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Sexta, 12 Setembro 2014 12:32

Reunido nesta quinta-feira, 11, no Rio de Janeiro, o Conselho Deliberativo da FUP avaliou a proposta salarial apresentada ontem pela Petrobrás e entendeu que o reajuste proposto pela empresa está muito aquém da reivindicação dos petroleiros e abaixo da média do que tem sido conquistado pelas demais categorias. Formado por representantes de todos os sindicatos filiados e pela direção da FUP, o Conselho indicou a rejeição da atual proposta e estabeleceu prazo até o dia 23 para que a Petrobrás apresente uma nova contraproposta.

A atual proposta de reajuste da empresa representa ganho real para os trabalhadores da ativa entre 0,79% e 1%, bem abaixo dos 5,5% reivindicados pelos petroleiros e da média conquistada pelas categorias que fecharam acordos no primeiro semestre. Estudo do Dieese com base em cerca de 400 negociações coletivas acompanhadas pelo órgão aponta que 45% das categorias que obtiveram ganhos reais conquistaram índices entre 1% e 2% acima da inflação e outros 20% garantiram de 2% a 3% de aumento.

A orientação do Conselho Deliberativo da FUP é de que os sindicatos realizem assembléias até o dia 19, com o indicativo de rejeição da proposta da Petrobrás. O prazo para que a empresa apresente uma nova contraproposta é dia 23 de setembro e no dia 24 será realizada uma nova reunião do Conselho para avaliar e definir os rumos da campanha salarial.

Fonte: FUP

Quinta, 11 Setembro 2014 00:11

A Petrobrás e suas subsidiárias apresentaram à FUP nesta quarta-feira, 10, proposta de reajuste de 7,58% na RMNR, que significa entre 0,79% e 1% de ganho real, acima do IPCA (6,51%), que será antecipado no próximo dia 25, conforme cobrado pela Federação. As empresas do Sistema também propuseram um abono de uma RMNR integral ou R$ 7.200,00, o que for maior, e reajuste de 10,22% no auxílio alimentação (veja abaixo a íntegra da proposta).

Na pauta apresentada ao Sistema Petrobrás no dia 27 de agosto, a FUP reivindica 5,5% de ganho real e cobra o cumprimento da Cláusula 181 do Acordo Coletivo, que estende para os aposentados e pensionistas os três níveis recebidos pela ativa em 2004, 2005 e 2006.

APÓS PRESSÃO DA FUP, EMPRESA AGENDA REUNIÃO DIA 19 PARA TRATAR DOS NÍVEIS DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS
Na semana passada, após o ato de lançamento da campanha que reuniu mais de 300 aposentados e pensionistas em frente à sede da Petros, a FUP cobrou uma reunião urgente com representações da Fundação e da Petrobrás para buscar uma solução definitiva para o impasse em relação à Clausula 181. A Petrobrás respondeu nesta quarta-feira, 10, agendando a reunião para o dia 19.

Regimes e jornadas de trabalho - A FUP tornou a cobrar da Petrobrás uma resposta para as cláusulas 105 e 106 do Acordo Coletivo, onde a empresa se compromete a apresentar uma proposta de adequação de regime para as atividades especiais em horário administrativo e de um acordo nacional para paradas de manutenção programadas. A FUP vem buscando avançar nesta discussão no âmbito da Comissão de Regimes e Jornadas de Trabalho, mas a empresa ainda não sistematizou a sua proposta.

O Conselho Deliberativo da FUP reúne-se nesta quinta, 11, e sexta-feira, 12, no Rio de Janeiro, para avaliar a proposta salarial apresentada pela Petrobrás e suas subsidiárias e definir os rumos da campanha.

Proposta salarial do Sistema Petrobrás
- Antecipação da inflação – 6,51% referente ao IPCA dos últimos 12 meses;
- Reajuste de 7,58% na RMNR
- Abono de uma RMNR ou R$ 7.200,00, o que for maior;
- Reajuste de 10,22% do auxílio alimentação;
- Reajuste de 7,58% do Adicional do Estado do Amazonas;
- Reajuste da Gratificação de Campo Terrestre de Produção de R$ 900,40 para R$ 968,65;
- Reajuste dos benefícios educacionais e do Programa Jovem Universitário em 7,51% a partir de janeiro de 2015;
- Reajuste de 6,51% nas tabelas da AMS.

