Image not available
Image not available
Mostrando itens por tag: fup
Quinta, 24 Maio 2018 14:17

Nº 1405

Quinta, 17 Maio 2018 21:58

A greve por tempo indeterminado foi provada por mais de 90% dos petroleiros, em resposta ao maior desmonte da história da Petrobrás, que avança agora sobre as refinarias, fertilizantes, terminais e dutos da Transpetro.

Quinta, 10 Maio 2018 20:29

Os indicadores financeiros apresentados pela Petrobrás neste primeiro trimestre de 2018 revelam o tamanho do desmonte que a empresa sofreu. Os R$ 6,96 bilhões que a gestão Pedro Parente anuncia como lucro são resultado das privatizações, que engrossaram em R$ 7,5 bilhões o caixa, e da redução dos investimentos, que encolheram R$ 5 bilhões em relação ao último trimestre de 2017.

 

Cada vez mais, a Petrobrás abandona o papel de indutora do desenvolvimento, para se concentrar no mercado internacional, caminhando a passos largos para ser apenas uma exportadora de óleo cru. As exportações nestes três primeiros meses do ano aumentaram 25% em relação ao trimestre anterior, saltando de 388 mil para 496 mil barris/dia, o que também refletiu no lucro, já que o preço do petróleo voltou a subir. Enquanto o mercado comemora, o país sofre as consequências da desintegração do Sistema Petrobrás.

 

Menor investimento dos últimos 13 anos

Estudo feito pela FUP, baseado em dados do BNDES, aponta que para cada R$ 1 bilhão investido no setor petróleo, cerca de 20 mil empregos são gerados. Pedro Parente faz exatamente o contrário. O total de investimentos feitos no trimestre (R$ 9,9 bilhões) foi o menor valor aplicado pela Petrobrás desde 2005. Enquanto isso, os bancos continuam se apropriando de bilhões e bilhões de reais, que poderiam estar movimentando a indústria e a economia nacional. Só nestes três primeiros meses do ano, Parente aumentou em R$ 20 bilhões o montante para pagamento da dívida e juros, quase o dobro do trimestre anterior.

 

Desmonte do refino e perda de mercado

Com exceção da área de Exploração e Produção, todos os demais segmentos do Sistema Petrobrás sofreram reduções de investimentos em torno de 50% neste primeiro trimestre de 2018. Um dos setores mais afetados foi o refino, cuja privatização foi anunciada recentemente. Os investimentos despencaram de R$ 1,1 bilhão para R$ 589 milhões, em relação ao último trimestre de 2017, o que fez com que a empresa reduzisse ainda mais a carga processada nas refinarias. O resultado tem sido a perda de mercado para as concorrentes. Não por acaso, as vendas de derivados caíram 7% em relação ao trimestre anterior: de 1.860 para 1.648 barris/dia.

 

Enquanto a mídia e os investidores comemoram os frutos do desmonte promovido por Pedro Parente, a população sofre com os preços exorbitantes dos combustíveis, com o desemprego em massa, com a destruição da indústria nacional, com a perda de soberania. O lucro que o mercado comemora é na realidade o maior prejuízo da história do Sistema Petrobrás, cuja conta quem está pagando é o povo brasileiro.

 

[FUP]

 

 
Quarta, 02 Maio 2018 17:43

Nº 1404

Quarta, 25 Abril 2018 23:17

Para denunciar mais este ataque contra a petrolífera brasileira, a FUP e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo farão um ato público no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, com concentração às 11 horas, na Avenida Rio Branco, em frente ao metrô Carioca.

Terça, 17 Abril 2018 19:36

Também estarão em debate o indicativo de greve, a luta contra a retirada de direitos e a defesa da democracia

Segunda, 16 Abril 2018 17:06

Nº 1403

Quarta, 11 Abril 2018 13:49

Enquanto as gerências da Petrobrás preferem punir as vítimas de acidentes, culpando os trabalhadores para se eximirem de suas responsabilidades, mais um trabalhador perde a vida de forma estúpida. José Altamir Ozorio, 63 anos, funcionário da empresa Cross & Freitas, responsável pelos serviços de corte de grama no TEDUT, Terminal da Transpetro em Osório (RS), foi vítima de um acidente fatal, no final da tarde de ontem (09/04), ao ser atingido pela caçamba do trator que operava. Segundo relatos de outros trabalhadores, ele sofreu um tombo, quando o trator passou sobre um desnível do terreno, e foi atropelado pela caçamba. José Altamir chegou a ser socorrido com fraturas, submetido a cirurgia, mas não resistiu e faleceu no início da noite.

