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Sexta, 25 Setembro 2015 12:58

Desde terça-feira, 22, a direção da FUP está reunida em Brasília. A escolha da Capital Federal, mais uma vez, se deu por conta das investidas dos deputados e senadores entreguistas em votar a urgência de mais dois projetos que podem dar a Petrobrás e o pré-sal de bandeija às multinacionais. Trata-se do PLS 6726, do Mendonça Filho (DEM-PE), que acaba com o regime de partilha e, o PLS 555/2015,fruto de dois projetos de lei propostos este ano pelos senadores do PSDB, Tasso Jereissati (o PLS 167) e Aécio Neves (o PLS 343), que visam alterar os estatutos de empresas públicas e sociedades de economia mista para sociedade anônima (S.A.)

Também na terça-feira, dirigentes da FUP e sindicatos participaram de audiência pública no Senado Federal, onde foi debatido o PL 555. Eles reiteraram com veemência que o objetivo do projeto é a privatização generalizada das empresas estatais, a imposição do Estado mínimo e o desmantelamento do serviço público. 

Conselho Deliberativo

Ontem, o Conselho Deliberativo da FUP, composto pela direção da Federação e representantes dos seus sindicatos filiados, estiveram reunidos durante todo o dia, avaliando as assembleias realizadas em todas as unidades do Sistema Petrobrás na última semana e traçando estratégias para o movimento da greve nacional dos petroleiros, por tempo indeterminado, que pode começar a qualquer momento. 

Uma das deliberações do Conselho foi a intensificação das mobilizações em defesa Petrobrás, portanto, na tarde de hoje, apesar da alta temperatura que assola o Distrito Federal, os petroleiros foram às ruas junto aos militantes do MST, numa grande manifestação que começou na Esplanada dos Ministérios e seguiu até o Congresso Nacional. O recado da categoria foi claro: As tentativas de desmonte e fatiamento da Petrobrás não serão toleradas pelos trabalhadores e, se pra impedir a privatização da maior empresa do Brasil, for preciso realizar uma dura greve com parada de produção como a de 1995, ela será feita.

Pauta pelo Brasil

A manifestação teve a presença de representações do movimento sindical petroleiro de todo o país, que após o ato, conseguiram entregar a Pauta Pelo Brasil ao Secretário Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto. A pauta dos petroleiros já havia sido entregue anteriormente à presidente Dilma Rousseff, no encontro da chefe de estado com os movimentos sociais, também em Brasília. 

"É com muita clareza é que expomos aqui a nossa preocupação por conta do processo que tem sido construído dentro da Petrobrás, que é um processo que apresenta um plano de negócios e gestão baseado num brutal corte de investimentos, com possibilidade da venda de ativos. Nós já vivemos isso no passado e não queremos viver de novo. Até porque, no passado, para evitar esse processo nós fizemos uma greve, há vinte anos atrás, em 1995. Agora nós aprovamos nova greve para evitar que esse processo de desmonte se alastre.", afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel no gabinete do ministro.

José Maria afirmou ainda que o movimento sindical petroleiro está aberto ao diálogo, principalmente com a Presidência da República. "Nós estamos reiterando aqui, neste documento que vou lher passar, o nosso pedido de reunião com a presidente Dilma. Nós queremos discutir a Petrobrás e tudo que for feito nesta empresa, assim como as consequências que possam afetar o povo brasileiro." enfatizou Rangel. 

 

Fonte: FUP

Quarta, 23 Setembro 2015 12:07

Dirigentes e militantes da FUP e de seus sindicatos participaram na manhã desta terça-feira, 22, de audiência pública no Senado, onde foi debatido o Projeto de Lei 555/2015, que, sob o pretexto de estabelecer uma Lei de Responsabilidade das Estatais, cria uma série de medidas que ameaçam a soberania nacional e abrem caminho para a privatização do patrimônio público. A audiência foi promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, convocada pelo senador Paulo Paim (PT/RS), que solicitará a retirada do pedido de regime de urgência para votação do projeto, que se encontra na pauta da Casa. 

