Sexta, 08 Julho 2022 16:32

Greve na TestOil escancara a precarização do trabalho terceirizado na Repar

Trabalhadores da terceirizada cruzaram os braços após falta de pagamento de salários. Gestão da refinaria recorre aos empregados próprios para manter os serviços.

 

 

Baixos salários, pouco treinamento, alta rotatividade e constantes atrasos nos salários fazem parte da realidade de quem trabalha para a TestOil, empresa que presta serviços no laboratório da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária.

 

Há tempos insatisfeitos com tais condições, uma nova falta de pagamento dos ordenados neste início de mês foi o estopim para a greve na terceirizada, deflagrada na manhã desta quinta-feira (07). Os trabalhadores estão fartos de tanto desrespeito da empresa. 

 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina assumiu a organização do movimento e negocia com a TestOil uma solução para o impasse que atenda os anseios dos trabalhadores.

 

A greve no laboratório tem potencial de grande impacto na produção da Repar, tendo em vista que o setor é responsável pelas análises de controle do processo e certificações obrigatórias para a comercialização dos derivados gerados na refinaria.

 

Os gestores da unidade trataram logo de acionar os funcionários próprios para suprir a ausência de mão de obra, inclusive implementando escalas de trabalho em turno, algo que não existia no setor desde quando foi implementada a terceirização, há cerca de um ano. Essa situação foi realizada com urgência, de maneira não organizada, descumprindo procedimentos e causando insatisfação nos trabalhadores.

 

Terceirização, como todos sabem, é sinônimo de precarização. A tomadora utiliza como critério decisório o menor preço e no final das contas quem paga o pato são os trabalhadores, amargando péssimas condições laborais.

 

O Sindicato e os trabalhadores alertaram os gestores que o processo de terceirização do laboratório, feito da forma atabalhoada como aconteceu, causaria riscos e prejuízos à Repar. Os petroleiros próprios do setor viraram fiscais de contrato, descaracterizando suas funções, e agora são forçados a retomar as antigas atividades para solucionar provisoriamente um problema causado pela própria gestão.  

 

É importante destacar também que somente após essa mobilização a empresa atende à reivindicação de abertura de mesa de negociação com o Sindipetro, conforme o desejo de representação dos trabalhadores da TestOil.

 

O Sindipetro PR e SC está na luta para que os direitos dos terceirizados sejam respeitados e que as condições de trabalho melhorem. Além disso, vai em busca de responsabilizar os gestores da Repar por conta de suas atitudes que causaram prejuízo ao erário.

 

 

Jornal Revista

Edição Nº 1418

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