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Terça, 07 Julho 2015 13:20

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina realiza 21 sessões de assembleia entre os dias 08 e 14 de julho para debater uma extensa pauta com a categoria. Como primeiros pontos, o edital traz o debate e aprovação da pauta de reivindicações aprovada na 5ª Plenária Nacional da FUP, a aprovação de assembleia em caráter permanente e a aprovação de estado de greve.

Na sequência da pauta, entram em debate as mobilizações e atos por setores que acontecem entre os dias 14 e 22 de julho, conforme agenda apresentada pela FUP, e a paralisação nacional de 24 horas em todo o sistema Petrobrás no dia 24 de julho. O último ponto em discussão é a deliberação ao desconto assistencial de 2% sobre o salário básico (mês de agosto 1% e setembro 1%), sendo 1% para abono dos funcionários do sindicato e 1% destinado à FUP para campanha nacional “Defender a Petrobrás é Defender o Brasil”.

Confira as datas, horários e locais das sessões de assembleia na tabela abaixo:

BASE

LOCAL

DATA

HORÁRIO

Araucária/PR

Em frente à REPAR / Grupo 5

08/07/2015

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 3 + Administrativo

09/07/2015

07h00

Em frente à REPAR / Grupo 2

09/07/2015

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 1

09/07/2015

23h00

*Em frente à REPAR / Grupo 4

14/07/2015

15h00

Curitiba/PR

Sede do Sindipetro SEDE DO SINDIPETRO PR/SC EM CURITIBA/PR

R. LAMENHA LINS, 2064 - REPAR + Aposentados

10/07/2015

17h30

Biguaçu/SC

Em frente ao TEGUAÇÚ

08/07/2015

14h00

Guaramirim/SC

Em frente ao TEMIRIM

08/07/2015

09h30

Itajaí/SC

Em frente ao TEJAÍ

09/07/2015

07h20

No estacionamento do Ativo de Produção Sul

09/07/2015

14h00

Paranaguá/PR

REGIONAL DO SINDIPETRO EM PARANAGUÁ/PR

R. Odilon Mader, 480 – Estradinha

13/07/2015

18h00

Em frente ao TEPAR/ Administrativo

13/07/2015

07h00

Em frente ao TEPAR /Grupo de Turno

13/07/2015

08h00

São Francisco do Sul/SC

Em frente ao TEFRAN

10/07/2015

12h30

Em frente ao TEFRAN/Grupo de Turno

10/07/2015

15h15

São Mateus do Sul/PR

REGIONAL de SÃO MATEUS DO SUL/PR  SIX + Aposentados

14/07/2015

13h00

Em frente à SIX - Grupo 1

09/07/2015

07h00

Em frente à SIX - Grupo 5

09/07/2015

15h00

Em frente à SIX - Grupo 4

09/07/2015

23h00

Em frente à SIX - Grupo 3 + Administrativo

10/07/2015

07h00

Em frente à SIX - Grupo 2

14/07/2015

07h00

 *Retificado em 07/07/2015

**O Edital de Convocação de Assembleia está disponível no ícone dos anexos abaixo.

Segunda, 06 Julho 2015 14:36

Deliberação foi aprovada por unanimidade pela Plenária Nacional da FUP neste domingo (05) Os petroleiros que participaram da 5ª Plenária Nacional da FUP, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP), aprovaram na tarde deste domingo (05) um amplo calendário de lutas em defesa da Petrobrás e do pré-sal. “A prioridade da categoria petroleira agora é lutar contra o PLS 131 do Serra, que quer entregar o pré-sal às multinacionais, e barrar o plano de desinvestimentos anunciado pela empresa”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Entendendo a gravidade do atual momento político do país e dos ataques que Petrobrás está sofrendo, os petroleiros também aprovaram por unanimidade que a pauta a ser negociada com a estatal durante a campanha reivindicatória tenha por base as propostas apresentadas pela FUP para o Plano de Negócios e Gestão da empresa. “Nós temos que ir pra dentro da Petrobrás discutir o plano de investimentos da empresa e barrar a venda de ativos e os cortes que terão impactos diretos não só para os trabalhadores, como para o desenvolvimento do País”, frisou José Maria, referindo-se às demissões em massa, fechamento de empresas e desmobilização de diversos setores da economia nacional, como indústria naval, produção de máquinas e equipamentos, construção civil, entre outros. “Cabe, portanto, aos petroleiros, metalúrgicos, movimentos sociais, centrais sindicais e outras categorias organizadas defender a Petrobrás e o Brasil do retrocesso que está em curso no País”, destacou o coordenador da FUP, ressaltando a importância da aliança com estes setores, que foi consolidada e fortalecida durante a Plenária Nacional dos Petroleiros. ”Não adianta mais conversar. O governo está quieto, os partidos estão fragilizados e nós vamos fazer o quê? Vamos sentar com a Petrobrás para tratar de questões corporativas, enquanto a empresa está sendo desmantelada e o pré-sal entregue? Não dá para fazermos as duas coisas em paralelo.

