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Quarta, 23 Setembro 2015 12:07

Dirigentes e militantes da FUP e de seus sindicatos participaram na manhã desta terça-feira, 22, de audiência pública no Senado, onde foi debatido o Projeto de Lei 555/2015, que, sob o pretexto de estabelecer uma Lei de Responsabilidade das Estatais, cria uma série de medidas que ameaçam a soberania nacional e abrem caminho para a privatização do patrimônio público. A audiência foi promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, convocada pelo senador Paulo Paim (PT/RS), que solicitará a retirada do pedido de regime de urgência para votação do projeto, que se encontra na pauta da Casa. 

O PLS 555 é fruto de dois projetos de lei propostos este ano pelos senadores do PSDB, Tasso Jereissati (o PLS 167) e Aécio Neves (o PLS 343), que visam alterar os estatutos de empresas públicas e sociedades de economia mista para sociedade anônima (S.A.), obrigando o Estado a entregar ao mercado parte do capital acionário destas empresas. O PLS 555 também instituiu a “independência” dos Conselhos de Administração em relação ao poder Executivo, além de proibir a participação de conselheiros com filiação partidária e/ou sindical.

Durante a audiência pública, os representantes dos trabalhadores nos Conselhos de Administração da Petrobrás, CEF e Banco do Brasil repudiaram veementemente o PLS 555, reiterando que o objetivo do projeto é a privatização generalizada das empresas estatais, a imposição do Estado mínimo e o desmantelamento do serviço público. Eles alertaram para os riscos que essa proposta representa para a soberania nacional e exigiram a retirada do pedido de urgência que está na pauta desta semana do Senado e, se aprovado, colocará o PLS 555 na pauta de votação do Plenário.

O conselheiro da Petrobrás eleito pelos trabalhadores, Deyvid Bacelar, ressaltou que o projeto “traz a possibilidade de infelizmente termos o capital financeiro determinando decisões em empresas que são instrumentos de implementação de políticas públicas de Estado”.

O diretor da FUP, João Antônio de Moraes alertou que a abertura do capital da Caixa Econômica, do BNDES e de outras estatais ameaça as políticas públicas de inclusão social. “Um banco que tenha como prioridade o mercado de capitais certamente não pode financiar a casa para os pobres”, disse, referindo-se ao programa “Minha Casa Minha Vida”, que estaria sob risco, caso a CEF tenha que abrir o seu capital.

Para o secretário de Organização e Política Sindical da CUT, Jacy Afonso, o PLS 555 é uma afronta aos direitos democráticos. Ele alertou que, se o projeto for aprovado, os gestores das empresas estatais passariam a atender exclusivamente aos interesses do capital: “É como botar uma raposa para cuidar do galinheiro”, afirmou.

Também participaram da audiência o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa Econômica, Maria Rita Serrano, e a conselheira eleita do Banco do Brasil, Juliana Donato. Todos criticaram e condenaram o PLS 555, exigindo a retirada do pedido de urgência.

Fonte: Imprensa FUP

Terça, 22 Setembro 2015 20:56

A sessão com o grupo de turno 3 da Usina do Xisto encerrou na tarde desta terça-feira (22) a série de 26 assembleias que o Sindipetro realizou em todas as unidades do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina para que a categoria avaliasse sobre o indicativo de greve por tempo indeterminado.

 

O resultado final apontou que 78% foram favoráveis, 11% se posicionaram contrariamente e outros 11% se abstiveram. No entanto, cada unidade tem autonomia para decidir sobre a adesão à greve (confira os resultados locais abaixo), mas todas aprovaram o movimento paredista.

 

A reunião do Conselho Deliberativo da FUP, que congrega a direção da Federação mais representantes de todos os sindicatos filiados, começa nesta quarta-feira (23) e vai definir os próximos passos das mobilizações, assim como deve definir a data de início da greve nacional.

 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina parabeniza todos os petroleiros que participaram das assembleias e assim ajudam a construir um grande movimento em defesa da Petrobrás e da soberania nacional.

