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Segunda, 23 Abril 2018 13:35

Atividade acontece na próxima sexta-feira (27) e reunirá especialistas e autoridades

Segunda, 11 Setembro 2017 15:18

 Pedro Parente anuncia privatização das fábricas de fertilizantes. Sindipetro PR e SC reafirma luta conjunta com os petroquímicos para barrar o desmonte da Petrobrás.

Quarta, 23 Agosto 2017 19:21

O anúncio da privatização da Eletrobras, além de crime de lesa-pátria, é um imoral arranjo do governo Temer para reduzir o rombo bilionário que impôs ao Estado brasileiro na tentativa de se sustentar ilegitimamente no poder. A mídia saudou a notícia com estardalhaço, fazendo coro à euforia do mercado financeiro. A Bolsa de Ações disparou e atingiu o maior índice dos últimos anos. Os setores que apoiaram o golpe comemoram e cobram a conta completa: querem a Petrobrás, os Correios, os bancos públicos nas mãos do mercado.  

 

Privatizar a maior empresa de energia da América Latina é entregar ao mercado internacional a soberania energética do país, na contramão do que fazem as grandes nações. A receita é a mesma que vem sendo aplicada no Sistema Petrobrás. Assim como a estatal de petróleo brasileira, a Eletrobras já vem passando por um processo intenso de desmonte, com a venda em pedaços da companhia, concessão de usinas hidrelétricas, desinvestimentos e planos de incentivo à saída dos trabalhadores.

 

Também como já estão fazendo com a Petrobrás, o objetivo é quebrar a integração do sistema e entregar às multinacionais o controle da logística do setor elétrico. Essas empresas receberão pronto, sem custo algum, toda a estrutura construída ao longo de décadas de investimentos por parte do Estado.

 

Um patrimônio público, de um setor fundamentalmente estratégico, que será apropriado a preços vil pelos mesmos grupos econômicos que já conseguiram tirar da Petrobrás o protagonismo na exploração e operação do pré-sal e estão prestes a se apossarem de toda a infraestrutura da petrolífera brasileira, se não reagirmos enquanto ainda temos chances.

 

Só a resistência da classe trabalhadora e dos setores organizados da sociedade será capaz de defender o Estado desse desmonte que o golpe impôs ao povo. O que está em xeque é a soberania nacional, o futuro das próximas gerações de brasileiros. Temos o dever de impedir os crimes de lesa-pátria do desgoverno Temer. 

 

Via FUP

Quinta, 27 Abril 2017 15:32

 

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (26), por 296 votos a 177, o Projeto de Lei 6.787/16, conhecido como reforma trabalhista. A matéria altera mais de 100 artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e se aprovada no Senado Federal desfigurará essa conquista de mais de 60 anos de lutas da classe trabalhadora brasileira.

 

Aprovada na forma do substitutivo do relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), a proposta estabelece que a convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho prevalecerão sobre a lei em 16 pontos diferentes, como jornada de trabalho, banco de horas anual, intervalo mínimo de alimentação de meia hora, teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho intermitente. Poderão ser negociados ainda o enquadramento do grau de insalubridade e a prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia do Ministério do Trabalho.

 

Para o presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, a reforma trabalhista é mais uma das consequências nocivas à sociedade causadas pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) e seus parlamentares corrompidos. “Está cada vez mais evidente que são golpes de patrões feitos por um governo ilegítimo de patrões. A desculpa da modernização é uma grande mentira. Não são medidas para impulsionar a geração de emprego, como alegaram os golpistas, são só retiradas brutais de direitos históricos dos trabalhadores para aumentar os lucros dos empregadores. A síntese dessa reforma é trabalhar mais para ganhar menos e ficar ainda mais submisso ao patrão”.

 

Para o presidente nacional da CUT Vagner Freitas, as últimas manobras da base parlamentar governista, que culminaram na extinção dos direitos da classe trabalhadora, incentivam ainda mais a Greve Geral desta sexta-feira (28), que já conta com a adesão de todos os ramos e categorias da Central Única dos Trabalhadores. “O que aconteceu no Congresso Nacional deve potencializar a Greve Geral na luta contra a retirada dos direitos conquistados. A partir de agora a CUT intensificará suas ações em todos os cantos do país e continuará denunciando cada parlamentar que votou pela extinção do emprego formal no país".

 

Confira abaixo a relação dos deputados federais do Paraná e Santa Catarina que votaram contra os trabalhadores e a favor da reforma trabalhista.