Ou conduzimos a campanha reivindicatória ou lutamos para garantir os investimentos da Petrobrás, os empregos, a política de conteúdo nacional e o controle do Estado sobre o pré-sal”, explicou o coordenador da FUP. Os petroleiros aprovaram uma série de mobilizações, inclusive um indicativo de greve, para se contrapor ao plano de desinvestimentos em curso na Petrobrás e também para barrar o PLS 131, do senador José Serra (PSDB/SP), que ameaça alterar o modelo de exploração do pré-sal, retirando da Petrobrás a função de operadora única e acabando com a participação obrigatória da empresa em todos os campos exploratórios. O projeto está na pauta de votação do Senado e corre o risco de ser aprovado já nesta terça-feira,07.

Com o tema “Defender a Petrobrás é defender o Brasil”, a 5ª Plenafup foi realizada em Guararema, entre os dias 01 e 05 de julho, com participação de cerca de 250 trabalhadores, de todos os estados do país. Na sexta-feira, 03, a plenária contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que durante três horas e meia falou para a categoria sobre a importância de se defender a Petrobrás, as conquistas sociais, a soberania e a democracia. Ele reafirmou o seu compromisso com as lutas dos petroleiros, se prontificando a estar junto com a categoria na campanha em defesa da Petrobrás. “Essa luta não é só dos petroleiros, é de quem tem responsabilidade com a soberania desse país", ressaltou o ex-presidente. A diretoria da FUP estará reunida nesta segunda-feira (06) em São Paulo, para discutir os principais encaminhamentos da Plenária Nacional, bem como as ações imediatas em defesa da Petrobrás e do pré-sal.

Fonte: FUP

Domingo, 05 Julho 2015 15:18

Em 2006, a perspectiva de reservas de petróleo para o país era para 19 anos com o investimento dos governos populares, a perspectiva subiu para 178 anos. Mudou totalmente a visão histórica em relação à produção e a autosuficiência do país. Esses foram dados apresentados pelo representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Luiz Dalla Costa, durante a primeira mesa temática deste sábado, 4, cujo tema foi "A Plataforma Operária e Camponesa para Energia". A mesa também contou com a participação do diretor da Federação, Antônio Moraes.

Dalla Costa explicou que na década de 80, as empresas privadas ganhavam no setor energético fornecendo equipamentos e fazendo obras, não geriam a energia que estava nas mãos do Estado. Com a privatização as empresas passaram a se apropriar da energia e a referência para o preço da energia no país passou a ser o preço internacional, cuja matriz energética é o petróleo. Só que a energia no brasil vem da água, que é muito mais barata e torna o setor com superávit.

"Por isso nossa energia é cara! Ela vem da especulação. Hoje o preço da luz está sendo contrário ao crescimento industrial no país" - alerta.

Em 2009 o lucro médio da AES Tietê foi de 48%, cerca de 480 milhões e todo esse lucro foi remetido para o exterior. Nenhuma parcela foi destinada a reinvestimento no sistema energético brasileiro.

Existem diferenças entre as indústrias de geração de energia elétrica e a do petróleo. Porque a indústria do petróleo se constitui a partir de uma luta histórica e de um sentimento nacional muito forte. Com o agravante que o petróleo é um bem findável. Por isso, para Delacosta é necessário organizar a resistência do povo brasileiro, contra a exploração internacional dessa riqueza.

Antônio Moraes, concorda com Delacosta e sugera uma atuação mais intensa do movimento sindical com mobilização e participação da categoria, que precisa entender o momento pelo qual passa o setor petróleo.

Está em jogo a soberania nacional, para Moraes."Nosso desafio é não permitir que aconteça com o petróleo, o mesmo que ocorreu com o ouro, o pau brasil e com o ferro brasileiro. Quando isso acontece, aqui só fica a exploração ambiental, o dano e a exploração do trabalhador" - disse.

Ele explicou, que no país a produção de petróleo no pré sal aconteceu de forma muito rápida, cerca de seis anos. "Em muito pouco tempo, o pré sal será responsável pela produção de 90% do petróleo nacional, por isso para o capital internacional é fundamental flexibilizar a lei" - alertou Moraes.

