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Terça, 25 Abril 2017 18:53

Nº 1386

Terça, 25 Abril 2017 18:18

Embalados por vitórias pontuais oriundas de greves em 1827, 1832 e 1840, em 1850 nos Estados Unidos surgem as “Ligas das Oito Horas”, que passam a comandar a campanha nacional de redução de jornada de quinze horas diárias para oito. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões organizadas dos EUA e Canadá convoca uma greve geral para exigir a redução de jornada para todos assalariados. Como maior parte das renovações dos contratos coletivos nos Estados Unidos eram em maio a data escolhida para iniciar a greve foi  primeiro de maio de 1886.

 

A Greve superou as expectativas com mais de cinco mil fábricas paralisadas e cerca de 340 mil operários nas ruas. No mesmo dia várias empresas cederam, no mês seguinte também e até o final do ano cerca de um milhão de trabalhadores já estavam no regime de oito horas.

 

Porém, a truculência e violência sempre foram utilizadas para oprimir as lutas por direitos dos trabalhadores e a polarização atingiu seu ápice em Chicago. Com quase todas as fábricas em greve, a explosão de uma bomba em um protesto que levou a morte um policial foi o estopim para o conflito.

 

No dia quatro de maio, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos. Estado de Sitio foi decretado em Chicago, impondo toque de recolher, exército nas ruas dos bairros operários, fechamento de sindicatos e mais de 300 lideres grevistas presos e torturados.

 

"Os Oito Mártires de Chicago" (os sindicalistas Adolf Fischer, George Engel, Albert Parson, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe e o jonalista August Spies) foram presos, sete condenados a morte e um à 15 anos de prisão. Após uma onda de protestos três tiveram suas penas reduzidas.

 

Em 11 de novembro de 1887 Spies, Fisher, Engel e Parson foram enforcados e enterrados em um cortejo com cerca de 25 mil operários; Lingg "suicidou-se" misteriosamente em sua cela um dia antes.

 

Em 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em 1891, a Segunda Internacional, com a presença de 367 delegados de mais de 20 países declarou o primeiro de maio como o dia de luta de classe e de reivindicação das oito horas de trabalho.  

 

O processo dos "Mártires de Chicago" foi reaberto em 1893 e todos foram considerados inocentes e vitimas de um erro judicial.  A primeira convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1919 estabeleceu a jornada de oito horas e 48 horas semanais.  

 

No Brasil, a primeira greve geral foi há 100 anos. Por conta da I Guerra Mundial passamos a exportar alimentos, o que afetou os mercados nacionais levando a escassez de produtos e ao aumento dos preços. Os salários não acompanhavam a escalonada no custo de vida e em julho de 1917 começa no Brasil a primeira Greve Geral de sua história. As reivindicações eram:

 

• Liberdade às pessoas detidas por conta da greve;
• Respeito ao direito das associações e sindicatos dos trabalhadores;
• Que nenhum operário fosse demitido por participar do movimento grevista;
• Fim da exploração do trabalho de menores de 14 anos;
• Proibição do trabalho noturno para menores de 18 anos;
• Proibição do trabalho noturno para mulheres;
• Aumento de 35% nos salários inferiores a $5000 (cinco mil réis) e de 25% para os mais elevados;
• Data certa para o pagamento dos salários, a cada 15 dias, o mais tardar, cinco dias após o vencimento;
• Garantia de trabalho permanente;
• Jornada de oito horas e semana de trabalho de cinco dias;
• Pagamento de 50% em todo o trabalho extraordinário (horas extras).
 

