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Segunda, 09 Novembro 2015 23:03

A FUP e os seus sindicatos realizaram nesta segunda-feira (09), a primeira rodada de negociação com a Petrobrás sobre a Pauta pelo Brasil. Foi preciso que a categoria iniciasse uma greve histórica, para que a empresa reconhecesse as reivindicações dos trabalhadores, cuja luta  não é por salários, mas em defesa da soberania nacional e para que a Petrobrás volte a ser a indutora do desenvolvimento do país, garantindo empregos, condições seguras de trabalho e os avanços sociais que o povo brasileiro conquistou.

 

Na reunião com a empresa, os petroleiros reiteraram que o momento difícil que a companhia atravessa precisa ser enfrentado com iniciativas novas e não com receitas velhas, pois medidas de redução de investimentos e de ajuste fiscal nunca deram certo em lugar nenhum do mundo. "Quem sempre acaba pagando a conta é o trabalhador e isso nós não vamos permitir", afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

 

A Petrobrás ignorou por quatro meses a Pauta pelo Brasil, empurrando os petroleiros para uma greve, cuja responsabilidade é inteiramente da empresa. O momento atual, portanto, é decisivo na luta da categoria, pois é a correlação de força dos trabalhadores que determinará os próximos passos da negociação.

 

A greve continua e deve ser ainda mais fortalecida em todas as bases.

Ataque à organização sindical

Na reunião desta segunda, a FUP condenou as práticas antissindicais da Petrobrás, que, através de uma aliança com o judiciário e com a polícia, vem criminalizando a greve da categoria. "Estamos enfrentando o maior ataque à organização sindical da nossa história, fruto do ódio de classe que está instalado no país e que tem sido semeado também dentro da companhia", ressaltou José Maria.

 

A Federação afirmou que as entidades sindicais irão resistir e sobreviver a esses ataques, mas os gestores da Petrobrás ficarão marcados na história, como os que tentaram oprimir uma geração inteira de jovens trabalhadores, que estão demonstrando na luta o compromisso que têm com a maior empresa do país. "A prisão de Deyvid Bacelar representa a prisão de uma nova geração, que está aprendendo com as antigas gerações a defender na luta a nossa empresa. Qualquer outra companhia do mundo valorizaria propostas que viessem fortalecê-la em um momento de crise, como é o caso da Petrobrás", ressaltou o diretor da FUP, Divanilton Pereira.

 

Nenhum centavo para as contingências

A FUP questionou a empresa sobre os gastos milionários para financiar equipes de contingências em plena crise financeira, violando a Lei de Greve e colocando em risco os trabalhadores. "Não admitiremos que vocês paguem um centavo de hora extra para as equipes de contingência. Credite os dias e vamos ver se o amor deles pela empresa é maior do que o nosso, que estamos disputando os rumos da companhia", afirmou a coordenação.

 

Saúde e Segurança

Um dos pontos centrais da Pauta pelo Brasil é a reestruturação da política de SMS da Petrobrás. O relatório final da ANP sobre o acidente na FPSO Cidade de São Mateus, ocorrido em fevereiro, no Espírito Santo, comprovou que houve uma série de erros da BW, com a conivência da Petrobrás, que resultou na morte de nove trabalhadores e deixou 26 feridos. O auditor que foi responsável pela investigação chegou a declarar que o acidente começou no primeiro dia de operação da unidade. A FUP ressaltou que o relatório da ANP deveria servir para a Petrobrás rever toda a sua política de SMS, pois o que aconteceu na FPSO foi um assassinato. Só este ano, já são 20 trabalhadores mortos devido à insegurança no Sistema Petrobrás.

 

A Pauta pelo Brasil cobra a implementação imediata de uma nova política de saúde e segurança, bem como uma estrutura organizacional que valorize e garanta autonomia para o SMS. Entre as reivindicações imediatas da FUP estão a participação de representantes sindicais nas reuniões de CIPA das plataformas afretadas pela Petrobrás e a garantia de que os trabalhadores eleitos tenham um período de horas dentro de sua jornada diária para exercer as atividades de cipista. A FUP também propõe uma definição clara para acidente com e sem afastamento e que este conceito passe a ser utilizado no preenchimento das CATs, buscando, assim, a redução das subnotificações de acidentes. 

 

Outra proposta apresentada é que a Petrobrás implemente em todas as suas unidades programas de incentivo à alimentação saudável, sem agrotóxicos, em parceria com redes da agricultura familiar. 