Segundo o sindicalista, existe uma série de projetos que alteram de alguma forma a Lei de Partilha, entre eles o de José Serra que está para ser votado e quer rever que a Petrobrás seja operadora única. Para ele, esse modelo precisa ser mantido porque com a Petrobrás como operadora única, 75% dos royalties arrecadados serão destinados à Educação e 25% para a saúde dos brasileiros, o que não acontecerá se a operação estiver nas mãos de estrangeiras.

Clique aqui e conheça seis motivos para que o modelo de partilha se mantenha como já aprovado.

Domingo, 05 Julho 2015 15:15

A cada dez adoecimentos do trabalho no Brasil, oito atingem trabalhadores terceirizados. E a cada cinco mortes, quatro são destes trabalhadores com contratação indireta. Atualmente, somente em organizações privadas, 12 milhões de profissionais são terceirizados. No setor público, embora não existam dados precisos, estima-se que este número ultrapasse a 15 milhões.

Estes dados estiveram entre os que foram apresentados pela secretária de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa, em mesa de debate sobre terceirização, na noite de ontem, durante a V Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros(FUP), na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP). A mesa também contou com exposição do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 10a Região (TRT-DF/TO), Grijalbo Fernandes Coutinho. De acordo com Graça Costa, durante muito tempo os sindicatos denunciaram o atraso da CLT e buscaram avanços. Agora, afirma, "a gente precisa defender a CLT, nos mobilizar para garantir o cumprimento de uma lei de 1940", referindo-se às mudanças na legislação trabalhista em curso no Congresso Nacional, entre elas o projeto de lei 4330, aprovado na Câmara, que tramita no Senado como PLC 30/2015.

"Esse projeto é pior do que um que foi enviado pelo governo Fernando Henrique, em 1998, e retirado pelo presidente Lula em 2003. Ele vai liberar a terceirização para todas as atividades. Uma empresa de uma pessoa só, por exemplo, vai poder contratar outra pessoa. E isso inclui associações ou cooperativas. O objetivo não é proteger os terceirizados atuais, mas terceirizar os cerca de 34 milhões de trabalhadores formais do País", explica Costa.

O desembargador Grijalbo Coutinho, um dos membros do Poder Judiciário mais críticos da terceirização, fez um histórico da formação do capitalismo, identificando no Japão do período após a Segunda Guerra Mundial a origem do conceito de terceirização, adotado em seguida pelos Estados Unidos e países da Europa. No Brasil, afirma Coutinho, em razão de uma herança escravocrata, os efeitos da terceirização são ainda mais nocivos.

Segundo ele, em toda a história, a terceirização sempre foi vista como uma forma de reduzir custo com a mão de obra, com o efeito político adicional de fragmentar os trabalhadores, dificultando a organização sindical, por exemplo.

"A terceirização é uma máquina de matar gente trabalhadora", denunciou, também se referindo ao dado de que as mortes no trabalho atingem cinco vezes mais os terceirizados.

A mesa sobre terceirização foi moderada pelos sindicalistas Ubiranei Porto (FUP), Miriam Cabreira (Sindipetro-RS) e Leonardo Ferreira (Sindipetro-NF).

Domingo, 05 Julho 2015 15:11

Nesta sexta-feira (03), durante a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 5ª Plenafup, o Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP divulgou uma carta de repúdio aos adesivos sexistas que circulam na internet, utilizando a imagem da presidente Dilma Rousseff em fotomontagens que simulam cenas de estupro.  “Isso não é manifestação de liberdade de expressão, mas sim a manifestação de um machismo inaceitável com a Presidenta, com as brasileiras, com as mulheres”, destaca o documento, que foi entregue a Lula para que encaminhe diretamente à Dilma.

Na carta, as petroleiras manifestam seu apoio e solidariedade à presidente da República e cobram seu apoio “na defesa da Petrobras e muito duramente, neste momento, do pré-sal brasileiro”. As trabalhadoras também ressaltam que a violência praticada contra Dilma “evidencia que faltam argumentos políticos e embasados em fatos, análises sérias e dados convincentes para respaldar as críticas contra o governo”.

A coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras, Anacélie Azevedo, afirmou que a violência contra Dilma é conseqüência da forma como a direita e os setores conservadores vêm reagindo às políticas públicas de empoderamento das mulheres. “Temos visto esse mesmo ódio em relação aos negros, aos LGBT, crianças e todas as minorias”, destacou.

