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Quarta, 29 Maio 2019 14:16
A FUP e seus sindicatos estarão em Brasília na quarta-feira, dia 29, para o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás. O evento ocorrerá na Câmara dos Deputados, onde serão apresentados dados sobre a importância da companhia e os riscos para a soberania nacional com o processo de desmonte e privatização, em especial das refinarias, dos dutos e do pré-sal.
 
 
Como parte da programação, às 9h, será realizado o debate Papel do Estado e Empresas Públicas, no Hotel San Marco (inscrições: publiccomite@gmail.com) e às 15h, será lançado o livro “A Importância do Refino para a Petrobrás e para o Brasil”, no auditório Freitas Nobre.
 
 
Desmonte em curso
 
Nesta segunda-feira, 27, a Petrobrás colocou à venda 27 campos maduros terrestres no Espírito Santo. A companhia já anunciou, também, o início do processo de venda de oito refinarias, da rede de postos no Uruguai, a redução no capital da BR Distribuidora, a saída do setor de termelétricas, diminuição nos investimentos em energia limpas e a venda Transportadora Associada de Gás (TAG), além de já ter se desfeito de campos de petróleo e gás natural em todo o país.
 
 
No mês passado, a estatal alienou 34 campos de produção terrestres no Rio Grande do Norte e metade dos direitos para exploração e produção no campo de Tartaruga Verde, na bacia de Campos. A empresa pretende vender também a Liquigás, entre outros ativos.
 
 
Diante desse quadro, mais do que nunca é prioritário que a sociedade saiba o que está ocorrendo com a maior empresa brasileira, e se envolva na defesa dos recursos energéticos brasileiros, da soberania e do pré-sal, que está sendo entregue na bacia das almas.
 
 
via FUP
Sexta, 11 Setembro 2015 14:46

A audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (10), na Câmara Municipal de Curitiba, lançou a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás. A carta que propõe a composição obteve a adesão de cinco vereadores. Além da proponente (Professora Josete – PT), o documento foi assinado por Pedro Paulo e Jonny Stica, ambos do PT, Paulo Salamuni (PV) e Helio Wirbiski (PPS). O protocolo deve acontecer na próxima semana, pois depende de no mínimo nove assinaturas, conforme regulamento da Casa. De acordo com a Professora Josete, outros seis parlamentares já se comprometerem a aderir à carta.

 

O presidente da Câmara, Ailton Araújo (PSC), abriu a audiência. “Dependemos do petróleo até para a energia elétrica. A Petrobras não pode ser de grupos, tem que ser do povo. Quem tem o controle do petróleo tem a soberania. Por isso esse evento é em defesa da soberania nacional”, afirmou.

 

Na sequência, a Professora Josete disse que a ampliação da Frente Parlamentar depende de mobilização e debate. “A Petrobrás é de valor inestimável e um patrimônio do povo brasileiro”.  Paulo Salamuni, por sua vez, fez duras críticas ao modo como o país trata do combate à corrupção. “No Brasil temos um problema que se você tem um vírus, corta-se a cabeça. Levaram tudo do Banestado, roubaram até o jarro, e depois foram lá e venderam o banco. Se temos problemas na Petrobrás, vamos atrás para resolvê-los, não vamos cortar a cabeça para curar esse vírus”, argumentou. “Corrupção é um mal endêmico e temos que combatê-lo. Esta casa tem o dever de defender o patrimônio do povo”, completou.

 

Presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge), Carlos Roberto Bittencourt afirmou que defender a Petrobrás é uma luta contínua. “A corrupção deve ser apurada e todos os culpados devem ser punidos, mas não é por isso que temos que entregar a estatal para o capital estrangeiro”.

 

O deputado estadual Tadeu Veneri, responsável por criar a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás na Assembleia Legislativa do Paraná, disse que a Petrobrás e o pré-sal são importantes para construir o país que queremos e para as gerações futuras.

