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Quarta, 05 Agosto 2015 18:34

Nº 1352

Quarta, 05 Agosto 2015 18:10

A maioria dos grandes aeroportos do país amanheceu na terça-feira (04) com bandeiras vermelhas da FUP e de seus sindicatos filiados. Os petroleiros mais uma vez organizaram protestos nos principais terminais de aviação para pressionar os parlamentares e sensibilizar a população sobre os riscos que o plano de desinvestimentos da Petrobrás e o Projeto de Lei do Senado Nº 131/2015, de autoria de José Serra (PSDB/SP), que retira o direito da Petrobrás ser a operadora exclusiva do pré-sal, trazem para o país.

 

No aeroporto internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, cidade da região metropolitana de Curitiba, dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina e militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) organizaram a manifestação. No entanto, o grande ato foi mesmo em Brasília-DF, onde o Conselho Deliberativo da FUP está reunido durante toda esta semana para definir os próximos passos da campanha “Defender a Petrobrás é Defender o Brasil”. No terminal da capital federal, os petroleiros receberam os parlamentares com faixas e cartazes contra o PLS 131. O único incidente foi provocado pelo senador Aloysio Nunes, correligionário de José Serra, que tentou fugir da manifestação, mas foi confrontado pelos militantes da FUP. Muito irritado, Aloysio Nunes preferiu xingar os trabalhadores do que debater e argumentar.

 

O presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Alberto Dal Zot, participa da reunião do Conselho Deliberativo da FUP e estava presente na manifestação em Brasília. “O que os parlamentares da direita querem é entregar o nosso petróleo às multinacionais. É um absurdo, um verdadeiro crime de lesa-pátria, tirar a Petrobrás do pré-sal”, afirmou.  

 

Conselho Deliberativo

A reunião do Conselho Deliberativo da FUP prossegue até sexta-feira (07) com diversas atividades e debates que definirão as novas estratégias de luta da categoria para barrar a venda de ativos em curso na empresa e que significará a desintegração do Sistema Petrobrás.

 

A avaliação da greve no último dia 24 foi positiva, mas os membros do Conselho apontaram a necessidade de um movimento mais contundente para barrar os desinvestimentos da Petrobrás. Ao final do encontro será divulgado um novo calendário de lutas e os rumos da campanha reivindicatória da categoria. 

 

 

Segunda, 03 Agosto 2015 20:41

O dia 16 de julho de 2000 está marcado na memória do povo paranaense, em especial na dos trabalhadores petroleiros. Naquela data, um vazamento de proporções gigantescas derramava óleo que seria refinado na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária.

 

No total, quatro milhões de litros de petróleo cru vazaram de um duto e contaminavam os rios Barigui e Iguaçu. O episódio caracterizou-se como o maior desastre ambiental do Paraná e um dos maiores da história da Petrobrás e do Brasil, juntamente com os acidentes do afundamento da Plataforma P-36 (15/03/2001) e do vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo combustível nas águas da Baía de Guanabara (18/01/2000), ambos no Rio de Janeiro. Essa série de sinistros, perfeitamente evitáveis, deixou evidente o sucateamento que a Petrobrás sofreu ao longo do período dos governos neoliberais de Fernando Henrique Cardoso, cuja intenção era privatizar a estatal petrolífera.

 

Para marcar os 15 anos aquele grave acidente, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina, em parceria com o escritório Sidnei Machado Advogados Associados, inaugurou na última sexta-feira (31/07) o Memorial às Vítimas do Vazamento nos Rios Barigui e Iguaçu. Uma parede do auditório da entidade foi preparada para receber imagens de diferentes pessoas e dos impactos na fauna e flora causados pelo acidente. “Foi tudo socialmente construído. É uma política de gestão que levou a acontecer àquela série de acidentes. Esse evento é importante por conta de lembrarmos para não deixarmos que volte a acontecer”, frisou Mário Dal Zot.

