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Terça, 02 Junho 2015 19:39

Nº 1351

Terça, 02 Junho 2015 19:08

Diretores da FUP e uma comissão de representantes dos sindicatos filiados se reuniram no dia 20 de maio, no Rio de Janeiro, com a Petrobrás e a empresa que opera o Benefício Farmácia, a Global saúde. A pauta foi a cobrança por soluções dos problemas apontados pelos usuários do programa. O Sindipetro Paraná e Santa Catarina enviou dois dirigentes, os companheiros Claudiney Batista, secretário de saúde do Sindicato, e Antônio Carlos Silva, coordenador da secretaria dos aposentados e pensionistas.

Na oportunidade, os sindicalistas relataram todas as dificuldades que os petroleiros têm para adquirir medicamentos, conforme denúncias que chegaram às entidades, por conta dos transtornos causados pela mudança da operadora. A Global Saúde pediu um prazo de trinta dias para corrigir as distorções que estão acontecendo e apresentar um relatório com a evolução das providências tomadas.

As críticas da FUP e sindicatos à gestão do programa foram contundentes. As principais queixas referem-se a não liberação de todos os medicamentos prescritos em receita médica, limite de compras de R$ 400,00 por beneficiário/mês, impossibilidade de efetivação da compra em horários determinados, limite diário de venda por estabelecimento de R$ 1,5 mil, burocracia excessiva e exigências desnecessárias, problemas com o '0800', sistema fora do ar, dificuldades com o reembolso, e a não resposta de análise técnica, entre outros.

A Global, que já foi multada pela Petrobrás por descumprimento de contrato, argumentou que está realizando melhorias no site, no modelo de e-mail, e que está recrutando mais pessoas para os serviços de atendimento aos usuários. A empresa também negou que esteja restringindo a aquisição de medicamentos ou efetuando bloqueios por horário ou valores. Apesar disso, o elevado número de reclamações e a coincidência de motivações leva a crer que existe alguma disposição em dificultar a aquisição dos medicamentos.

Na reunião ficou evidente que a Global tenta justificar as dificuldades explorando as tentativas de fraude contra o sistema. Os ilícitos devem ser combatidos pela operadora, mas não podem servir de desculpa para tantos transtornos que o Benefício Farmácia vem causando. A empresa ainda apresentou um demonstrativo de receitas e despesas e sugeriu uma possível insuficiência de verbas no contrato para atender a demanda.

A principal alegação de defesa da Global é o fato de ter assumido um programa em andamento, abandonado pela e-pharma. A antiga operadora prestava serviços mediante um contrato de reembolso por demanda de medicamentos adquiridos pelos beneficiários. A Global substituiu a e-pharma, sendo remunerada pelo valor de R$ 42,00 por usuário/mês, mas nos demonstrativos apresentados durante a reunião demonstra uma despesa mensal superior ao valor contratado.

Apesar de a operadora não ter demonstrado capacidade para gerir o programa, a principal responsável é a Petrobrás, que terceirizou a gestão do Benefício Farmácia e retirou o controle da gerência de compartilhados da empresa.

No entendimento da FUP e dos sindicatos, a solução para os problemas do Benefício Farmácia passa pela transparência da gestão do programa, com participação dos trabalhadores. Dados sobre o valor arrecadado para o benefício, por exemplo, dariam base para analisar a suficiência, ou não, do contrato firmado. Enquanto estas reivindicações não são atendidas, os trabalhadores exigem que a Petrobrás cumpra o ACT em sua plenitude. 

Recadastramento
Diante dos problemas, foi acordado que o prazo para recadastramento dos usuários, que acabaria no dia 31 de maio, seja prorrogado até 30 de junho. Até o momento, cerca de 180 mil usuários da AMS já se recadastraram para receber os cartões de utilização do benefício. Para fazer o recadastramento, acesse www.portaldobeneficiario.globalsaude.com.br.

Fiscalize!
A FUP disponibilizou um sistema de monitoramento do Benefício Farmácia para que os petroleiros e seus dependentes fiscalizem essa que é uma das principais conquistas da categoria. Acesse o portal www.beneficiofarmacia.fup.org.br ou entre em contato pelo 0800-761-6238.

Quinta, 28 Maio 2015 14:42

Nesta sexta-feira (29), centrais sindicais e organizações dos movimentos sociais farão grandes manifestações em todo o país. A pauta é bastante extensa, pois motivos que causam descontentamento na classe trabalhadora não faltam. A avaliação da CUT é de que o Congresso Nacional aprovou nestes cinco meses da nova legislatura mais ataques aos direitos dos trabalhadores do que em todo o Regime Militar (1964 – 1985).

