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Terça, 12 Maio 2015 14:35

Há 20 anos, no dia 03 de maio de 1995, os petroleiros iniciavam a mais longa greve da história da categoria. Foram 32 dias de contestação e de resistência à truculência do PSDB e ao projeto ultraneoliberal que o partido implantou no Brasil, em conjunto com os setores empresariais e da mídia.

Os petroleiros tiveram que enfrentar até mesmo o Exército, que, a mando dos tucanos, invadiu várias refinarias da Petrobrás com tanques e tropas armadas. Centenas de trabalhadores foram arbitrariamente punidos, vários deles, demitidos.

Por mais de um mês, a categoria resistiu à violenta repressão comandada por Fernando Henrique Cardoso e às manipulações da imprensa.  A FUP e seus sindicatos foram submetidos a multas milionárias e tiveram seus bens, penhorados.

Além de evitar a privatização da Petrobrás e de revelar a face autoritária do PSDB, a greve de maio de 1995 despertou um movimento nacional de solidariedade e de unidade classista. Várias categorias foram para às ruas defender a estatal, com um grito de guerra que se repetiu por todo o país: “Somos todos petroleiros!".

Para lembrar essa história de luta, a FUP lançou uma cartilha, detalhando os momentos de enfrentamento e de resistência antes, durante e após a greve. Na publicação (que pode ser acessada na internet: http://fup.org.br/revista-sobre-20-anos-de-greve-de-95/), representantes da nova geração de petroleiros ressaltam a importância desse movimento, que ainda hoje é referência para a classe trabalhadora.

Vinte anos depois, a Petrobrás e o povo brasileiro estão novamente sob intenso ataque dos mesmos setores que nos anos 90 privatizaram o patrimônio público, reduziram direitos históricos e criminalizaram os movimentos sociais.  A greve de maio de 1995 provou que a unidade é que constrói a resistência. Um legado que nunca foi tão necessário e atual como agora.

Quarta, 06 Maio 2015 19:46

A união das forças populares em torno de uma pauta de lutas foi apontada como a melhor estratégia para enfrentar a atual conjuntura política desfavorável aos trabalhadores pelas lideranças que participaram da Plenária da Federação Única dos Petroleiros (FUP) com os Movimentos Sociais. A atividade ocorreu na noite da última terça-feira (05), na Sede da APP-Sindicato, em Curitiba, e reuniu um público de aproximadamente 200 pessoas.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, abriu o evento com uma breve análise conjuntural. “Estamos atravessando um período no qual há uma violenta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores. O Congresso Nacional é o mais conservador desde o início da ditadura militar em 1964. O momento é propício para debater temas importantes da atualidade e unificar nossas lutas para fazer o enfrentamento à direita fascista brasileira”, destacou.

José Maria Rangel, coordenador da FUP, lembrou que a violência que os professores da rede pública de ensino do Paraná sofrem com um governo do PSDB também já foi sentida na pele pelos petroleiros. “Suportamos a truculência do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso quando fizemos uma greve de 32 dias em 1995 para defender o monopólio estatal do petróleo e impedir a privatização da Petrobrás. Infelizmente o monopólio foi derrubado, mas graças à vitória do companheiro Lula em 2002, a Petrobrás investiu muito em pesquisa e descobrimos as mais recentes grandes reservas do mundo, que é o pré-sal. Avançamos na legislação do petróleo para ter a Petrobrás como operadora exclusiva do pré-sal com o modelo de partilha e um fundo soberano desses recursos para investimentos em educação e saúde. Porém, foi passar o difícil processo eleitoral, o qual formou a Câmara Federal mais reacionária pós-1964, e o modelo de partilha passou a ser questionado no Congresso Nacional por aqueles que querem entregar nossas riquezas ao capital”, disse. Ainda segundo a análise política de Zé Maria, o país vive uma grande luta de classes. “Uma camada significativa da população, cerca de 40 milhões de pessoas, começou a ter acesso a bens de consumo que antes apenas os mais ricos tinham. Isso incomodou bastante a elite brasileira e fez com que ela viesse com uma pauta reacionária com o falso argumento de combate à corrupção, que sempre foi uma pauta da esquerda, para fazer a campanha de impeachment e da precarização das condições do trabalho via o projeto de lei das terceirizações, o PL 4330”.

