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Quarta, 07 Maio 2014 13:49

A busca pela igualdade de direitos entre homens e mulheres e a necessidade urgente de garantir cada vez mais a participação das mulheres nas esferas de poder e espaços de representação. Estes temas estiveram presentes nos debates travados durante o II Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP, realizado em Salvador, de 25 a 27 de abril, no auditório do Sindipetro Bahia.

Com cerca de 80 pessoas inscritas, o evento contou com mulheres petroleiras dos sindipetros de São Paulo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Caxias, Bahia. Além dos sindiquímicas do Paraná e Bahia. Diversos homens também prestigiam o Encontro. Os participantes reafirmaram a defesa da Petrobrás e  repudiaram a tentativa de uso da estatal na campanha eleitoral.

A abertura do evento contou com uma mesa bastante representativa, composta principalmente por mulheres, da CUT nacional, CTB nacional, CNQ, FUP, CUT Bahia, CTB Bahia Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras, Sindipetro Bahia e a Secretaria de Política para Mulheres do Governo do Estado da Bahia.

O coordenador da FUP, João Antonio de Moraes, afirmou que o “machismo e o patriarcado são os pilares que oprimem a sociedade”. Na opinião dele, para que a luta pelos direitos das mulheres avance ainda mais “os homens precisam compreender e participar dela.”  O coordenador do Sindipetro Bahia, Paulo Cesar Martin,  lembrou que “houve avanço na representação de mulheres no Sindipetro Bahia, que elegeu uma nova diretoria composta por 14% de mulheres, o mesmo percentual de trabalhadoras petroleiras no estado”.

Anacélie Azevedo, coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP, vê de forma positiva o avanço, ainda que tímido, da participação das mulheres nos sindicatos e afirma que a luta é “para construir e garantir a cota das mulheres nos sindicatos de todo o Brasil.” Já Rosângela Maria, coordenadora do Coletivo Regional de Mulheres Petroleiras (Bahia),  afirmou ser “uma honra para a Bahia sediar evento tão importante que é mais um passo para a construção, fortificação e empoderamento da mulher, nos espaços de representação e na sociedade, seja ela petroleira ou não.”      

A banda de percussão Didá, composta só por mulheres, fechou com muita alegria, descontração e confraternização, o primeiro dia do Encontro.

Reforma política e as eleições 2014 - O segundo dia do encontro  foi aberto com uma mesa redonda  sobre a reforma política e as eleições 2014, que gerou discussões acaloradas, debates e depoimentos de muitas mulheres. A palestrante, Laisy Moriére, da Secretaria das Mulheres Nacional do PT, disse que a população  brasileira é composta em sua maioria por mulheres -  51%. Destas mulheres, 37.5% são chefes de família, mas mesmo assim continuam a ganhar salários menores do que os dos  homens e a ocupar poucos espaços nas esferas públicas e sindicais. Para ela as mulheres precisam despertar, compreender e fazer a política.

Ao debater “Os Caminhos da Emancipação Feminina no Brasil e as Políticas de Cotas, a secretária da mulher trabalhadora da CUT nacional, Rosane da Silva, fez um relato histórico da luta das mulheres pelo respeito às suas decisões e ocupação de espaço. Rosane citou a luta pela discriminalização do aborto e a política de cotas, que vem proporcionando a ampliação, mesmo que lenta, da participação das mulheres nas instâncias sindicais. Ivania Pereira, da CTB nacional, ressaltou que as mulheres devem exigir o cumprimento das cotas em todos os encontros, reuniões e congressos.

O segundo dia do evento foi encerrado com  a palestra da economista Marilane Teixeira, que falou sobre o compartilhamento doméstico. Para ela é preciso  trazer para uma dimensão real o  significado das tarefas  executadas pelas mulheres. Marilane fez uma análise histórica, enfatizando a produção econômica e reprodução social  e concluiu afirmando que “se não fosse o trabalho gratuito doméstico, acentuado pelo capitalismo, a produção econômica não avançaria.”

Riscos do HPV - No último dia do II Encontro das Mulheres Fupistas, a médica e professora da UFBa, Nilma Antas Neves, alertou sobre os riscos do HPV e da necessidade crescente da prevenção. Nilma é também presidente da Comissão de Vacinas da Febrasgo. Ela explicou aos participantes, inclusive muitos homens, que cerca de 80% das mulheres, alguma vez na vida, já entraram em contato com a doença, mas nem todas desenvolveram a lesão. Tratado como o grande vilão do câncer de colo de útero, o HPV também pode trazer consequências severas para o homem, como a amputação do pênis. 