A Câmara dos Deputados tem honrado o título de a mais conservadora desde o início da ditadura, conforme estudo do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Os parlamentares já aprovaram o Projeto de Lei 4330/2004, que escancara as terceirizações ao liberá-las até nas atividades-fim das empresas; as medidas que limitam o acesso aos benefícios como seguro-desemprego, pensão por morte, abono salarial e previdência social.  

O conjunto de medidas de ajuste fiscal do governo, elaborado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sem qualquer diálogo com a sociedade, retira verbas de áreas essenciais para a classe trabalhadora, como saúde, educação e habitação. Enquanto isso, a taxação das grandes fortunas, que poderia gerar R$ 6 bilhões de impostos anuais à União, não avança. A política de austeridade retira das classes mais necessitadas e preserva as elites.

Por todas estas razões, os trabalhadores e suas entidades de representação irão tomar ruas, fábricas, rodovias, praças e espaços públicos neste Dia Nacional de Paralisação. “Será um dia para mostrar a reação dos trabalhadores à atual pauta política e econômica do país. Se os governantes, parlamentares, empresários e as elites não recuarem, vamos partir para uma greve geral”, alerta Mário Dal Zot, presidente do Sindipetro PR e SC.

Quinta, 28 Maio 2015 02:44

Por força do Acordo de Regramento que a FUP e seus sindicatos pactuaram no ano passado com a Petrobrás e subsidiárias, os petroleiros irão receber nos próximos dias a Participação nos Resultados referente ao exercício de 2014. A data do pagamento foi divulgada nesta quarta-feira, 27, pela Petrobrás, após a Assembleia Geral Extraordinária dos Acionistas ter aprovado no último dia 25 as demonstrações contábeis apresentadas pela empresa.

Mesmo sem registrar lucro e sem pagar dividendos aos acionistas, a Petrobrás e suas subsidiárias distribuirão aos trabalhadores R$ 1,04 bilhão em participação nos resultados, como garante o acordo de regramento conquistado em 2014. Apesar de ter sido rejeitado pelos sindicatos dissidentes, o acordo foi amplamente aprovado nas assembleias de todo o país, com mais de 75% de aceitação dos trabalhadores.

Fruto de uma luta histórica da FUP por regras claras e democráticas para a PLR, o acordo prevê que os petroleiros sejam remunerados, inclusive na ausência de lucro, desde que alcançados os resultados operacionais, conforme as metas dos indicadores acordados com a categoria. Portanto, como assegura o parágrafo 4º da cláusula 3ª do Acordo Coletivo de Metodologia para Definição e Pagamento da PLR no Sistema Petrobrás, o trabalhador receberá metade de uma remuneração mensal acrescida de metade do menor valor pago da PLR do exercício anterior.

Os petroleiros poderão acessar o valor que receberão através do simulador que a empresa disponibilizou em seu portal. As datas de pagamento informadas pela Petrobrás são 10 de junho, para os sindicatos que assinarem o acordo até o dia primeiro de junho, e 17 de junho, para os que assinarem até 08 de junho. Não é necessária a realização de assembleias de base, pois o acordo de regramento já foi referendado pela categoria em março de 2014.

Veja o documento da Petrobrás: http://fup.org.br/downloads/RH-AMB-RTS-50.049-15.pdf

PLR 2013 também foi beneficiada pelo acordo

No ano passado, a FUP já havia garantido que a nova metodologia acordada fosse aplicada no fechamento da PLR 2013, o que rendeu aos trabalhadores R$ 388 milhões a mais, pois a Petrobrás teve que elevar em 33% o provisionamento aprovado. Com isso, o valor do piso da PLR 2013 subiu 36% em relação ao inicialmente proposto.

Na época, os sindicatos dissidentes também foram contra o acordo de quitação da PLR 2013 e chegaram, inclusive, a propor à empresa que não aplicasse as novas regras, mesmo sabendo que isso significaria prejuízos financeiros para a categoria.

Acionistas choram por dividendos

Os acionistas da Petrobrásbem que tentaram, mas desta vez não receberão dividendos. Revoltados, chegaram a criticar a empresa por agir de forma diferente com os trabalhadores. A mídia, como sempre, se aproveitou do fato para emplacar suas manchetes tendenciosas. "Apesar de prejuízo, Petrobrás pagará R$ 856 milhões de PLR", destacou o jornal Estado de São Paulo, referindo-se ao montante da holding.