Exemplo neoliberal de Minas Gerais - Uma delegação do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação em Minas Gerais (Sindute) veio participar do ato público de apoio civil aos professores do Paraná, realizado na terça-feira (05), e a presidenta da entidade, Beatriz Silva Cerqueira, a Bia, participou da Plenária. Bia destacou as dificuldades enfrentadas pelos professores mineiros sob a gestão do PSDB. “Quando Aécio Neves ganhou em Minas Gerais ele aplicou o tal do choque de gestão. Foram medidas que só prejudicam os servidores públicos e apresentaram projetos de vitrine estampados em peças publicitárias, que dão a falsa impressão de melhorias, mas que a população não percebe. A estratégia neoliberal foi bem articulada e envolvia dos meios de comunicação ao Poder Judiciário. Quando veio a reforma da educação, não identificamos o que isso realmente significava e o resultado foi a pulverização da categoria, com 270 mil trabalhadores da educação com direitos bastante distintos. Fizemos uma greve de 42 dias em 2011 e sofremos isolamento, mas graças a uma articulação dos movimentos sindical e social rompemos barreiras e a greve foi vitoriosa. Nossa avaliação é de que o PSDB perdeu as eleições de 2014 naquele movimento e nas marchas de junho de 2013”.

Bia ainda fez uma previsão dos rumos dos movimentos dos professores do Paraná. “A tendência é que a truculência do PSDB piore cada vez mais. Porém, o exemplo de Minas Gerais mostra que uma aliança entre o movimento sindical, social e a juventude para construir convergências e lutas conjuntas é o caminho para fazer o enfrentamento a esse projeto político tucano neoliberal”, concluiu.

Massacre dos professores - A professora Rose Mari Gomes, da APP-Sindicato, fez um relato da violência do governador Beto Richa (PSDB) contra os educadores do Paraná. “Não foi uma batalha, como a mídia disse. Foi um verdadeiro massacre, com mais de duas horas de bombas de gás, balas de borrachas, cassetetes sendo usados constantemente contra os manifestantes. Na mobilização anterior, em 07 de fevereiro, quando estávamos em uma longa greve, conseguimos evitar o tratoraço do Richa, que estabelecia uma Comissão Geral, na qual o projeto era apresentado e aprovado no mesmo dia em três sessões consecutivas. Apenas a Assembleia Legislativa do Paraná ainda tinha esse resquício da ditadura em vigor e conseguimos barrar. Outra tragédia que evitamos do tratoraço foi a medida que simplesmente acabava com o plano de carreira dos funcionários de escola, construído ao longo de 68 anos de história de luta da APP-Sindicato. Após aquela mobilização, Beto Richa retirou os projetos e fingiu o diálogo. Percebemos isso e decretamos greve novamente em 27 de abril. Dois dias mais tarde o massacre aos educadores no Centro Cívico e a aprovação do projeto que permite ao governador meter a mão na previdência dos servidores. O importante é que a sociedade aprova nossa luta e iremos resistir”.

Participação dos movimentos sociais - Os trabalhadores do campo também participaram da Plenária. Joceli Andrioli, coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), apontou o debate como fundamental para a luta. “Temos que discutir muito sobre estratégias e reconstrução de nossas forças para enfrentar essa conjuntura e tentar avançar. Os ataques à Petrobrás têm a finalidade de desmontar o Brasil e atacar o desenvolvimento de nossa indústria nacional. Trata-se de uma intervenção do imperialismo que acontece por meio de partidos políticos de direita. Por isso, temos que avançar para uma estratégia nacional unificada em duas grandes lutas, que são a defesa da Petrobrás e pela reforma política democrática e popular”.

Roberto Baggio, coordenador do MST no Paraná, disse que “após 15 anos de calmaria, o capital voltou com tudo e quer nos dominar para nos transformar em mercadoria. A boa notícia é que a classe trabalhadora acordou e entrou em campo. É um bom momento político para a esquerda e temos que ser capazes de lutar para avançar no projeto político popular. Daí a importância de construirmos grandes plenárias e debater a conjuntura para preparar a luta.

Paulo de Sousa, da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar), demonstrou compromisso com a unidade de classe. “Viemos em 180 pessoas do Sudoeste do Paraná e percorremos 600 km para ajudar na luta dos professores. Temos que unificar nossas ações contra a direita e o capital. Adormecemos um pouco nesses 15 anos e não fizemos formação política como deveríamos. Temos que retomar isso para fazer a sociedade entender a luta de classes”.

