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Sexta, 14 Novembro 2014 18:24

Em carta enviada  à presidenta da Petrobrás, Maria das Graças Foster, a direção da FUP cobrou "a mais rigorosa apuração e punição a todos os comprovadamente envolvidos" nas denúncias de corrupção na empresa. A Federação também reivindicou uma audiência o mais rápido possível com a executiva da estatal para que esses fatos sejam esclarecidos, bem como as medidas que estão sendo implementadas para apuração e solução dos desvios de gestão que sejam comprovados.

A FUP também quer discutir com a presidenta Graça a forma como tem sido feita a distribuição das verbas publicitárias da Petrobrás à grande imprensa, bem como o cronograma de recomposição de todos os postos de trabalho que foram disponibilizados em função do PIDV.

Principais trechos da carta enviada pela FUP:

"Diferente de campanhas presidenciais anteriores, a Petrobras deixou de estar no centro dos debates programáticos, sendo politicamente instrumentalizada em função das denúncias de sérios desvios de conduta de alguns de seus gestores".

"A elite brasileira e seu consórcio reacionário entreguista – da mídia à sua estrutura de poder paralelo - de tudo fizeram para impedir a quarta vitória do povo brasileiro".

"A questão de fundo desses setores é retornar o Brasil ao neoliberalismo, ao rentismo via FMI e aos interesses do império estadunidense. Instrumentalizada por uma mídia desregulada, comprada e subserviente, emularam a anti-política, o terrorismo econômico e o preconceito".

"Foram fatos que, como nunca, até hoje fragilizam a Petrobrás, a expõe frente à sanha privatista neoliberal e reforçam essas ideias ainda presentes na atual gestão da empresa".

"Mesmo diante dessa difícil circunstância, a categoria petroleira - diferente do silêncio adotado pela direção da Petrobras - soube separar o joio do trigo e enfrentamos essa contra-ofensiva conservadora".

"A Federação Única dos Petroleiros continuará combatendo sem tréguas os focos de corrupção na empresa ou em quaisquer entes públicos. O faremos com referência nos valores éticos da gestão pública e ao mesmo tempo no fortalecimento do patrimônio nacional".

"Reafirmamos mais uma vez que a atual política de contratação da Petrobrás e a desregulada terceirização em curso, além de ameaçarem a vida dos trabalhadores, contribuem para a prática da corrupção. Destacamos também que essas irregularidades deixaram sob dúvida a eficácia dos instrumentos de controle existentes na companhia".

"As petroleiras e os petroleiros apoiam o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff de que “não deva ficar pedra sobre pedra” e, nessa perspectiva,defendemos a mais rigorosa apuração e punição a todos os comprovadamente envolvidos".

Acesse aqui a íntegra do documento

Fonte: FUP

Terça, 11 Novembro 2014 12:18

Com uma atitude intransigente e desrespeitosa com o trabalhador, a Petrobrás passou dos limites. Na reunião da CNPBz (Comissão Nacional Permanente de Benzeno), realizada semana passada , entre os dias 5 e 7, em Belo Horizonte (MG), representantes da empresa afirmaram que a Petrobrás proibirá, a partir do ano que vem, visitas da comissão nas unidades de refino.

A notícia surpreendeu e causou indignação à bancada dos trabalhadores – a CNPBz é tripartite e envolve empresa, governo e sindicatos. O pior é que o relato foi exposto com extrema truculência pelos integrantes da Petrobrás. Diante do comportamento ditatorial, o calendário de 2015 não foi definido e a comissão decidiu apenas que fará, em março, a primeira das quatro reuniões do ano.

O momento mais tenso da reunião foi promovido pela gerente de Saúde e médica do trabalho, lotada no Edita. Durante sua fala, ela chegou a confrontar os dirigentes sindicais petroleiros e, com o apoio de outros representantes da bancada patronal, afirmou, de forma arrogante e prepotente, que eles não permitiriam que o calendário fosse concluído, pois não aceitavam visitas no sistema Petrobrás.

Perplexos com a conduta patronal, os diretores do Sindipetro Bahia Deivyd Bacelar e do Unificado Auzélio Alvez entraram em contato com o diretor de Saúde da FUP, Silvaney Bernardi, e coordenador da federação, José Maria Rangel, para expor a situação e pedir o agendamento de uma reunião com a diretoria da empresa.

“Não permitiremos que esse tipo de atitude, de pessoas que se acham donas da Petrobrás, traga retrocesso em relação à segurança e à saúde dos trabalhadores. E, se a diretoria da empresa estiver sendo conivente com esse tipo de atitude dos seus representantes na CNPBz, a FUP tomará providências imediatas junto aos petroleiros”, declarou Auzélio.

GTB’s
No último dia do evento, foi organizado um encontro dos GTB’s (Grupo de Trabalho do Benzeno), formado por trabalhadores eleitos pela Cipa. Na ocasião, foram apresentados trabalhos que contêm o agente benzeno em sua atividade de produção, desenvolvidos como boas práticas em diferentes localidades e empresas.

