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Segunda, 24 Agosto 2015 18:31

Nº 1354

Segunda, 17 Agosto 2015 14:57

Nº 1353

Quinta, 13 Agosto 2015 14:10

Em suas manobras para favorecer os setores que apoiam mudanças nas regras do pré-sal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), tem ultrapassado todos os limites do cargo que ocupa e atropelado reiteradamente o processo democrático. Nesta quarta-feira, 12, durante a instalação da Comissão Especial que tratará do PLS 131, Renan mexeu na composição que já havia sido acordada entre os partidos, alterando a correlação de forças na comissão, cuja maioria dos integrantes era contrária ao projeto. Além disso, o presidente do Senado barrou a entrada dos dirigentes da FUP e impôs a nomeação de Otto Alencar (PSD/BA) para a Presidência e de Ricardo Ferraço (PMDB/ES) para a Relatoria.

Ferraço já foi relator do PLS 131, tanto no Plenário, quanto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, quando se posicionou favorável à proposta de José Serra, autor do projeto que quer tirar da Petrobrás a função de operadora única do pré-sal e acabar com a participação mínima da empresa na exploração destas reservas. Ao interferir na composição da Comissão Especial para privilegiar o bloco parlamentar que é favorável ao PLS 131, Renan Calheiros inviabiliza o debate democrático sobre um tema que é de suma importância para o país.

Essa arbitrariedade fez com que os senadores que se opõem ao projeto de Serra se retirassem da reunião de instalação da Comissão. “Não dá para aceitar. Tive uma discussão áspera com o presidente Renan, que não pode se espelhar em Eduardo Cunha, com posições autoritárias. Se querem nos colocar para fora da comissão, é só nos dizer”, protestou o senador Lindbergh Farias (PT/RJ).

Mesmo com habeas corpus, petroleiros foram impedidos de entrar

Mesmo com habeas corpus expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Édson Fachin, no último dia 03, garantindo o aceso da FUP ao Senado para acompanhar as sessões e votações do PLS 131, o coordenador da Federação, José Maria Rangel, e vários dirigentes, foram impedidos de acompanhar a sessão de instalação da Comissão Especial, nesta quarta-feira, 12. Em vez de cumprir a decisão judicial, o presidente do Senado, Renan Calheiros, fez exatamente o contrário: determinou que a segurança barrasse a entrada de todos os petroleiros citados no habeas corpus.

Outros militantes que conseguiram acesso ao Senado também foram impedidos de entrar na sala onde se reuniu a Comissão Especial que analisará o PLS 131.Como destaca o ministro Édson Fachin no relatório que garantiu o habeas corpus à FUP, a atitude do presidente do Senado “consiste em flagrante violação à liberdade, pois o Senado Federal é prédio e espaço público por excelência, é uma Casa Legislativa formada por representantes do povo e, por essa razão, pode e deve estar sempre aberta”.

Não foi a primeira vez que Renan Calheiros impediu o direito dos petroleiros acompanharem as sessões do Senado, como garante a Constituição a todos os cidadãos brasileiros. Nas sessões anteriores, ele já vinha criando uma série de restrições ao acesso de representantes da FUP e de seus sindicatos à Casa. No dia 17 de julho, chegou a mandar a polícia parlamentar retirar à força os petroleiros das galerias do plenário, durante a votação que aprovou o regime de urgência para o PLS 131.

Nas sessões seguintes, os petroleiros intensificaram as mobilizações no Senado, conseguiram derrubar a urgência e, desde então, seguem resistindo às manobras que tentam apressar a tramitação do projeto. A Direção da FUP permanece em Brasília até sexta-feira, 14, pressionando os parlamentares e construindo lutas unitárias com outras categorias e os movimentos sociais em defesa da Petrobrás, do pré-sal e do Brasil.

Fonte: FUP

Quarta, 05 Agosto 2015 20:27

Os diretores da FUP e seus sindicatos filiados acompanharam na tarde desta quarta-feira (05), no Senado Federal, a tentativa de instalação da Comissão Especial que debaterá o PLs 131, do senador José Serra (PSDB-SP).  A sessão da comissão que seria instalada ontem, foi adiada mais uma vez nesta quarta, devido à divergências na sua composição.

Os petroleiros se retiraram do plenário com os gritos de guerra que vêm marcando a luta da caregoria "Defender a Petrobrás é defender o Brasil" e "Petroleiros e petroleiras, luta e resistência".
Petroleiros ocuparam a sessão da Comissão do PLS 151
 
Entenda o PL entreguista

O PLs 131 pode mudar o modelo vigente de partilha de exploração do pré-sal para o de concessões novamente, ou seja, se o projeto de lei for aprovado, a Petrobrás perde o direito de ser operadora única destas jazidas, assim como 30% de participação dos blocos licitados. Caso o projeto entreguista do senador Serra seja aprovado, todos os brasileiros perderão grande parte dos recursos do pré-sal, que de acordo com o Modelo de Partilha, serão destinados à saúde e educação.

Ao longo desta semana, os petroleiros permanecem em Brasília, percorrendo os gabinetes dos senadores para alerta-los sobre os prejuízos que o projeto representa para o país e o povo brasileiro.  A FUP e seus sindicatos estão desde segunda, 03, na capital federal, debatendo estratégias de luta no enfrentamento ao PLS 131 e novas mobilizações para barrar o Plano de Desinvestimentos aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobrás, que pretende colocar à venda 57,7 bilhões de dólares em ativos e reduzir em 76 bilhões de dólares investimentos e despesas.