 

Recomposição dos efetivos

A Pauta pelo Brasil cobra a reposição dos postos de trabalho que foram extintos em função do PIDV, bem como a recomposição dos efetivos mínimos das unidades do Sistema Petrobrás. Outra reivindicação é o cumprimento da NR-20, que, desde 2012, prevê a apresentação de estudos e documentações para dimensionamento de efetivos nas refinarias e terminais, o que até hoje não foi realizado pela empresa. O RH informou que 610 concursados estão sendo admitidos este ano e outros 663 serão convocados em janeiro de 2016.

 

Retomada dos investimentos e manutenção dos ativos

A Pauta pelo Brasil apresenta iniciativas para garantir a retomada dos investimentos da Petrobrás e a preservação dos ativos da empresa. O RH propõe remeter essas propostas para um grupo de trabalho paritário, formado por representantes da empresa e da FUP, que terá 60 dias para se posicionar. A Federação reafirmou que o trabalho deste grupo deve levar em conta os impactos que a redução dos investimentos da Petrobrás causa no PIB, na geração de empregos, na balança comercial do setor e na arrecadação de royalties, propondo soluções para o endividamento da empresa. A FUP também cobrou que o resultado do GT seja encaminhado ao governo. Já há estudos que comprovam os efeitos negativos que os desinvestimentos vêm causando ao país. O Grupo de Economia da Energia da UFRJ, por exemplo, aponta que o Brasil deixará de criar 20 milhões de empregos até 2019 e a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda prevê uma redução de 2% no PIB deste ano.

 

Defesa do regime de partilha do Pré-Sal

Outro ponto da Pauta pelo Brasil é que os gestores da Petrobrás reafirmem o posicionamento do governo em defesa do modelo de partilha do pré-sal, valorizando sua posição de operadora única e a garantia legal de participação mínima nos campos licitados.

 

Incorporação da Fafen-PR

A fábrica de Araucária foi privatizada em 1993 e readquirida pela Petrobrás, em junho de 2013, após uma longa e histórica luta dos trabalhadores, que continuam mobilizados, cobrando a incorporação da unidade e a isonomia de direitos em relação às outras FAFENs. A FUP ressaltou a importância dessa reivindicação, já que a unidade do Paraná é estratégica para o Brasil. Além de ser a maior produtora mundial de ARLA-32 (catalisador para caminhões a diesel), a Fafen-PR é também responsável por 40% da produção nacional de fertilizantes nitrogenados.

 

Nenhum direito a menos

A cláusula 13 da Pauta pelo Brasil é clara: “A FUP e seus sindicatos reforçam que não aceitarão qualquer retrocesso nos direitos adquiridos pelos trabalhadores”. A Federação reafirmou que a proposta apresentada pela Petrobrás de redução de direitos já está rejeitada, pois prevê alterações em 91 cláusulas do atual ACT.

Fonte: FUP

Segunda, 09 Novembro 2015 12:25

A FUP e seus sindicatos alertam todos os petroleiros que estão em greve a ignorarem os telegramas que as gerências estão enviando para a casa dos trabalhadores, convocando-os para o retorno ao trabalho. Isso é assédio moral e violação ao direito constitucional de greve! A greve dever ser ampliada e fortalecida em todas as bases, conforme orientação da FUP.

 

Esse é um momento crucial para a nossa luta e a categoria deve redobrar a resistência, denunciando as práticas antissindicais dos gestores. Durante a greve, a subordinação dos trabalhadores aos seus chefes está suspensa. E-mails, ligações telefônicas, mensagens de WhatsApp e telegramas das gerências são uma afronta ao direito de greve. O objetivo é intimidar os trabalhadores. A FUP e seus sindicatos estão tomando as devidas medidas para denunciar e coibir essa prática ilegal.


A greve continua forte e com adesões diárias em todo país. A reunião desta segunda-feira, 09, com a Petrobrás não altera os rumos do movimento. Pelo contrário: a negociação com a empresa só avançará se os trabalhadores tiverem uma correlação de forças a seu favor. A categoria, portanto, deve permanecer em alerta, acompanhando as convocações e indicativos da FUP e dos nossos sindicatos. Sigamos fortes em nossa greve!


