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Sexta, 10 Outubro 2014 17:40

Os petroleiros sofreram uma série de ataques durante os dois governos do PSDB, principalmente em função da resistência à privatização da Petrobrás. Os tucanos acabaram com a estabilidade no emprego e o extraturno (dobradinha) e tentaram fazer o mesmo com a AMS, o regime 14x21 e o plano de cargos. Além disso, o governo editou uma resolução que impôs diferenciações para os trabalhadores admitidos após setembro de 1997, que perderam adicionais, o pagamento integral das férias e horas extras, entre outros direitos. Somente após 2003, conseguimos recuperar o que foi retirado pelos tucanos.

 

ARROCHOS X GANHOS REAIS

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O arrocho salarial foi uma das marcas dos governos do PSDB. Na Petrobrás e subsidiárias, os reajustes sequer cobriam a inflação. Em 1998, a empresa impôs zero de reajuste salarial, apesar da inflação de 2,55%. O resultado desta política é que entre 1996 e 2002, os petroleiros acumularam 9,9% de perdas salariais. Somente nos governos Lula e Dilma, a categoria voltou a recuperar o poder de compra, conquistando ganhos reais em todas as negociações. Segundo o Dieese, entre 2003 e 2014, os salários dos petroleiros acumularam 45,4% de aumento acima da inflação.

Outra conquista importante nos últimos anos foi o fortalecimento do plano de cargos e salários, garantindo a progressão automática, sem privilégios e discriminações. Nos governos do PSDB, os avanços de níveis e cargos era integralmente controlados pelas gerências, que faziam do PCAC o principal instrumento de cooptação e punição dos trabalhadores.

Redução x Recomposição de efetivos

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A Petrobrás chegou a ficar mais de uma década sem realizar concursos públicos nacionais. As admissões eram pontuais e localizadas. O resultado é que na década de 90, os efetivos de trabalhadores próprios foram reduzidos praticamente à metade. A política do PSDB de desmantelamento da empresa levou à terceirização de atividades-fim, processo que foi intensificado e só será estancado com a continuidade dos concursos públicos retomados nos últimos anos. Entre dezembro de 2002 e dezembro de 2013, a Petrobrás contratou 39.368 petroleiros. Na década anterior, o caminho foi inverso: entre 1994 e 2001, a empresa retirou de seus quadros 16.048 trabalhadores. A continuidade dos concursos públicos é que garantirá a recomposição dos efetivos, dando oportunidade para que os trabalhadores terceirizados sejam admitidos pela empresa.

Do desmonte à produção do pré-sal

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Em 2002, no final do governo do PSDB, os investimentos da Petrobrás representavam apenas 3% do PIB. Hoje, a estatal é responsável por 13% da riqueza nacional. Em 2002, os investimentos em exploração e produção de petróleo e gás beiravam 2,8 bilhões de dólares, menos do dobro do que era investido em 1994. Nos governos Lula eDilma, os investimentos no E&P foram multiplicados por dez, chegando a 30 bilhões de dólares em 2013. Se compararmos o volume total de investimentos da Petrobrás entre 2002 e 2013, os números são igualmente impressionantes: os valores passaram de U$ 6,4 bilhões para 52,2 bilhões de dólares!

Mas, o desmonte promovido pelo PSDB nos anos 90 foi além do E&P. Sucatearam completamente o CENPES e a Engenharia e ainda desmantelaram o setor de transportes de petróleo e derivados, criando a Transpetro. Os tucanos também entregaram 30% da Refap à multinacional Repsol e prepararam a venda de parte da Reduc, das FAFENs e de outras refinarias.

A partir de 2003, o CENPES passou a ser fortalecido com investimentos estratégicos, mais do que dobrou suas instalações e fez convênios com centros de pesquisas de dezenas de universidades pelo país afora. Somente entre 2003 e 2012, a Petrobrás registrou 450 patentes! O parque de refino também foi modernizado e, pela primeira vez em décadas, a Petrobrás está construindo novas refinarias. Soma-se a isso a produção do pré-sal, que já gira em torno de 650 mil barris diários de óleo e gás, em apenas oito anos desde que foi descoberto.

Fonte: FUP

 

Segunda, 29 Setembro 2014 17:57

Nº 1336

Quarta, 24 Setembro 2014 19:20

Majoração de 9,71% na RMNR, representando ganho real variável entre 2,36 e 3%

Segunda, 22 Setembro 2014 18:51

A insegurança na Bacia de Campos continua preocupando os trabalhadores e o movimento sindical. Na última sexta-feira, 19, dois episódios reforçaram as denúncias e cobranças da FUP e do Sindipetro-NF que apontam a urgência de uma nova polítlia de SMS nas unidades do Sistema Petrobrás.