 

Segundo o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, a defesa da Petrobrás, do pré-sal e do fundo soberano são fundamentais para a educação brasileira, que precisa dar um salto de qualidade a passos largos nos próximos anos. “Sem financiamento e recursos adequados, não tem como oferecer uma educação de qualidade. A Petrobrás e o pré-sal são imprenscindíveis para cumprir com a meta do Plano Nacional de Educação de aplicar 10% do PIB até 2023”.

 

Para Mário Alberto Dal Zot, presidente do Sindipetro PR e SC, os petroleiros são os primeiros impactados pelas ofensivas que tentam destruir a empresa para colocar as riquezas nacionais nas mãos do capital internacional, mas a sociedade toda sofre. “Os desinvestimentos previstos no novo Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás geram reflexos na economia do país, pois a Petrobrás sozinha responde por 13% do PIB”. Sobre os projetos de lei que tentam diminuir as operações da Petrobrás no pré-sal, Mário os classificou como “oportunistas”. “A Petrobrás desenvolveu tecnologia e contraiu dívidas para viabilizar a exploração do pré-sal e agora oportunistas, como o senador José Serra (PSDB), querem tirar o direito da empresa ser a operadora exclusiva”.

 

Com relação a Operação Lava Jato, Mário lembrou que “o combate a corrupção sempre foi uma pauta dos trabalhadores. Queremos que tudo seja investigado e os culpados sejam punidos e devolvam os recursos desviados. Porém, tenho convicção de que há por trás disso tudo o interesse nas riquezas do pré-sal que o Brasil descobriu, que representam mais de US$ 9 trilhões. Foi a maior descoberta de petróleo dos últimos vinte anos no mundo”, destacou.

 

O coordenador geral do Sindiquímica-PR, Gerson Castellano, apontou que 40% dos últimos conflitos mundiais se deram por conta do petróleo. “Países são invadidos e governos, depostos. Aqui no Brasil temos uma oposição que faz o trabalho de tentar entregar nosso petróleo”. Para ele, o país não deve focar apenas na extração. “Temos que transformar o petróleo em diversos produtos para agregar valor. É o nosso passaporte para o futuro e os recursos devem ser investidos principalmente em saúde e educação”.

 

A audiência pública contou com a participação de movimentos sociais e estudantis, além de representantes de outros sindicatos e da Central Única dos Trabalhadores.  

Segunda, 13 Julho 2015 20:33

Petroleiros, petroquímicos, professores, estudantes, militantes de movimentos sociais e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) na tarde desta segunda-feira (13) para acompanhar o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás.

O objetivo da Frente Parlamentar é fortalecer a luta contra a venda de ativos e os cortes de investimentos anunciados pela empresa, o chamado plano de desinvestimentos, assim como barrar os projetos que visam alterar o modelo de partilha do pré-sal, a exemplo do Projeto de Lei do Senado (PLS) Nº 131, de autoria do senador José Serra (PSDB/SP).

A iniciativa surgiu do Sindipetro e Sindiquímica e foi viabilizada através mandato do deputado Tadeu Veneri (PT). Os parlamentares e movimentos entendem que é necessário fazer a Petrobras recuperar o seu papel de indutora de uma cadeia de trabalho, tecnologia e produção. “Estamos iniciando uma caminhada para construir a Frente em Defesa da Petrobrás e do pré-sal. Temos que esclarecer à sociedade o que significa a estatal petrolífera e o pré-sal para o desenvolvimento do país. A defesa da Petrobrás é uma ação necessária e urgente”, afirmou Tadeu Veneri.

Silvaney Bernardi, secretário de saúde da FUP e dirigente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, fez uma apresentação aos parlamentares e público presente sobre o petróleo e a Petrobrás. “Quando Getúlio Vargas criou a lei do petróleo e instituiu a Petrobrás, ele estabeleceu o monopólio estatal do petróleo na exploração, produção, refino e transporte do petróleo no Brasil. Em 1998 Fernando Henrique Cardoso flexibilizou a lei e acabou com o monopólio estatal porque acreditava haver muito risco exploratório. Mesmo com a quebra do o monopólio e abertura de mercado, a Petrobrás é responsável por 95% da produção nacional. Com o advento do pré-sal, o presidente Lula estabeleceu a Lei da Partilha, na qual a Petrobrás deve ser operadora exclusiva com participação mínima de 30% nas reservas. Em apenas 8 anos, a empresa atingiu a marca de produção de 800 mil barris por dia no pré-sal, algo inédito no mundo, melhor, com o custo de US$ 9 o barril, bem abaixo da média mundial de US$ 15”, destacou.