Fonte: FUP

Sexta, 06 Novembro 2015 16:21

Foi preciso uma forte greve nacional para a Petrobrás reconhecer a pauta de reivindicações. Na foto, os trabalhadores em greve no Terminal Transpetro de Guaramirim

Quarta, 04 Novembro 2015 22:28

Tefran aderiu ao movimento; ação policial e interdito proibitório esquentaram o clima na greve da Repar.

Terça, 03 Novembro 2015 14:00

No segundo dia de greve dos petroleiros, as gerências da Petrobrás intensificaram as práticas antissindicais, na tentativa de intimidar os trabalhadores. Ao perceberem a força do movimento e a disposição de luta da categoria, os gestores começaram a convocar os fura-greve e a atentarem contra a liberdade sindical, com uma série de arbitrariedades que não serão toleradas pela FUP.

Práticas autoritárias desta natureza são as mesmas que os sindicatos há décadas denunciam e que, por não serem devidamente coibidas pela direção da Petrobrás, resultaram em uma série de desmandos e mal feitos, cuja conta está sendo imposta aos trabalhadores. Se os gestores da empresa, desde a época do FHC, agissem contra os corruptos com o mesmo rigor e energia com que tentam combater a greve da categoria, a Lava Jato não existiria.

Fura-greves não passarão!

Para tentar desmobilizar os petroleiros, as gerências se utilizam desde cárcere privado até do uso da força policial dentro das unidades. Ligações telefônicas para a casa dos trabalhadores com intimidações às suas famílias, assédio via WhatsApp, registro de Boletins de Ocorrência nas delegacias são alguns dos desmandos gerenciais que a empresa vem incentivando.

Essas arbitrariedades contrariam frontalmente a Lei de Greve e a decisão legítima dos trabalhadores de aderirem ao movimento. A Petrobrás recusou-se a negociar com as entidades sindicais um acordo de greve que respeitasse o que determina a legislação: o direito dos trabalhadores pararem suas atividades, impactando a produção e garantindo as necessidades imediatas da população.

A FUP, portanto, não irá tolerar coação, assédio ou qualquer prática gerencial que viole o direito de greve da categoria. Ações jurídicas e denúncias junto aos órgãos fiscalizadores já estão em andamento para responsabilizar os gestores e garantir o direito de greve. A orientação é que os trabalhadores registrem e documentem toda e qualquer prática antissindical e enviem relatos, fotos e vídeos para o seu sindicato.  

Cárcere privado

Em várias unidades, os petroleiros estão sendo mantidos em situações de cárcere privado, já que as gerências não aceitam negociar com os sindicatos a substituição dos trabalhadores, de forma a garantir o cumprimento pleno da Lei de Greve. Em vez disso, a empresa prefere financiar equipes de contingência sem qualquer capacidade técnica para preservar a segurança operacional e a vida dos trabalhadores. Na Replan, cerca de 70 petroleiros foram liberados às 14 horas desta segunda-feira (02), após permanecerem 31 horas na refinaria. O Sindicato denunciou o grupo de gerentes, supervisores e engenheiros que assumiu unidade, além de despreparada, é insuficiente para atender a toda a refinaria. Na Repar, o Centro de Treinamento Doutora Zilda Arns foi transformado em uma espécie de hotel para hospedar a equipe de contingência. Na Reduc, os trabalhadores estão sendo mantidos presos na refinaria, em condições de insalubridade.

Polícia e oficiais de justiça

Para tentar impedir o direito de greve da categoria, algumas gerências chegaram ao ponto de convocar a Polícia Militar, intimidando os trabalhadores que aderiram à paralisação. Na Rlam, várias viaturas policiais estão dentro da refinaria. Nesta segunda-feira (02), os petroleiros presenciaram a chegada de um gerente do suporte operacional, trazendo em seu carro duas oficiais de justiça, em pleno feriado, com uma intimação para o coordenador do Sindipetro-BA, onde, segundo relato dos trabalhadores, constava que a Polícia iria ocupar a refinaria para tentar impedir a greve. Na Reduc, a força policial também foi utilizada pela gerência para retirar dirigentes sindicais de dentro da unidade. Outra denúncia recebida pela FUP é de que em algumas unidades, os trabalhadores estão sendo orientados a prestarem queixa na delegacia contra dirigentes e militantes sindicais.