Baleeira cai e petroleiros relembram Enchova
Durante um teste de carga da baleeira na plataforma P-35, no último dia 19, os freios não atuaram e ela foi ao mar. Segundo informação, a baleeira passou por manutenção  no dia 30 de agosto, passou apenas por um teste de navegabilidade e foi liberada para utilização. Por sorte, não havia ninguém dentro da mesma e nenhum trabalhador foi ferido.

Cerca de 30 anos depois do Acidente de Enchova, que vitimou trabalhadores após a queda de uma baleeira, esses equipamentos continuam não tendo sua devida importância levada em conta na hora de uma manutenção.  Nesta quarta-feira, 24, a plataforma passará por uma inspeção da Marinha.

Operador de Cherne morre após passar mal e ser atendido por videoconferência
Também na sexta-feira, 19, o Técnico de Operações Pleno de PCH-2, Jorge Antônio Tomaz, morreu, após passar mal a bordo da plataforma e ser atendido por videoconferência. O trabalhador embarcava há vários anos na plataforma e retornou de mais uma folga no último dia 17. No dia seguinte,18,  pela manhã, ele apresentou um quadro de enjoos, fez um atendimento com o médico de terra por videoconferência e foi liberado em seguida. Na sexta, 19, desmaiou no banheiro da plataforma e foi levado à enfermaria, onde o médico, novamente por videoconferência, decidiu pelo desembarque com resgate aeromédico. Ao chegar em Macaé, ainda no aeroporto, sofreu um infarto, não resistiu e faleceu. As informações foram repassadas ao sindicato pelo SMS da UO-BC.
Para a FUP e o Sindipetro-NF, toda a circunstância da morte precisa ser esclarecida, apurando o desenrolar dos acontecimentos desde o embarque do trabalhador, especialmente o primeiro atendimento e as condições do resgate.  A entidade sempre criticou de forma veemente os atendimentos à distância que são realizados nas plataformas.

Fonte: FUP, com informações do Sindipetro-NF

Quinta, 18 Setembro 2014 20:04

Conforme determinação das assembleias realizadas entre os dias 27 e 29 de agosto, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina vai ingressar com ação judicial para seus associados a fim de pleitear o tempo dispensado maior que a jornada normal de 8 horas, com compensação ou não, para os trabalhadores sindicalizados que estão no regime administrativo.

Diante disso, o Sindicato convoca todos os trabalhadores enquadrados nessa situação para preencherem os formulários de habilitação na ação e o contrato de honorários advocatícios.

Os documentos devem ser solicitados através do e-mail liliane@sindipetroprsc.org.br e podem ser entregues na Sede do Sindicato de Curitiba, regionais sindicais de Joinville, Paranaguá e São Mateus do Sul ou ainda para os dirigentes sindicais. Fique atento! O prazo final é 31 de outubro.

:: Serviço
• Habilitação na ação de compensação de horas/banco de horas – exclusivo regime administrativo
• Solicitar documentos a serem preenchidos pelo e-mail liliane@sindipetroprsc.org.br
• Entregar em qualquer sede do Sindicato ou para os dirigentes sindicais
• Prazo final para entrega: dia 31 de outubro

Quinta, 18 Setembro 2014 15:53

Na madrugada desta quinta-feira, 18, ocorreu um acidente na Unidade Operacional da Petrobrás no Espírito Santos, no município de Linhares, onde mais um trabalhador terceirizado perdeu a vida devido à insegurança da empresa. Sidnei Vieira Messias, de 44 anos, era casado, tinha dois filhos e trabalhava como operador de sondas terceirizado, da empresa Tuscany, que presta serviços à Petrobrás no estado.

Segundo informações preliminares do Sindipetro -ES, o acidente aconteceu na Sonda 128, às 3h20 da manhã. O trabalhador, ao executar a manobra de descida de uma coluna de perfuração, foi atingido por um estabilizador de aproximadamente 9 metros de cumprimento, pesando uma tonelada. A queda do estabilizador atingiu o operador no torax, causando fratura as costelas que perfuraram o pulmão. Ainda, segundo o sindicato, o trabalhador acidentado recebeu os primeiros socorros no Hospital de Linhares e, logo após foi tranfesrido de helicóptero, ao hospital de Vitória, onde faleceu.

O Sindipetro -ES está buscando mais informações para confirmar se o acidente foi causado por uma falha de operação e também participará da comissão oficial de investigação do acidente.

Este já é o nono acidente no ano de 2014 e, o terceiro, em menos de quinze dias. Os dois últimos ocorreram no dia 09 e 10, no Paraná e em Duque de Caxias.

A FUP e seus sindicatos lamentam a perda de mais um trabalhador que prestava serviços à Petrobrás, se solidariza à familia e continuará cobrando com veemência, que a empresa mude a postura de "pouco caso" com a segurança da categoria.

Fonte: Imprensa FUP

Terça, 16 Setembro 2014 19:31

Nº 1335

Terça, 16 Setembro 2014 19:04

Nº 1334

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