MAIS DOIS TRABALHADORES MORREM E GESTORES DA PETROBRÁS AGEM COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO
Na reunião com a Petrobrás, a FUP lamentou a ocorrência de mais duas mortes de trabalhadores que prestam serviço para empresa e novamente criticou com veemência o pouco caso dos gestores com a segurança da categoria. O coordenador da FUP, José Maria Rangel, questionou a Petrobrás por sequer ter um representante do SMS na reunião para se manifestar sobre os dois óbitos ocorridos. “Mais uma vez, os gestores da Petrobrás demonstram o descaso que têm com a vida dos trabalhadores, agindo como se nada tivesse acontecido. Dois trabalhadores terceirizados morrem e não tem ninguém do SMS nesta reunião”, criticou José Maria, ressaltando que é cada vez mais evidente que a atual política de segurança da Petrobrás não tem sustentação.

Em um intervalo de 24 horas, dois trabalhadores perderam a vida enquanto prestavam serviços para a Petrobrás. A primeira ocorrência foi no início da madrugada de terça-feira, 09, no Paraná, quando um motorista da Translíquido, morreu em um acidente grave na BR 277, quando transportava óleo combustível da Repar para o Terminal de Paranaguá. O Sindipetro PR e SC já vem alertando à Transpetro sobre os riscos da sobrecarga excessiva de trabalho para cumprimento de metas de produção no terminais, o que afeta também os serviços de descarregamento de combustíveis.

Na madrugada desta quarta-feira, 10, o mecânico da empresa Disman, José Ricardo da Luz, 52 anos, faleceu durante seu primeiro dia de trabalho na parada de manutenção da Termelétrica Governador Leonel Brizola, em Duque de Caxias. Segundo informações apuradas pelo Sindipetro Duque de Caxias, o mecânico foi encontrado morto por outros funcionários e não pode sequer ser socorrido já que não há ambulância, nem equipe médica ou de enfermagem na Termelétrica.

Fonte: FUP

 

Quarta, 10 Setembro 2014 19:14

A Federação Única dos Petroleiros junto com as centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis, definiram a realização de um grande ato em defesa do pré-sal, da Petrobrás e do Brasil, no próximo dia 15, às 10h, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ato está sendo construído pela FUP em conjunto com a CUT, CTB, UGT, MAB, MST, UNE, UBES, UEE, FETEERJ, UEE MPA E CNM, FAMERJ, FAFERJ, entre outros movimentos sociais.
O objetivo é alertar a sociedade para os riscos que sofre o projeto de desenvolvimento em curso no país, em função dos ataques contra o pré-sal e a Petrobrás.

Em apenas oito anos, o pré-sal já produz mais de meio milhão de barris de petróleo por dia, gerando uma riqueza que será aplicada em educação e na saúde pública. Nos próximos 35 anos, isso significará R$ 1,3 trilhão em royalties que se destinarão à saúde e à educação dos brasileiros. Isso equivale a mais de dez vezes o atual orçamento do governo federal para essas áreas.

"Tudo isso só está sendo possível em função dos investimentos e da competência da Petrobrás. Nos últimos 12 anos, os governos Lula e Dilma fortaleceram a estatal para que ela cumprisse o seu papel de empresa pública, gerando empregos e renda para milhares de brasileiros.", ressalta o Coordenador Geral da FUP, José Maria Rangel.

Só os investimentos da Petrobrás representam 13% do PIB do país. Mas nem sempre foi assim. Em 2000, a participação da indústria de petróleo no PIB era de apenas 3%. A Petrobrás quase foi privatizada nos anos 90 pelos mesmos setores que hoje atacam a empresa e que querem interromper os investimentos no pré-sal.

Por isso, as centrais sindicais e os movimentos sociais estão nas ruas, defendendo o pré-sal, a Petrobrás e o Brasil da ameaça de retrocesso. "Não permitiremos que este setor tão estratégico para o país caia novamente nas mãos dos que defendem a privatização do estado.", ressalta Rangel.

