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Quinta, 28 Março 2019 18:36

Em 05 de julho de 1983, os petroleiros da Replan (SP) iniciaram uma das mais importantes greves da categoria, que logo em seguida teve a adesão dos trabalhadores da Rlam (BA). Foram sete dias de enfretamento, em um movimento essencialmente político contra a ditadura, cujo estopim foi um decreto do general João Batista Figueiredo, para cortar direitos dos trabalhadores de estatais e reduzir efetivos.

 

Os militares ocuparam as refinarias, intervieram nos sindicatos, cassaram as direções sindicais e demitiram 358 petroleiros. Dez dias depois, em 21 de julho de 1983, cerca de três milhões de trabalhadores das mais diversas categorias cruzaram os braços na primeira greve geral da ditadura militar. Em agosto do mesmo ano, a CUT foi fundada, tendo como principais eixos de luta o fim da ditadura, a revogação da Lei de Segurança Nacional e a garantia de liberdade e autonomia sindical. 

 

Terça, 21 Agosto 2018 17:27

Alguns gestores insistem em práticas ultrapassadas que fazem recordar dos tempos da ditadura.

Quarta, 01 Abril 2015 19:17

“Para quem não viveu, convém contar. A quem já se esqueceu, quero lembrar”. Os versos de Thiago de Mello em seu poema “Noturno do Paraná do Ramos” foram escritos em 1980, ainda durante a ditadura militar. O poeta amazonense foi um dos milhares de presos políticos perseguidos pelo regime e exilados do país. Nesta quarta-feira, 01 de abril, o golpe que mergulhou o Brasil em duas longas décadas de ditadura militar completa 51 anos e os versos de Thiago de Mello nunca foram tão necessários e atuais.  

Há duas semanas, no dia 15 de março, quando o país deveria comemorar os 30 anos de redemocratização, assistimos perplexos às manifestações de grupos extremistas da direita que levaram às ruas milhares de pessoas, com apoio da Rede Globo e de grande parte da mídia conservadora. O que a princípio seria um protesto contra a corrupção ganhou contornos fascistas, numa apologia ao golpismo, com pedidos de intervenção militar e manifestações de ódio contra partidos e ideologias de esquerda.  “Embora as situações sejam diferentes, é necessário manter acesa a luz amarela. Herdeiros da concepção udenista repetem hoje os antecessores de ontem”, alerta o jornalista Maurício Dias.

Democracia e conquistas sociais em xeque
Hoje, assim como foi em 1964 e na conspiração golpista que levou Getúlio Vargas ao suicídio em 1954, o objetivo das elites é conter os avanços sociais e as conquistas da classe trabalhadora. O operariado e os camponeses foram a base de sustentação tanto do governo Jango, quanto de Getúlio, que por isso eram desqualificados pela mídia. “O presidente João Goulart era muito popular em 1964, muito mais que a presidenta Dilma é no atual momento. De cada dez brasileiros, apenas dois reprovavam o governo Jango”, lembra o cientista político Antônio Lassance, em artigo publicado esta semana na Agência Carta Maior.

 “Quem acha o golpismo pequeno e o extremismo minúsculo se esquece de que eles jamais precisaram de maioria para prevalecer. Fossem os golpistas maioria, eles não precisariam de golpismo algum. Ganhariam eleições”, explica. “Um país que conhece minimamente sua própria História não deveria jamais admitir que manifestações comandadas por grupos explicitamente golpistas e extremistas sejam consideradas normais, democráticas e inofensivas. O desrespeito ao voto, ao devido processo legal e aos direitos humanos não é algo normal, não é nada democrático e está longe de ser inofensivo. Merece o mais ferrenho combate com as armas da crítica, antes que essa seja ameaçada pela crítica das armas”, afirma o cientista político.

Fonte: FUP

Terça, 01 Abril 2014 20:07

Passados 50 anos do golpe militar, que a partir de primeiro de abril de 1964 mergulhou o país em duas longas décadas de ditadura, o povo brasileiro ainda luta por justiça e reparação. Somente em 2012 foi instalada uma Comissão Nacional da Verdade (CNV) para esclarecer os crimes da ditadura. Crimes esses que continuam impunes. “Não fomos capazes até agora de punir nenhum agente que em nome do Estado matou, torturou, ocultou cadáveres. Pagamos caro por isso. Temos ainda hoje uma polícia que mata e tortura em nome do Estado”, lamenta Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais da CUT. Ele é um dos integrantes do Grupo de Trabalho das Centrais Sindicais junto à CNV e também coordena a Comissão Nacional Memória, Verdade e Justiça da CUT.

A classe trabalhadora e suas organizações foram o principal alvo da ditadura militar, desde o início do golpe, em março de 1964. Os trabalhadores do campo e da cidade e seus sindicatos eram a base de sustentação do presidente João Goulart, deposto pelos militares, com apoio dos Estados Unidos, da mídia, dos empresários e de setores conservadores do país, que não aceitavam as reforma anunciadas por seu governo, o qual tachavam de sindicalista. Na Petrobrás, assim como em outras estatais e empresas, trabalhadores foram perseguidos, alguns torturados e desaparecidos. Os sindicatos sofreram intervenções e as lideranças perderam seus direitos civis e foram violentamente reprimidas. No intuito de manter viva a memória desse tenebroso período da nossa história para que nunca mais se repita, a FUP lançou nesta segunda-feira, 31 de março, uma edição especial, com matérias, artigos e entrevistas sobre o impacto do golpe de 1964 na vida dos trabalhadores.