"No Brasil, são amputados mil pênis por ano por causa da HPV", esclarece a médica, que alertou para a necessidade da vacina, que deve ser tomada em qualquer idade.  

Defesa da Petrobrás  As mulheres fupistas, assim como todo o movimento sindical petroleiro representado no Encontro, repudiaram a campanha de setores da mídia nacional contra a Petrobrás - patrimônio do povo brasileiro - e convocaram a sociedade organizada para o combate àqueles que pretendem fazer palanque eleitoral usando a estatal.

Resoluções - A Resolução final do II Encontro Nacional das Mulheres Fupistas será divulgada na segunda (28) e entre as deliberações estão a proposta de criação da Secretaria das Mulheres na FUP, a urgente implantação da política de cotas nas direções dos sindicatos, produção de uma revista para divulgação das ações do Coletivo Nacional, a busca pela igualdade de direitos entre homens e mulheres e a necessidade urgente de garantir cada vez mais a participação das mulheres nas esferas de poder e espaços de representação.

Veja aqui a galeria de imagens do II Encontro Nacional das Mulheres Fupistas

Fonte: FUP, com informações do Sindipetro-BA

Quarta, 30 Abril 2014 21:01

Nº 1326

Sexta, 25 Abril 2014 15:00

A FUP e seus sindicatos se reuniram nesta quarta-feira, 23, pela manhã, em Brasília, no Conselho Deliberativo, para avaliarem e se posicionarem sobre a atual conjuntura política, onde a Petrobrás e seus trabalhadores estão sendo vítimas de uma campanha midiática e eleitoreira de ataques massivos, com o objetivo claro de retomar a agenda dos que defendem a privatização da empresa. O Conselho Deliberativo da FUP também apontou a importância do envolvimento dos petroleiros no plebiscito organizado pelas centrais sindicais e movimentos sociais para que a população se posicione sobre a convocação de uma Constituinte exclusiva para a reforma política. Além disso, a FUP e seus sindicatos debateram encaminhamentos em relação a dois pontos importantes da agenda corporativa da categoria: as metas para os indicadores da PLR 2014 e a operacionalização do pagamento dos níveis dos aposentados.

Ato na Câmara

Na parte da tarde, os dirigentes sindicais se dirigiram para a Câmara dos Deputados Federais, onde realizaram um novo ato em defesa da soberania e por uma Petrobrás pública e estatal, comprometida com os interesses nacionais. A manifestação foi realizada no Anexo 3 da Câmara dos Deputados Federais, no Hall daTaquigrafia, com participação do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) e outras entidades da Via Campesina, UNE, UBES, CTB e CUT, inclusive do presidente nacional da Central, Vagner Freitas.

Deputados federais que integram as Frentes Parlamentares em Defesa da Petrobrás e em Defesa do Fundo Social do Pré-Sal também participaram do ato político desta quarta, saudando a iniciativa da FUP de mobilizar os setores organizados da sociedade para se contrapor aos privatistas que atacam a estatal. No último dia 14, a FUP e seus sindicatos reuniram mais de 300 pessoas em uma grande manifestação em frente à sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, em resposta aos ataques da mídia e dos setores conservadores, que tentam desmoralizar a gestão estatal da empresa, com fins eleitoreiros e privatistas.

Mexeu com a Petrobrás mexeu comigo!
O Conselho Deliberativo da FUP reafirmou a importância dos petroleiros continuarem na linha de frente em defesa da Petrobrás, bem como do projeto dos trabalhadores e movimentos sociais para que o petróleo seja um bem 100% controlado pelo Estado e com destinação social. As direções sindicais destacaram que a FUP deve ter firmeza na condução dessa disputa, motivada por interesses políticos e econômicos, principalmente o controle do pré-sal, já que a Petrobrás é a operadora única. O Conselho Deliberativo discutiu uma agenda ampla, nacional e regional, com atos e manifestações pelo país afora, envolvendo os trabalhadores do Sistema Petrobrás, as centrais sindicais, os movimentos sociais e a população.

Já nesta quarta-feira, 23, durante o ato político na Câmara dos Deputados Federais, a FUP lançou o Comitê Popular em Defesa da Petrobrás, que irá atuar em conjunto com as frentes parlamentares, entidades sindicais, organizações sociais e partidos políticos. Nas próximas semanas, serão realizadas manifestações em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. A FUP também irá orientar os sindicatos a organizarem mobilizações e atos locais em defesa da Petrobrás e também retomarem as atividades dos comitês regionais da campanha do petróleo, aglutinando nesse debate todas as representações políticas da categoria e organizações sociais.

