Mostrando itens por tag: SMS
Quinta, 07 Abril 2016 17:50

Nesta quarta-feira, 06, a FUP enviou documento à Petrobrás, cobrando a suspensão do Plano de  Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), enquanto a empresa não cumprir a Cláusula 91 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que garante a manutenção de "um fórum corporativo para discutir questões envolvendo o efetivo de pessoal".

 

Sem qualquer discussão com o movimento sindical, a Petrobrás quer dispensar 12 mil trabalhadores, "independente de idade e tempo de empresa", como comunicou ao mercado.

Em um intervalo de apenas dois anos, a companhia pretende eliminar cerca de 20 mil postos de trabalho, enquanto os petroleiros sofrem no dia-a-dia com jornadas extenuantes, em função das dobras e multifunções geradas pela redução de efetivos.

 

O resultado dessa política equivocada é um acidente atrás do outro, que, quando não mata, mutila e adoece.

 

Em 2014, quando a Petrobrás abriu a primeira edição do PIDV, que resultou na saída de 6.254 funcionários (outros 1.055 inscritos deixarão a empresa até maio de 2017), a categoria ficou ainda mais vulnerável aos riscos de acidentes, em função das já precárias condições de segurança. Foram 15 óbitos por acidentes de trabalho só naquele ano.

 

De lá para cá, já tivemos mais 21 mortes de trabalhadores em acidentes na Petrobrás, sem que a empresa aponte mudanças em sua política de SMS, se recusando a discutir efetivos, como asseguram o Acordo Coletivo e a NR-20, que determina que "empregador deve dimensionar o efetivo de trabalhadores suficientes para realização das tarefas operacionais com segurança". A Norma garante que os critérios e parâmetros para esse dimensionamento sejam discutidos com as representações dos trabalhadores e documentados pela empresa.

 

A Petrobrás não só descumpre o que garante a lei e o ACT, como volta a afrontar a categoria com mais um PIDV de custos bilionários nesse período de crise.

 

Fonte: FUP

Terça, 02 Junho 2015 19:39

Nº 1351

Segunda, 18 Maio 2015 14:09

Nº 1350

Quarta, 22 Abril 2015 15:17

Nº 1348

Quinta, 09 Abril 2015 17:49

Nº 1347

Terça, 31 Março 2015 14:05

Nº 1346

Terça, 24 Março 2015 19:59

Na última quarta-feira, 18, a FUP voltou a se reunir com a Comissão de SMS da Petrobrás. Na reunião, a Federação voltou a reiterar que a política de SMS da empresa, no planejamento parece perfeito, mas na prática é uma catástrofe que não condiz com a realidade das atividades operacionais da empresa. A gestão de SMS da Petrobrás, além de não dialogar com os executantes que de fato estão expostos a todos os tipos de riscos, continua negligenciando o sucateamento das plataformas e demais unidades da empresa. Pra exemplificar, a Federação citou o último acidente fatal ocorrido na plataforma Cidade São Mateus, no Espírito Santo, onde morreram 9 trabalhadores e 26 ficaram feridos. Após a grande apresentação do plano de redução de acidentes do setor de SMS da empresa, a Federação foi bem clara ao afirmar que a Petrobrás tem tudo, menos vontade politica de revolucionar a gestão de SMS da companhia.


Intolerância ao Benzeno
“Não há limite seguro para a exposição ao benzeno.Na intoxicação pelo benzeno não há definição estabelecida quanto à dose-dependência para sua ação cancerígena. Não há dose mínima para que haja a ação cancerígena, não possuindo, portanto, limite seguro de exposição. Esta afirmação pode ser encontrada na Legislação Brasileira, na Legislação da União Europeia , em documento da NIOSH (1994) e no texto da Agency for Toxic Substances and Disease Registry (ATSDR, 2000). Esta é a agência federal dos Estados Unidos para o registro de substâncias tóxicas e doenças.”

