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Terça, 22 Outubro 2013 11:32

A FUP e seus sindicatos orientam os trabalhadores do Sistema Petrobrás a intensificarem a greve em todas as bases. Apesar do leilão de Libra, a categoria segue mobilizada por avanços na campanha reivindicatória e contra o Projeto de Lei 4330, que escancara a terceirização para as atividades-fim e acaba com a responsabilidade solidária das empresas contratantes.

Em seu sexto dia de greve, os petroleiros seguem parados nesta terça-feira, 22, em todas as bases operacionais da do Sistema Petrobrás.

A proposta apresentada pela empresa na segunda, 21, ainda é incompleta e aquém do que reivindicam os trabalhadores e por isso foi rejeitada pela FUP na própria mesa de negociação. Nesta terça, às 10 horas, haverá mais uma reunião com a Petrobrás e às 15 horas os sindicatos da FUP reúnem-se para avaliar junto com a direção executiva da Federação o fortalecimento da greve e os próximos passos em relação à campanha reivindicatória.

Portanto, a greve dos petroleiros continua forte em todo o país, com mais adesões e participação dos trabalhadores terceirizados em diversas bases da FUP. A força da greve continua sendo o termômetro das negociações com a Petrobrás.

Acesse aqui a proposta apresentada pela Petrobrás na segunda-feira, 21.

QUADRO NACIONAL DA GREVE NAS BASES DA FUP

Plataformas e campos terrestres
Bacia de Campos: 42 plataformas.
Bahia: campos de produção terrestre de Miranga, Bálsamo, Araçás, Taquipe, Buracica, Candeias e  22 poços do Ativo Norte.
Rio Grande do Norte: 22 plataformas marítimas e campos terrestres de Alto do Rodrigues, Campo do Amaro, Riacho da Forquilha, Base 34 e Campo de Estreito.
No Espírito Santo: estação Fazenda Alegre, Fazenda Cedro e SM-8.

Refinarias
Estão parados os trabalhadores das refinarias de Duque de Caxias (Reduc/RJ), Manaus (Reman/AM), Paulínia (Replan/SP), Mauá (Recap/SP), Mataripe (Rlam/BA), Gabriel Passos (Regap/MG), Paraná (Repar), Alberto Pasqualine (Refap/RS), Abreu e Lima (Pernambuco), Potiguar Clara Camarão (RPCC/RN) além da SIX (usina de Xisto/PR) e da FAFEN (fábrica de fertilizantes/BA), Lubnor (fábrica de Fertilizantes do CE).

Transpetro
Na Transpetro, a greve atinge os terminais de Solimões (AM), Suape (PE), Jaboatão (PE), Madre de Deus (BA), Campos Elíseos (Duque de Caxias/RJ), Cabiúnas (Macaé/RJ), Guararema (SP), Guarulhos (SP), São Caetano (SP), Barueri (SP), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC), Guaramirim (SC), Biguaçu (SC), Paranaguá (PR), Osório (RS), Canoas (RS) e Rio Grande (RS).

Gás, Biodiesel e Termoelétricas
Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC/ES);  malha do gás de São Paulo; usinas de Biodiesel da Bahia e de Montes Claros (MG); Termorio (Duque de Caxias), Termoeletrica Aureliano Chaves (MG) e Termoelétrica de Sepé Tiaraju (RS).

Fonte: Imprensa da FUP

Segunda, 21 Outubro 2013 15:45

Como já era previsto, a reunião com a Petrobrás nesta segunda-feira, 21, data do leilão de Libra, tinha como principal objetivo tentar desmobilizar a categoria e enfraquecer a greve nacional. A nova proposta apresentada pela empresa, além de incompleta, não atendeu aos principais pleitos da categoria, tanto na questão econômica, quanto nas reivindicações sociais.

Também não houve avanços em relação ao fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados e a extensão para os aposentados e pensionistas do pagamento dos três níveis conquistados pelos trabalhadores da ativa nas campanhas de 2004, 2005 e 2006. A Petrobrás alegou que já existe uma comissão instituída para responder em 45 dias esse e outros pleitos referentes a Petros. A FUP criticou o posicionamento da empresa, ressaltando que a extensão dos três níveis para os aposentados e pensionistas deve ser objeto do Acordo Coletivo e não de uma comissão que só se pronunciará em 45 dias.