Fonte: Imprensa FUP

Terça, 02 Setembro 2014 19:32

A Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, foi palco de uma grande manifestação da FUP e seus sindicatos, que reuniu na manhã desta terça-feira, 02, mais de 300 aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás, em frente à sede da Petros. O ato marcou o lançamento da campanha salarial dos petroleiros, que reivindicam 5,5% de ganho real e os níveis devidos aos assistidos do Plano Petros. Vindos em caravanas de várias regiões do país, eles ocuparam a rua por mais de três horas, bloqueando os dois acessos ao prédio da Petros, em protesto contra o descumprimento da Cláusula 181 do Acordo Coletivo de Trabalho, onde os gestores da Fundação e da Petrobrás se comprometem a viabilizar para os assistidos do Plano Petros a extensão dos níveis recebidos pelos trabalhadores da ativa nos anos de 2004, 2005 e 2006.

Até agora, no entanto, o pagamento foi garantido somente para cerca de três mil aposentados e pensionistas, cujas ações judiciais já foram transitadas em julgado e executadas. Os demais 30 mil assistidos do Plano Petros que pleiteiam o mesmo direito continuam sem perspectivas de terem seus benefícios corrigidos, em função  de um impasse criado pela direção da Petros, cujos pareceres jurídicos estão sendo utilizados pela Petrobrás para descumprir o que foi acordado com a categoria. Além disso, os participantes da mobilização reivindicaram o cumprimento dos acordos, principalmente o AOR (Acordo de Obrigações Recíprocas), que devem implantar a separação de massas na Petros, entre repactuados e não repactuados.

 

Parecer da FUP rebate alegações da Petros

Ao final do ato, a FUP apresentou à direção da Petros o parecer de sua assessoria jurídica e atuarial, que rebate categoricamente as alegações da Fundação. "Lamentamos profundamente que essa Direção se esconda ou se omita na solução desse imenso contencioso jurídico, se utilizando de um parecer jurídico, cheio de falhas e contradições, que não encontra respaldo, nem mesmo junto as próprias atrocinadoras e de fácil contestação, ao invés de colaborar com a solução desse problema, visto que, na Justiça Trabalhista, na sua maior instância, esse contencioso jurídico já está pacificado favoravelmente aos reclamantes e na Justiça Civil, onde as diversas decisões que já ocorreram estão sendo, também, favoráveis aos reclamantes", ressaltou a FUP na carta encaminhada à direção da Petros.

Os dirigentes sindicais também responsabilizaram os gestores da Fundação pelo impasse criado: "A atitude dessa Direção além de prejudicar milhares de aposentados e pensionistas, obrigando-os a aguardarem por um longo período a tramitação dos seus processos judiciais, ou obrigando-os a ingressar com novas ações judiciais, aumentando, mais ainda, esse contencioso e desta forma, aumentando, mais ainda, as despesas da nossa própria Fundação com custas judiciais, honorários de sucumbência e caríssimos escritórios de advocacia contratados pela Petros".

 

Aposentados e pensionistas exigem respeito

Com faixas e cartazes exigindo respeito e cumprimento do Acordo, aposentados e pensionistas ocuparam o acesso à sede da Petros, demonstrando sua indignação com a postura dos gestores da Fundação. Apesar da idade avançada de muitos dos que se manifestavam, eles não se deixaram abater nem mesmo pelo cansaço de mais de 12 horas de viagens, em caravanas que vieram de estados distantes como Paraná, Bahia, Minas Gerais, além de cidades do Norte Fluminense.

 "Há mais de dez anos, cobramos da Petros e da Petrobrás que nos paguem esses níveis. Não estamos pedindo nada demais. Os companheiros da ativa receberam, nós temos o mesmo direito", ressaltou Dionísio Bispo de Jesus,  81 anos, (foto acima) dos quais 34 dedicados às Petrobrás. "Trabalhei muito duro, dando apoio na manutenção das áreas de produção da Bahia", revelou. Para participar do ato, ele saiu de Campos, de madrugada e enfrentou mais de seis horas de viagem com outros 80 companheiros do Norte Fluminense.  

Também participaram do ato, aposentados e pensionistas das bases do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Sindipetro Unificado-SP e de Duque de Caxias, além de representações sindicais do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte. Nas demais bases da FUP, as mobilizações foram concentradas nas unidades operacionais e administrativas. Várias lideranças sindicais se manifestaram, exigindo o cumprimento do que foi acordado na campanha reivindicatória do ano passado.