Os trabalhadores também apontaram uma preocupação, relacionada à dificuldade criada pela Petrobrás para liberar o representante do grupo para as atividades referentes ao benzeno. O Unificado vinha enfrentando esse tipo de problema, já que a empresa só liberava um participante para as reuniões. A direção do sindicato pressionou e, dessa vez, para o encontro em Belo Horizonte, conseguiu levar dois representantes, os técnicos de operação da Recap Rubens Ferreira e Rafael Malatesta.

Fonte: Sindipetro Unificado

Segunda, 03 Novembro 2014 18:32

Nº 1338

Quinta, 30 Outubro 2014 10:48

Por requisição da Petrobrás, aconteceu na terça-feira (28) uma audiência de conciliação e instrução na sede do Tribunal Superior do Trabalho TST, em Brasília, relativa às ações movidas pelos petroleiros que objetivam o pagamento do complemento de Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) no valor equivalente ao adicional de periculosidade e outros adicionais a partir de 2007, quando o benefício foi implementado em Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Todos os sindicatos de petroleiros do país e suas respectivas assessorias jurídicas participaram da sessão no TST.
 
As ações têm sido favoráveis aos petroleiros depois que a Seção de Dissídios Individuais (SDI) julgou procedente o pleito. A Petrobrás, por sua vez, entrou com pedido de dissídio coletivo jurídico e usou como principais argumentações durante a audiência a tese de que a norma que busca a interpretação da RMRN é celebrada em negociações coletivas desde 2007, o fato de as ações surgirem apenas em 2010 e que o órgão competente para julgar a matéria seria a Seção de Dissídios Coletivos (SDC) e não a SDI.
 
A FUP e os sindicatos filiados entendem que o julgamento do mérito da ação é sim de competência do SDI por se tratar de ações individuais ou individuais homogêneas e que não caracterizam grave conflito, como greves, por exemplo, essas sim ao encargo da SDC.
 
A defesa da FUP foi feita pelo advogado Jorge Normando Rodrigues, que declarou que a ação da Petrobrás foi preparada ao logo de bastante tempo e, por isso, as entidades sindicais não puderam elaborar suas propostas de conciliação face ao curto prazo da comunicação da realização da sessão. Normando requereu a suspensão da audiência de conciliação para que as entidades possam formular suas teses, cujo pedido foi acatado.
 
O ministro vice-presidente do TST, Ives Gandra Martins Filho, fez reuniões separadamente com representantes da Petrobrás e dos sindicatos. Verificou que há boa vontade das partes no sentido de se chegar a uma solução conciliada para o dissídio frente a interpretação e sentido da norma coletiva referente à RMNR.
 
Ives Gandra determinou o prazo até 14 de novembro para que os sindicatos façam sua defesa e até o dia 18 para que a empresa apresente sua proposta, a ser avaliada pela categoria. O ministro registrou em ata que vai solicitar ao ministro-presidente do TST, Barros Levenhagen, a suspensão temporária do julgamento das ações individuais por um mês.

Terça, 21 Outubro 2014 18:58

Envolvido nos escândalos de propinas na Petrobrás, Paulo Roberto da Costa foi nomeado por indicação do Partido Progressista (PP) quando a sigla era presidida por primo de Aécio Neves

Segunda, 20 Outubro 2014 18:55

Histórico da empresa é retrato fiel do que está em jogo nessas eleições. Projetos bastante distintos estão em disputa. Vamos comparar?

Sexta, 17 Outubro 2014 14:51

Nº 1337

Sexta, 10 Outubro 2014 17:45

A Petrobrás é de novo o centro do debate neste segundo turno das eleições presidenciais. Muita coisa está em jogo, inclusive conquistas e direitos da classe trabalhadora. Estamos diante de dois projetos políticos opostos, que colocam em xeque os rumos do país e da Petrobrás. Por isso, é fundamental que os petroleiros, principalmente aqueles que não estavam no mercado de trabalho nos anos 90, confrontem esses dois projetos e se posicionem.

Não faz muito tempo, a Petrobrás estava na lista de privatizações do governo do PSDB. Os tucanos quebraram o monopólio da empresa, entregaram 35% de suas ações ao mercado e  à Bolsa de Nova Iorque, sucatearam, fragmentaram e chegaram a privatizar parcialmente a Petrobrás, que teve, inclusive, o nome alterado para Petrobrax.

Tudo isso aconteceu entre 1995 e 2002, período em que os trabalhadores foram violentamente atacados. O governo do PSDB ocupou as refinarias com tanques do Exército, afundou a P-36, demitiu e puniu centenas de petroleiros, arrochou o salário da categoria, tentou acabar com a livre negociação coletiva, reduziu à metade os efetivos próprios e cortou diversos direitos dos trabalhadores.

A partir de 2003, a Petrobrás saiu da agenda das privatizações, começou a ser fortalecida, voltou a crescer, descobriu o pré-sal e é hoje a empresa que mais investe no Brasil. Se antes as plataformas e navios eram comprados no exterior, hoje temos um programa de nacionalização de encomendas que gera empregos e renda no país.

Que Petrobrás você irá escolher nesta eleição? A que é a operadora única do pré-sal ou a Petrobrax?

Fonte: FUP

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Edição Nº 1418

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