 

Usurpadores de Direitos

Votaram a favor da reforma trabalhista:

:: Paraná

Alex Canziani (PTB)
Alfredo Kaefer (PSL)
Dilceu Sperafico (PP)
Edmar Arruda (PSD)
Evandro Roman (PSD)
Giacobo (PR)
João Arruda (PMDB)
Leandre (PV)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Luiz Nishimori (PR)
Nelson Meurer (PP)
Nelson Padovani (PSDB)
Osmar Bertoldi (DEM)
Reinhold Stephanes (PSD)
Rocha Loures (PMDB)
Rubens Bueno (PPS)
Sandro Alex (PSD)
Sergio Souza (PMDB)
Takayama (PSC)
Toninho Wandscheer (PROS)

 

:: Santa Catarina:

Celso Maldaner (PMDB)

João Paulo Kleinübing (PSD)

João Rodrigues (PSD)

Jorginho Mello (PR)

Marco Tebaldi (PSDB)

Mauro Mariani (PMDB)

Rogério Peninha Mendonça (PMDB)

Ronaldo Benedet (PMDB)

Valdir Colatto (PMDB)

Terça, 18 Abril 2017 11:56

 

No dia 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados Federais protagonizou um dos mais vergonhosos capítulos da história do nosso país, ao aprovar a instalação do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, sob a falsa acusação de crime de responsabilidade, as supostas pedaladas fiscais, que meses depois foram liberadas para os exercícios seguintes.

 

Moralistas sem moral transformaram o Plenário da Câmara em uma arena, golpeando a democracia em rede nacional, em nome de Deus e de suas famílias, homenageando torturadores, criminalizando os partidos de esquerda e os movimentos sociais, em um espetáculo dantesco que indignou a nação brasileira.  

 

Um ano depois, diversos dos parlamentares responsáveis por esse show de horrores estão mergulhados em escândalos de corrupção, enquanto a conta do golpe cada vez fica mais cara. O Brasil vive a maior crise política e institucional de sua história, com a economia em frangalhos e milhões de desempregados, a miséria e a violência crescendo em ritmo acelerado, programas sociais sendo desmontados, direitos trabalhistas e previdenciários em vias de serem extintos e a Petrobrás e o Pré-Sal, pilares do desenvolvimento do país, sendo entregues de bandeja ao capital estrangeiro.

 

A primeira grande conta do golpe paga pelo povo foi a abertura da operação do Pré-Sal, que deixou de ser exclusividade da Petrobrás, que também perdeu a garantia de participação mínima de 30% nos processos de licitação. Não por acaso, os golpistas colocaram na presidência da estatal Pedro Parente, o ex-ministro do apagão do governo FHC, que já chegou desdenhando do Pré-Sal e escancarando as reservas da empresa para as multinacionais.

 

Em um intervalo de seis meses, ele entregou parcelas preciosas de Carcará, Iara e Lapa, áreas do Pré-Sal que foram adquiridas pela Statoil e pela Total a preço de banana. O desmonte é tamanho que mais de 60% das sondas de perfuração que a Petrobrás tinha em 2013 já foram paralisadas, fazendo as reservas da empresa voltarem aos níveis de 15 anos atrás.

 

De apagão em apagão, Pedro Parente conseguiu até mesmo desmantelar a cadeia produtora nacional que era movimentada pela estatal. Além de priorizar as empresas estrangeiras nos processos de contratação, transferiu para o exterior as encomendas de plataformas e equipamentos.  A política de conteúdo local, que já vinha sendo confrontada por ele, foi praticamente dizimada pelos golpistas, deixando um rastro de falências e desemprego pelo caminho.

 

Como nos anos 90, a prioridade voltou a ser o investidor estrangeiro. No feirão que o presidente da Petrobrás vem promovendo mundo afora, ativos estratégicos estão sendo doados à concorrência por preços irrisórios e, o que é pior, sem nem sequer licitação. Parente corre contra o tempo despejando no mercado de sondas seminovas, como a P-59 e a P-60, ofertadas por menos de 5% de seus valores, a campos de petróleo no mar e terra, unidades de refino, petroquímicas, usinas de biodiesel, empresas de distribuição de derivados, como a Liquigás e a BR, terminais e redes de gasodutos, como a NTS, responsável pelo escoamento de 70% do gás natural do país, que já foi arrematada a preços módicos por um grupo de investidores estrangeiros.

 

E assim, a Petrobrás e o Pré-Sal estão sendo doados ao capital internacional. É o script do golpe, que, desde o início, tinha por foco o petróleo brasileiro.  Enquanto isso, o projeto nacional de soberania e de desenvolvimento econômico está novamente à deriva, comprometendo não só os investimentos e conquistas que tivemos nos últimos anos, como o futuro da nação. É a conta mais perversa do golpe. 

 

Federação Única dos Petroleiros

Quinta, 09 Março 2017 19:32

Golpe por telefone exige depósito em conta corrente particular para receber benefício inexistente. Não caia nessa!