 

"Em vez da Petros ajudar a resolver o problema, ela prefere o impasse"

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressaltou que a extensão dos níveis, assim como o Benefício Farmácia, são conquistas importantes do Acordo Coletivo, com impacto grande na vida dos aposentados e pensionistas. "Isso não nos foi dado de graça. Fizemos uma greve de sete dias e foi na luta que garantimos essas conquistas", lembrou. Ele declarou que a solidariedade dos aposentados e pensionistas com os trabalhadores da ativa nas mobilizações e greves tem sido a marca da categoria e deu o recado à direção da Petros: "Se não tivermos uma solução que resolva este impasse e garanta o cumprimento do Acordo, faremos uma mobilização muito mais contundente".

O diretor da FUP, Paulo César Martin, conselheiro deliberativo da Petros eleito pela categoria, foi enfático ao responsabilizar a direção da Petros pelo impasse que está prejudicando milhares de aposentados e pensionistas. "O parecer da Petros é contraditório até mesmo com o que diz o parecer da Petrobrás, que assegura ser possível sim pagar os níveis e honrar o que foi acordado com a FUP e seus sindicatos. Portanto, em vez da Petros ajudar a resolver o problema, ela cria mais problemas, gerando esse impasse", declarou Paulo César, lembrando que tanto a Justiça do Trabalho, quanto a Justiça Civil têm se manifestado favoráveis às ações onde os aposentados e pensionistas pleiteiam o recebimento dos níveis. "É uma irresponsabilidade da diretoria da Petros se esconder atrás de pareceres que negam a realidade jurídica dos fatos, prejudicando os assistidos do Plano Petros e gastando o dinheiro da Fundação com escritórios caros de advocacia, pagando multas e sucumbências, sabendo que será condenada por esse passível", ressaltou.

Clique aqui e aqui para acessar os documentos enviados à Petros, com o parecer da assessoria jurídica da FUP sobre o nível dos aposentados.

Fonte: FUP, por Alessandra Murteira, com fotos de Samuel Tota

Sexta, 29 Agosto 2014 19:37

Nº 1333

Quinta, 28 Agosto 2014 18:17

A FUP apresentou à Petrobrás e subsidiárias a pauta salarial dos petroleiros na tarde desta quarta-feira, 27. Conforme aprovado no XVI Confup, a categoria reivindica 5,5% de ganho real, além da reposição da inflação dos últimos 12 meses, conforme o ICV/Dieese, cuja estimativa é de 6,87%. A campanha deste ano trata somente das reivindicações econômicas, já que as demais cláusulas do Acordo Coletivo têm validade de dois anos e, portanto, só serão negociadas na campanha reivindicatória de 2015. Veja aqui a íntegra da pauta.

Durante a entrega da pauta, a FUP cobrou a renovação do termo de manutenção de data base e o adiantamento da reposição da inflação, conforme tem sido praticado nas últimas campanhas reivindicatórias. Os dirigentes sindicais também cobraram o cumprimento das cláusulas do atual Acordo Coletivo que continuam com pendências, como a que trata da extensão a todos os aposentados e pensionistas do pagamento dos níveis recebidos pela ativa em 2004, 2005 e 2006 (cláusula 181) , e as que dispõem sobre questões relativas a regimes e jornada de trabalho (cláusulas 105, 106 e 115).

Antes de protocolar a pauta salarial, a FUP protestou contra a ocorrência de mais um acidente fatal no Sistema Petrobrás, que vitimou um operador da Reman de apenas 26 anos, que havia sido admitido há apenas 14 meses na empresa. Os dirigentes tornaram a criticar duramente os programas de reestruturação da empresa, como Procop, PIDV, Plafort e Mobiliza, que buscam a otimização da produção, através da redução de custos e de efetivos. A FUP reiterou que esses programas da empresa violam o Acordo Coletivo de Trabalho e aumentaram consideravelmente os acidentes, principalmente nas refinarias.