Bernardi ainda criticou o PLS 131, de autoria do senador José Serra (PSDB/SP). “A proposta do tucano retira da Petrobrás a condição de operadora única dos poços e abre o pré-sal para o mercado privado. As empresas tiveram 20 anos para investir no setor petróleo brasileiro e não o fizeram. Agora, com a qualidade e quantidade de óleo das reservas do pré-sal, estão querendo colocar as mãos no nosso petróleo. Mudar a lei da partilha significa retirar verbas do fundo social que aplica recursos em saúde e educação”, alertou. Sobre o difícil momento que a Petrobrás atravessa, Bernardi foi enfático. “A crise da Petrobrás é conjuntural e não estrutural, mesmo neste cenário adverso continuou investindo e quebrando recordes de produção e ganhando prêmios internacionais pela tecnologia desenvolvida. Tem que ficar claro que os agentes investigados, que levaram a mídia a colocar a empresa no olho do furacão, não tem nada haver com o corpo técnico da empresa. A Petrobrás continua com credibilidade internacional para captar recursos e com grande capacidade de realização”.

O próximo passo da Frente é a realização de uma audiência pública na Alep, prevista para acontecer após o recesso parlamentar de julho.

Sexta, 10 Julho 2015 19:15

Será na próxima segunda-feira (13), às 14h30, no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)

Quarta, 25 Março 2015 19:54

Começou na tarde desta quarta-feira, 24, o relançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás. A solenidade começou às 17h, com a participação de diversos petroleiros do Norte Fluminense e Duque de Caxias, que foram em caravanas à Câmara dos Deputados, em Brasília. Além da direção da FUP, também estão presentes representações dos petroleiros de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraná. Movimentos sociais como MST, MAB, MPA e movimentos estudantis também se somaram aos petroleiros e lotaram o plenário da Câmara.

O objetivo principal da Frente é tentar separar duas pautas: a referente à apuração dos crimes de corrupção e a empresa em si, segundo o deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA), que também é presidente do colegiado.

“A Petrobrás não se confunde com corrupção e é um símbolo nacional. Queremos levantar no Congresso, além do debate sobre Operação Lava Jato e apurações sobre denúncias, que existe uma outra Petrobrás que não é necessariamente a empresa envolvida nesses escândalos”, afirmou o deputado.

O Coordenador Geral da FUP, José Maria Rangel, também fez uma saudação aos presentes e afirmou que os petroleiros não vão deixar que sucateiem a Petrobrás ou façam chacota da maior empresa do Brasil.

"Os momentos de crise também servem como grandes oportunidades, basta que cada um de nós saiba fazer a leitura correta dessas oportunidades. Uma delas, por exemplo, é a de podermos observar que os poderes legitimamente constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário), tem de fato, a capacidade de funcionar com a independência que o nosso povo tanto clama. Isso sem se deixar levar por aquele que se acha o quarto poder, sem nunca ter sido eleito democraticamente para isso, que é a mídia golpista do nosso país." afirmou José Maria.

O coordenador da FUP também ressaltou a importância da categoria retomar o debate sobre a Petrobrás com toda a sociedade. "É bom que todos saibam que quando chegamos à empresa em 2002, a nossa empresa se encontrava na UTI, pronta pra descer os sete palmos. Essa é a Petrobrás que eles criaram e tanto defendem e, que nós, tivemos a competência de transforma-la numa das maiores empresas do mundo, e quando eu digo nós, eu falo do conjunto de todos os brasileiros e brasileiras", enfatizou o coordenador da FUP.

Até o momento, a Frente que tem parlamentares do PT, PCdoB, PSOL, PSB, PDT e PMDB, já teve adesão de 210 deputados e 42 senadores.

Fonte: FUP

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Edição Nº 1418

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