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Terça, 08 Janeiro 2019 17:45

Após 47 anos de operação, a Unidade de Ureia da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia é parada pela equipe de operação. Às 14:11h do dia 04 de janeiro de 2019, caiu o último grão de ureia, que começou a ser fabricada no Brasil no dia 14 de outubro de 1971.

 

A alegação da Petrobras é que necessita formar um estoque de hibernação de 21.500 toneladas de amônia, e como a planta de amônia passa por dificuldades de operação por falta de manutenção, opera a baixa capacidade (63%). Como a essa capacidade a planta de ureia absorve toda a produção de amônia, não é possível formar estoque excedente até o dia 31/01/19, data prevista para parada total da fábrica e início do fornecimento temporário aos clientes de amônia.

 

Com isso, segundo a Petrobrás, não restou outra solução a não ser antecipar a hibernação da planta de ureia.

 

A falta de manutenção também atinge a FAFEN-SE que, com paradas sucessivas de emergência por problemas no sistema de segurança, trip na fornalha, falha das B-101BJ e B-101BJA (esta última mantém a FAFEN-SE parada desde 01 de janeiro), não consegue complementar o estoque de amônia da fábrica na Bahia.

 

O fato é que a iniciativa de hibernar é justamente o que está trazendo prejuízo às fábricas, já que a Petrobras não quer investir na troca de catalisador saturado em Camaçari-BA, nem nas bombas 101 de Laranjeiras-SE. Sem manutenção, as plantas não produzem, gerando prejuízo.

 

Não se sabe se a Planta de Ureia ainda voltará a operar algum dia, mas o passo dado hoje pela Petrobrás pode marcar o início de um período bastante preocupante, não só para a força de trabalho das FAFENs, mas para toda cadeia produtiva da região, além de comprometer a soberania nacional e a segurança alimentar do povo brasileiro, como denunciou o Sindipetro em março de 2018 (relembre aqui).

 

 

FUP

 

Terça, 10 Abril 2018 14:39

Será na próxima quinta-feira (12), às 19h00.

Quarta, 28 Março 2018 16:51

Em reunião no Congresso Nacional nesta terça (27), o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, anunciou a suspensão do fechamento das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe. A medida deve durar por pelo menos 120 dias, a contar a partir de 30/06/2018.

 

Durante esse período, um Grupo de Trabalho (GT) formado por representantes da Petrobrás, da FIEB, da FIES, dos Governos Estaduais da Bahia e de Sergipe, além de representantes dos trabalhadores, deve buscar alternativas que viabilizem a manutenção das fábricas em operação.

 

A decisão veio após uma série de atividades sindicais e articulações políticas do Sindipetro Bahia. No sábado (19), foi feita a denúncia no site do sindicato, repercutida pela mídia e pelos meios político e empresarial. Na semana seguinte, foram realizadas duas Audiências Públicas (Camaçari e Dias D’ávila), além de reunião com o Diretor da Petrobrás, Jorge Celestino. 

 

Os Governos da Bahia e de Sergipe, juntamente com parlamentares das bancadas no Congresso Nacional, elevaram a pressão contra o fechamento das FAFENs, o que fez a Petrobrás recuar até novembro.


O Sindipetro orienta os trabalhadores a não se inscreverem no Mobiliza, a adesão a esse programa fortaleceria o argumento da empresa pelo fechamento das fábricas. A estratégia é mobilizar as pessoas para outras unidades e, assim, desmobilizar as FAFENs.

 

Seguiremos na luta por uma Petrobrás nacional, forte e integrada. Assim, cresce nossa responsabilidade por elegermos legítimos representantes do povo e dos interesses nacionais brasileiros nas eleições de outubro.

 

[ Via Sindipetro Bahia]

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