A Federação deixou claro que é inadmissível a Petrobrás apresentar uma proposta incompleta com a categoria em greve em todo o país. A empresa propôs uma nova reunião nesta terça-feira, 22, para dar continuidade às negociações.

Proposta é incompleta 
A proposta apresentada nesta segunda-feira, 21, pela Petrobrás e subsidiárias não avança em relação a pleitos importantes da pauta dos petroleiros. O ganho real na RMNR – entre 1,41% e 1,80% - continua aquém do que cobram os trabalhadores. A empresa também não se pronunciou em relação às reivindicações de melhorias no PCAC, como avanço automático de Pleno para Sênior e realinhamento das carreiras de nível médio, garantindo a isonomia para os inspetores de segurança patrimonial, técnicos de inspeção de equipamentos, de contabilidade, de administração e de enfermagem.

A proposta da Petrobrás também não aponta mudanças estruturais na política de SMS, nem avança em outros pleitos fundamentais, como ingresso de pai e mãe na AMS, extensão imediata dos três níveis para os aposentados e pensionistas, fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados, garantia da AMS para os aposentados da Transpetro, custeio integral de medicamentos para os aposentados e pensionista, entre outras melhoria do benefício farmácia, pagamento das horas extras a 100% para os trabalhadores da manutenção que estão no regime administrativo, além do restabelecimento do convênio da Petrobrás com o INSS para pagamento dos benefícios da Petros.

Denúncia de ações antissindicais
A FUP condenou duramente as ações antissindicais dos gestores da Petrobrás para tentar impedir o direito constitucional de greve dos trabalhadores. A Federação denunciou várias arbitrariedades cometidas pela empresa, que tem recorrido até mesmo às Forças Armadas para patrulhamento das unidades, além da utilização da polícia, inclusive P2, nos campos terrestres e em outras unidades, interditos proibitórios com multas absurdas, expedidos inclusive por desembargadores e com envio de juízes de plantão às unidades, cárcere privado, corte de comunicações nas plataformas, ingresso de equipes de contingência, entre tantas outras ilegalidades. Os dirigentes da FUP ressaltaram que essas ações configuram crime contra a organização sindical e o direito de greve, fatos que estão sendo amplamente denunciados.

Greve continua, com atos em todo o país contra o leilão de Libra
A greve dos petroleiros continua em todas as bases da FUP, inclusive no Ceará, onde os trabalhadores aderiram ao movimento na madrugada desta segunda-feira, 21. Em várias unidades, os trabalhadores intensificaram a mobilização contra o leilão de Libra, com atos e protestos. Na Replan, mais de três mil trabalhadores terceirizados aprovaram pela manhã adesão à greve, que segue forte em todo o país.

No Norte Fluminense, os petroleiros realizaram um trancaço, que começou às 6h, no Parque de Tubos, em Macaé, onde todas as entradas da unidade foram fechadas. Em Duque de Caxias, os petroleiros em greve estão bloqueando a BR-040, rodovia que dá acesso à Reduc, à Termorio e ao Terminal de Cabiúnas, em uma grande manifestação contra o leilão.

Em Brasília, os petroleiros e movimentos sociais, que estão acampados em frente ao Congresso Nacional desde o dia 02, fizeram um ato na sede da Petrobrás exigindo o cancelamento do leilão de Libra e que o campo seja integralmente da estatal.

No Rio de Janeiro, onde será realizado o leilão de Libra,  caravanas com petroleiros de várias bases da FUP se somarão ao ato que os movimentos sociais convocaram para a Barra da Tijuca, em frente ao Hotel Windsor, onde a ANP pretende entregar o maior campo de petróleo da atualidade para as empresas multinacionais. Apesar do forte aparato policial, com a presença de mais de mil soldados do Exército, os petroleiros resistirão e tentarão impedir a realização do leilão.

Terça, 15 Outubro 2013 20:02

Cobre dos deputados e senadores a assinatura na petição do regime de urgência ao PDS 203/2013 e o voto favorável ao cancelamento do leilão

Quinta, 10 Outubro 2013 12:29

Nesta quarta-feira, 09, os sindicatos filiados à FUP voltaram a se reunir no Conselho Deliberativo, desta vez em Brasília, para apontar os próximos passos da campanha reivindicatória do ACT 2013 e, avaliar a proposta de cláusulas econômicas e sociais apresentadas pela Petrobrás na segunda-feira, 07.