 

Confira o resultado final das assembleias por unidade:

 

PETROBRÁS

 

Repar – Araucária

79,3% a favor da greve

11,4% contrários

9,3% abstenções

 

SIX – São Mateus do Sul

77,2% a favor da greve

10,2% contrários

12,6% abstenções

 

Ativos de Produção Sul – Itajaí

66,7% a favor da greve

0% contrários

33,3% abstenções

 

 

TRANSPETRO

 

Tepar – Paranaguá

81,8% a favor da greve

5,5% contrários

12,7% abstenções

 

Tefran – São Francisco do Sul

64,5% a favor da greve

22,6% contrários

12,9% abstenções

 

Temirim – Guaramirim

72,7% a favor da greve

18,2% contrários

9,1% abstenções

 

Tejaí – Itajaí

80% a favor da greve

5% contrários

15% abstenções

 

Teguaçu – Biguaçu

62,5% a favor da greve

25% contrários

12,5% abstenções

 

 

Quinta, 17 Setembro 2015 20:02

A FUP já vinha denunciando ao longo deste ano o boicote e os ataques da Petrobrás ao Benefício Farmácia. No último dia 15, a companhia anunciou o encerramento do contrato com a Global Saúde, empresa que havia assumido em março a operação do benefício, e informou que suspenderá o programa, bem como as contribuições dos beneficiários, até a contratação de uma nova operadora. A interrupção do Benefício Farmácia é um flagrante descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho e mais um reflexo do processo de desmonte em curso no Sistema Petrobrás.

A companhia entregou nas mãos de uma empresa privada a operação e fiscalização do Benefício Farmácia, o que resultou em uma série de problemas e transtornos para os usuários. Os erros de gestão devem ser corrigidos e não podem, de forma alguma, inviabilizar um direito garantido pela categoria. Essa é uma conquista histórica, que precisa ser preservada, pois impacta diretamente a saúde dos milhares de aposentados, pensionistas e trabalhadores da ativa que utilizam regularmente o benefício.  A FUP exige, portanto, que a Petrobrás cumpra o Acordo Coletivo, restabelecendo, imediatamente, o Benefício Farmácia.

Fonte: FUP

Quarta, 16 Setembro 2015 15:06

Os empregados do Sistema Petrobrás estão aprovando a greve por tempo indeterminado nas unidades do Paraná e Santa Catarina. Já foram realizadas seis das 26 sessões de assembleias que acontecem até o dia 22. A votação geral até agora aponta 83% de aprovação do movimento paredista, 8,5% contrários e 8,5% de abstenções.

 

No entanto, cada unidade tem autonomia para decidir sobre a adesão à greve. Na Repar, em Araucária, aconteceram duas sessões, com os grupos de turno 3 e 5. O resultado parcial é de 84,5% de aprovação, 8,2% de rejeição e 7,3% de abstenções.

 

Na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, houve assembleia com o grupo de turno 5 e o resultado por hora é de 75% favoráveis à greve, 10,7% contrários e 14,3% abstenções.

 

No Terminal Terrestre da Transpetro de Biguaçu a greve já está aprovada. A única sessão de assembleia foi realizada na manhã desta quarta-feira (16) e 62,5% dos petroleiros que participaram aprovaram a greve, outros 25% foram contrários e 12,5% se abstiveram.

 

Já no Terminal Aquaviário da Transpetro em Paranaguá a parcial das assembleias realizadas na manhã desta quarta-feira (16) com os grupos de turno 1 e 3 indica 92,8% de aceitação da greve e 7,2% de abstenções. Não foram registrados votos contrários ao movimento.

 

A greve é um movimento nacional indicado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) motivado pela falta de respeito da Direção da Petrobrás para com a pauta de reivindicações da categoria, chamada de Pauta pelo Brasil, por abordar questões políticas que pregam a soberania nacional no setor petróleo contra o desmantelamento da empresa, através da venda de ativos e desinvestimentos de cifras bilionárias previstos no Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás. 