Assédio e intimidação

No primeiro dia de greve, um documento circulou pelas plataformas do E&P para que os trabalhadores assinassem um declaração de que estariam "espontaneamente" dobrando o turno, em caráter excepcional. Ou seja, uma tentativa grotesca de burlar a legislação e oficializar o pagamento indevido de horas extras aos fura-greve. Muitos petroleiros relataram também que as gerências estão ligando para suas casas e enviando mensagens via WhatsApp questionando se estão em greve e convocando-os para o trabalho. Assédios e intimidação durante a greve, além de ilegais, são mais uma afronta à categoria.

Quadro atualizado da greve

Norte Fluminense - Adesão de  41 plataformas, sendo que 25 estão totalmente paradas. Além disso, oito plataformas estão com restrição de produção e outras oito foram passadas para as equipes de "pelegos". Cerca de 400 a 450 mil barris deixaram de ser produzidos. No Terminal de Cabiúnas, não há rendição de turno.

Bahia - RLAM e terminais da Transpetro sem troca de turno. Fafen parada, Termoelétrica e PBio, sem trocas de turno. Campos de produção terrestre também na greve, com algumas unidades completamente paralisadas.

Esírito Santo - Operação do Terminal Aquaviário de Vitória está paralisada. No Terminal de Barra do Riacho, foi suspenso o recebimento de gás e o navio que está atracado no TABR não será operado. A P-58 está com 50% da produção reduzida, os trabalhadores desembarcaram e foram substituídos pela equipe de contingência.  Na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), os operadores entregaram a unidade para a supervisão.  No Terminal Norte Capixaba, a unidade também foi entregue ao gerente e aos supervisores.

Rio Grande do Norte - nas plataformas marítimas, a produção foi interrompida em 13 unidades. Os trabalhadores dos campos de produção terrestre também aderiram à greve. As unidades do Pólo de Guamaré estão sem troca de turno. A Refinaria Clara Camarão está com a produção parada.

Unificado de São Paulo - Na Recap e na Replan, a greve está com 100% de adesão dos trabalhadores do turno. Ambas as refinarias foram entregues para as equipes de contingência.

Duque de Caxias - A REDUC e a Termoelétrica permanecem sem troca de turnos. A Petrobrás continua impedindo a presença das direções sindicais dentro das unidades.

Minas Gerais -  Na Regap e na Termoelétrica, os trabalhadores não estão realizando a troca de turno.

Pernambuco e Paraíba - Os trabalhadores do Terminal da Transpetro em Suape e da Refinaria Abreu e Lima continuam cortando a rendição dos turnos.

Amazonas - A Reman e os Terminais de Coari e Solimões permanecem sem troca de turno.

Ceará - Lubnor segue sem rendição de turno. Em Paracuru e na Usina de Biodiesel, os trabalhadores sendo mantidos em cárcere privado.

Rio Grande do Sul - Refap, Terminal de Rio Grande e a Termoelétrica Sepé Tiaraju seguem sem trocas de turno.

Paraná e Santa Catarina - Na Repar e na Usina do Xisto (SIX), não há troca de turno e as unidades foram entregues às equipes de contingência. Na Fafen, a greve a produção da unidade está paralisada.

FONTE: FUP

Quinta, 29 Outubro 2015 17:34

Mais de cem dias sem resposta da Direção da Petrobrás sobre a Pauta pelo Brasil, conjunto de reivindicações que visam impedir o desmantelamento da empresa e recoloca-la no caminho do desenvolvimento, esgotou a paciência da categoria. Os gestores simplesmente ignoram os trabalhadores, enquanto seguem vendendo ativos e patrimônios da empresa.

Na última tentativa de negociação, em reunião realizada na quarta-feira (28), no Edifício Sede da Petrobrás (Edise-RJ), nenhuma resposta objetiva foi dada em relação aos questionamentos dos diretores da FUP e sindicatos filiados acerca do Plano de Negócios e Gestão (PNG), que prevê quase US$ 150 bilhões em vendas de ativos, cortes de investimentos, insegurança, redução de efetivos, demissões em massa, interrupção de obras e cancelamento de projetos. São tantas notícias ruins que o PNG mais parece um plano para afundar a empresa do que para superar o momento de crise. Fato é que já afetou negativamente a vida de milhares de trabalhadores país afora.