O representante da CUT Nacional, Roni Barbosa, destacou a lição que a conjuntura traz aos movimentos. “A mobilização contra o PL 4330 e os reflexos da violência contra a greve dos professores do Paraná freiam o crescimento da direita. Parte da população que estava comprando esse discurso e parou para pensar sobre os efeitos da agenda neoliberal. O que Beto Richa está fazendo no Paraná é o que Aécio queria fazer no Brasil. Isso é um ensinamento para a esquerda, que precisa se unir. O massacre do dia 29 de abril escancarou como a direita fascista age no país. A mobilização em apoio aos professores foi um exemplo de como unificar a luta. Temos que pensar em como construir os próximos passos, pois será muito importante para a conjuntura nacional. O Paraná está em evidência com todos esses acontecimentos. Para se ter ideia, Beto Richa era cogitado como candidato à presidência pelo PSDB, mas isso acabou. Por isso, a reforma política deve ser nossa grande luta para enfrentar a direita”.

Convocação para 29 de maio - A convocação de um grande dia de luta da CUT foi feita pela presidenta da CUT Paraná, Regina Cruz. “Temos um grande desafio no dia 29 de maio, quando completará um mês do massacre contra os professores do Paraná. Nesta data, a CUT organiza uma nova grande paralisação nacional, preparatória para uma greve geral contra o PL 4330, que escancara as terceirizações no país. O Projeto foi para o Senado e eu não tenho dúvidas que pode ser aprovado lá também. É um jogo de cartas do PMDB e isso é muito perigoso. Com relação ao enfrentamento ao governador do Paraná, temos que construir a unidade da classe trabalhadora no campo e na cidade”.

A necessidade de democratizar a mídia também fez parte dos debates da Plenária. Pedro Carrano, diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), disse que “a mídia prejudica a luta da classe trabalhadora ao se comportar como organizadora das pautas de direita e partidária. Não se trata da mídia aparecer nos nossos debates, mas de democratizá-la, pois é indutora da criminalização dos movimentos sociais. Entre as reformas de base que defendemos, a democratização da comunicação é uma delas. Está prevista na Constituição, mas não foi transformada em leis e colocada em prática”.

A última intervenção foi feita por Liliane Coelho, da Marcha Mundial de Mulheres e da coordenação estadual do Plebiscito Popular pela Constituinte da Reforma Política. “As notícias que trago não são boas. O Senado aprovou o Projeto de Lei 252, de 2015, de autoria de José Serra (PSDB), que trata do voto distrital para municípios com população acima de 200 mil habitantes. Um dos pontos negativos é a divisão do município e em cada distrito cada partido vai poder indicar apenas um candidato, o chamado voto uninominal. Além disso, os concorrentes não terão direito ao acesso aos programas gratuitos de rádio e TV. É preciso muita atenção e mobilização, porque a direita está debatendo reforma política e aprovando rapidamente os seus projetos. Assim que tomou posse, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), criou uma Comissão de Reforma política que reuniu todos os 47 projetos de lei alusivos ao tema”, alertou.

Terça, 05 Maio 2015 20:07

A Direção Executiva da Federação Única dos Petroleiros (FUP) deliberou que suas reuniões ordinárias serão itinerantes e realizadas nas bases dos sindicatos filiados. Cada encontro contará com plenárias junto aos movimentos sociais de cada região, atos nas unidades, além dos debates pontuais.

A base do Paraná foi a primeira escolhida para sediar a reunião da Direção da FUP. Os dirigentes da Federação participaram nesta terça-feira (05), em Curitiba, do ato civil em apoio aos professores do Paraná.

Na manhã desta quarta (06) a FUP, juntamente com o Sindipetro PR e SC e o Sindiquímica PR, promove um ato político na Repar sobre os 20 anos da greve de 1995 e um bate papo para apresentar a nova direção da FUP.

Após a atividade na refinaria, os dirigentes da FUP e dos sindicatos se reúnem na sede do Sindiquímica PR. Na quinta (06) e sexta-feira (07) a Federação debate sua pauta no Sindipetro PR e SC.

Segunda, 04 Maio 2015 15:22

A semana começa com bastante agitação e luta. Confira as atividades sindicais agendadas:

Solidariedade aos professores
Nesta terça-feira (05), a APP-Sindicato realiza mais uma atividade em repúdio ao massacre promovido por Beto Richa (PSDB) contra os professores e servidores estaduais no fatídico dia 29 de abril. A manifestação começa às 09h00, na Praça 19 de Dezembro, mais conhecida como Praça do Homem Nu (em frente ao Shopping Müller - Curitiba). Toda população está convidada a participar deste que será um ato de apoio civil aos professores e servidores do Paraná.