A FUP explica o que eles não admitem: os resultados positivos registrados pela empresa em 2014, assim como os lucros fabulosos que marcam sua história, são fruto direto do trabalho dos petroleiros. O acordo de regramento da PLR consolida esse direito.

Fonte: FUP

Segunda, 18 Maio 2015 14:09

Nº 1350

Terça, 12 Maio 2015 14:35

Há 20 anos, no dia 03 de maio de 1995, os petroleiros iniciavam a mais longa greve da história da categoria. Foram 32 dias de contestação e de resistência à truculência do PSDB e ao projeto ultraneoliberal que o partido implantou no Brasil, em conjunto com os setores empresariais e da mídia.

Os petroleiros tiveram que enfrentar até mesmo o Exército, que, a mando dos tucanos, invadiu várias refinarias da Petrobrás com tanques e tropas armadas. Centenas de trabalhadores foram arbitrariamente punidos, vários deles, demitidos.

Por mais de um mês, a categoria resistiu à violenta repressão comandada por Fernando Henrique Cardoso e às manipulações da imprensa.  A FUP e seus sindicatos foram submetidos a multas milionárias e tiveram seus bens, penhorados.

Além de evitar a privatização da Petrobrás e de revelar a face autoritária do PSDB, a greve de maio de 1995 despertou um movimento nacional de solidariedade e de unidade classista. Várias categorias foram para às ruas defender a estatal, com um grito de guerra que se repetiu por todo o país: “Somos todos petroleiros!".

Para lembrar essa história de luta, a FUP lançou uma cartilha, detalhando os momentos de enfrentamento e de resistência antes, durante e após a greve. Na publicação (que pode ser acessada na internet: http://fup.org.br/revista-sobre-20-anos-de-greve-de-95/), representantes da nova geração de petroleiros ressaltam a importância desse movimento, que ainda hoje é referência para a classe trabalhadora.

Vinte anos depois, a Petrobrás e o povo brasileiro estão novamente sob intenso ataque dos mesmos setores que nos anos 90 privatizaram o patrimônio público, reduziram direitos históricos e criminalizaram os movimentos sociais.  A greve de maio de 1995 provou que a unidade é que constrói a resistência. Um legado que nunca foi tão necessário e atual como agora.

Quarta, 06 Maio 2015 19:46

A união das forças populares em torno de uma pauta de lutas foi apontada como a melhor estratégia para enfrentar a atual conjuntura política desfavorável aos trabalhadores pelas lideranças que participaram da Plenária da Federação Única dos Petroleiros (FUP) com os Movimentos Sociais. A atividade ocorreu na noite da última terça-feira (05), na Sede da APP-Sindicato, em Curitiba, e reuniu um público de aproximadamente 200 pessoas.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, abriu o evento com uma breve análise conjuntural. “Estamos atravessando um período no qual há uma violenta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores. O Congresso Nacional é o mais conservador desde o início da ditadura militar em 1964. O momento é propício para debater temas importantes da atualidade e unificar nossas lutas para fazer o enfrentamento à direita fascista brasileira”, destacou.

José Maria Rangel, coordenador da FUP, lembrou que a violência que os professores da rede pública de ensino do Paraná sofrem com um governo do PSDB também já foi sentida na pele pelos petroleiros. “Suportamos a truculência do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso quando fizemos uma greve de 32 dias em 1995 para defender o monopólio estatal do petróleo e impedir a privatização da Petrobrás. Infelizmente o monopólio foi derrubado, mas graças à vitória do companheiro Lula em 2002, a Petrobrás investiu muito em pesquisa e descobrimos as mais recentes grandes reservas do mundo, que é o pré-sal. Avançamos na legislação do petróleo para ter a Petrobrás como operadora exclusiva do pré-sal com o modelo de partilha e um fundo soberano desses recursos para investimentos em educação e saúde. Porém, foi passar o difícil processo eleitoral, o qual formou a Câmara Federal mais reacionária pós-1964, e o modelo de partilha passou a ser questionado no Congresso Nacional por aqueles que querem entregar nossas riquezas ao capital”, disse. Ainda segundo a análise política de Zé Maria, o país vive uma grande luta de classes. “Uma camada significativa da população, cerca de 40 milhões de pessoas, começou a ter acesso a bens de consumo que antes apenas os mais ricos tinham. Isso incomodou bastante a elite brasileira e fez com que ela viesse com uma pauta reacionária com o falso argumento de combate à corrupção, que sempre foi uma pauta da esquerda, para fazer a campanha de impeachment e da precarização das condições do trabalho via o projeto de lei das terceirizações, o PL 4330”.