 

Foi o segundo acidente fatal registrado em 2018. Nestes dois anos de gestão de Pedro Parente, 13 trabalhadores morreram em acidentes no Sistema Petrobrás, dos quais 10 eram terceirizados. No último dia 05, a FUP denunciou aos gestores de SMS os riscos que os trabalhadores vivem, em consequência da redução de efetivos e das condições precárias nas unidades operacionais. As denúncias foram feitas durante a primeira reunião da Comissão de SMS, quando as direções sindicais tornaram a criticar a política autoritária de punição, baseada em um sistema de consequências, que, na prática, só faz aumentar a subnotificação de acidentes.

 

Recentemente, houve um acidente na Repar, no Paraná, semelhante ao que tirou a vida do trabalhador do Tedut. A ocorrência não gerou lesões mais graves ao trabalhador e acabou sendo tratada como um mero incidente, o que não foi revisto pela empresa, nem após a intervenção do sindicato local. "Se este acidente tivesse sido registrado corretamente, o que geraria a constituição de uma comissão de investigação, composta por representantes do SMS, da Cipa e do sindicato, o que resultaria em recomendações de um plano de ação, com a devida abrangência, nós, provavelmente, não estaríamos chorando mais uma morte", declara o secretário de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP, Alexandro Guilherme Jorge, que é também diretor do Sindipetro-PR/SC e acompanhou este caso de perto.

 

"Quantas vidas a mais serão ceifadas enquanto alguns gestores do Sistema Petrobrás defendem essa política que já se provou equivocada e não avançam numa construção mais democrática e com a participação efetiva daqueles que põem todos os dias suas vidas em risco em unidades industriais?", questiona.

 

Os resultados da recente pesquisa de SMS e NR-20 feita pela FUP nas refinarias da Petrobrás comprovam que a empresa não investe na prevenção de acidentes e tão pouco zela pela saúde e segurança dos trabalhadores. Dos 1.180 petroleiros que responderam ao questionário, 94% afirmaram não se sentirem seguros com os efetivos reduzidos impostos recentemente pela empresa e apenas 170 disseram ter treinamento dos procedimentos de Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis, como prevê a NR-20.

 

É para encobrir essa realidade, que os gestores transferem para os trabalhadores a responsabilidade pela ineficiência de uma política equivocada de SMS, cujo principal foco é atender aos indicadores da empresa a qualquer custo. O resultado tem sido a potencialização da subnotificação de acidentes, em função de um sistema de consequências que só faz aumentar o medo dos trabalhadores, principalmente os terceirizados.  "A não comunicação dos acidentes de menor gravidade resultam na não identificação e tratamento da base da pirâmide de acidentes, o que é básico para qualquer política de prevenção. Isso culmina em acidentes absurdos, como o que vitimou José Altamir", explica o diretor da FUP.

 

“É ainda mais frustrante para nós que essa tragédia tenha ocorrido poucos dias depois da primeira reunião do ano da Comissão de SMS. Embora de maneira ainda preliminar, já identificamos aspectos que foram amplamente debatidos com a empresa e cujos alertas que fizemos se comprovaram com a morte de mais um trabalhador. Esperamos, sinceramente, que os discursos feitos pelos gestores na mesa de que priorizam a segurança dos trabalhadores acima de qualquer outro indicador se materialize em ações concretas com a maior brevidade possível, pois, do jeito que está, não podemos continuar. De nossa parte, envidaremos todos os esforços necessários”, ressalta Alex.

 

[FUP]

Jornal Revista

Edição Nº 1418

Veja Todos os Jornais

TV Sindipetro