Leia abaixo a íntegra da carta encaminhada à presidente Dilma:

CARTA DE REPUDIO AOS ADESIVOS SEXISTAS E APOIO À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF
As delegadas e delegados presentes a 5a Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros - PLENAFUP - vem através desta demonstrar nossa indignação e repúdio diante da agressão sofrida pela Presidenta Dilma Rousseff nesta semana. Nossa indignação se dá ao desrespeito a sua função política e como mulher.

Neste momento, circulam peles redes sociais imagens de montagens feitas com o rosto da presidenta Dilma Rousseff, em que ela aparece de pernas abertas. São colados adesivos com essa imagem na entrada no tanque de GASOLINA dos carros, que, quando abastecidos, passam a ideia de que a bomba de gasolina está penetrando sexualmente a figura falsa da presidenta.

Segundo os adeptos dessa aberração machista, a intenção é “protestar” contra o aumento da gasolina. Parece que para eles a melhor analogia para um protesto é um estupro, uma violação sexual que ainda é exibida como se fosse algo engraçado. A penetração, nesse caso, é a punição contra a presidenta, que está sendo “castigada” por ter subido os custos do abastecimento!

Cenas como essa, com certeza, acarretam um desgaste emocional na mulher Dilma. Isso não é manifestação de liberdade de expressão, mas sim a manifestação de um machismo inaceitável com a Presidenta, com as brasileiras, com as mulheres. É discriminatório, pois permite o desrespeito e a discriminação entre os seres humanos. Adesivos como esse corrompem o povo!

Essa prática, que jamais deve ser chamada de protesto, evidencia que faltam argumentos políticos e embasados em fatos, análises sérias e dados convincentes para respaldar as críticas contra o governo Dilma. Porque, sim, é possível criticar o governo atual e até mesmo manifestar revolta sem apelar para misoginia e analogias de estupro.

Essa plenária e em especial as mulheres petroleiras aqui presentes prestam todo apoio e solidariedade a Presidenta Dilma e às mulheres brasileiras vítimas de violência, bem como repudia qualquer ato de violência ou incitação desta, cometido contra as mulheres.
Por fim, pedimos o apoio da Presidenta Dilma na defesa da Petrobras e muito duramente, neste momento, do pré-sal brasileiro. O Petróleo pertence ao povo brasileiro e deve servir a soberania e desenvolvimento do Pais!

03 de julho de 2015, Guararema, São Paulo

Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP

Domingo, 05 Julho 2015 15:08

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou a defesa da Petrobras nesta sexta-feira (3), durante sua participação na 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP). O ex-presidente disse ainda que "se alguém roubou a Petrobras, que pague pelo roubo, mas que os trabalhadores não sejam punidos". A Plenária aconteceu na Escola Nacional Florestan Fernandes do MST em Guararema (SP). "A luta da defesa da Petrobras não é só dos petroleiros. É de quem tem responsabilidade com a soberania desse país", completou.

Lula disse que "se quiserem um brasileiro com orgulho da Petrobras, estou aqui" e sobre a abordagem da imprensa às questões da estatal, afirmou: "a petrobra não é corrupção. É muito mais que isso. O Brasil não é só miséria como querem mostrar. Não queremos que não mostrem as coisas ruins, mas queremos que mostrem a verdade".

O ex-presidente comentou os vazamentos seletivos da Operação Lava-Jato. "O vazamento tem interesse. É para pegar alguém ou acusar um partido. Ou seja, a pessoa só pode ser chamada de ladrão quando provar que éladrão, não pode criminalizar a pessoa antes de ser julgada".

O atual pessimismo na sociedade também foi lembrado no discurso de Lula, que afirmou: "o mau humor hoje não é gratuito. Tem gente que ganha quando cai as ações da petrobras. Eles compram para vender na alta. Acho que tem gente que dá notícia negativa todo dia, para criminalizar o PT e as esquerdas". E rebateu "não há espaço para sermos negativos neste país, é só olhar o que nós éramos e o que somos hoje. Estamos vivendo tempos difíceis, mas vamos consertar. E é isso que a presidenta Dilma está fazendo neste momento".

Ele enalteceu as "boas notícias" que já estão sendo anunciadas. "Dilma já anunciou dois planos importantes, que é o Plano Safra e o Plano de Concessões, vai anunciar programa de investimento na área de energia, setor elétrico. Mais 3 milhões de casas no Minha Casa, Minha Vida, e vai anunciar outras medidas importantes". Lula lembrou também o Plano Nacional de Educação (PNE), que "é o grande programa revolucionário neste país" e afirmou "vamos andar o Brasil defendendo este Plano".