 

O advogado Sidnei Machado, assessor jurídico do Sindicato, ressaltou as vertentes do evento. “A meu ver, o primeiro significado é de resistência. Estamos aqui, 15 anos depois, para dizer que naquele episódio, apesar da tragédia, houve o sindicato, os dirigentes, algumas autoridades, pessoas que se envolveram e fizeram denúncias, resistiram. Essas pessoas precisam ser lembradas e dar voz a elas para que essa história seja recomposta. Nesse sentido, o Sindicato foi uma vanguarda, porque já no primeiro momento buscou denunciar às autoridades, registrar o evento e ajudar os companheiros. Fez o que um sindicato que tem uma trajetória forte na questão de saúde e segurança dos trabalhadores faria, mas foi além porque envolveu não apenas trabalhadores diretos, mas terceirizados. A segunda dimensão importante é a memória às vítimas. À época os jornais deram uma cobertura imensa, com ênfase em suas primeiras páginas para os danos ambientais, mas as pessoas que foram atingidas lamentavelmente não tiveram a devida importância e o espaço naquele momento. Dentre essas vítimas, houve várias dimensões. Desde aqueles que foram punidos indevidamente em função do vazamento, com advertências, suspensões e alguns casos até de demissão. Também foram vítimas aqueles que foram ameaçados durante o processo de apuração as causas do acidente. E, claro, vítimas aqueles que sofreram consequências à saúde ocupacional”, registrou Machado.

 

Hélio Seidel era presidente do Sindicato na época do vazamento e fez um relato detalhado do caso. “Era um domingo e eu estava em casa com meus familiares quando recebi um telefone do gerente geral da refinaria. Logo em seguida liguei para o Ferreira e nós fomos para a refinaria. Chegando lá, vimos marcas de óleo e pegadas por todo lado. No dia seguinte, a refinaria montou um esquema de guerra, parecia um quartel. Tinha campo para três ou quatro helicópteros que ficavam subindo e descendo sem parar”. Seidel lembrou as imprudências da empresa em relação à admissão de pessoal. “A contratação de trabalhadores era feita sem critérios. Não havia exame admissional, simplesmente pegavam o trabalhador, davam uma canequinha e mandavam catar óleo lá no mato. Esse foi basicamente o processo. Outra situação que pegamos foi que a maioria dos trabalhadores era demitida ao sétimo dia para não precisar registrar. Havia um precedente na legislação que permitia isso. Depois contratavam uma nova leva de trabalhadores”.

 

O ex-presidente do Sindipetro ressaltou a situação de Juracir. “Poucos dias depois do acidente a gente conheceu o Juracir, que apareceu aqui junto com outros colegas se queixando de dor de cabeça. O Ferreira o encaminhou de imediato ao Hospital do Trabalhador. Foi um processo triste na medida em que a gente via a Petrobrás não oferecer a resposta adequada aos casos de adoecimento. Pior ainda foi um médico da empresa na época apresentar um laudo onde dizia que a causa das doenças vinha de um vírus selvagem. De qualquer forma, a empresa não tinha como fugir da responsabilidade, uma vez que os trabalhadores foram demitidos sem exame demissional, ou seja, não havia nenhum controle naquele processo. Depois houve uma luta grande para acertar a situação dos adoecidos, principalmente do Juracir”, afirmou Seidel.

 

Juracir Francisco da Silva é uma das vítimas do vazamento de 2000. Após trabalhar por nove dias sem proteção adequada, desenvolveu uma série de doenças e chegou a ficar paraplégico. Bastante emocionado, disse apenas algumas poucas palavras. “Eu não sei nem o que dizer. Se tivesse citar nomes e agradecer pessoas, talvez não saíssemos daqui hoje. Se não fossem os companheiros do Sindipetro, talvez não seria só o Marconedes (trabalhador já falecido em função de doenças desenvolvidas pelo contato com o petróleo), o Juracir também não estaria aqui. É difícil falar. Só quem sabe é quem passou e quem acompanhou. Eu devo muito a todos vocês”.

 

Ao retomar a palavra, o presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina fez questão de lembrar do companheiro Jaime Ferreira, dirigente sindical e militante da causa da saúde do trabalhador que atuou com firmeza no vazamento, falecido em 2008. “Ferreira foi um amigo do Juracir. Em vários momentos que a gente conviveu, mesmo depois de adoecer, ele sempre fazia questão de lembrar-se do Juracir. Era uma questão de honra para o Ferreira. Infelizmente ele não pegou o final do processo, onde comprovou o nexo causal, mas ele foi sempre um defensor da causa da saúde do trabalhador”, disse Mário.

 

Quarta, 29 Julho 2015 18:55

Será nesta sexta-feira (31), às 17 horas, na Sede do Sindipetro PR e SC (R. Lamenha Lins, 2064, Rebouças - Curitiba).