O PLS 555 é fruto de dois projetos de lei propostos este ano pelos senadores do PSDB, Tasso Jereissati (o PLS 167) e Aécio Neves (o PLS 343), que visam alterar os estatutos de empresas públicas e sociedades de economia mista para sociedade anônima (S.A.), obrigando o Estado a entregar ao mercado parte do capital acionário destas empresas. O PLS 555 também instituiu a “independência” dos Conselhos de Administração em relação ao poder Executivo, além de proibir a participação de conselheiros com filiação partidária e/ou sindical.

Durante a audiência pública, os representantes dos trabalhadores nos Conselhos de Administração da Petrobrás, CEF e Banco do Brasil repudiaram veementemente o PLS 555, reiterando que o objetivo do projeto é a privatização generalizada das empresas estatais, a imposição do Estado mínimo e o desmantelamento do serviço público. Eles alertaram para os riscos que essa proposta representa para a soberania nacional e exigiram a retirada do pedido de urgência que está na pauta desta semana do Senado e, se aprovado, colocará o PLS 555 na pauta de votação do Plenário.

O conselheiro da Petrobrás eleito pelos trabalhadores, Deyvid Bacelar, ressaltou que o projeto “traz a possibilidade de infelizmente termos o capital financeiro determinando decisões em empresas que são instrumentos de implementação de políticas públicas de Estado”.

O diretor da FUP, João Antônio de Moraes alertou que a abertura do capital da Caixa Econômica, do BNDES e de outras estatais ameaça as políticas públicas de inclusão social. “Um banco que tenha como prioridade o mercado de capitais certamente não pode financiar a casa para os pobres”, disse, referindo-se ao programa “Minha Casa Minha Vida”, que estaria sob risco, caso a CEF tenha que abrir o seu capital.

Para o secretário de Organização e Política Sindical da CUT, Jacy Afonso, o PLS 555 é uma afronta aos direitos democráticos. Ele alertou que, se o projeto for aprovado, os gestores das empresas estatais passariam a atender exclusivamente aos interesses do capital: “É como botar uma raposa para cuidar do galinheiro”, afirmou.

Também participaram da audiência o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa Econômica, Maria Rita Serrano, e a conselheira eleita do Banco do Brasil, Juliana Donato. Todos criticaram e condenaram o PLS 555, exigindo a retirada do pedido de urgência.

Fonte: Imprensa FUP

Quinta, 17 Setembro 2015 20:02

A FUP já vinha denunciando ao longo deste ano o boicote e os ataques da Petrobrás ao Benefício Farmácia. No último dia 15, a companhia anunciou o encerramento do contrato com a Global Saúde, empresa que havia assumido em março a operação do benefício, e informou que suspenderá o programa, bem como as contribuições dos beneficiários, até a contratação de uma nova operadora. A interrupção do Benefício Farmácia é um flagrante descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho e mais um reflexo do processo de desmonte em curso no Sistema Petrobrás.

A companhia entregou nas mãos de uma empresa privada a operação e fiscalização do Benefício Farmácia, o que resultou em uma série de problemas e transtornos para os usuários. Os erros de gestão devem ser corrigidos e não podem, de forma alguma, inviabilizar um direito garantido pela categoria. Essa é uma conquista histórica, que precisa ser preservada, pois impacta diretamente a saúde dos milhares de aposentados, pensionistas e trabalhadores da ativa que utilizam regularmente o benefício.  A FUP exige, portanto, que a Petrobrás cumpra o Acordo Coletivo, restabelecendo, imediatamente, o Benefício Farmácia.