 

Confira o calendário das assembleias:

 

BASE

LOCAL

DATA

HORÁRIO

Araucária/PR

Em frente à REPAR / Grupo 3

 

15/09/2015

07h00

Em frente à REPAR / Grupo 5

15/09/2015

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 2

17/09/2015

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 4

21/09/2015

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 1 + ADM

22/09/2015

07h00

Curitiba/PR

Sede do Sindipetro SEDE DO SINDIPETRO PR/SC EM CURITIBA/PR

R. LAMENHA LINS, 2064

16/09/2015

17:30

Biguaçu/SC

Em frente ao TEGUAÇÚ

16/09/2015

09h00

Guaramirim/SC

Em frente ao TEMIRIM

17/09/2015

09h00

Itajaí/SC

Em frente ao TEJAÍ

16/09/2015

13h30

No estacionamento do Ativo de Produção Sul

16/09/2015

11h30

Paranaguá/Pr

Em frente do TEPAR/ Grupo 3

16/09/2015

08h00

Em frente do TEPAR /Grupo 1

16/09/2015

08h30

Em frente do TEPAR/ Grupo 5

16/09/2015

16h00

REGIONAL DO SINDIPETRO EM PARANAGUÁ/PR

R. Odilon Mader, 480 – Estradinha

16/09/2015

18h00

Em frente do TEPAR/ ADM

18/09/2015

07h20

Em frente do TEPAR/ Grupo 4

18/09/2015

08h00

Em frente do TEPAR/ Grupo 2

18/09/2015

08h30

São Francisco do Sul/SC

Em frente do TEFRAN

17/09/2015

12h30

Em frente ao TEFRAN/Grupo de Turno

17/09/2015

15h00

Joinville/SC

REGIONAL DO SINDIPETRO EM JOINVILLE/SC

 Rua Elly Soares, 127 , Sala 01

Bairro Floresta

16/09/2015

17h30

São Mateus do Sul/PR

Em frente da SIX - Grupo 5

15/09/2015

15h00

Em frente da SIX - Grupo 4

16/09/2015

23h00

REGIONAL DO SINDIPETRO EM SÃO MATEUS DO SUL/PR 

Rua Paulino Vaz da Silva, 538 – Centro

17/09/2015

17h00

Em frente da SIX - Grupo 1

18/09/2015

15h00

Em frente da SIX - Grupo 2 + ADM

22/09/2015

07h00

Em frente da SIX - Grupo 3

22/09/2015

15h00

 

Terça, 15 Setembro 2015 19:38

Nº 1357

Sexta, 11 Setembro 2015 17:56

Nesta sexta-feira, 11, a direção da FUP se reunirá no Rio de Janeiro, para debater e traçar os novos passos e estratégias da construção da greve nacional dos petroleiros, que pode ser deflagrada a qualquer momento, por tempo indeterminado.

No inicio desta semana, a Federação solicitou aos sindicatos que ainda não realizaram assembleias, que façam a consulta aos trabalhadores, para que a greve nacional com data a ser indicada pela FUP, seja ratificada por toda a categoria.

Enquanto isso...

Apesar do claro posicionamento da FUP em não participar da reunião de negociação segmentada por subsidiárias, convocada pela Petrobrás para esta quinta-feira, 10, a empresa insiste em ignorar a pauta da categoria, apresentada pela Federação à companhia no dia 07 de julho e, no fim da tarde de hoje, encaminhou uma proposta de ACT baseada em cláusulas sociais.

 

Fonte: FUP

Quinta, 10 Setembro 2015 20:40

Nesta quinta-feira, 10, a Transpetro enviou à FUP, um documento solicitando reunião de negociação do ACT dos trabalhadores da subsidiária, nos dias 14 e 18 de setembro, no Rio de Janeiro. Assim como fez com a Petrobrás ontem (09/09), a Federação respondeu oficialmente à Transpetro, reafirmando que não participará de nenhum processo de negociação segmentado por subsidiárias do Sistema Petrobrás. 

A luta dos trabalhadores é para preservar a Petrobrás como empresa integrada de energia. Fatiar o processo de negociação, portanto, vai na direção contrária do que cobram os petroleiros. A FUP e seus sindicatos não endossarão um modelo de negociação que tem por base a segregação da categoria, abrindo caminho para a diferenciação de direitos.

A Federação estará reunida na sexta-feira (11) para deliberar sobre os próximos passos dos petroleiros na construção da greve nacional.

Leia também: Segregação imposta pela Petrobrás contraria a Pauta dos petroleiros

Fonte: FUP

Quinta, 10 Setembro 2015 14:50

Nº 1356

Jornal Revista

Edição Nº 1418

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