Quarta, 29 Julho 2015 13:16

Os temas tratados na última reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, realizada dia 24 de julho de 2015, apontam para o prosseguimento da agenda de forte descontinuidade de várias atividades da empresa. Ou seja, a alta gestão da estatal continua com a estratégia de abrir mão de vários negócios da companhia, fato já evidenciado no Plano de Negócios e Gestão de 2015.



Um primeiro empreendimento discutido na reunião foi a BR Distribuidora, que conforme mencionado pela empresa no seu blog Fatos e Dados, a organização já está estudando a possibilidade de um sócio estratégico e a abertura de capital. Embora a sinalização atual seja que, caso esse processo ocorra, envolva um percentual minoritário das ações, fica evidente a estratégia da Petrobrás reduzir seu poder de atuação no segmento de distribuição de combustíveis. Mais do que a redução dos investimentos no setor, esse processo significa a transferência de um ativo da empresa para o mercado, ou seja, nada mais do que uma privatização!

Como se isso não bastasse, a tendência é que esse movimento ocorra no curto prazo, ou seja, sem que haja uma discussão com a sociedade e com a força de trabalho.
 Além da redução, a Petrobrás mais uma vez pode abrir mão de fomentar um projeto de desenvolvimento da indústria nacional para adquirir sondas do mercado internacional.
A alta oferta de sondas no mercado pode atrapalhar a manutenção de sondas próprias atuando, bem como a encomenda da mesma quantidade de sondas que deveriam ser fabricadas aqui no Brasil.


Esses pontos mostram que já está em curso a estratégia da empresa de reduzir sua participação direta na cadeia produtiva de energia, bem como na sua atuação como fomentadora da indústria nacional. Seja por meio de venda de ativos e/ou redução de investimentos, o fato é que a estatal deve deixar de atuar no desenvolvimento dos segmentos de gás, distribuição de combustíveis e da produção de navios diminuindo empregos e renda de centenas de trabalhadores.

Importantes Conquistas

Apesar do futuro incerto da Petrobrás e da equivocada estratégia adotada pela nova gestão da companhia, algumas deliberações da última reunião do Conselho de Administração (CA) significaram importantes avanços para ampliar a atuação da categoria petroleira. Além disso, algumas alternativas apresentadas pela empresa confirmaram como o envolvimento dos petroleiros tem sido fundamental para as decisões estratégicas da organização no longo prazo.

Em primeiro lugar, a Petrobrás tem considerado a possibilidade de buscar financiamentos estrangeiros para concluir parte das obras do Comperj. Essa alternativa, embora não fosse a ideal, já foi colocada como uma alternativa pela FUP – Federação Única dos Petroleiros, para garantir a realização dos investimentos da estatal no curto e médio prazo, a fim de evitar o processo de retração e descontinuidade de várias atividades da companhia. Como demandado pela FUP em um DNE encaminhado a Petrobrás, uma alternativa para manter os investimentos da empresa seria “continuar com acordos de fornecimento de petróleo em troca de financiamentos com outros países”. Ao que parece, esse instrumento poderia ser utilizado pela estatal para a conclusão das obras da refinaria.

Em segundo lugar, o Conselho de Administração aprovou a participação permanente do Representante dos Trabalhadores no Comitê Estratégico do CA, o que garantiu a atuação da força de trabalho em discussões de cunho estratégico da Petrobrás no longo prazo, além de possibilitar ter acesso a informações importantes para entender as alternativas e opções existentes para a companhia no futuro. Por fim, a proposta para a ampliação do mandato dos conselheiros de um para dois anos foi aceita pelo CA. O próximo passo é encaminhá-la para AGE a fim de aprovar a alteração no Estatuto.

Essas conquistas foram importantes para aumentar os espaços de atuação dos trabalhadores dentro do Conselho de Administração e buscar alternativas ao atual processo de retração da Petrobrás está para nova gestão da companhia.

Sexta, 24 Julho 2015 19:33

Desde a zero hora desta sexta-feira, 24, os petroleiros iniciaram a greve nacional de 24h, indicada pela FUP e seus sindicatos e referendada em assembleias realizadas por todo o país.

A greve de advertência é um protesto da categoria contra o novo Plano de Gestão e Negócios da Petrobrás referente aos anos de 2015/2019 e, contra o PLs 131, o projeto entreguista do Serra, que pode tirar da Petrobrás o papel de operadora única do pré-sal. Mais uma vez, os trabalhadores estão demonstrando grande capacidade de organização e resistência e, compreendendo que neste momento, não há outra saída para defender os direitos da classe trabalhadora, a não ser lutando.

