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Sexta, 02 Junho 2017 19:35

Nº 1388

Quarta, 24 Maio 2017 23:29

200 mil em Brasília por Nenhum direito a menos! Fora Temer! Diretas já!

Quinta, 18 Maio 2017 14:55

Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo convocam população para as ruas

Sexta, 12 Maio 2017 19:10

As assembleias da próxima quinta-feira (18) irão eleger os representantes dos petroleiros em importantes eventos de organização sindical. O primeiro é o 13º Congresso Regional do Sindipetro PR e SC e 4º Congresso Regional Unificado dos Petroleiros e Petroquímicos do Paraná e Santa Catarina, que será realizado nos dias 09 e 10 de junho, na sede do Sindicato, em Curitiba.

 

Já a Plenária da CUT Paraná acontece nos dias 16 e 17 de junho, em Foz do Iguaçu; e a da CUT Santa Catarina está programada para os dias 19 e 20 de julho, em Florianópolis.

 

Por fim, o 8º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico (CNQ) ocorre entre os dias 12 e 14 de julho, em local ainda a ser definido.

 

As assembleias que irão eleger os delegados participantes serão realizadas na Sede e Regionais Sindicais. Confira os critérios das eleições nos editais disponíveis nos anexos abaixo.

 

:: Quadro das assembleias:

 

BASE

LOCAL

DATA

HORÁRIO

REPAR

SEDE DO SINDIPETRO PR/SC

R. Lamenha Lins, 2064 Rebouças Curitiba/PR

18/05/2017

18:30h

SIX

SEDE REGIONAL SINDIPETRO R. Paulino Vaz da Silva, 535 Centro São Mateus do Sul/PR

18/05/2017

17:15h

TEFRAN -TTOL – TBG E ATIVO SUL/SC

SEDE REGIONAL SINDIPETRO Rua Elly Soares nº 127, Floresta, Joinville/SC.

18/05/2017

14:00h

TEPAR - TRANSPETRO DE PARANAGUÁ/PR

SEDE REGIONAL SINDIPETRO R. Odilon Mader, 480, Estradinha  Paranaguá/PR

18/05/2017

18:30h

Segunda, 08 Maio 2017 15:00

Nº 1387

Quinta, 27 Abril 2017 15:32

 

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (26), por 296 votos a 177, o Projeto de Lei 6.787/16, conhecido como reforma trabalhista. A matéria altera mais de 100 artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e se aprovada no Senado Federal desfigurará essa conquista de mais de 60 anos de lutas da classe trabalhadora brasileira.

 

Aprovada na forma do substitutivo do relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), a proposta estabelece que a convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho prevalecerão sobre a lei em 16 pontos diferentes, como jornada de trabalho, banco de horas anual, intervalo mínimo de alimentação de meia hora, teletrabalho, regime de sobreaviso e trabalho intermitente. Poderão ser negociados ainda o enquadramento do grau de insalubridade e a prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia do Ministério do Trabalho.

 

Para o presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, a reforma trabalhista é mais uma das consequências nocivas à sociedade causadas pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) e seus parlamentares corrompidos. “Está cada vez mais evidente que são golpes de patrões feitos por um governo ilegítimo de patrões. A desculpa da modernização é uma grande mentira. Não são medidas para impulsionar a geração de emprego, como alegaram os golpistas, são só retiradas brutais de direitos históricos dos trabalhadores para aumentar os lucros dos empregadores. A síntese dessa reforma é trabalhar mais para ganhar menos e ficar ainda mais submisso ao patrão”.

 

Para o presidente nacional da CUT Vagner Freitas, as últimas manobras da base parlamentar governista, que culminaram na extinção dos direitos da classe trabalhadora, incentivam ainda mais a Greve Geral desta sexta-feira (28), que já conta com a adesão de todos os ramos e categorias da Central Única dos Trabalhadores. “O que aconteceu no Congresso Nacional deve potencializar a Greve Geral na luta contra a retirada dos direitos conquistados. A partir de agora a CUT intensificará suas ações em todos os cantos do país e continuará denunciando cada parlamentar que votou pela extinção do emprego formal no país".

 

Confira abaixo a relação dos deputados federais do Paraná e Santa Catarina que votaram contra os trabalhadores e a favor da reforma trabalhista.

 

Usurpadores de Direitos

Votaram a favor da reforma trabalhista:

:: Paraná

Alex Canziani (PTB)
Alfredo Kaefer (PSL)
Dilceu Sperafico (PP)
Edmar Arruda (PSD)
Evandro Roman (PSD)
Giacobo (PR)
João Arruda (PMDB)
Leandre (PV)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Luiz Nishimori (PR)
Nelson Meurer (PP)
Nelson Padovani (PSDB)
Osmar Bertoldi (DEM)
Reinhold Stephanes (PSD)
Rocha Loures (PMDB)
Rubens Bueno (PPS)
Sandro Alex (PSD)
Sergio Souza (PMDB)
Takayama (PSC)
Toninho Wandscheer (PROS)

 

:: Santa Catarina:

Celso Maldaner (PMDB)

João Paulo Kleinübing (PSD)

João Rodrigues (PSD)

Jorginho Mello (PR)

Marco Tebaldi (PSDB)

Mauro Mariani (PMDB)

Rogério Peninha Mendonça (PMDB)

Ronaldo Benedet (PMDB)

Valdir Colatto (PMDB)

Terça, 25 Abril 2017 18:53

Nº 1386

Terça, 25 Abril 2017 18:18

Embalados por vitórias pontuais oriundas de greves em 1827, 1832 e 1840, em 1850 nos Estados Unidos surgem as “Ligas das Oito Horas”, que passam a comandar a campanha nacional de redução de jornada de quinze horas diárias para oito. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões organizadas dos EUA e Canadá convoca uma greve geral para exigir a redução de jornada para todos assalariados. Como maior parte das renovações dos contratos coletivos nos Estados Unidos eram em maio a data escolhida para iniciar a greve foi  primeiro de maio de 1886.