Exemplo neoliberal de Minas Gerais - Uma delegação do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação em Minas Gerais (Sindute) veio participar do ato público de apoio civil aos professores do Paraná, realizado na terça-feira (05), e a presidenta da entidade, Beatriz Silva Cerqueira, a Bia, participou da Plenária. Bia destacou as dificuldades enfrentadas pelos professores mineiros sob a gestão do PSDB. “Quando Aécio Neves ganhou em Minas Gerais ele aplicou o tal do choque de gestão. Foram medidas que só prejudicam os servidores públicos e apresentaram projetos de vitrine estampados em peças publicitárias, que dão a falsa impressão de melhorias, mas que a população não percebe. A estratégia neoliberal foi bem articulada e envolvia dos meios de comunicação ao Poder Judiciário. Quando veio a reforma da educação, não identificamos o que isso realmente significava e o resultado foi a pulverização da categoria, com 270 mil trabalhadores da educação com direitos bastante distintos. Fizemos uma greve de 42 dias em 2011 e sofremos isolamento, mas graças a uma articulação dos movimentos sindical e social rompemos barreiras e a greve foi vitoriosa. Nossa avaliação é de que o PSDB perdeu as eleições de 2014 naquele movimento e nas marchas de junho de 2013”.

Bia ainda fez uma previsão dos rumos dos movimentos dos professores do Paraná. “A tendência é que a truculência do PSDB piore cada vez mais. Porém, o exemplo de Minas Gerais mostra que uma aliança entre o movimento sindical, social e a juventude para construir convergências e lutas conjuntas é o caminho para fazer o enfrentamento a esse projeto político tucano neoliberal”, concluiu.

Massacre dos professores - A professora Rose Mari Gomes, da APP-Sindicato, fez um relato da violência do governador Beto Richa (PSDB) contra os educadores do Paraná. “Não foi uma batalha, como a mídia disse. Foi um verdadeiro massacre, com mais de duas horas de bombas de gás, balas de borrachas, cassetetes sendo usados constantemente contra os manifestantes. Na mobilização anterior, em 07 de fevereiro, quando estávamos em uma longa greve, conseguimos evitar o tratoraço do Richa, que estabelecia uma Comissão Geral, na qual o projeto era apresentado e aprovado no mesmo dia em três sessões consecutivas. Apenas a Assembleia Legislativa do Paraná ainda tinha esse resquício da ditadura em vigor e conseguimos barrar. Outra tragédia que evitamos do tratoraço foi a medida que simplesmente acabava com o plano de carreira dos funcionários de escola, construído ao longo de 68 anos de história de luta da APP-Sindicato. Após aquela mobilização, Beto Richa retirou os projetos e fingiu o diálogo. Percebemos isso e decretamos greve novamente em 27 de abril. Dois dias mais tarde o massacre aos educadores no Centro Cívico e a aprovação do projeto que permite ao governador meter a mão na previdência dos servidores. O importante é que a sociedade aprova nossa luta e iremos resistir”.

Participação dos movimentos sociais - Os trabalhadores do campo também participaram da Plenária. Joceli Andrioli, coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), apontou o debate como fundamental para a luta. “Temos que discutir muito sobre estratégias e reconstrução de nossas forças para enfrentar essa conjuntura e tentar avançar. Os ataques à Petrobrás têm a finalidade de desmontar o Brasil e atacar o desenvolvimento de nossa indústria nacional. Trata-se de uma intervenção do imperialismo que acontece por meio de partidos políticos de direita. Por isso, temos que avançar para uma estratégia nacional unificada em duas grandes lutas, que são a defesa da Petrobrás e pela reforma política democrática e popular”.

Roberto Baggio, coordenador do MST no Paraná, disse que “após 15 anos de calmaria, o capital voltou com tudo e quer nos dominar para nos transformar em mercadoria. A boa notícia é que a classe trabalhadora acordou e entrou em campo. É um bom momento político para a esquerda e temos que ser capazes de lutar para avançar no projeto político popular. Daí a importância de construirmos grandes plenárias e debater a conjuntura para preparar a luta.