A proposta apresentada pela empresa na última reunião, além de incompleta, não contempla as reivindicações dos trabalhadores. Em relação às cláusulas econômicas, a empresa propõe o reajuste em 7,68% no salário dos trabalhadores na tabela da RMNR, que representa o ganho real entre 1,17% a 1,5% e um abono correspondente a uma remuneração ou R$ 4.000,00, o que for maior.

A Federação reivindica 5% de ganho real, condições seguras de trabalho para todos, fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados, melhoria dos benefícios, mudanças no PCAC, entre outras reivindicações da categoria.

O Conselho Deliberativo indicou a rejeição da proposta apresentada pela Petrobrás e, a realização de assembléias a partir desta quinta-feira, 10, para que os trabalhadores aprovem o indicativo de greve por tempo indeterminado, a partir do dia 17, data que também acontece mais um dia nacional de luta contra o leilão de Libra, e a rejeição da proposta apresentada pela Petrobrás.

A indicação de greve da FUP e seus sindicatos foi motivada não só para que a Petrobrás apresente uma proposta decente aos petroleiros, mas para intensificar a luta pelo fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados, pela derrota do PL 4330, que regulariza a precarização do trabalho e, pela suspensão imediata do leilão do campo de Libra, que é uma das principais bandeiras de luta da categoria nesta campanha reivindicatória.

Confira o calendário de luta indicado na última reunião Conselho Deliberativo, aprovado em assembléias, que vem sendo cumprido até o momento:

· 23\09 - início das assembléias com atrasos nas bases

· 23\09 a 02\10 – realização de seminários de qualificação de greve

· 27\09 – seminário nacional em Fortaleza para discutir estratégias de luta em defesa dos campos terrestres da Petrobrás

· 02\10 - início do acampamento da FUP e de seus sindicatos em Brasília contra o leilão de Libra

· 03\10 – greve nacional dos petroleiros por 24 horas, pela campanha reivindicatória e contra o leilão de Libra e o PL 4330

· 07\10 – ato político com a classe artística no Rio de Janeiro contra o leilão de Libra

· 09\10 – reunião do Conselho Deliberativo da FUP onde foi discutido o indicativo de nova greve no Sistema Petrobrás

· 11/10 - Ato contra o leilão do pré-sal, às 10h00, na Boca Maldita, em Curitiba

· 17\10 – Dia Nacional de Luta contra o Leilão de Libra, com atos nas capitais do país. Esta data também é referência para indicativo da greve dos petroleiros

· 21\10 – Ato Público com participação de todas as centrais e movimentos sociais em protesto contra a realização do leilão de Libra

Quarta, 09 Outubro 2013 16:46

O II Encontro Nacional da Juventude Petroleira da FUP, realizado entre os dias 02 e 05 de outubro, em Brasília-DF, reuniu cerca de noventa pessoas, entre jovens trabalhadores do Sistema Petrobrás e integrantes de movimentos sociais que participam do acampamento montado em frente à Esplanada dos Ministérios que exige a suspensão do leilão do pré-sal.


Os temas marco regulatório da mídia, formação política-ideológica e comunicação sindical contra a opressão no trabalho, reforma política, assédio moral e suas consequências, sobrecarga e adoecimento no trabalho, questões gerais do setor petróleo e suas formas de organização e exploração foram abordados por lideranças do movimento sindical e representantes dos coletivos da juventude da CUT, CNQ, MAB e MST.


As deliberações do encontro foram divididas em seis eixos: curso de formação petroleira para a juventude, atuação sindical, juventude pela soberania, cultura, construir o coletivo da juventude petroleira da FUP e pautas locais. Entre os destaques das proposições, estão o processo de construção de um curso de formação sindical e política da FUP; atuação da juventude com foco nas luta contra os leilões do petróleo, pela reforma política com participação popular e democratização da mídia; participação das comissões de pautas locais e de SMS, CIPA, CNPBz (Comissões Permanentes do Benzeno), entre outras; e renovação das direções sindicais com diversidade de gênero, raça e inclusão da juventude.


O Sindipetro Paraná e Santa Catarina enviou três representantes ao encontro, Anacélie Azevedo (Repar), Jonathas Gomes de Medeiros (Tepar) e Rafael Palenske Andrade (SIX). Clique aqui para conferir a íntegra das deliberações do II Encontro da Juventude da FUP.

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Edição Nº 1418

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