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Terça, 16 Setembro 2014 13:29

Logo pela manhã desta segunda-feira, 15, caravanas com petroleiros de vários estados do país e do interior do Rio de Janeiro ocuparam a Praça da Cinelândia, em frente à Câmara Municipal, com bandeiras vermelhas e faixas em defesa do pré-sal, da Petrobrás e do Brasil. O ato começou por volta das 10 horas, com cerca de cinco mil trabalhadores, estudantes e militantes dos movimentos sociais e partidos políticos do campo da esquerda.

Aos poucos, o ato foi enchendo e os manifestantes ocuparam também as escadarias do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Do alto do carro de som, as lideranças sindicais, estudantis e dos movimentos sociais davam seu recado, denunciando os ataques da direita contra a Petrobrás e o pré-sal. Representantes da FUP, dos sindicatos petroleiros, da CUT, CTB, UGT, MAB, MST, UNE, UBES, UEE, Levante Popular, movimento negro, movimento de mulheres e diversas outras entidades de luta denunciavam a campanha de Aécio e Marina de desmoralização da Petrobrás, com a intenção de preparar a privatização da empresa e do pré-sal.

Ao lado dos petroleiros uniformizados, misturavam-se metalúrgicos com os macacões dos estaleiros de Niterói, de onde saíram caravanas com cerca de dois mil operários em defesa do pré-sal e da Petrobrás, cujas encomendas recuperaram a indústria naval brasileira, que empregava pouco mais de sete mil trabalhadores em 2003 e hoje gera cerca de 80 mil empregos diretos e mais de 300 mil indiretos.

Pela Cinelândia, palco histórico de manifestações no Rio de Janeiro, circulavam bancários, professores, trabalhadores rurais, químicos e diversos estudantes e jovens, agitavam suas bandeiras, alegres, sem se deixar incomodar pelo sol escaldante e temperaturas acima de 37 graus. Quando a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciada, aplausos e gritos tomaram conta dos manifestantes.

Lula fez questão de vestir o uniforme de operário da Petrobrás, com seu nome gravado, e, ao lado do coordenador da FUP, José Maria Rangel, foi recebido pelos trabalhadores que, em passeata, seguiram junto com ele pela Rua Treze de Maio, em direção à Avenida Chile, onde fica localizada a sede da Petrobrás.

Na passarela, que liga o BNDES ao prédio da estatal, o ato já concentrava cerca de dez mil pessoas, eufóricas para ouvir Lula. Num palco armado de frente para a Petrobrás, o ex-presidente falou aos trabalhadores da empresa. "Eu fiz questão de colocar essa camisa da Petrobras, porque quando começa a acontecer denúncias da Petrobras, tem gente que fica com vergonha de usar essa camisa", ressaltou.

"Eu não acreditava que seria possível tiramos petróleo de sete mil metros de profundidade. Muita gente dizia que não tínhamos tecnologia, pois estamos hoje tirando mais petróleo que tiramos nos primeiros 31 anos da Petrobrás", destacou Lula. "A gente já tem petróleo e tem filho de pedreiro cursando universidade. Se a gente conseguiu fazer isso sem o petróleo, imagina o que faremos com os recursos do pré-sal", retrucou, mandando um recado direto para os petroleiros que acompanhavam seu discurso das janelas e saguões do Edise: "Os trabalhadores da Petrobrás não têm nenhuma razão pra não andar de cabeça erguida. Nenhum petroleiro pode estar com a auto-estima baixa".

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, lembrou que o atual ministro do Tribunal de Contas da União, José Jorge, relator da investigação da compra da refinaria de Pasadena, era no governo de FHC ministro das Minas e Energia. "Foi na gestão dele que a P-36 afundou, que a Petrobrás promoveu a troca de ativos que resultou na entrega de 30% da Refap para a Repsol", ressaltou.

"Nós que estamos hoje nas ruas para defender a Petrobrás, o pré-sal e o Brasil, nós temos legitimidade, que poucos segmentos da sociedade têm", frisou José Maria, destacando para o presidente Lula que os petroleiros lutaram muito por um novo projeto de país. "Quando esse operário foi eleito, a nossa empresa caminhava para a entrega, a nossa empresa caminhava para ser privatizada, a nossa empresa tinha acabado de ter um acidente onde morreram 11 trabalhadores, onde afundaram uma plataforma", declarou, relembrando o acidente com a P-36, em março de 2001.

O coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, foi outra liderança nacional que falou aos petroleiros e manifestantes em frente à sede da Petrobrás. "A Petrobrás tem condições de explorar todo o petróleo que temos e viemos aqui para dizer para a dona Marina, que ela não tem direito nenhum de julgar ou de criticar o pré-sal, porque o pré-sal é do povo. E ela que se invente de botar a mão na Petrobrás que nós voltaremos aqui todos os dias para defender essa empresa que é nossa", ressaltou.

Também fizeram o uso da palavra o petroleiro Roni Anderson Barbosa, que falou pela CUT, o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, a presidente da UNE, Vic Barros, e José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás e atual diretor corporativo e de Serviços da empresa. O ato foi encerrado por volta das 14 horas, ao som do hino nacional e com um abraço simbólico ao prédio da Petrobrás.

Fonte: Imprensa FUP

Sexta, 12 Setembro 2014 12:32

Reunido nesta quinta-feira, 11, no Rio de Janeiro, o Conselho Deliberativo da FUP avaliou a proposta salarial apresentada ontem pela Petrobrás e entendeu que o reajuste proposto pela empresa está muito aquém da reivindicação dos petroleiros e abaixo da média do que tem sido conquistado pelas demais categorias. Formado por representantes de todos os sindicatos filiados e pela direção da FUP, o Conselho indicou a rejeição da atual proposta e estabeleceu prazo até o dia 23 para que a Petrobrás apresente uma nova contraproposta.

A atual proposta de reajuste da empresa representa ganho real para os trabalhadores da ativa entre 0,79% e 1%, bem abaixo dos 5,5% reivindicados pelos petroleiros e da média conquistada pelas categorias que fecharam acordos no primeiro semestre. Estudo do Dieese com base em cerca de 400 negociações coletivas acompanhadas pelo órgão aponta que 45% das categorias que obtiveram ganhos reais conquistaram índices entre 1% e 2% acima da inflação e outros 20% garantiram de 2% a 3% de aumento.

A orientação do Conselho Deliberativo da FUP é de que os sindicatos realizem assembléias até o dia 19, com o indicativo de rejeição da proposta da Petrobrás. O prazo para que a empresa apresente uma nova contraproposta é dia 23 de setembro e no dia 24 será realizada uma nova reunião do Conselho para avaliar e definir os rumos da campanha salarial.

Fonte: FUP

Quinta, 11 Setembro 2014 18:56

Seis trabalhadores ficaram feridos após uma explosão na manhã desta quinta-feira (11), na Refinaria Henrique Laje (Revap), em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

De acordo com o Sindicato da Construção Civil, o acidente aconteceu por volta das 11h40 na área de montagem da refinaria e deixou seis trabalhadores feridos. As vítimas seriam dois operários da própria refinaria da Petrobras e quatro funcionários de empresas terceirizadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, quatro vítimas foram levadas para o hospital Policlin e duas, que estariam em estado mais grave, foram encaminhadas para o pronto-socorro da Vila Industrial. O estado de saúde das vítimas não foi informado pelos hospitais até as 13h20.

O Corpo de Bombeiros informou que deslocou duas viaturas para o atendimento da ocorrência na Revap. Às 13h15, os Bombeiros permaneciam no local, mas a informação é de que o incêndio provocado após a explosão já havia sido controlado e não havia mais risco de explosões.

Procurada, a Revap ainda não havia se posicionado sobre o assunto até a publicação da reportagem.

Fonte: G1/globo.com

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Mais dois trabalhadores morrem e gestores da Petrobrás agem como se nada tivesse acontecido

Quarta, 10 Setembro 2014 17:50

Desde que o Sindipetro alertou que estelionatários estão atuando contra os petroleiros do Paraná e Santa Catarina, quase que diariamente chegam novos relatos de golpes na categoria, principalmente em aposentados e pensionistas.

O modus operandi segue o mesmo. Telefonam de um número de Brasília (DDD 061) ou de Curitiba (DDD 041) e se identificam como funcionários da Petros ou advogados do Sindicato. Em seguida pedem que seja feito um depósito em determinada conta para liberar valores de reclamação trabalhista. Em alguns casos informam até o número da ação.

Fique atento, isso é um golpe! Em nenhuma situação é requerido dinheiro para liberar verbas de ações trabalhistas. Muito pelo contrário, quando o escritório que assessora o Sindicato entra em contato é para pagar valores de ações que tiveram êxito na Justiça.