Além de ignorar a Pauta pelo Brasil, os representantes da Petrobrás ainda tentaram impor na mesa de negociação a discussão da proposta da empresa de rebaixamento do Acordo Coletivo.
A FUP reafirmou que o objetivo da reunião era debater a Pauta pelo Brasil, que foi aprovada massivamente pela categoria, onde uma das cláusulas ressalta que os trabalhadores não aceitarão nenhum direito a menos. "A Federação Única dos Petroleiros e seus Sindicatos reforçam que não aceitarão qualquer retrocesso nos direitos adquiridos pelos trabalhadores", afirma a Cláusula 13 da Pauta pelo Brasil.

Diante do impasse mais uma vez estabelecido pela Petrobrás, a FUP e seus sindicatos retiraram-se da reunião, reiterando que as negociações daqui para frente se darão durante a greve aprovada pelos petroleiros. A postura arrogante da empresa continua sendo a de desdenhar dos trabalhadores, desrespeitando os fóruns de deliberação da categoria. A resposta será dada na greve.

Nesta quinta-feira, 29, a FUP e seus sindicatos terão mais uma reunião com o Ministério Público do Trabalho para buscar o cumprimento da Lei de Greve, de forma a garantir o exercício pleno desse direito. A data da deflagração do movimento deve ser anunciada em breve.

Quinta, 29 Outubro 2015 15:31

Os candidatos apoiados pela FUP, Paulo César Martin (titular) e Norton Cardoso (suplente), venceram a eleição para o Conselho Deliberativo da Petros. A dupla conquistou 7.076 votos e ocupará a vaga dos representantes da ativa. A dupla Epaminondas Mendes e Xerxenesky foi eleita para a vaga dos assistidos, com  5.011 votos.

Os companheiros Daniel Saramate Queiroz e Sérgio Lyra, que disputaram a eleição para o Conselho Fiscal com apoio da FUP e de seus sindicatos, conquistaram 6.381 votos, mas, lamentavelmente, não foram eleitos. Os conselheiros que ocuparão a vaga dos assistidos no Conselho Fiscal da Petros são Fernando Siqueira e Paulo Brandão.

Ao todo, 27.519 eleitores participaram do processo eleitoral, o que representa 19% dos participantes da Petros. A FUP e seus sindicatos parabenizam todos os candidatos e eleitores que participaram dessa importante conquista, que é a eleição direta para os Conselhos da Petros. Agradecemos os votos que foram depositados nos candidatos apoiados pela FUP e reiteramos os compromissos da Chapa "Garantia no presente e segurança no futuro".

Fonte: FUP

Quarta, 28 Outubro 2015 22:06

A FUP e seus sindicatos reuniram-se com a Petrobrás e subsidiárias nesta quarta-feira, 28, em mais uma tentativa de negociação da Pauta pelo Brasil, cujas reivindicações aprovadas pela categoria foram apresentadas à empresa no dia 07 de julho. Passados mais de cem dias, a Petrobrás segue ignorando os trabalhadores.

Nenhuma resposta objetiva foi dada aos questionamentos da FUP sobre vendas de ativos, cortes de investimentos, insegurança, redução de efetivos, demissões em massa, interrupção de obras e cancelamento de projetos, que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores pelo país afora. Além de ignorar a Pauta pelo Brasil, os representantes da Petrobrás ainda tentaram impor na mesa de negociação a discussão da proposta da empresa de rebaixamento do Acordo Coletivo.

 

A FUP reafirmou que o objetivo da reunião era debater a Pauta pelo Brasil, que foi aprovada massivamente pela categoria, onde uma das cláusulas ressalta que os trabalhadores não aceitarão nenhum direito a menos. "A Federação Única dos Petroleiros e seus Sindicatos reforçam que não aceitarão qualquer retrocesso nos direitos adquiridos pelos trabalhadores", afirma a Cláusula 13 da Pauta pelo Brasil.

Diante do impasse mais uma vez estabelecido pela Petrobrás, a FUP e seus sindicatos retiraram-se da reunião, reiterando que as negociações daqui para frente se darão durante a greve aprovada pelos petroleiros. A postura arrogante da empresa continua sendo a de desdenhar dos trabalhadores, desrespeitando os fóruns de deliberação da categoria. A resposta será dada na greve.

Nesta quinta-feira, 29, a FUP e seus sindicatos terão mais uma reunião com o Ministério Público do Trabalho para buscar o cumprimento da Lei de Greve, de forma a garantir o exercício pleno desse direito. 

Fonte: FUP

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Edição Nº 1418

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