Neste mesmo dia, a APP promove assembleia, às 14h30, no estádio Durival de Britto e Silva (Vila Capanema), para deliberar sobre os rumos do movimento grevista dos professores do Paraná.

Plenária dos movimentos sociais
Ainda nesta terça acontece a Plenária da FUP com os movimentos sociais, cujo tema é “a luta por um país melhor para todos: conjuntura política e pautas dos movimentos”. O evento será realizado no Auditório da APP-Sindicato (Av. Iguaçu, 880, Rebouças – Curitiba), das 18h00 às 21h00.

Temas em pauta: defesa da Petrobrás e do Pré-Sal, soberania nacional, PL 4330, Constituinte da Reforma Política e calendário de lutas.

A atividade é promovida pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e conta com o apoio do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Sindiquímica-PR e APP-Sindicato.

Vote contra o PL 4330
A página do Senado Federal lançou uma votação para saber a posição da população sobre o PL 4330, que tramita na Casa como Projeto de Lei da Câmara - PLC 30/2015. Para participar, acesse o link abaixo e diga não à terceirização escancarada no Brasil.
www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaotexto?id=164641

Quinta, 30 Abril 2015 15:03

Confira a programação das atividades no Paraná e Santa Catarina

Quarta, 22 Abril 2015 20:23

De 12 a 14 de maio, petroleiras de diversas bases da FUP se reúnem em Campinha, São Paulo, para debater a agenda nacional das trabalhadoras do Sistema Petrobrás e as condições das mulheres em nossa sociedade.  O 3º Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP será realizado no Sindipetro UN SP – Sede Campinas, tendo como principal temário a invisibilidade das mulheres nos espaços da sociedade, entre eles, no sindicalismo.O Encontro é organizado pelo Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras, criado em 2012, desde quando vem atuando em defesa da pauta das trabalhadoras e para incentivar e garantir maior participação feminina nas lutas sindicais.

A sociedade patriarcal e a história fizeram com que a ordem masculina fosse construída, estabelecida e reproduzida através dos tempos. A diferencia entre homens e mulheres foi reforçada no âmbito das relações sociais. Essa distinção, principalmente dos corpos, fez com que a mulher, desde os primórdios, sempre fosse vista como um ser “invisível”, no sentido de ser considerada desprovida, tanto de capacidade intelectual quanto de capacidade física. Assim, foram criadas a cultura de que a elas caberia saber cuidar da casa, procriar e fazer apenas o que o pai, no primeiro momento, e o marido, no segundo, quisessem. Não possuíam participação ativa em situação decisória.

Com o tema "Sempre Estivemos na Luta", o 3º Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP discutirá reivindicações, planos de luta e formas de organização. A abertura do evento contará com a participação de mulheres dirigentes da CUT, CTB, CNQ, do Coletivo de Mulheres da FUP, além das líderes e militantes do movimento sindical petroleiro fupista. O Encontro ainda contará com a participação de mulheres que lideram movimentos sociais e organizações populares.

Inscrições das petroleiras do PR e SC
Estão abertas as inscrições para a participação das mulheres petroleiras sindicalizadas do Paraná e Santa Catarina no III Encontro. As interessadas devem se inscrever pelo e-mail [email protected], informando os seguintes dados pessoais e profissionais: nome completo, idade, R.G, unidade onde trabalha e setor. As inscrições são gratuitas e as despesas com transporte, estadia e alimentação serão custeadas pelo Sindicato. Mais informações pelo telefone (41) 3332.4554.


PROGRAMAÇÃO:
12/05/2015
No Sindipetro Campinas:
17h - Recepção e credenciamento das delegadas
19h - Mesa de abertura
 
13/05/2015
Dentro da REPLAN:
8h30 - Análise de Conjuntura
10h - Palestra invisibilidade das Mulheres (10h as 12h). Teórica Unicamp.
No Sindipetro Campinas:
14h - Mesa Mulher e Sindicalismo
16h30 - Oficina Sexualidade feminina
19h - jantar e atividade cultural
 
14/5/2015
No Sindipetro Campinas:
9h - Oficina de Turbantes “A Invisibilidade da Mulher Negra Brasileira”
10h - Acordo Coletivo de Trabalho e Subcomissão de Diversidade
15h - Encaminhamentos e finalização

Fonte: FUP, com informações do Sindipetro PR e SC

Quarta, 22 Abril 2015 15:17

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