Sobre a redução da maioridade penal recém-aprovada na Câmara, o ex-presidente observou que se trata de uma injustiça. "O que explica que o Congresso queira jogar na costa de meninos de 16 anos a responsabilidade pelo que os governos não fazem?". Lula disse também que a "meninada precisa de oportunidade e não de cadeia".

A intolerância política foi outro tema abordado por ele em sua explanação. Lula ressaltou a necessidade de defender a democracia. "A democracia pressupõe respeitar o espaço do outro. Repartir democraticamernte os espaços públicos. E não pixar com violência a porta da casa do Jô Soares porque ele entrevistou a presidenta".

Para terminar, Lula encorajou os trabalhadores a fazer a disputa política no Brasil. "A luta dos trabalhadores não pode ser eminentemente econômica. Tem que pensar em outras coisas. Tem que defender a empresa, proposta para melhorar a vida da empresa, mas tem de sobretudo defender a democracia deste país, o estado de direito. Porque não foi fácil o que conquistamos até agora. Não podemos abdicar disso"

Domingo, 05 Julho 2015 14:39

Os ataques que a Petrobras vem sofrendo na mídia, a necessidade da solidariedade de classe e unidade em defesa do pré-sal e da soberania nacional pautaram os discursos da mesa de abertura política da V Plenafup, que aconteceu nesta quarta, às 19h na sede da Escola Florestan Fernandes em Guararema, São Paulo com o tema "Defender a Petrobrás é defender o Brasil".

A mesa de abertura contou com as presenças da representante da Escola Nacional Florestan Fernandes e membro da direção nacional do MST, Rosana Fernandes; o diretor do Sindicato Unificado de São Paulo - Gustavo Marsaioli, presidente de honra do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti,Representante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Luiz Delacosta, Via Campesina, Romário Ronceto, o Presidente da Confederação Nacional dos Metalurgicos - Paulão ; o Presidente da CUT - Wagner Freitas, pela Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - Divanilton Pereira, representando a Federação ùnica dos Petroleiros na época da greve de 95, Humberto Carvalho, representando a CNRQ, Cibele Isidoro, o representante dos trabalhadores no CA da Petrobrás, Deyvid Bacelar, o coordenador da FUP, José Maria Ferreira Rangel.

Antes dos discursos, os militantes do MST e estudantes da escola fizeram uma mística emocionante com cânticos e danças empunhando bandeiras que remetiam a unidade dos trabalhadores do campo e da cidade. A representante da Escola Nacional Florestan Fernandes e membro da direção nacional do MST, Rosana Fernandes, agradeceu a categoria petroleira pelo legado que vão deixar na escola, através de reformas que eram urgentes e necessárias para a escola. Ao término da apresentação, o canto da Internacional Socialista uniu todas as vozes presentes na Plenária.
Também foi lida uma saudação do Deputado Federal do PCdo B, Davisson Magalhães, da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás.

O Presidente da CUT, Wagner Freitas, disse que veio na Plenária para lavar a alma. Se disse muito feliz em estar no MST e da parceria com a CUT." Temos que nos orgulhar pelo que fizemos no Brasil nos ultimos 12 anos, porque o mundo se orgulha disso. O que construímos sob ponto de vista de conscientização da classe trabalhadora e da repartição social nunca foi vista antes.

A respeito da defesa da Petrobrás e do pré-sal, Wagner Freitas disse que ela é fundamental. "A disputa pelo controle do petróleo e gas no mundo está em jogo com o projeto do José Serra. Está em jogo a nossa soberania nacional. Fazer greve pelo pré-sal não é greve é luta de classes" - afirmou.
O Coordenador da FUP, José Maria Rangel, foi o último a discursar. Zé Maria explicou qual a Petrobrás que a categoria tem que defender agora. " Quando falamos em defender a Petrobrás, falamos da Petrobrás que um operário ousou transformar em uma dasa maiores empresas de energia do mundo. Nós amamos essa empresa. Nossa camisa laranja, todos querem ter. Temos que ter orgulho de usá-la" - afirmou. Lembrou que o inimigo é perigoso, mas não suporta a força da categoria petroleira.

O resgate do papel da categoria precisa ser resgatado. "Temos companheiros que não se veem mais como operários, por conta de todos ganhos que a categoria obteve nos últimos governos.Nossa tarefa é mostrar que nosso DNA é de trabalhador! É preciso entender que nossa pauta é unica: a defesa da Petrobras e do Brasil ou entendemos isso ou deixaremos a Petrobras ser entregue sem luta" - disse. Prontamente o plenário respondeu: " - Jamais!"

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Edição Nº 1418

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