Paulo de Sousa, da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar), demonstrou compromisso com a unidade de classe. “Viemos em 180 pessoas do Sudoeste do Paraná e percorremos 600 km para ajudar na luta dos professores. Temos que unificar nossas ações contra a direita e o capital. Adormecemos um pouco nesses 15 anos e não fizemos formação política como deveríamos. Temos que retomar isso para fazer a sociedade entender a luta de classes”.

O representante da CUT Nacional, Roni Barbosa, destacou a lição que a conjuntura traz aos movimentos. “A mobilização contra o PL 4330 e os reflexos da violência contra a greve dos professores do Paraná freiam o crescimento da direita. Parte da população que estava comprando esse discurso e parou para pensar sobre os efeitos da agenda neoliberal. O que Beto Richa está fazendo no Paraná é o que Aécio queria fazer no Brasil. Isso é um ensinamento para a esquerda, que precisa se unir. O massacre do dia 29 de abril escancarou como a direita fascista age no país. A mobilização em apoio aos professores foi um exemplo de como unificar a luta. Temos que pensar em como construir os próximos passos, pois será muito importante para a conjuntura nacional. O Paraná está em evidência com todos esses acontecimentos. Para se ter ideia, Beto Richa era cogitado como candidato à presidência pelo PSDB, mas isso acabou. Por isso, a reforma política deve ser nossa grande luta para enfrentar a direita”.

Convocação para 29 de maio - A convocação de um grande dia de luta da CUT foi feita pela presidenta da CUT Paraná, Regina Cruz. “Temos um grande desafio no dia 29 de maio, quando completará um mês do massacre contra os professores do Paraná. Nesta data, a CUT organiza uma nova grande paralisação nacional, preparatória para uma greve geral contra o PL 4330, que escancara as terceirizações no país. O Projeto foi para o Senado e eu não tenho dúvidas que pode ser aprovado lá também. É um jogo de cartas do PMDB e isso é muito perigoso. Com relação ao enfrentamento ao governador do Paraná, temos que construir a unidade da classe trabalhadora no campo e na cidade”.

A necessidade de democratizar a mídia também fez parte dos debates da Plenária. Pedro Carrano, diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), disse que “a mídia prejudica a luta da classe trabalhadora ao se comportar como organizadora das pautas de direita e partidária. Não se trata da mídia aparecer nos nossos debates, mas de democratizá-la, pois é indutora da criminalização dos movimentos sociais. Entre as reformas de base que defendemos, a democratização da comunicação é uma delas. Está prevista na Constituição, mas não foi transformada em leis e colocada em prática”.

A última intervenção foi feita por Liliane Coelho, da Marcha Mundial de Mulheres e da coordenação estadual do Plebiscito Popular pela Constituinte da Reforma Política. “As notícias que trago não são boas. O Senado aprovou o Projeto de Lei 252, de 2015, de autoria de José Serra (PSDB), que trata do voto distrital para municípios com população acima de 200 mil habitantes. Um dos pontos negativos é a divisão do município e em cada distrito cada partido vai poder indicar apenas um candidato, o chamado voto uninominal. Além disso, os concorrentes não terão direito ao acesso aos programas gratuitos de rádio e TV. É preciso muita atenção e mobilização, porque a direita está debatendo reforma política e aprovando rapidamente os seus projetos. Assim que tomou posse, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), criou uma Comissão de Reforma política que reuniu todos os 47 projetos de lei alusivos ao tema”, alertou.

Terça, 05 Maio 2015 20:07

A Direção Executiva da Federação Única dos Petroleiros (FUP) deliberou que suas reuniões ordinárias serão itinerantes e realizadas nas bases dos sindicatos filiados. Cada encontro contará com plenárias junto aos movimentos sociais de cada região, atos nas unidades, além dos debates pontuais.

A base do Paraná foi a primeira escolhida para sediar a reunião da Direção da FUP. Os dirigentes da Federação participaram nesta terça-feira (05), em Curitiba, do ato civil em apoio aos professores do Paraná.

Na manhã desta quarta (06) a FUP, juntamente com o Sindipetro PR e SC e o Sindiquímica PR, promove um ato político na Repar sobre os 20 anos da greve de 1995 e um bate papo para apresentar a nova direção da FUP.

Após a atividade na refinaria, os dirigentes da FUP e dos sindicatos se reúnem na sede do Sindiquímica PR. Na quinta (06) e sexta-feira (07) a Federação debate sua pauta no Sindipetro PR e SC.

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Edição Nº 1418

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