta de fertilizantes nitrogenados no Brasil não foi aumentada em 1 grama sequer. O Brasil ficou refém das multinacionais de fertilizantes para a agricultura. Hoje o Brasil ainda importa 70% dos fertilizantes nitrogenados para a agricultura e indústrias petrolífera e farmacêutica”, analisou.

 

 

Ocupar e resistir

“Não vamos permitir que esse governo interino e golpista acabe com a Petrobrás. Se for preciso, vamos ocupar e resistir”. As palavras foram do presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot. Sobre o processo de privatização, Mário foi taxativo. “Venda de ativos neste momento da conjuntura mundial do setor petróleo é uma tremenda de uma burrice. Se não for burrice, é safadeza. E eu fico com a segunda opção em se tratando desse governo golpista”.

Quarta, 03 Agosto 2016 14:36

Nº 1374

Sexta, 08 Julho 2016 20:55

Nº 1373

Quinta, 07 Julho 2016 17:35

Nesta quinta-feira, 07, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados Federais que analisa o PL 4567/16 aprovou por 22 votos o parecer do relator José Carlos Aleluia (DEM/BA) que tira da Petrobrás a exclusividade na operação do Pré-Sal e acaba com a garantia que a empresa tem de participação mínima de 30% nos processos licitatórios para exploração dessas reservas.

 

Apenas 05 deputados da Comissão votaram contra o relatório:  Carlos Zarattini (PT/SP), Valmir Prascidelli (PT/SP), Glauber Braga (PSOL/RJ), Henrique Fontana (PT/RS) e Moema Gramacho (PT/BA).

 

O PL 4567/16 segue agora para votação no Plenário da Câmara, onde pode ser aprovado com maioria simples dos votos. Veja no final da matéria como os deputados votaram.

 

Serra, autor do projeto, prometeu entregar o pré-sal

A proposta que deu origem ao PL 4567/2016 foi aprovada em fevereiro no Senado, através do PLS 131/2015, do então senador José Serra (PSDB/SP), atual ministro de Relações Exteriores, que desde 2010, quando disputava a eleição presidencial, havia prometido à Chevron e às outras multinacionais acabar com o Regime de Partilha do Pré-Sal. 

 

O governo interino de Michel Temer e o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, já declararam publicamente o apoio ao PL 4567/16, confirmando o que a FUP já vinha há tempos alertando: o Pré-Sal está no centro do golpe. 

 

Petroleiros intensificarão a luta

A FUP e seus sindicatos, que desde o ano passado vêm conduzindo greves nas bases do Sistema Petrobrás e mobilizações no Congresso Nacional para impedir que o Pré-Sal seja entregue às multinacionais, irão intensificar a luta em defesa da soberania nacional.

 

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, reforça a importância de todos os setores da sociedade civil organizada se somarem à mobilização da categoria: “Nossa resistência tem que ser maior a cada dia que passa. Nós petroleiros temos a obrigação de sermos ponta de lança nessa disputa, mas temos a clareza de que sozinhos a gente não ganha essa batalha. Se não houver um movimento como foi ´o petróleo é nosso`, eles vão sucatear a Petrobrás e levar o Pré-Sal”.

 

O que está em risco é o futuro da nação

Liberar a operação do Pré-Sal é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da população. Não podemos permitir que a maior reserva de petróleo da atualidade seja entregue à exploração predatória das multinacionais.

 

Tirar da Petrobrás a exclusividade na operação do Pré-Sal é um ataque frontal à soberania, com o objetivo claro de fragilizar a maior empresa brasileira e a política de conteúdo nacional. Acabar com a garantia legal da Petrobrás ter participação mínima de 30% nos campos licitados fará com que a empresa perca no futuro 82 bilhões de barris petróleo, no mínimo, levando em conta as estimativas de que o Pré-Sal tenha pelo menos 273 bilhões de barris de reservas, como revelam estudos recentes. Nenhuma empresa no mundo abriria mão de todo esse petróleo, como pretendem fazer os golpistas entreguistas.

 

Além disso, a Petrobrás é a única operadora que movimenta a cadeia nacional do setor, gerando empregos e investimentos no país. É também a única petrolífera no mundo que detém domínio tecnológico para operar o Pré-Sal com custos abaixo da média mundial. Menores custos significam mais recursos para a educação e a saúde.

 

O povo brasileiro não pode permitir que o nosso petróleo seja entregue à Chevron e às outras multinacionais, como prometeu José Serra. O Pré-Sal, além de fazer do país um dos maiores produtores de petróleo do planeta, é a maior riqueza que a nação dispõe para garantir desenvolvimento econômico e social à população.

 

ENTREGUISTAS DO PRÉ-SAL QUE VOTARAM A FAVOR DO PL 4567/16

Altineu Cortes (PMDB/RJ)

Átila Lins (PSD/AM)

Alfredo Kaefer (PSL/PR

Bebeto (PSB/BA)

Cabuçu Borges (PMDB/AP)

Carlos Marun (PMDB/MS)

Capitão Augusto (PR/SP)

Covatti Filho (PP/RS)

Eduardo Cury (PSDB/SP)

Fábio Ramalho (PMDB/MG)

Hugo Leal (PSB/RJ)

José Carlos Aleluia (DEM/BA)

José Fogaça (PMDB/RS)

José Stédlle (PSB/RS)

Júlio Lopes (PP/RJ)

Jutahy Júnior (PSDB/BA)

Lelo Coimbra (PMDB/ES)

Marx Beltrão (PMDB/AL)

Nelson Marquezelli (PTB/SP)

Max Filho (PSDB/ES)

Ronaldo Benedet (PMDB/SC)

Rodrigo Maia (DEM/RJ)

 

DEFENSORES DA SOBERANIA QUE VOTARAM CONTRA O PL 4567/16

Carlos Zarattini (PT/SP)

Valmir Prascidelli (PT/SP)

Glauber Braga (PSOL/RJ)

Henrique Fontana (PT/RS)

Moema Gramacho (PT/BA)

 

 

Fonte: FUP

 

Quarta, 06 Julho 2016 19:27

Dirigentes sindicais petroleiros estão em Brasília para acompanhar a Comissão Especial da Câmara que avalia o PL 4567/16, cuja audiência estava marcada para ontem (05/07), mas foi adiada para esta quarta-feira, 06. Pela manhã, os trabalhadores estiveram reunidos com o deputado federal Ildon Marques (PSB-MA) para expor a posição da categoria sobre o projeto. Os sindicalistas reafirmaram a importância estratégica de manter a Petrobrás como operadora única da exploração do petróleo na camada pré-sal.

 

Participaram do encontro o diretor do Sindipetro-NF, Luiz Carlos Mendonça, o diretor da FUP, Aldemir de Carvalho Caetano, e o diretor da FNP, Gilberto Martins.

 

O parlamentar se mostrou receptivo e interessado em se informar mais sobre a matéria. Ele também informou que prepara projeto na área de educação que utilizaria verba carimbada de recursos do pré-sal.

 

O deputado também manifestou interesse em conhecer uma unidade marítima da Petrobrás e a desenvolver parcerias para ouvir mais especialistas no tema. O diretor do NF sugeriu a realização de seminário sobre o pré-sal que envolva mais parlamentares.

 

 

Fonte: FUP, com Sindipetro-NF

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Edição Nº 1418

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