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Quarta, 03 Março 2021 21:00

Após série de assembleias, os petroleiros da SIX, em São Mateus do Sul, confirmaram greve por tempo indeterminado caso não haja avanço nas negociações

Quarta, 01 Novembro 2017 16:54

Após mais de um ano e meio de muito trabalho e várias reuniões presenciais e por videoconferência, foi assinado na última sexta-feira (27), em Brasília-DF, o Relatório do GT Xisto - Avaliação de Alternativas Técnicas para a Recuperação Econômica Sustentável da SIX. Com isso, o documento tornou-se público (disponível no link dos anexos abaixo) e está protocolado no Ministério de Minas e Energia (MME).

 

O Grupo de Trabalho foi formado por representantes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina e FUP e da Petrobrás e SIX, com mediação do MME. O objetivo foi analisar, debater e propor alternativas técnicas viáveis para potencializar as operações da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul (PR), com o objetivo de garantir a continuidade da operação do parque industrial, fundamental para a economia do município e também da região centro sul do Paraná. 

 

O relatório identificou alternativas técnicas para a SIX que não apenas justificam a manutenção das suas operações, como ampliam a capacidade do parque industrial e também as oportunidades de mercado. No documento estão apontadas as propostas viáveis e também as que podem ser aplicadas em outra conjuntura econômica ou tecnológica.

 

O Grupo apontou que o processamento do lastro (borras oleosas de reservatórios), originárias de outras unidades da Petrobrás, cujo descarte tem alto custo e torna-se novos produtos a partir da utilização na SIX, é uma grande oportunidade de mercado para a Usina e inclusive já está em curso.

 

A potencialização do Projeto Xisto Agrícola também está no rol de negócios viáveis do relatório. Consiste em utilizar sólidos de xisto e água de xisto como adubo que possui riqueza de nutrientes orgânicos e minerais. A partir dessa prática são gerados os produtos Água de Retortagem, Calxisto, Finos de Xisto e Xisto Retortado.

 

O documento final do GT do Xisto ainda traz a redução dos custos de mineração como uma prática vantajosa para dinamizar a produção da SIX. Entre as ações propostas para esse item está a unificação dos contratos de prestação de serviços, a otimização de grandes máquinas, a substituição de caminhões por vagões e a implantação de ferrovias para transporte do xisto e demais minérios.

 

A Petrobrás assumiu o compromisso de aplicar as alternativas consideradas viáveis pelo GT do Xisto nesse momento e avaliar periodicamente as outras ações propostas pelo Grupo, mas que não foram classificadas como praticáveis no atual cenário, porém podem ser interessantes no futuro.

 

Para o presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, o relatório do GT é um passo fundamental para a manutenção e ampliação das operações da SIX. “O resultado desse Grupo de Trabalho é um documento bastante conclusivo e com muitas alternativas técnicas para a Usina do Xisto. Porém, é preciso de pressão popular e apoio político para viabilizar a potencialização da SIX. Essa unidade da Petrobrás é muito importante para São Mateus do Sul e a população tem que se engajar nessa luta em prol da SIX, pois é de interesse coletivo”.

 

De acordo com dados de 2015, a Usina do Xisto responde por 50% de toda a arrecadação de São Mateus do Sul.

 

Sobre a Usina do Xisto

A SIX tem capacidade instalada para o processamento de 5.880 toneladas/dias de xisto pirobetuminoso. A partir da sua produção são gerados óleo combustível, nafta, gás combustível, gás liquefeito e enxofre, além de produtos que podem ser utilizados nas indústrias de asfalto, cimenteira, agrícola e de cerâmica.

Terça, 30 Maio 2017 14:42

Relatório do Grupo de Trabalho traz alternativas viáveis para manter e ampliar as operações da Usina

Quinta, 19 Maio 2016 17:23

 

 

O Grupo de Trabalho entre o Sindipetro PR e SC e a Petrobrás, com mediação do Ministério de Minas e Energia (MME), para tratar da sustentabilidade da Usina do Xisto (SIX) voltou a se reunir no início desta semana, dias 17 e 18 de maio, mas desta vez em São Mateus do Sul-PR, cidade sede da unidade industrial.

 

A novidade foi a participação de trabalhadores da SIX, especialistas no processo de mineração e processamento do xisto pirobetuminoso, que agregaram conteúdo às discussões com importantes informações sobre a cadeia do xisto e subprodutos. Outro ponto positivo foi o fato de os representantes da Petrobrás e do MME conhecerem as instalações da SIX.

 

A agenda de atividades do primeiro dia do GT foi integralmente destinada à visita às dependências da Usina, desde as unidades industriais de processamento e refino do xisto até as áreas de mineração.