Agenda de luta:

23 de abril - lançamento em Brasília do Comitê Popular em Defesa da Petrobrás

28 de abril – ato em Salvador, em frente ao Edifício Sede da Petrobrás (Ediba)

28 de abril - ato em Recife, em frente ao prédio da Petrobrás em Boa Viagem (Center II)

15 de maio – ato no Rio de Janeiro, em frente ao Edifício Sede da Petrobrás (Edise)

21 de maio – ato em São Paulo, em frente ao Edifício Sede da Petrobrás (Edisp)


PLR 2014
Outro ponto de pauta do Conselho Deliberativo foram os desdobramentos do Acordo de Regramento da PLR. O Dieese fez uma avaliação geral das metas apresentadas recentemente pela Petrobrás para os indicadores da PLR 2014. As direções sindicais destacaram alguns pontos que devem ser melhor debatidos e propuseram que a Comissão da FUP de Acompanhamento do Acordo de Regramento da PLR e o Dieese se reúnam até o início de maio para elaborar um estudo sintético sobre as metas, que será encaminhado aos sindicatos para que façam suas observações. A Comissão da FUP também discutirá o aprimoramento dos mecanismos de acompanhamento e denúncias em relação ao indicador VASO (Volume de Óleo e Derivados Vazados). Os encaminhamentos da FUP e sindicatos sobre as metas da PLR 2014 serão definidos na próxima reunião da Direção Colegiada, prevista para a primeira semana de junho.

Níveis dos aposentados e pensionistas - No próximo dia 28 de abril, vence o prazo de 180 dias estabelecido no Acordo Coletivo para a Petrobrás apresentar proposta de pagamento aos aposentados e pensionistas dos três níveis salariais recebidos pela ativa nos acordos coletivos de 2004, 2005 e 2006. A FUP está agendando reuniões com a Petrobrás e a Petros para definir o mais rápido possível essa questão.

Quarta, 23 Abril 2014 17:44

Nº 1325

Terça, 25 Março 2014 18:04

Mais uma vez, a Petrobrás volta a ser palanque de disputas políticas em ano eleitoral. Foi assim no governo Lula, foi assim em 2010 e não seria diferente esse ano, quando as pesquisas eleitorais refletem o apoio popular ao governo Dilma. Tensionada, a oposição, em conluio com a velha mídia, mira na Petrobrás para tentar desmoralizar a gestão pública da maior empresa brasileira.

Os mesmos PSDB e DEM, que quando governaram o país fizeram de tudo para privatizar a Petrobrás, trazem de volta à cena política antigas denúncias sobre refinarias adquiridas pela empresa no exterior e tornam a atacar as que estão em fase final de construção no Brasil. Quem acompanha a nossa indústria de petróleo sabe da urgência de reestruturação do parque de refino da Petrobrás, que, durante o governo do PSDB/DEM, foi sucateado e estagnado, assim como os demais setores da empresa.

Quando exercia o papel de governista (dos anos 90 até 2002), a oposição demo-tucana quebrou o monopólio estatal da Petrobrás, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino e ainda tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax. Foi nessa época que a empresa protagonizou alguns dos  maiores acidentes ambientais do país e o afundamento da P-36.

São os mesmos neoliberais que insistem em atacar a gestão estatal que desde 2003 iniciou o processo que fará da Petrobrás uma empresa verdadeiramente pública e voltada para os interesses nacionais.

Vamos aos fatos: em 2002, a Petrobrás  valia R$ 30 bilhões, sua receita era de R$ 69,2 bilhões, o lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e os investimentos não passavam de R$ 18,9 bilhões. Uma década depois, em 2012, o valor de mercado da Petrobrás passou a ser de R$ 260 bilhões, a receita subiu para R$ 281,3 bilhões, o lucro líquido para R$ 21,1 bilhão e os investimentos foram multiplicados para R$ 84,1 bilhão.

Antes do governo Lula, a Petrobrás contava em 2002 com um efetivo de 46 mil trabalhadores próprios, produzia 1 bilhão e 500 mil barris de petróleo por dia e tinha uma reserva provada de 11 bilhões de barris de óleo. Após o governo Lula, em 2012, a Petrobrás quase que dobrou o seu efetivo para 85 mil trabalhadores, passou a produzir 2 bilhões de barris de óleo por dia e aumentou a reserva provada para 15,7 bilhões de barris de petróleo.

Apesar da crise econômica internacional e da metralhadora giratória da mídia partidária da oposição, a Petrobrás descobriu uma nova fronteira petrolífera, passou a produzir no pré-sal e caminha a passos largos para se tornar uma das maiores gigantes de energia do planeta. Não aceitamos, portanto, que esse processo seja estancado por grupos políticos que no passado tentaram privatizar a empresa e hoje, fortalecidos por novos aliados, continuam com o mesmo propósito.

