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Segunda, 31 Dezembro 2018 20:17

Desde que assumiu a presidência do país através de um golpe, Temer sangrou direitos trabalhistas e sociais, limitou os investimentos públicos pelos próximos 20 anos e aproximou o Brasil de volta ao mapa da fome.

Sexta, 25 Maio 2018 19:32

Temer e Parente desmontam a indústria nacional do petróleo e deixam brasileiros à mercê do mercado internacional.

Quarta, 23 Agosto 2017 19:21

O anúncio da privatização da Eletrobras, além de crime de lesa-pátria, é um imoral arranjo do governo Temer para reduzir o rombo bilionário que impôs ao Estado brasileiro na tentativa de se sustentar ilegitimamente no poder. A mídia saudou a notícia com estardalhaço, fazendo coro à euforia do mercado financeiro. A Bolsa de Ações disparou e atingiu o maior índice dos últimos anos. Os setores que apoiaram o golpe comemoram e cobram a conta completa: querem a Petrobrás, os Correios, os bancos públicos nas mãos do mercado.  

 

Privatizar a maior empresa de energia da América Latina é entregar ao mercado internacional a soberania energética do país, na contramão do que fazem as grandes nações. A receita é a mesma que vem sendo aplicada no Sistema Petrobrás. Assim como a estatal de petróleo brasileira, a Eletrobras já vem passando por um processo intenso de desmonte, com a venda em pedaços da companhia, concessão de usinas hidrelétricas, desinvestimentos e planos de incentivo à saída dos trabalhadores.

 

Também como já estão fazendo com a Petrobrás, o objetivo é quebrar a integração do sistema e entregar às multinacionais o controle da logística do setor elétrico. Essas empresas receberão pronto, sem custo algum, toda a estrutura construída ao longo de décadas de investimentos por parte do Estado.

 

Um patrimônio público, de um setor fundamentalmente estratégico, que será apropriado a preços vil pelos mesmos grupos econômicos que já conseguiram tirar da Petrobrás o protagonismo na exploração e operação do pré-sal e estão prestes a se apossarem de toda a infraestrutura da petrolífera brasileira, se não reagirmos enquanto ainda temos chances.

 

Só a resistência da classe trabalhadora e dos setores organizados da sociedade será capaz de defender o Estado desse desmonte que o golpe impôs ao povo. O que está em xeque é a soberania nacional, o futuro das próximas gerações de brasileiros. Temos o dever de impedir os crimes de lesa-pátria do desgoverno Temer. 

 

Via FUP

Quinta, 02 Março 2017 13:17

Leia a nota da FUP sobre a decisão do governo Temer de alterar as regras de conteúdo local para o setor de óleo e gás:

 

A FUP falou, a FUP avisou

 

Mesmo com a chiadeira das Federações e associações de indústrias, que nas últimas semanas entraram em campo às pressas para tentar impedir o desmonte da política de conteúdo local, o governo Temer sacramentou o que a FUP e seus sindicatos já vinham alertando: o compromisso dos golpistas é com o capital internacional. Depois de liberarem a operação do Pré-Sal para as empresas estrangeiras, acabando com a participação mínima da Petrobrás nos blocos exploratórios, agora reduziram em 50% a exigência de conteúdo local para a contratação de equipamentos e serviços pela indústria de petróleo.

 

As novas regras valerão para as próximas licitações da ANP e beneficiarão diretamente as multinacionais petrolíferas que poderão contratar bens e serviços no exterior, gerando renda e emprego em seus países de origem, às custas da exploração do nosso petróleo. A Fiesp, a Firjan e outras entidades empresariais que apoiaram o golpe colhem o que plantaram. No rastro do desmonte da Petrobrás e da entrega do Pré-Sal, a indústria nacional é a maior impactada, gerando um efeito cascata sobre os trabalhadores e o povo brasileiro, que sofrem com o desemprego e a recessão imposta pelos golpistas.

 

Desde o início do processo de impeachment da presidente Dilma, os petroleiros afirmavam que o objetivo do golpe era escancarar todo o setor petróleo para as empresas estrangeiras. As multinacionais sempre deixaram claro que queriam se apropriar não só do Pré-Sal, como de toda a sua cadeia produtiva.

 

Aviso não faltou. A FUP cansou de alertar que os ataques contra a Petrobrás tinham como pano de fundo a entrega do Pré-Sal e refletiriam diretamente sobre a indústria nacional, gerando desemprego em massa e o esvaziamento tecnológico da cadeia produtiva do setor de óleo e gás.

 

No documento Pauta pelo Brasil, uma série de alternativas que os petroleiros apresentaram em 2015 para que a Petrobrás supere a crise sem ter que abrir mão de ativos e investimentos estratégicos, a FUP destaca a importância de uma reserva significativa de conteúdo local nos contratos firmados pela empresa.

 

As propostas dos trabalhadores chegaram a ser discutidas com a área estratégica da Petrobrás e a própria direção da empresa, após a greve de novembro de 2015, onde os petroleiros pararam suas atividades por mais de dez dias em protesto contra a redução de investimentos e o anúncio na época de ativos que seriam colocados à venda.