 

A Greve superou as expectativas com mais de cinco mil fábricas paralisadas e cerca de 340 mil operários nas ruas. No mesmo dia várias empresas cederam, no mês seguinte também e até o final do ano cerca de um milhão de trabalhadores já estavam no regime de oito horas.

 

Porém, a truculência e violência sempre foram utilizadas para oprimir as lutas por direitos dos trabalhadores e a polarização atingiu seu ápice em Chicago. Com quase todas as fábricas em greve, a explosão de uma bomba em um protesto que levou a morte um policial foi o estopim para o conflito.

 

No dia quatro de maio, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos. Estado de Sitio foi decretado em Chicago, impondo toque de recolher, exército nas ruas dos bairros operários, fechamento de sindicatos e mais de 300 lideres grevistas presos e torturados.

 

"Os Oito Mártires de Chicago" (os sindicalistas Adolf Fischer, George Engel, Albert Parson, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe e o jonalista August Spies) foram presos, sete condenados a morte e um à 15 anos de prisão. Após uma onda de protestos três tiveram suas penas reduzidas.

 

Em 11 de novembro de 1887 Spies, Fisher, Engel e Parson foram enforcados e enterrados em um cortejo com cerca de 25 mil operários; Lingg "suicidou-se" misteriosamente em sua cela um dia antes.

 

Em 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em 1891, a Segunda Internacional, com a presença de 367 delegados de mais de 20 países declarou o primeiro de maio como o dia de luta de classe e de reivindicação das oito horas de trabalho.  

 

O processo dos "Mártires de Chicago" foi reaberto em 1893 e todos foram considerados inocentes e vitimas de um erro judicial.  A primeira convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1919 estabeleceu a jornada de oito horas e 48 horas semanais.  

 

No Brasil, a primeira greve geral foi há 100 anos. Por conta da I Guerra Mundial passamos a exportar alimentos, o que afetou os mercados nacionais levando a escassez de produtos e ao aumento dos preços. Os salários não acompanhavam a escalonada no custo de vida e em julho de 1917 começa no Brasil a primeira Greve Geral de sua história. As reivindicações eram:

 

• Liberdade às pessoas detidas por conta da greve;
• Respeito ao direito das associações e sindicatos dos trabalhadores;
• Que nenhum operário fosse demitido por participar do movimento grevista;
• Fim da exploração do trabalho de menores de 14 anos;
• Proibição do trabalho noturno para menores de 18 anos;
• Proibição do trabalho noturno para mulheres;
• Aumento de 35% nos salários inferiores a $5000 (cinco mil réis) e de 25% para os mais elevados;
• Data certa para o pagamento dos salários, a cada 15 dias, o mais tardar, cinco dias após o vencimento;
• Garantia de trabalho permanente;
• Jornada de oito horas e semana de trabalho de cinco dias;
• Pagamento de 50% em todo o trabalho extraordinário (horas extras).
 

Mesmo com o Estado e a Mídia contrários ao movimento, a greve foi vitoriosa, pois após um mês de duração conquistou aumentos entre 15 a 30%. Porém a principal conquista da greve foi política: os patrões passaram a reconhecer os movimentos operários como instância legitima, obrigando-os a negociar com os trabalhadores. O que levou a avanços em outros pontos das reivindicações nos anos seguintes, até a inclusão de demandas dos trabalhadores na CLT em 1943 como a jornada de oito horas com limite de duas horas diárias de hora extra.
A opressão no dia-a-dia no trabalho, a repressão policial, casos mal explicados que justificam massacre durante protestos e condenações judiciais, entre outras são práticas comuns, utilizadas para coibir lutas por melhorias na condição de vida dos trabalhadores e trabalhadoras.

 

Hoje, direitos conquistados na luta, estão colocados em risco. A reforma da Previdência aumenta o tempo de contribuição e de idade para se aposentar, sem considerar as diferenças sociais e a péssima distribuição de renda nos pais, condenando os mais pobres a morrerem trabalhando. A reforma trabalhista, flexibiliza a CLT, o que quer dizer que podemos perder as férias, 13°, horário de almoço e até mesmo aumentar a jornada de trabalho.

 

A participação da Juventude sempre foi essencial para avançarmos, mas também para barrar retrocessos. No dia 28 de abril através da Greve Geral vamos Parar o Brasil e no 1° de maio vamos dizer alto e em bom som: "Nenhum Direito a Menos - Não à Reforma da Previdência e Trabalhista" e " Fora Temer - Diretas Já".

 

A luta continua!

 

Por Edjane Rodrigues e Cibele Vieira

Secretárias de Juventude da CUT e CUT-SP, respectivamente

 

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Edição Nº 1418

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