Os dirigentes sindicais alertaram novamente os gestores da Petrobrás para o risco da empresa voltar a repetir tragédias do passado, como as explosões que afundaram a P-36 e mataram 11 trabalhadores em 2001 e o acidente com a plataforma de Enchova, há 30 anos, onde 37 petroleiros morreram. A FUP reiterou que a garantia de saúde e segurança para todos os petroleiros, a recomposição dos efetivos próprios e a igualdade de direitos para os trabalhadores terceirizados continuarão pautando as lutas da categoria. "Essa é uma pauta que vamos perseguir dia após dia. Não vamos dar sossego a vocês enquanto não garantirmos uma nova política de saúde e segurança", enfatizou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Ato dia 02 marcará lançamento da campanha salarial
Caravanas com petroleiros de várias bases da FUP chegarão ao Rio de Janeiro na próxima terça-feira, 02, para participarem do ato nacional que marcará o início da campanha salarial da categoria. Além de reforçarem as reivindicações por saúde e segurança, os trabalhadores cobrarão a extensão para os aposentados e pensionistas dos níveis conquistados pelos petroleiros da ativa nos Acordos Coletivos de 2004, 2005 e 2006. Na campanha reivindicatória do ano passado, a Petrobrás se comprometeu a buscar junto com a Petros uma solução para essa demanda histórica dos assistidos do Plano Petros, conforme garante a Cláusula 181 do ACT.

Até agora, no entanto, a extensão dos níveis foi garantida somente para os cerca de três mil aposentados e pensionistas com ações judiciais que já foram transitadas em julgado e executadas. Os demais assistidos que pleiteiam a correção de seus benefícios (cerca de 30 mil petroleiros e pensionistas) continuam sem uma solução da Petrobrás, que alega dificuldades jurídicas, usando como argumentos pareceres de suas assessorias e da Petros. A FUP exige que a Petrobrás cumpra o que foi acordado e garanta a extensão dos níveis para todos.

Fonte: FUP

Terça, 19 Agosto 2014 14:31

O XVI Congresso Nacional da FUP foi encerrado neste domingo, 17, com a eleição da nova diretoria da Federação para o triênio 2014-2017. O coordenador do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, foi eleito o novo coordenador geral da FUP em uma chapa unitária, que reúne militantes da Articulação Petroleira, CSD, CTB e independentes. A plenária final também aprovou por unanimidade o apoio à reeleição da presidenta Dima Rousseff, que enviou aos delegados uma mensagem de congratulações, que foi lida em plenário, na quinta-feira, 14, durante a abertura do Congresso.

Os cerca de 300 delegados que participaram do XVI Confup aprovaram ainda uma moção de repúdio à agressão sionista promovida pelo governo de Israel e solidariedade à luta do povo palestino por um Estado livre e soberano. Outra importante resolução aprovada foi a realização de uma plenária estatuinte da FUP em 2015 para deliberar sobre a criação das Secretarias da Mulher Petroleira e de Aposentados e Pensionistas. Os delegados também aprovaram a implantação de um sistema de cotas que garanta a representatividade de mulheres petroleiras nas delegações para plenárias e congressos da FUP, bem como na composição da próxima diretoria da Federação, que será eleita em 2017, obedecendo a proporcionalidade entre homens e mulheres no Sistema Petrobrás.

Em relação às lutas da categoria e às campanhas reivindicatórias, os petroleiros aprovaram ganho real de 5,5%; construção de um anteprojeto de lei para regulamentação das atividades e regime de trabalho no setor petróleo (reformulação da Lei 5811 de 1972); intensificação da luta contra a precarização provocada pela terceirização, com a FUP assumindo o protagonismo nas esferas legislativa e judiciária; recomposição dos efetivos próprios do Sistema Petrobrás; garantia de condições seguras de trabalho em todo o setor petróleo.

Acidente na Reman marca 30 anos da tragédia de Enchova
A defesa da vida e a garantia de um ambiente seguro de trabalho para todos os petroleiros deram o tom deste XVI Confup. No sábado, 16, data que marcou os 30 anos do acidente na Plataforma de Enchova, na Bacia de Campos, onde 37 trabalhadores morreram em 1984, a delegação do Sindipetro-NF realizou na plenária do Confup um ato por segurança, com participação dos delegados, observadores e convidados do congresso.

