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Terça, 04 Dezembro 2018 14:05

Sindicato reuniu mulheres petroleiras da Usina do Xisto e da Repar para o debate.

Terça, 11 Outubro 2016 19:08

 

 

“Lugar de mulher é na cozinha”.  Quantas vezes ouvimos essa frase dentro da refinaria? Parece  inofensiva, muitas vezes dita até em tom de brincadeira, mas traz em si a triste mensagem de que mulher veio ao mundo para servir.

 

Não é de hoje que o Sindipetro PR e SC observa reclamações e relatos, realizados por homens e mulheres, dos assédios sofridos por trabalhadoras da Petrobrás. Esses assédios não advêm apenas dos chefes, não! Os próprios companheiros de equipe costumam reproduzir frases como a citada acima.

 

As informações recebidas evidenciam o fato de as mulheres serem as que mais sofrem com o assédio moral e constrangimento pelas chefias. Também é muito presente o assédio sexual, que ocorre principalmente, mas não unicamente, de mulheres terceirizadas assediadas por trabalhadores próprios, ou em cargos superiores, em especial durante as grandes paradas. Sorrisos e cor de batom são comumente mal interpretados.

 

As provocações estão presentes até mesmo nas confraternizações, nas quaisos homens acreditam que as mulheres cortam bolo melhor que eles e a mulher por vergonha de se negar acaba cortando várias fatias do confeito, vendo-se obrigada a se servir apenas quando o último homem estiver servido.

 

Corrobora para essa problemática a resistência dos homens quando mulheres exercem atividades que antes eram ocupadas exclusivamente por eles. Nesses casos, é comum o controle das atividades e provocações levando as trabalhadoras a erros, e então insinuam incompetência das mesmas.

 

Diante do exposto, as mulheres se oprimem e não expressam suas indignações quando escutam comentários ofensivos e se inibem de pedir ajuda e esclarecimentos profissionais por medo de serem desclassificadas. Essa não é uma realidade apenas local, os relatos são diversos e em quase todas as unidades.

 

Na Petrobrás o número de mulheres tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Porém, nem sempre um ambiente fabril está apropriado para recebê-las e ele deve ser modificado para isso. Essas alterações não se restringem apenas em estrutura de banheiros e vestiários femininos, adequação de equipamentos para exercerem seu trabalho, uniformes e EPI adequados, como também à necessidade de a empresa realizar treinamentos, debates, oportunidades de diálogo sobre as questões de gênero e assédios, tanto para gestores quanto para toda a força de trabalho.

 

Enquanto muita coisa disso não ocorre, o Sindipetro convoca as mulheres do sistema Petrobras que se sintam subjugadas a realizarem denúncias formais à ouvidoria, com cópia ao e-mail [email protected], sobre as situações vivenciadas para que medidas possam ser tomadas e que possamos fazer nosso papel na alteração desta condição dentro de nossa empresa.

 

Nesse sentido, é necessário que os companheiros homens colaborem nesta campanha rompendo com a barreira do preconceito, fortalecendo assim essas batalhadoras, que já enfrentam outras tantas dificuldades como mulher em suas outras atividades, a viverem em paz no seu trabalho. Afinal, lugar de mulher é aonde ela quiser.

 

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres” - Rosa Luxemburgo

 

Campanha

Chamamos a atenção a esse problema pois estamos na véspera da campanha chamada “16 dias de ativismos pelo fim da violência contra as mulheres”, que ocorre de 25 de novembro a 10 de dezembro. Ainda destacamos duas datas importantes: Dia 25 de novembro – Dia de Luta Pelo Fim da Violência contra as Mulheres - e dia 06 de dezembro – Dia do Homem na Luta Pelo Fim da Violência contra as Mulheres. 

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Edição Nº 1413

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