Atualizado às 16h51

Fonte: FUP

Quarta, 05 Agosto 2015 18:34

Nº 1352

Quarta, 05 Agosto 2015 18:10

A maioria dos grandes aeroportos do país amanheceu na terça-feira (04) com bandeiras vermelhas da FUP e de seus sindicatos filiados. Os petroleiros mais uma vez organizaram protestos nos principais terminais de aviação para pressionar os parlamentares e sensibilizar a população sobre os riscos que o plano de desinvestimentos da Petrobrás e o Projeto de Lei do Senado Nº 131/2015, de autoria de José Serra (PSDB/SP), que retira o direito da Petrobrás ser a operadora exclusiva do pré-sal, trazem para o país.

 

No aeroporto internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, cidade da região metropolitana de Curitiba, dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina e militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) organizaram a manifestação. No entanto, o grande ato foi mesmo em Brasília-DF, onde o Conselho Deliberativo da FUP está reunido durante toda esta semana para definir os próximos passos da campanha “Defender a Petrobrás é Defender o Brasil”. No terminal da capital federal, os petroleiros receberam os parlamentares com faixas e cartazes contra o PLS 131. O único incidente foi provocado pelo senador Aloysio Nunes, correligionário de José Serra, que tentou fugir da manifestação, mas foi confrontado pelos militantes da FUP. Muito irritado, Aloysio Nunes preferiu xingar os trabalhadores do que debater e argumentar.

 

O presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Alberto Dal Zot, participa da reunião do Conselho Deliberativo da FUP e estava presente na manifestação em Brasília. “O que os parlamentares da direita querem é entregar o nosso petróleo às multinacionais. É um absurdo, um verdadeiro crime de lesa-pátria, tirar a Petrobrás do pré-sal”, afirmou.  

 

Conselho Deliberativo

A reunião do Conselho Deliberativo da FUP prossegue até sexta-feira (07) com diversas atividades e debates que definirão as novas estratégias de luta da categoria para barrar a venda de ativos em curso na empresa e que significará a desintegração do Sistema Petrobrás.

 

A avaliação da greve no último dia 24 foi positiva, mas os membros do Conselho apontaram a necessidade de um movimento mais contundente para barrar os desinvestimentos da Petrobrás. Ao final do encontro será divulgado um novo calendário de lutas e os rumos da campanha reivindicatória da categoria. 

 

 

Sexta, 24 Julho 2015 19:43

Os petroleiros do Paraná e Santa Catarina atenderam à convocação da FUP e foram à luta nesta sexta-feira (24), Dia Nacional de Paralisação.Os trabalhadores do Sistema Petrobrás realizaram uma greve de 24 horas para protestar contra o novo Plano de Gestão e Negócios aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobrás no mês passado. A categoria entende que o novo plano é uma ameaça clara à sobrevivência da empresa como estatal, na medida em que prevê cortes de US$ 89 bilhões em investimentos e despesas, além da venda de ativos de patrimônio da ordem de US$ 57 bilhões.

 

O plano prevê que entre 2015 e 2019 a carteira de investimentos terá redução de 37% em relação ao planejamento anterior e priorizará projetos de exploração e produção (E&P) de petróleo no Brasil, com ênfase no pré-sal. Do total (US$ 130,3 bilhões), 83% serão destinados à área de Exploração e Produção. O setor de abastecimento receberá 10% dos recursos previstos e o de gás e energia 5%. As demais áreas terão apenas 2% do orçamento.

 

A greve nacional de 24 horas é uma advertência da categoria à atual política da gerência que pode desmantelar o Sistema Petrobrás, colocando em risco milhares de empregos, especialmente os dos terceirizados da companhia e suas subsidiárias.

 

Ainda consta na pauta da paralisação a luta contra o Projeto de Lei do Senado 131/2015. De autoria do senador José Serra (PSDB/SP), a medida tem o objetivo de retirar da Petrobrás o direito de ser operadora única do pré-sal, com o mínimo de 30% de participação do consórcio de exploração dos blocos petrolíferos.

 

Os petroleiros de todo país aprovaram o estado de greve e a assembleia em caráter permanente, o que significa que a qualquer momento um movimento por tempo indeterminado pode ser deflagrado.

 

 

Confira o quadro da greve no Paraná e Santa Catarina

 

Repar/Fafen – A greve começou a zero hora de sexta-feira com o corte de rendição do turno. Pela manhã, militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da CUT e de outros movimentos sociais e estudantis ajudaram na mobilização. Não houve a rendição dos turnos das 07h30 e 15h30.

 

SIX – A greve começou a zero hora de sexta-feira, com adesão 100% do turno e 30% do administrativo. Os cortes de rendição também não aconteceram às 07h30 e às 15h30.

 

Tepar – A paralisação começou a zero hora desta sexta-feira com o corte de rendição do turno. Pela manhã, os trabalhadores do regime administrativo também aderiram ao movimento, que contou com mais de 90% de participação da categoria, inclusive de terceirizados. A maior parte das atividades do Terminal foi paralisada. O protesto contou com o apoio de dirigentes de outros sindicatos de Paranaguá.

 

Tejaí – O movimento começou às 06h00, com adesão de 90% dos trabalhadores próprios. Participaram cerca de 20 militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que saíram de Chapecó e cruzaram o estado de Santa Catarina para dar apoio à greve dos petroleiros.