Confira o quadro nacional: 

NF - Nas bases de Terra do Norte Fluminense, a paralisação começou no Terminal de Cabiúnas, às 23h30, quando os trabalhadores entregaram a produção da unidade. O acesso à carga de gás do terminal também está bloqueado.

Na Bacia de Campos, 25 plataformas aderiram à greve e, até o momento, 17 delas entregaram a operação das suas unidades. São elas: PCH-1, PVM-3, P-65, P-63, P-55, P-48, P-47, P-37, P-33, P-26, P-20, P-19, P-18, P-15, P-09, P-08, P-07. Um total de 25 plataformas estão no movimento.

SP – No estado de São Paulo, todas as unidades operacionais como as refinarias Replan e Recap, assim como os terminais da Transpetro em Barueri, Recap, São Caetano, Guararema, Guarulhos e Usinas Termoelétricas estão paralisadas. Nestas unidades, houve corte de rendição nos turnos e atrasos de duas horas na entrada do expediente dos trabalhadores terceirizados que atuam na manutenção. Nas áreas administrativas, a greve também teve adesão de trabalhadores próprios e terceirizados. No OSBRA, a greve segue forte com adesão de 99% dos trabalhadores dos terminais de Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia, Senador Canedo e Brasília.

Duque de Caxias – Nas unidades da Reduc, Terminal de Campos Elíseos (TECAM) e Usina Termoelétrica Governador Leonel Brizola, o corte de rendição começou às 23h de ontem. O Sindipetro Caxias montou um acampamento na frente destas unidades, onde estão sendo realizadas diversas mobilizações de conscientização sobre a importância da greve. Em solidariedade à paralisação dos petroleiros, também estão presentes no movimento diversos integrantes de movimentos sociais, estudantis e de outras categorias.

MG – Em Minas Gerais, não houve troca de turno nas unidades da Refinaria Gabriel Passos (Regap), na Termoelétrica Aureliano Chaves, na Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros e no terminal da Transpetro em Juiz de Fora. A paralisação começou às 23h30 de ontem. A greve também teve adesão de trabalhadores das áreas operacionais e administrativas destas unidades. Na manhã de hoje, o Sindipetro MG realiza um ato na frente da refinaria.

ES – No Espírito Santo, todas as unidades operacionais tiveram corte de rendição à zero hora de hoje. Os trabalhadores da UTG, em Linhares, da UTG-SUL, em Anchieta, dos terminais da Transpetro Barra do Riacho, em Aracruz e do TEAVIT, em Vitória, não fizeram a troca de turno e estão realizando apenas as operações padrão. O pátio de estocagem de equipamento de apoio marítimo (TINS) às plataformas do estado também está paralisado. No EDIVIT, edifício sede da Petrobrás em Vitória, a paralisação começou às 5h de hoje. Em todas as unidades do estado, a greve teve adesão de trabalhadores próprios e terceirizados.

PR/SC – No Paraná, o movimento de greve está forte na Repar, nos terminais da Transpetro (Six, Tepar, Teguacu , Tefran, Tejai e Temirim), assim como nas unidades administrativas, com adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados. Na Fafen-PR, a paralisação começou às 23h30 de ontem.

RS – Houve corte de rendição e os trabalhadores não fizeram a troca de turno na Refap. Até o fechamento deste informe, não obtemos informações sobre o movimento de greve nos terminais da Transpetro no estado.

 

PE/PB – Em Pernambuco, a paralisação começou forte no Terminal de Suape.

BA - Na Bahia, a paralisação acontece em todas as unidades do estado: campos de Candeias, Santiago, Bálsamo, Taquipe, Araçás/Imbé, Buracica, Miranga, assim como na PBIo, Fafen, UTE, Arembepe, UTe Rômulo Almeida, Ute Muricy, UTE Bahia 1, Transpetro, Bacam Gascac , RLAM, conjunto Pituba, COFIP, Universidade Petrobrás e UTE Celso Furtado. A paralisação foi aderida por trabalhadores próprios e terceirizados. O corte de rendição também começou à zero hora.

CE -No Ceará, os trabalhadores não estão emitindo permissão de trabalho (PTs) nas plataformas marítimas, na Petrobrás Biocombustível (PBIO), na Lubnor e no terminal da Transpetro. A greve foi aderida por trabalhadores das áreas operacionais e administrativas.