 

Já no segundo dia, o foco foi no debate sobre as possibilidades de potencializar as operações da SIX, não apenas na continuidade da produção, mas principalmente na viabilização comercial e sustentabilidade da Usina através de alternativas propostas pelo Sindipetro. A reunião tratou dos três tópicos a seguir.

 

1. Custo Evitado do Sistema – Processamento de Lastro

O lastro é um resíduo de tanques de refinarias e da Transpetro cuja destinação ambiental é de custo elevado. A Petrobrás paga para empresas cimenteiras incinerarem o lastro. A SIX processa o lastro e recupera aproximadamente 60% do óleo contido na borra. Os testes com os resíduos da Repar, Regap, Refap e Tepar foram aprovados e a SIX processa atualmente cerca de 7 mil toneladas/mês de lastro. A boa notícia é que a Usina já tem liberação por parte do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) para processar até 10 mil e 800 toneladas por mês.

 

O Sindipetro entende que com pouco investimento em adequações do processo PETROSIX a capacidade de processamento de lastro pode ser ainda maior.

 

2. Xisto Agrícola

Os estudos realizados pelo IAP e Embrapa com os fertilizantes gerados a partir do xisto, em solos desde o Rio Grande do Sul até Goiás, tiveram resultados animadores que demonstraram eficiência agronômica elevada, com aumento dos nutrientes em diversas aplicações. Os produtos desenvolvidos no Centro Avançado de Pesquisa da SIX são a água de xisto, um fertilizante folear, e as matrizes de fertilizantes sólidos: calxisto, finos de xisto e xisto retortado. A combinação desses subprodutos apresenta resultados ainda melhores quando analisados o tipo de solo e do produto a ser cultivado.

 

Atualmente o Brasil consome 21 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e 70% desse volume vem de importação, ou seja, o país produz apenas 9 milhões de toneladas. Apenas a SIX é capaz de produzir 3 milhões de toneladas/ano, o que reduziria em 10% as importações de fertilizantes.

 

A comercialização dos fertilizantes de xisto depende apenas de algumas liberações ambientais, não apenas do IAP, mas dos institutos ambientais de outros estados. Por isso, a reunião do GT apontou como prioridade o empenho de cada ator (MME, Sindicato e Comunidade – Prefeitura de São Mateus do Sul, Associação dos Municípios da Região Sul do Paraná, entre outros) no sentido de acelerar a liberação das licenças.

 

3. Redução de custos na mineração e produção

O debate sobre a redução de custos na mineração e na produção de óleo e derivados na SIX passa por um imbróglio quanto à tributação. Atualmente as atividades da Usina estão enquadradas como produção de petróleo e sujeitas às regras da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o que implica no pagamento de royalties. Tecnicamente o xisto não é petróleo, mas um minério com querogênio sólido. Somente com o processamento térmico se extrai o óleo da rocha. Portanto, é consenso entre os participantes do GT a busca pelo reenquadramento do tipo de atividade da SIX perante à legislação tributária. Para isso, foi firmado o compromisso de rediscutir com os órgãos competentes e insistir na tese técnica.

 

Próxima reunião

O GT da SIX deve voltar a se reunir no dia 24 de maio, mas desta vez por videoconferência. Os assuntos em pauta serão as outras alternativas propostas pelo Sindicato, tai como: a UTEX (Usina Termelétrica do Xisto) e cimenteira, processamento de glicerina, potencialização da nafta de xisto, agentes rejuvenescedores de asfalto, impermeabilizante hidráulico, enxofre ventilado, entre outros. A otimização do Parque Tecnológico de Pesquisa e Desenvolvimento da SIX também estará em debate.

 

Avaliação

Na avaliação do presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, que representa a entidade no GT, a reunião foi bastante positiva no sentido de ampliar o debate técnico sobre a sustentabilidade do xisto. “Estamos otimistas porque os argumentos para aumentar a cadeia de produção do xisto, agregando valor aos subprodutos, estão cada vez mais fortalecidos e convincentes. Não queremos apenas a continuidade das operações, mas desenvolver cada vez mais os potenciais, viabilizando economicamente a SIX”, comemorou. 

Quinta, 19 Maio 2016 17:23

 

 

O Grupo de Trabalho entre o Sindipetro PR e SC e a Petrobrás, com mediação do Ministério de Minas e Energia (MME), para tratar da sustentabilidade da Usina do Xisto (SIX) voltou a se reunir no início desta semana, dias 17 e 18 de maio, mas desta vez em São Mateus do Sul-PR, cidade sede da unidade industrial.