Mesmo com o Estado e a Mídia contrários ao movimento, a greve foi vitoriosa, pois após um mês de duração conquistou aumentos entre 15 a 30%. Porém a principal conquista da greve foi política: os patrões passaram a reconhecer os movimentos operários como instância legitima, obrigando-os a negociar com os trabalhadores. O que levou a avanços em outros pontos das reivindicações nos anos seguintes, até a inclusão de demandas dos trabalhadores na CLT em 1943 como a jornada de oito horas com limite de duas horas diárias de hora extra.
A opressão no dia-a-dia no trabalho, a repressão policial, casos mal explicados que justificam massacre durante protestos e condenações judiciais, entre outras são práticas comuns, utilizadas para coibir lutas por melhorias na condição de vida dos trabalhadores e trabalhadoras.

 

Hoje, direitos conquistados na luta, estão colocados em risco. A reforma da Previdência aumenta o tempo de contribuição e de idade para se aposentar, sem considerar as diferenças sociais e a péssima distribuição de renda nos pais, condenando os mais pobres a morrerem trabalhando. A reforma trabalhista, flexibiliza a CLT, o que quer dizer que podemos perder as férias, 13°, horário de almoço e até mesmo aumentar a jornada de trabalho.

 

A participação da Juventude sempre foi essencial para avançarmos, mas também para barrar retrocessos. No dia 28 de abril através da Greve Geral vamos Parar o Brasil e no 1° de maio vamos dizer alto e em bom som: "Nenhum Direito a Menos - Não à Reforma da Previdência e Trabalhista" e " Fora Temer - Diretas Já".

 

A luta continua!

 

Por Edjane Rodrigues e Cibele Vieira

Secretárias de Juventude da CUT e CUT-SP, respectivamente

 

Sexta, 24 Março 2017 19:20

Nº 1385

Sexta, 24 Março 2017 17:59

A CUT promove nos dias 24 e 25 de março, em Curitiba, o seminário “30 anos de política de mulheres da CUT Paraná”. O evento será realizado no Espaço Cultural dos Bancários e tem como objetivo resgatar a história do movimento de mulheres na Central, além de promover o debate sobre os impactos da política de desmonte sociais para as mulheres.

 

“Será um espaço para reconhecer as conquistas atribuídas às mulheres em suas lutas pelo fortalecimento das políticas feministas da Central. Mas, ao mesmo tempo, vamos debater o atual desmonte dos direitos sociais promovidos pelo governo golpista de Michel Temer. Entre estas pautas, sem dúvida, estará a reforma da previdência que terá impacto direto nos direitos das mulheres”, explica a secretária da Mulher da CUT Paraná, Anacélie Azevedo.

 

A expectativa da organização é que mais de 100 mulheres das mais diversas regiões do Estado compareçam. “Estamos refoçando a importância para que as entidades ligadas à CUT enviem representantes. Embora, obviamente, o público alvo sejam as mulheres, a atividade também é aberta aos homens que desejam contribuir com a nossa luta”, completa Anacélie.

 

A programação prevê a apresentação de apresentação de vídeos, exposições de fotos, lançamento Clube de Leitura Feminista 100 anos da Revolução e do Livro de Poesias Feministas Cutistas, oficinas da Economia Solidaria e muito mais.  A inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo e-mail: secgeral@cutpr.org.br

 

Pedalada - No dia seguinte ao término do evento, no domingo (26), está marcada mais uma edição da Pedalada Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A concentração está marcada para às 9h na Praça Santos Andrade com trajeto previsto até o Parque Barigui. Clique aqui para mais informações sobre a pedalada.

:: Evento do Seminário

:: Evento da Pedalada

 

Confira a programação do seminário:

 

Sexta Feira dia 24 de março:

·         18h credenciamento;

·         19h mística de abertura e mesa de saudação;

·         20h painel “30 anos de Políticas para as Mulheres da CUT”;

·         21h Confraternização;

 

Sábado dia 25 de março:

·         8h 30 min Credenciamento

·         9h místicas e intervenção da Marcha Mundial das Mulheres;

·         9h 30 min Painel: Conjuntura e Reforma da Previdência e os impactos sobre as Mulheres;

·         12h almoço;

·         13h Painel: Ousar e Avançar, realidade e desafios da organização sindical feminista.

 

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