Com base na legislação brasileira, a FUP e seus sindicatos também cobraram o cumprimento imediato do Decreto 8.123/2013, que estabelece o direito à aposentadoria especial aos trabalhadores expostos a agentes nocivos, químicos, biológicos ou a associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física.

A resposta da Petrobrás para esta questão foi totalmente negligente, já que mesmo diante de comprovações científicas e da vasta legislação que rege os direitos dos trabalhadores expostos ao benzeno, os responsáveis pela Segurança e Saúde dos trabalhadores da maior empresa do país, junto à sua assessoria jurídica, foram claros ao afirmar que "... todos sabem que há duas interpretações nesta matéria, a empresa interpreta que vale o critérioquantitativo.” A FUP considera essa resposta ofensiva e uma negação absurda à legislação vigente, que se traduzirá em doenças e mortes de trabalhadoras e trabalhadores, além de causar um enorme passivo nos cofres da Petrobrás, ou seja, uma irresponsabilidade criminosa.

Apesar da perplexidade gerada pela resposta da Petrobrás, a FUP também cobrou o registro imediato nos PP´s- Perfil Profissiográfico Previdenciário dos agentes reconhecidamente cancerígenos, como reforça e esclarece o Memorando-Circular Nº 2 - 2015/DIRSAT/INSS, com base em avaliação apurada na forma qualitativa, sobretudo o Benzeno. Outra exigência da Federação foi a regularização junto à Receita Federal, do exercício das atividades em condições especiais que possam requerer aposentadoria especial, recolhendo a contribuição adicional destinada ao financiamento das aposentadorias especiais de seus empregados.

É escandalosa a resistência de alguns gestores da Companhia em expor o verdadeiro ambiente de trabalho que, ao ser revelado, exigiria a imediata revisão da política de gabinete da SMS, cujo esforço atual se resume a criar uma exagerada burocracia e  barreiras jurídicas eficazes de proteção legal a eles próprios. Isso se comprova durante as investigações de acidentes, quando o primeiro ato dos gerentes é despejar na mesa todos os procedimentos que, segundo eles, caso fossem seguidos à risca, não haveriam acidentes, transferindo toda a responsabilidade para os trabahadores.

Confira os outros pontos de pauta:

• Dar ampla publicidade à documentação de dimensionamento de efetivo, como obriga a NR-20.

• Revisão da grade dos exames periódicos com participação da FUP e Sindicatos.

• Implementar de imediato o SAR - Serviço Aéreo de Resgate.

• Enquadrar os catalisadores catalíticos emitidos para a atmosfera como agente tóxico contaminado por metais pesados, e não como simples particulados.

Fonte: FUP

Segunda, 22 Setembro 2014 20:09

A diretoria da FUP autorizou a Secretaria de Saúde, Segurança e Meio Ambiente a instalar o Coletivo Nacional de Saúde e Segurança da Federação. Como atividade inaugural, dia 16 de setembro, na sede da FUP, aconteceu o primeiro Encontro dos militantes petroleiros na área de saúde e segurança. A atividade teve como propósito a revisão da pauta de SMS; reavaliar as estratégias e prioridades; ampliar as parcerias para o confronto necessário; estimular e qualificar a atuação nos espaços formais e informais em defesa da saúde do trabalhador.

Como metodologia de trabalho, o Coletivo elegeu seis eixos temáticos: Organização Interna; Legislação; Previdência; Acordo Coletivo de Trabalho; Espaços Tripartites e Saúde Pública.

Redução do EFETIVO PRÓPRIO - questão central
Entre as inúmeras questões debatidas pelo Coletivo, sem dúvida, o destaque foi para a política de redução do efetivo próprio e a sua relação direta com os acidentes e doenças ocupacionais. Todos se manifestaram indignados sobre o anúncio pela Companhia de um concurso público que sequer atenderá o impacto do Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV).

Jornal Revista

Edição Nº 1418

Veja Todos os Jornais

TV Sindipetro