Fonte: FUP

Quarta, 16 Setembro 2015 15:06

Os empregados do Sistema Petrobrás estão aprovando a greve por tempo indeterminado nas unidades do Paraná e Santa Catarina. Já foram realizadas seis das 26 sessões de assembleias que acontecem até o dia 22. A votação geral até agora aponta 83% de aprovação do movimento paredista, 8,5% contrários e 8,5% de abstenções.

 

No entanto, cada unidade tem autonomia para decidir sobre a adesão à greve. Na Repar, em Araucária, aconteceram duas sessões, com os grupos de turno 3 e 5. O resultado parcial é de 84,5% de aprovação, 8,2% de rejeição e 7,3% de abstenções.

 

Na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, houve assembleia com o grupo de turno 5 e o resultado por hora é de 75% favoráveis à greve, 10,7% contrários e 14,3% abstenções.

 

No Terminal Terrestre da Transpetro de Biguaçu a greve já está aprovada. A única sessão de assembleia foi realizada na manhã desta quarta-feira (16) e 62,5% dos petroleiros que participaram aprovaram a greve, outros 25% foram contrários e 12,5% se abstiveram.

 

Já no Terminal Aquaviário da Transpetro em Paranaguá a parcial das assembleias realizadas na manhã desta quarta-feira (16) com os grupos de turno 1 e 3 indica 92,8% de aceitação da greve e 7,2% de abstenções. Não foram registrados votos contrários ao movimento.

 

A greve é um movimento nacional indicado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) motivado pela falta de respeito da Direção da Petrobrás para com a pauta de reivindicações da categoria, chamada de Pauta pelo Brasil, por abordar questões políticas que pregam a soberania nacional no setor petróleo contra o desmantelamento da empresa, através da venda de ativos e desinvestimentos de cifras bilionárias previstos no Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás. 

 

Confira o calendário das assembleias:

 

BASE

LOCAL

DATA

HORÁRIO

Araucária/PR

Em frente à REPAR / Grupo 3

 

15/09/2015

07h00

Em frente à REPAR / Grupo 5

15/09/2015

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 2

17/09/2015

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 4

21/09/2015

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 1 + ADM

22/09/2015

07h00

Curitiba/PR

Sede do Sindipetro SEDE DO SINDIPETRO PR/SC EM CURITIBA/PR

R. LAMENHA LINS, 2064

16/09/2015

17:30

Biguaçu/SC

Em frente ao TEGUAÇÚ

16/09/2015

09h00

Guaramirim/SC

Em frente ao TEMIRIM

17/09/2015

09h00

Itajaí/SC

Em frente ao TEJAÍ

16/09/2015

13h30

No estacionamento do Ativo de Produção Sul

16/09/2015

11h30

Paranaguá/Pr

Em frente do TEPAR/ Grupo 3

16/09/2015

08h00

Em frente do TEPAR /Grupo 1

16/09/2015

08h30

Em frente do TEPAR/ Grupo 5

16/09/2015

16h00

REGIONAL DO SINDIPETRO EM PARANAGUÁ/PR

R. Odilon Mader, 480 – Estradinha

16/09/2015

18h00

Em frente do TEPAR/ ADM

18/09/2015

07h20

Em frente do TEPAR/ Grupo 4

18/09/2015

08h00

Em frente do TEPAR/ Grupo 2

18/09/2015

08h30

São Francisco do Sul/SC

Em frente do TEFRAN

17/09/2015

12h30

Em frente ao TEFRAN/Grupo de Turno

17/09/2015

15h00

Joinville/SC

REGIONAL DO SINDIPETRO EM JOINVILLE/SC

 Rua Elly Soares, 127 , Sala 01

Bairro Floresta

16/09/2015

17h30

São Mateus do Sul/PR

Em frente da SIX - Grupo 5

15/09/2015

15h00

Em frente da SIX - Grupo 4

16/09/2015

23h00

REGIONAL DO SINDIPETRO EM SÃO MATEUS DO SUL/PR 

Rua Paulino Vaz da Silva, 538 – Centro

17/09/2015

17h00

Em frente da SIX - Grupo 1

18/09/2015

15h00

Em frente da SIX - Grupo 2 + ADM

22/09/2015

07h00

Em frente da SIX - Grupo 3

22/09/2015

15h00

 

Terça, 15 Setembro 2015 19:38

Nº 1357

Sexta, 11 Setembro 2015 17:56

Nesta sexta-feira, 11, a direção da FUP se reunirá no Rio de Janeiro, para debater e traçar os novos passos e estratégias da construção da greve nacional dos petroleiros, que pode ser deflagrada a qualquer momento, por tempo indeterminado.