Se confirmados erros e irregularidades na gestão da Petrobrás, exigiremos que sejam devidamente apurados pelos órgãos de controle do Estado e pela Justiça. A FUP e seus sindicatos acompanharão de perto esse processo, cobrando transparência na investigação e responsabilização de qualquer desvio que possa ter ocorrido. No entanto, não permitiremos que sangrem a Petrobrás em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os defensores da CPI. Reagiremos à altura contra qualquer retrocesso que possa ser imposto à maior empresa brasileira, alavanca do desenvolvimento do país.

DIREÇÃO COLEGIADA DA FUP

Quinta, 06 Fevereiro 2014 17:55

Conquistas dos sindicatos de petroleiros filiados à FUP começam a ser implementadas

Sexta, 24 Janeiro 2014 18:14

Nesta quinta-feira, 23, o Conselho Deliberativo da FUP reuniu-se no Rio de Janeiro, para debater as questões sobre o PIDV, programa de demissão voluntária, lançado pela Petrobrás na última semana e, inicialmente batizado de Programa de Otimização de Produtividade (POP), que incentiva o afastamento de trabalhadores já aposentados pelo INSS, e os que estiverem aptos a solicitar aposentadoria até o dia 31 de março.

Para a FUP e seus sindicatos, o programa queabrangerá 8.379 petroleiros, dos quais 6.879 já estão aposentados e, que será aberto entre 13 de fevereiro e 31 de março, retrata mais uma decisão unilateral da empresa em lançar programas que afetam efetivamente a vida dos trabalhadores, sem nenhum debate prévio com o movimento sindical.

Apesar da situação dos petroleiros aposentados que continuam na ativa ser constantemente pautado pela Federação nos fóruns de negociação com a empresa – foi, inclusive, objeto da pauta de reivindicações dos trabalhadores durante a negociação do ACT, os gestores sempre se negaram a discutir este tema com as representações sindicais. Agora, em um momento crítico de acidentes recorrentes, em função de efetivos já reduzidos, a Petrobrás lança um programa de incentivo à demissão, autoritário e discriminatório.

Em reunião com a empresa na última sexta-feira, 17, a FUP criticou duramente o autoritarismo dos gestores da Petrobrás destacando que todas as distorções e injustiças do plano se devem a isso, e ressaltou que a redução do quadro próprio de trabalhadores agravará ainda mais os inúmeros problemas já denunciados pelo movimento sindical em função da redução de efetivos. Isso impactará, principalmente, os petroleiros do regime administrativo, que já sofrem acúmulo de funções e de trabalho, após amargarem 15 longos anos sem recomposição de efetivos, durante os governos neoliberais.

Diante desta decisão tão arbitrária, a FUP e seus sindicatos deliberaram o indicativo de realização de um  grande ato em Campinas, no dia 13 de fevereiro, mesma data em que a Petrobrás pretende implementar o PIDV, para dar inicio a nova Campanha Nacional pela Recomposição do Efetivo e exigir que todos os postos de trabalho liberados pelo programa e, pelo Mobiliza, um outro programa que também foi lançado de forma unilateral da Petrobrás, sejam repostos imediatamente pela empresa.

Além das mobilizações que serão intensificadas pelos trabalhadores, a FUP também vai solicitar uma reunião com a Petrobrás, em regime de urgência, para exigir que a empresa discuta com a Federação, a recomposição do efetivo e, a extratificação por função, e órgão de lotação dos possíveis desligamentos com esses programas unilaterais da empresa.

Quarta, 18 Dezembro 2013 18:55

A FUP arrancou uma proposta de antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Petrobrás na última sexta-feira (13) para todos os trabalhadores do Sistema Petrobras. O valor é superior ao do ano passado e tem como piso o valor de R$ 5.948,12 até o nível 457-A, ou 0,45 de uma remuneração.

Por se tratar de uma proposta de antecipação, e não do fechamento do valor final da PLR, o Sindipetro PR e SC assinará a aceitação. O pagamento será efetuado no dia 10 de janeiro de 2014.   

Durante a reunião, a FUP mais uma vez cobrou da empresa a apresentação de um modelo de regramento das PLR’s futuras. A Petrobrás afirmou que o modelo proposto pela Federação ainda está em construção e será apresentado à FUP e seus sindicatos no inicio do próximo ano, antes da assembleia dos acionistas.

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Edição Nº 1418

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