Quinta, 09 Março 2017 19:18

Golpe por telefone exige depósito em conta corrente particular para receber benefício inexistente. Não caia nessa!

Quinta, 02 Março 2017 13:17

Leia a nota da FUP sobre a decisão do governo Temer de alterar as regras de conteúdo local para o setor de óleo e gás:

 

A FUP falou, a FUP avisou

 

Mesmo com a chiadeira das Federações e associações de indústrias, que nas últimas semanas entraram em campo às pressas para tentar impedir o desmonte da política de conteúdo local, o governo Temer sacramentou o que a FUP e seus sindicatos já vinham alertando: o compromisso dos golpistas é com o capital internacional. Depois de liberarem a operação do Pré-Sal para as empresas estrangeiras, acabando com a participação mínima da Petrobrás nos blocos exploratórios, agora reduziram em 50% a exigência de conteúdo local para a contratação de equipamentos e serviços pela indústria de petróleo.

 

As novas regras valerão para as próximas licitações da ANP e beneficiarão diretamente as multinacionais petrolíferas que poderão contratar bens e serviços no exterior, gerando renda e emprego em seus países de origem, às custas da exploração do nosso petróleo. A Fiesp, a Firjan e outras entidades empresariais que apoiaram o golpe colhem o que plantaram. No rastro do desmonte da Petrobrás e da entrega do Pré-Sal, a indústria nacional é a maior impactada, gerando um efeito cascata sobre os trabalhadores e o povo brasileiro, que sofrem com o desemprego e a recessão imposta pelos golpistas.

 

Desde o início do processo de impeachment da presidente Dilma, os petroleiros afirmavam que o objetivo do golpe era escancarar todo o setor petróleo para as empresas estrangeiras. As multinacionais sempre deixaram claro que queriam se apropriar não só do Pré-Sal, como de toda a sua cadeia produtiva.

 

Aviso não faltou. A FUP cansou de alertar que os ataques contra a Petrobrás tinham como pano de fundo a entrega do Pré-Sal e refletiriam diretamente sobre a indústria nacional, gerando desemprego em massa e o esvaziamento tecnológico da cadeia produtiva do setor de óleo e gás.

 

No documento Pauta pelo Brasil, uma série de alternativas que os petroleiros apresentaram em 2015 para que a Petrobrás supere a crise sem ter que abrir mão de ativos e investimentos estratégicos, a FUP destaca a importância de uma reserva significativa de conteúdo local nos contratos firmados pela empresa.

 

As propostas dos trabalhadores chegaram a ser discutidas com a área estratégica da Petrobrás e a própria direção da empresa, após a greve de novembro de 2015, onde os petroleiros pararam suas atividades por mais de dez dias em protesto contra a redução de investimentos e o anúncio na época de ativos que seriam colocados à venda.

 

A Pauta pelo Brasil tem um capítulo inteiro dedicado ao fortalecimento da política de conteúdo local, que se mostrou positiva tanto para a indústria nacional, quanto para a própria Petrobrás, que, ao adquirir máquinas e equipamentos no Brasil, passou a ter acesso à assistência técnica local e maior segurança na garantia de fornecimento, com acompanhamento da fabricação desses bens e mais independência em relação à política externa.

 

No documento, são elencados os ganhos que o conteúdo local trouxe para o país, como maior geração de empregos e renda, diversificação e crescimento sustentável da economia, desenvolvimento da capacidade produtiva local, ambiente seguro para atração de investimentos e, consequentemente, aumento da arrecadação de impostos.

 

A FUP também propõe mudanças para aperfeiçoar a política de conteúdo local, como premiação para as iniciativas que buscam o aumento do nível de nacionalização dos equipamentos e alternativas para que as punições aplicadas às empresas que descumprem os índices exigidos não gerem uma “indústria de multas” que em nada contribui para o fortalecimento da indústria nacional. Essas e outras propostas da Pauta pelo Brasil podem ser acessadas aqui.

 

Os petroleiros seguirão na luta em defesa do Sistema Petrobrás e de uma política afirmativa para a indústria nacional, pois entendemos que as exigências de conteúdo local para o setor petróleo são fundamentais na geração de emprego e renda para o povo brasileiro, bem como para o desenvolvimento tecnológico do nosso país. Enquanto os empresários que hoje criticam as medidas do governo apoiavam o golpe, a FUP e seus sindicatos estavam nas ruas defendendo a democracia e a soberania nacional. Nós avisamos que a conta do pato seria alta e atingiria toda a nação brasileira. 

 

Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 2017

 

Federação Única dos Petroleiros

Jornal Revista

Edição Nº 1418

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