RN – No Rio Grande do Norte, todas as bases estão paralisadas. Na sede administrativa da Petrobrás em Natal, a greve teve adesão de 90% dos trabalhadores próprios e terceirizados, assim como na mesma unidade de Mossoró. Na manhã de hoje, representantes do Sindipetro RN fizeram um bloqueio na BR 304, que dá acesso a essa base. Nas plataformas do estado, o movimento de greve também é intenso e houve suspensão de Permissões de Trabalho (PTs) desde às 7h desta sexta. No Pólo de Guamaré, local que recebe e processa toda produção de petróleo do estado, houve corte de rendição e, os trabalhadores que permanecem nas unidades, efetuam apenas as operações padrão.

AM – No Amazonas, a greve começou na principal unidade do estado, que é a Refinaria de Manaus (Reman), onde a rendição foi cortada desde às 23h de ontem. Nas demais unidades do estado como Serviço Compartilhado, Terminal sede da Transpetro e DGN,Terminal Aquaviário de Coari e sede da Engenharia, a greve também foi aderida por trabalhadores próprios e terceirizados das áreas operacionais e administrativas.

Quarta, 22 Julho 2015 17:13

Um comunicado enviado pela Petrobrás à toda força de trabalho da companhia no início da noite de terça-feira (21) tenta desmobilizar a greve de 24 horas marcada para a próxima sexta-feira (24). O movimento dos petroleiros foi aprovado em assembleias na grande maioria das unidades do Sistema Petrobras e é fruto dos debates da V Plenária Nacional da FUP, onde se decidiu priorizar a pauta política de defesa da companhia contra o plano de desinvestimentos e venda de ativos anunciado pela empresa.

A categoria entende que a política de investimentos da empresa é a base de sustentação para que não ocorra um retrocesso nos avanços sociais do país, bem como nas melhorias salariais e de benefícios conquistadas na luta pelos petroleiros nos últimos anos.

Sob o pretexto de que os trabalhadores reflitam sobre “o momento que está enfrentando e o papel de cada um na defesa da imagem e na construção do futuro da companhia”, a direção da Petrobrás tenta defender seu Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2015-2019, que foi aprovado pelo Conselho de Administração no dia 26 de junho. Porém, na nota enviada aos trabalhadores, a gestão comete uma grande gafe ao afirmar que o foco do PNG é  “a redução do nível de endividamento da companhia e o aumento da rentabilidade com geração de valor para os acionistas”.

É justamente contra isso que a categoria está em luta. A empresa não deve ser usada para garantir os lucros dos acionistas e do capital especulativo, mas sim para ser a mola propulsora do desenvolvimento econômico e social da nação.

A direção da Petrobras ainda tenta se omitir com relação à pauta da categoria, na qual é pleiteado que a empresa manifeste publicamente o interesse em ser operadora exclusiva do pré-sal. Ao invés disso, o comunicado diz que “a companhia não pode interferir nos debates políticos sobre mudanças na legislação brasileira. Como qualquer outra empresa, cabe à Petrobras cumprir a lei vigente”. A Petrobrás é uma empresa estatal e tem o direito de se posicionar com relação a mudanças na legislação do setor que venham a prejudicar suas operações.

Essa mensagem passa à categoria a certeza de que a direção da empresa prioriza os acionistas e o capital especulativo internacional em detrimento aos interesses de construção da pátria maior. Que o comunicado sirva de combustível na fogueira de nossa luta em defesa da Petrobrás e do Brasil.

Sexta, 17 Julho 2015 17:44

Para terminar bem a próxima semana e dar o recado à direção da Petrobrás, os petroleiros do Paraná e Santa Catarina fazem paralisação de 24 horas na próxima sexta-feira (24). O movimento foi aprovado por ampla maioria dos votos nas 21 sessões de assembleia realizadas pelo Sindipetro entre os dias 08 e 14 de julho.

As assembleias também aprovaram a pauta política em defesa da Petrobrás construída durante a 5ª Plenária Nacional dos Petroleiros. A categoria demonstrou consciência de que a política de investimentos da empresa é a base de sustentação para que não ocorra um retrocesso nos avanços sociais do país, bem como nas melhorias salariais e de benefícios conquistadas na luta pelos petroleiros nos últimos anos.

A Campanha Reivindicatória deste ano prioriza a luta pelo cancelamento do plano de desinvestimentos e venda de ativos, a recomposição do efetivo de trabalhadores próprios e a retomada das obras suspensas, como o Comperj, a Fafen-MS e parte da Refinaria Abreu e Lima (PE).

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Edição Nº 1418

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