 

A novidade foi a participação de trabalhadores da SIX, especialistas no processo de mineração e processamento do xisto pirobetuminoso, que agregaram conteúdo às discussões com importantes informações sobre a cadeia do xisto e subprodutos. Outro ponto positivo foi o fato de os representantes da Petrobrás e do MME conhecerem as instalações da SIX.

 

A agenda de atividades do primeiro dia do GT foi integralmente destinada à visita às dependências da Usina, desde as unidades industriais de processamento e refino do xisto até as áreas de mineração.

 

Já no segundo dia, o foco foi no debate sobre as possibilidades de potencializar as operações da SIX, não apenas na continuidade da produção, mas principalmente na viabilização comercial e sustentabilidade da Usina através de alternativas propostas pelo Sindipetro. A reunião tratou dos três tópicos a seguir.

 

1. Custo Evitado do Sistema – Processamento de Lastro

O lastro é um resíduo de tanques de refinarias e da Transpetro cuja destinação ambiental é de custo elevado. A Petrobrás paga para empresas cimenteiras incinerarem o lastro. A SIX processa o lastro e recupera aproximadamente 60% do óleo contido na borra. Os testes com os resíduos da Repar, Regap, Refap e Tepar foram aprovados e a SIX processa atualmente cerca de 7 mil toneladas/mês de lastro. A boa notícia é que a Usina já tem liberação por parte do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) para processar até 10 mil e 800 toneladas por mês.

 

O Sindipetro entende que com pouco investimento em adequações do processo PETROSIX a capacidade de processamento de lastro pode ser ainda maior.

 

2. Xisto Agrícola

Os estudos realizados pelo IAP e Embrapa com os fertilizantes gerados a partir do xisto, em solos desde o Rio Grande do Sul até Goiás, tiveram resultados animadores que demonstraram eficiência agronômica elevada, com aumento dos nutrientes em diversas aplicações. Os produtos desenvolvidos no Centro Avançado de Pesquisa da SIX são a água de xisto, um fertilizante folear, e as matrizes de fertilizantes sólidos: calxisto, finos de xisto e xisto retortado. A combinação desses subprodutos apresenta resultados ainda melhores quando analisados o tipo de solo e do produto a ser cultivado.

 

Atualmente o Brasil consome 21 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e 70% desse volume vem de importação, ou seja, o país produz apenas 9 milhões de toneladas. Apenas a SIX é capaz de produzir 3 milhões de toneladas/ano, o que reduziria em 10% as importações de fertilizantes.

 

A comercialização dos fertilizantes de xisto depende apenas de algumas liberações ambientais, não apenas do IAP, mas dos institutos ambientais de outros estados. Por isso, a reunião do GT apontou como prioridade o empenho de cada ator (MME, Sindicato e Comunidade – Prefeitura de São Mateus do Sul, Associação dos Municípios da Região Sul do Paraná, entre outros) no sentido de acelerar a liberação das licenças.

 

3. Redução de custos na mineração e produção

O debate sobre a redução de custos na mineração e na produção de óleo e derivados na SIX passa por um imbróglio quanto à tributação. Atualmente as atividades da Usina estão enquadradas como produção de petróleo e sujeitas às regras da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o que implica no pagamento de royalties. Tecnicamente o xisto não é petróleo, mas um minério com querogênio sólido. Somente com o processamento térmico se extrai o óleo da rocha. Portanto, é consenso entre os participantes do GT a busca pelo reenquadramento do tipo de atividade da SIX perante à legislação tributária. Para isso, foi firmado o compromisso de rediscutir com os órgãos competentes e insistir na tese técnica.

 

Próxima reunião

O GT da SIX deve voltar a se reunir no dia 24 de maio, mas desta vez por videoconferência. Os assuntos em pauta serão as outras alternativas propostas pelo Sindicato, tai como: a UTEX (Usina Termelétrica do Xisto) e cimenteira, processamento de glicerina, potencialização da nafta de xisto, agentes rejuvenescedores de asfalto, impermeabilizante hidráulico, enxofre ventilado, entre outros. A otimização do Parque Tecnológico de Pesquisa e Desenvolvimento da SIX também estará em debate.

 

Avaliação

Na avaliação do presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, que representa a entidade no GT, a reunião foi bastante positiva no sentido de ampliar o debate técnico sobre a sustentabilidade do xisto. “Estamos otimistas porque os argumentos para aumentar a cadeia de produção do xisto, agregando valor aos subprodutos, estão cada vez mais fortalecidos e convincentes. Não queremos apenas a continuidade das operações, mas desenvolver cada vez mais os potenciais, viabilizando economicamente a SIX”, comemorou. 

Jornal Revista

Edição Nº 1418

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