No inicio desta semana, a Federação solicitou aos sindicatos que ainda não realizaram assembleias, que façam a consulta aos trabalhadores, para que a greve nacional com data a ser indicada pela FUP, seja ratificada por toda a categoria.

Enquanto isso...

Apesar do claro posicionamento da FUP em não participar da reunião de negociação segmentada por subsidiárias, convocada pela Petrobrás para esta quinta-feira, 10, a empresa insiste em ignorar a pauta da categoria, apresentada pela Federação à companhia no dia 07 de julho e, no fim da tarde de hoje, encaminhou uma proposta de ACT baseada em cláusulas sociais.

 

Fonte: FUP

Quinta, 10 Setembro 2015 14:50

Nº 1356

Quarta, 09 Setembro 2015 19:50

A Câmara Municipal de Curitiba promove a audiência pública “Defender a Petrobrás é Defender o Brasil” nesta quinta-feira, às 14h00. O objetivo é debater a importância da estatal petrolífera para o desenvolvimento do país e criar uma frente parlamentar em defesa da empresa.

 

Por indicação do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC) e do Sindicato dos Petroquímicos do Paraná (Sindiquímica-PR), a audiência foi requisitada pela vereadora Professora Josete (PT) e aprovada na sessão da última terça-feira (01), após debates acalorados.

 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Alberto Dal Zot, a Petrobrás passa por uma sucessão de ataques com a finalidade de denegrir sua imagem perante a opinião pública e, assim, diminuir seu potencial de crescimento e desenvolvimento. “Isso está comprovado no novo Plano de Negócios e Gestão, que prevê venda de ativos de patrimônio e redução de investimentos. A situação é agravada pelos oportunistas, como o senador José Serra (PSDB/SP), que aproveita o momento para apresentar um Projeto de Lei (PLS 131/2015) que retira da Petrobrás o direito de ser operadora exclusiva na área do pré-sal”, destacou Dal Zot. 

 

O novo Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás, aprovado pelo Conselho Deliberativo da empresa no final de junho, prevê cortes de US$ 89 bilhões nos investimentos e despesas da empresa e venda US$ 57 bilhões em ativos de patrimônio da estatal. “A Petrobrás é muito maior do que os escândalos de corrupção envolvendo empreiteiras que prestaram serviços. Queremos investigação, punição e devolução à Petrobrás dos valores desviados. Todavia, também queremos que a empresa siga como propulsora da economia brasileira, pois responde por 13% do PIB”, destacou.

 

Com o enfraquecimento da Petrobrás, duas das áreas mais importantes para o desenvolvimento do Brasil seriam gravemente prejudicadas: a saúde e a educação. A Lei dos Royalties, aprovada em 2013, garante que 75% dos royalties do petróleo sejam destinados para a educação e 25% para a saúde. Além disso, o texto também garante que 50% dos recursos do fundo social do Pré-Sal também sejam destinados para estas duas áreas.

 

Serviço

Audiência pública: Defender a Petrobrás é Defender o Brasil

Quando? Terça-feira (10/09), a partir das 14h00

Onde? Câmara Municipal de Curitiba (Av. Visc. de Guarapuava, S/N - Centro, Curitiba – PR)

Contato: Mário Alberto Dal Zot, presidente do Sindipetro PR e SC – (41) 8805-2544

Jornal Revista

Edição Nº 1418

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