Neste domingo, 17, último dia do XVI Confup, os trabalhadores foram surpreendidos com a notícia de mais um acidente grave no Sistema Petrobrás. O operador da Refinaria de Manaus (Reman), Antônio Rafael Santana, de apenas 24 anos, foi vítima de uma explosão na HDT (unidade de hidrotratamento), na noite de sábado, 16, que resultou em queimaduras em 75% do seu corpo.  Assim como outras unidades do Sistema Petrobrás, a Reman tem um histórico de acidentes graves envolvendo trabalhadores. Em dezembro de 2013, uma explosão feriu três operadores e, em setembro de 2010, a técnica de operação, Renata Benigno, foi vítima de um grave acidente na refinaria e morreu após 10 dias de internação.

“A vida é mais importante do que a produção”
Ao transmitir o cargo da coordenação geral da FUP a José Maria Rangel, o ex-coordenador João Antônio de Moraes pontuou as principais conquistas e embates que marcaram a Federação ao longo de seu mandato, ressaltando que continuará contribuindo para que a entidade siga sendo referência na luta sindical. “Temos agora pela frente uma luta ainda maior e que começa já, com a nossa militância nas ruas para impedir o retrocesso no projeto político em curso no nosso país. Vamos reeleger a presidenta Dilma”, conclamou Moraes, que segue integrando a direção colegiada da FUP.

Bastante emocionado, José Maria Rangel agradeceu a confiança dos petroleiros, afirmando que continuará pautando a sua atuação sindical pela defesa intransigente por condições seguras de trabalho em todo o setor petróleo. “A FUP tem que ter como meta ser referência na luta por segurança e o nosso desafio é sensibilizar a categoria para a importância disso. Não adiantam palavras de ordens. Temos que enfrentar os gestores da Petrobrás e deixar claro que a vida é mais importante do que a produção”, declarou.    

Zé Maria passa a ser o sexto coordenador da FUP nestes 21 anos de existência da Federação. Petroleiro da Bacia de Campos, ele ingressou na Petrobrás em 1985, como técnico de manutenção e desde 1993 é dirigente sindical. Em 2004, assumiu a coordenação do Sindipetro-NF, onde tem sido referência nacional na luta por condições seguras de trabalho no setor petróleo.

Direção colegiada da FUP 2014-2017 (titularidade)
José Maria Rangel (Sindipetro-NF)
João Antônio de Moraes (Sindipetro Unificado SP)
José Genivaldo da Silva (Sindipetro Unificado de SP)
Paulo César Martin (Sindipetro-BA)
Ubiraney Porto (Sindipetro-BA)
Francisco José de Oliveira (Sindipetro-NF)
Eneias Zanelato (Sindipetro-ES)
Silvaney Bernardi (Sindipetro-PR-SC)
Francisco Ramos da Rocha (Sindipetro-BA)
Leopoldino Martins (Sindipetro-MG)
Simão Zanardi Filho (Sindipetro Duque de Caxias)
Gerson Luiz Castellano (Sindiquímica-PR)
Dary Beck Filho (Sindipetro-RS)
Aldemir Caetano (Sindipetro-AM)
José Divanilton Silva (Sindipetro-RN)

Fonte: FUP

Sexta, 15 Agosto 2014 15:46

Após os encontros setoriais e uma abertura bastante representativa, realizados na quinta-feira (14), os mais de 300 delegados(as) petroleiros(as) de todo país têm mais um dia repleto de atividades nesta sexta (15), no XVI Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Pela manhã aconteceu a leitura e aprovação do regimento interno, seguido da eleição da mesa diretora do CONFUP. Instantes mais tarde, os companheiros Roni Barbosa, dirigente do Sindipetro e coordenador do Instituto Observatório Social, e João Antônio Moraes, coordenador da FUP, apresentam as teses e tese guia do Congresso, que serão apreciadas pelo plenário.

Ainda antes do almoço acontece a mesa temática “complexa conjuntura no Brasil e na Petrobrás – impactos, estratégias e perspectivas”, apresentada por Cloviomar Cararine, economista do Dieese na subseção da FUP.

No período da tarde ocorre o debate sobre perspectivas da exploração e produção dos campos terrestres no Brasil. O dia do CONFUP ainda conta com o início dos trabalhos em grupo, que só deve terminar por volta das 20 horas.

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