Fonte: Imprensa FUP

Clique aqui para ler o boletim especial.


José Romeu Nadolny*, um petroleiro vítima da ditadura

“Entrei na Petrobras em 1º de abril de 1959 para trabalhar na Usina do Xisto. Fui expurgado pelos militares em 1964. Com a anistia, era pra eu ter voltado em 79, mas isso não aconteceu. Ficamos seis anos sem ter o direito. Só em 1986 eu regressei e fiquei até 30 de setembro de 1990.

Fui delegado sindical até o golpe de 1º de abril. Porque o golpe não foi 31 de março, ocorreu em 1º de abril. Atrasaram um dia para dizer que foi em 31 de março, porque esse golpe foi mentiroso desde o dia em que aconteceu. Em 20 de julho de 1964 fui fazer um serviço de nivelamento, quando eu voltei ao meio dia me deram a carta de demissão.

Os sindicatos foram muito perseguidos pelos milicos. Como eu era delegado sindical, eles (os militares) nos prendiam e faziam interrogatórios. Faziam tudo o que era tipo de ameaça, inclusive de nos trancar nos navios prisões que estavam em Paranaguá. Mesmo depois que eu estava fora da Petrobrás, quando eu passava perto da delegacia antiga, os militares falavam para gente que se saísse a pena de morte nós iríamos ser fuzilados para dar exemplo para a cidade”.

*Sr. Nadolny reside em São Mateus do Sul e vai depor à Comissão da Verdade, que investiga os crimes dos militares. Depoimento acima foi colhido em entrevista feita para o Jornal do Sindipetro.

 

Segunda, 24 Março 2014 14:52

A sede estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recebeu no último dia 20 o Ato Unitário Sindical que lembrou os 50 anos do golpe militar contra o governo do presidente João Goulart e instaurou o regime ditatorial no Brasil (1º de abril de 1964 até 15 de março de 1985).  

O evento foi um resgate histórico do período mais trágico da história recente do Brasil, quando trabalhadores foram perseguidos, presos, torturados e mortos pelo Estado brasileiro sob a gestão dos militares.

O ato contou com depoimentos de trabalhadores que sofreram com a repressão do regime, como o petroleiro aposentado José Romeu Nadolny, o ex-dirigente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Cláudio Ribeiro, o jornalista e ex-dirigente sindical Milton Ivan Heller e a ex-deputada federal Drª Clair da Flora Martins.

O advogado e vice-presidente da Comissão da Verdade, Daniel Godoy, abriu a atividade ressaltando a importância da reflexão sobre o tema. “É um resgate histórico, no sentido de que a história está sendo rescrita a partir das investigações realizadas pelas comissões da verdade, a nacional, as estaduais, da OAB e de várias instituições. Estão dando voz aos vitimizados pelo regime civil militar, pessoas que antes não tinham esta oportunidade. Buscamos com este ato construir uma cultura e uma continuidade de luta de resistência para que isso não mais se repita”, explicou.

Segundo Márcio Kieller, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) e membro da Comissão Estadual da Verdade, o ato também reforçou a unidade sindical, uma vez que contou com a presença de diversas centrais. Ele recordou que este processo está acontecendo em todo o Brasil e afirmou que o evento deu início a um calendário de “descomemoração” dos 50 anos do golpe. “Esse resgate é fundamental para nós. Os trabalhadores foram os mais atingidos. Muitos tiveram que abandonar seus empregos, seus lares, suas famílias. Os dirigentes sindicais sofreram muitas atrocidades, de ordem física, moral e psicológica”, afirmou.

A atividade foi organizada pelas centrais sindicais CUT, CTB, CSB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT, com o apoio da OAB Paraná.

Quarta, 19 Março 2014 12:42

Nesta quinta-feira (20), às 14h, será realizado o Ato Unitário Sindical que relembra os 50 anos da Ditadura Militar no Brasil. O evento reúne as centrais sindicais, movimentos sociais e defensores do estado constitucional de direito para recordar as vítimas deste regime no Brasil, sobretudo, trabalhadores e trabalhadoras que foram perseguidos, presos, torturados e mortos pelo golpe.

“Trata-se de um resgate histórico com essas pessoas que deram sua vida na busca de um País justo, igualitário e democrático. Mas, ao mesmo tempo, também serve para recordarmos as barbaridades que o Brasil passou neste período, sem direitos civis estabelecidos e com perseguições que resultaram em pessoas que até hoje permanecem desaparecidas”, recorda o vice-presidente da CUT Paraná e vice-presidente da Comissão Estadual da Verdade Teresa Urban, Márcio Kieller. 

O evento é aberto ao público e será realizado na sede da OAB Paraná, a partir das 14h, na rua Brasilino Moura, 253, no bairro Ahú.

Fonte: CUT Paraná

PARTICIPE DESTE RESGATE EM HOMENAGEM AOS COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS  TORTURADOS QUE LUTARAM E MORRERAM POR UM MUNDO MELHOR

Local: Sede da OAB-Paraná na Rua Brasilino Moura, 253, Bairro Ahú, Curitiba -PR.

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Edição Nº 1418

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