Se isso acontecer com você, tente extrair o máximo de informações possíveis (nº da conta a qual pedem que seja efetuado depósito, telefone para contato, entre outros) e comunique o Sindicato. Também é prudente registrar boletim de ocorrência na Polícia. Em qualquer situação, jamais faça o depósito!

Quinta, 04 Setembro 2014 15:34

Uma equipe multidisciplinar do RH Corporativo do Sistema Petrobrás vai estar na Sede do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, em Curitiba, nesta sexta-feira (05), a partir das 10 horas, para apresentar o novo modelo do Benefício Farmácia.

A intenção é alcançar os aposentado, pensionistas e os empregados que estiverem de folga ou férias e que não terão a oportunidade de assistir a apresentação em sua unidade de trabalho.

A palestra vai abordar os aspectos gerais do novo modelo de benefício e esclarecerá dúvidas recorrentes.

Terça, 02 Setembro 2014 19:32

A Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, foi palco de uma grande manifestação da FUP e seus sindicatos, que reuniu na manhã desta terça-feira, 02, mais de 300 aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás, em frente à sede da Petros. O ato marcou o lançamento da campanha salarial dos petroleiros, que reivindicam 5,5% de ganho real e os níveis devidos aos assistidos do Plano Petros. Vindos em caravanas de várias regiões do país, eles ocuparam a rua por mais de três horas, bloqueando os dois acessos ao prédio da Petros, em protesto contra o descumprimento da Cláusula 181 do Acordo Coletivo de Trabalho, onde os gestores da Fundação e da Petrobrás se comprometem a viabilizar para os assistidos do Plano Petros a extensão dos níveis recebidos pelos trabalhadores da ativa nos anos de 2004, 2005 e 2006.

Até agora, no entanto, o pagamento foi garantido somente para cerca de três mil aposentados e pensionistas, cujas ações judiciais já foram transitadas em julgado e executadas. Os demais 30 mil assistidos do Plano Petros que pleiteiam o mesmo direito continuam sem perspectivas de terem seus benefícios corrigidos, em função  de um impasse criado pela direção da Petros, cujos pareceres jurídicos estão sendo utilizados pela Petrobrás para descumprir o que foi acordado com a categoria. Além disso, os participantes da mobilização reivindicaram o cumprimento dos acordos, principalmente o AOR (Acordo de Obrigações Recíprocas), que devem implantar a separação de massas na Petros, entre repactuados e não repactuados.

 

Parecer da FUP rebate alegações da Petros

Ao final do ato, a FUP apresentou à direção da Petros o parecer de sua assessoria jurídica e atuarial, que rebate categoricamente as alegações da Fundação. "Lamentamos profundamente que essa Direção se esconda ou se omita na solução desse imenso contencioso jurídico, se utilizando de um parecer jurídico, cheio de falhas e contradições, que não encontra respaldo, nem mesmo junto as próprias atrocinadoras e de fácil contestação, ao invés de colaborar com a solução desse problema, visto que, na Justiça Trabalhista, na sua maior instância, esse contencioso jurídico já está pacificado favoravelmente aos reclamantes e na Justiça Civil, onde as diversas decisões que já ocorreram estão sendo, também, favoráveis aos reclamantes", ressaltou a FUP na carta encaminhada à direção da Petros.

Os dirigentes sindicais também responsabilizaram os gestores da Fundação pelo impasse criado: "A atitude dessa Direção além de prejudicar milhares de aposentados e pensionistas, obrigando-os a aguardarem por um longo período a tramitação dos seus processos judiciais, ou obrigando-os a ingressar com novas ações judiciais, aumentando, mais ainda, esse contencioso e desta forma, aumentando, mais ainda, as despesas da nossa própria Fundação com custas judiciais, honorários de sucumbência e caríssimos escritórios de advocacia contratados pela Petros".

 

Aposentados e pensionistas exigem respeito

Com faixas e cartazes exigindo respeito e cumprimento do Acordo, aposentados e pensionistas ocuparam o acesso à sede da Petros, demonstrando sua indignação com a postura dos gestores da Fundação. Apesar da idade avançada de muitos dos que se manifestavam, eles não se deixaram abater nem mesmo pelo cansaço de mais de 12 horas de viagens, em caravanas que vieram de estados distantes como Paraná, Bahia, Minas Gerais, além de cidades do Norte Fluminense.