 

A Pauta pelo Brasil tem um capítulo inteiro dedicado ao fortalecimento da política de conteúdo local, que se mostrou positiva tanto para a indústria nacional, quanto para a própria Petrobrás, que, ao adquirir máquinas e equipamentos no Brasil, passou a ter acesso à assistência técnica local e maior segurança na garantia de fornecimento, com acompanhamento da fabricação desses bens e mais independência em relação à política externa.

 

No documento, são elencados os ganhos que o conteúdo local trouxe para o país, como maior geração de empregos e renda, diversificação e crescimento sustentável da economia, desenvolvimento da capacidade produtiva local, ambiente seguro para atração de investimentos e, consequentemente, aumento da arrecadação de impostos.

 

A FUP também propõe mudanças para aperfeiçoar a política de conteúdo local, como premiação para as iniciativas que buscam o aumento do nível de nacionalização dos equipamentos e alternativas para que as punições aplicadas às empresas que descumprem os índices exigidos não gerem uma “indústria de multas” que em nada contribui para o fortalecimento da indústria nacional. Essas e outras propostas da Pauta pelo Brasil podem ser acessadas aqui.

 

Os petroleiros seguirão na luta em defesa do Sistema Petrobrás e de uma política afirmativa para a indústria nacional, pois entendemos que as exigências de conteúdo local para o setor petróleo são fundamentais na geração de emprego e renda para o povo brasileiro, bem como para o desenvolvimento tecnológico do nosso país. Enquanto os empresários que hoje criticam as medidas do governo apoiavam o golpe, a FUP e seus sindicatos estavam nas ruas defendendo a democracia e a soberania nacional. Nós avisamos que a conta do pato seria alta e atingiria toda a nação brasileira. 

 

Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 2017

 

Federação Única dos Petroleiros

Quarta, 30 Novembro 2016 16:48

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) recebeu com desconfiança a notícia da assinatura de acordo de cooperação entre os governos de Michel Temer (PMDB) e da Noruega no setor de petróleo e gás. A cooperação foi discutida em reunião na última semana, entre o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), e o ministro do Petróleo e Energia da Noruega, Tord Lien.

 

De acordo com a assessoria de imprensa de Kassab, foi constituído um grupo de trabalho vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, além de setores da pasta das Minas e Energia (MME) e das Relações Exteriores (MRE), para estreitar a cooperação sobre o setor. "Este momento é uma nova fase na relação entre os países com um forte vínculo na área de ciência e tecnologia", avaliou o ministro, conforme nota oficial.

 

O ministro das Minas e Energia, Paulo Pedrosa, que participou do encontro, destacou, conforme a assessoria, seu desejo de que "o Brasil, além de desenvolver sua indústria de petróleo e gás, possa exportar serviços e componentes. Isso está exigindo do governo repensar suas políticas para que o setor de energia possa melhor contribuir para o desenvolvimento e a criação de empregos no país."

 

Para o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, a Noruega tem expertise reconhecida internacionalmente na área de segurança e de saúde no trabalho, que resultam em menores números e acidentes, mas que esse não parece ter sido o tema central do acordo. "Se tivéssemos a certeza de se tratar disso, eu estaria radiante", disse.

 

Outros pontos que a Petrobras tem a aprender com os noruegueses, segundo Rangel, é o desenvolvimento da cadeia industrial para o setor, e a conversão da riqueza do petróleo em melhores condições de vida para a população.  "Vínhamos dando nossos primeiros passos, tímidos, a partir do marco legal de 2009, que coloca em seu conteúdo a produção local em toda a produção, e que o atual presidente (Pedro Parente) quer acabar. E eles têm um fundo soberano, que transfere recursos do petróleo para investimentos sociais."

 

No entanto, o dirigente da FUP acredita que o acordo, não revelado em detalhes, possa ser favorável apenas à Noruega ao incluir transferência de conhecimento brasileiro. "Com frequência a Petrobras e seus técnicos são premiados pela tecnologia desenvolvida na exploração de petróleo em águas profundas. E a Petrobras vence cada desafio que se coloca", destacou.

 

Para Rangel, esse aspecto é relevante num momento em que a produção norueguesa está em declínio e a Statoil tem adquirido campos em diversas partes do mundo, como fez recentemente, comprando 60% do campo brasileiro de Carcará no final de julho.

 

"Temos de estar com um olho no peixe e outro no gato. Troca de conhecimento é muito comum no setor. Mas entendemos que todo acordo só é bom quando beneficia as duas partes. E seria ingenuidade acreditar nas intenções dessa atual administração, desse governo golpista. Vamos seguir fiscalizando."

 

 

De acordo com o governo, as conversações tiveram início em 2013, quando Brasil e Noruega criaram uma força-tarefa para traçar estratégias para o século 21. Em 2015, a agência fomentadora de pesquisa brasileira Finep lançou edital para apoiar parcerias entre empresas e instituições de pesquisa entre os dois países para o desenvolvimento de tecnologias no setor de petróleo e gás. Foram aplicados R$ 5 milhões em subvenção econômica por parte da Finep e cerca de R$ 4,4 milhões em recursos não reembolsáveis por parte do Conselho de Pesquisa Norueguês para projetos em tecnologias submarinas, recuperação avançada de petróleo e tecnologias ambientais.

 

 

Via Rede Brasil Atual

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Edição Nº 1418

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