 "Há mais de dez anos, cobramos da Petros e da Petrobrás que nos paguem esses níveis. Não estamos pedindo nada demais. Os companheiros da ativa receberam, nós temos o mesmo direito", ressaltou Dionísio Bispo de Jesus,  81 anos, (foto acima) dos quais 34 dedicados às Petrobrás. "Trabalhei muito duro, dando apoio na manutenção das áreas de produção da Bahia", revelou. Para participar do ato, ele saiu de Campos, de madrugada e enfrentou mais de seis horas de viagem com outros 80 companheiros do Norte Fluminense.  

Também participaram do ato, aposentados e pensionistas das bases do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Sindipetro Unificado-SP e de Duque de Caxias, além de representações sindicais do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte. Nas demais bases da FUP, as mobilizações foram concentradas nas unidades operacionais e administrativas. Várias lideranças sindicais se manifestaram, exigindo o cumprimento do que foi acordado na campanha reivindicatória do ano passado.

 

"Em vez da Petros ajudar a resolver o problema, ela prefere o impasse"

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressaltou que a extensão dos níveis, assim como o Benefício Farmácia, são conquistas importantes do Acordo Coletivo, com impacto grande na vida dos aposentados e pensionistas. "Isso não nos foi dado de graça. Fizemos uma greve de sete dias e foi na luta que garantimos essas conquistas", lembrou. Ele declarou que a solidariedade dos aposentados e pensionistas com os trabalhadores da ativa nas mobilizações e greves tem sido a marca da categoria e deu o recado à direção da Petros: "Se não tivermos uma solução que resolva este impasse e garanta o cumprimento do Acordo, faremos uma mobilização muito mais contundente".

O diretor da FUP, Paulo César Martin, conselheiro deliberativo da Petros eleito pela categoria, foi enfático ao responsabilizar a direção da Petros pelo impasse que está prejudicando milhares de aposentados e pensionistas. "O parecer da Petros é contraditório até mesmo com o que diz o parecer da Petrobrás, que assegura ser possível sim pagar os níveis e honrar o que foi acordado com a FUP e seus sindicatos. Portanto, em vez da Petros ajudar a resolver o problema, ela cria mais problemas, gerando esse impasse", declarou Paulo César, lembrando que tanto a Justiça do Trabalho, quanto a Justiça Civil têm se manifestado favoráveis às ações onde os aposentados e pensionistas pleiteiam o recebimento dos níveis. "É uma irresponsabilidade da diretoria da Petros se esconder atrás de pareceres que negam a realidade jurídica dos fatos, prejudicando os assistidos do Plano Petros e gastando o dinheiro da Fundação com escritórios caros de advocacia, pagando multas e sucumbências, sabendo que será condenada por esse passível", ressaltou.

Clique aqui e aqui para acessar os documentos enviados à Petros, com o parecer da assessoria jurídica da FUP sobre o nível dos aposentados.

Fonte: FUP, por Alessandra Murteira, com fotos de Samuel Tota

Segunda, 01 Setembro 2014 18:21

A Petrobrás concordou em adiantar a reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses, na folha de pagamento de setembro, de acordo com o IPCA, que é aferido pelo IBGE. A informação foi divulgada pela Federação Única dos Petroleiros, na tarde da última sexta-feira, 29. O reajuste será retroativo a 1 de setembro, data-base da categoria, e incidirá também sobre a RMNR, auxílio-almoço, gratificação do adicional de Campo Terrestre, adicional do Estado do Amazonas, além da tabela da AMS.

O IPCA acumulado entre setembro de 2013 e agosto de 2014 deverá ser divulgado na próxima sexta-feira, 05/09. Os petroleiros reivindicam a reposição da inflação pelo ICV/Dieese (cuja estimativa é de 6,87%) e 5,5% de aumento real. A pauta salarial da categoria foi apresentada à Petrobrás e subsidiárias no último dia 27. Neste ano a Campanha Reivindicatória trata somente de cláusulas econômicas.

A Petrobrás estabeleceu prazo até o dia 11/09 para que os sindicatos assinem o Termo de Compromisso referente à antecipação da reposição da inflação, garantindo, assim, o pagamento no dia 25/09. A FUP cobrou da Companhia que apresente o quanto antes o calendário de reuniões para dar continuidade às negociações.

Sexta, 29 Agosto 2014 19:37

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