Quinta, 30 Setembro 2021 17:45

Combustíveis e gás de cozinha caros, a culpa é do Bolsonaro

68 anos de Petrobras: estatal sofre o maior desmonte de sua história.


A política de Preço de Paridade de Importação (PPI) é a verdadeira vilã pelas constantes altas da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Criada em 2016 pelo governo de Michel Temer, e seguida até hoje por Bolsonaro, o PPI utiliza a variação cambial do dólar e a cotação do barril de petróleo no mercado internacional para precificar os combustíveis no Brasil, ainda são adicionadas taxas de transporte e de importação. O que não faz sentido, pois o país é autossuficiente em petróleo e com alta capacidade de refino.


Desde a implantação do PPI, em 2016, a gasolina que tinha um preço médio de R$ 3 em Curitiba e região passou a ser vendida por R$ 6, um aumento de 100% de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com o gás de cozinha não foi diferente, o seu valor dobrou e hoje é vendido a um preço médio de R$ 100 na região. Somente em 2021, os preços da gasolina e do GLP tiveram reajustes nas refinarias de mais de 50% e 38%, respectivamente.


Outro combustível que influencia e muito na vida dos brasileiros é o óleo diesel. No país, cerca de 75% de toda a carga movimentada passa pelas rodovias. O último reajuste do combustível foi no dia 28 de setembro com aumento de 8,9%, no ano já acumula alta de 50,9% nas refinarias, o que é repassado para toda a cadeia de distribuição, impactando no preço final de diferentes produtos.


A Petrobras é uma empresa de economia mista e tem o governo federal como seu maior acionista, por isso manter o PPI se trata de uma decisão política, que beneficia a um pequeno grupo de acionistas em detrimento do povo brasileiro.


Curiosamente, desde que o PPI foi implantado, o governo também reduziu a sua capacidade de produção de derivados nas refinarias do país e passou a importar mais combustível do exterior. Essa estratégia faz parte do processo ardiloso de sucateamento que tem a intenção de facilitar a privatização das refinarias.


68 anos de Petrobrás: nada a comemorar
A Petrobras completa 68 anos no dia 03 de outubro, ela foi construída de forma estratégica para garantir a segurança energética nacional e o desenvolvimento econômico do país. Como maior empresa do Brasil, ela contribui expressivamente para o PIB, gera milhares de empregos diretos e indiretos, investe em ciência e tecnologia e apoia projetos de transformação social.


No entanto, governo segue com sua agenda liberal e o desmonte da estatal caminha a passos largos com único intuito de privatizá-la. O país possui umas das maiores reservas de petróleo do mundo, o Polígono do Pré-sal é uma área com cerca de 149 mil quilômetros quadrados no mar, entre o Espírito Santo e Santa Catarina, que desperta o interesse de diversos investidores estrangeiros. Afinal, historicamente o petróleo sempre foi o bem natural mais disputado do planeta.


Mas ao contrário do que se propaga por aí, a privatização da petrolífera não irá gerar concorrência, pelo contrário, o Brasil ficará refém do monopólio privado, já que o parque de refino nacional foi desenvolvido para atender os mercados regionais. Não há como uma refinaria do Nordeste concorrer com outra do Sul, por exemplo.


O discurso de que a ela não gera lucro é mais uma falácia do governo entreguista. Só no último semestre a empresa pagou R$ 21 bilhões em dividendos a seus acionistas, que nunca lucraram tanto às custas da população, que amarga os altos preços dos combustíveis. Entregar o maior patrimônio nacional para multinacionais estrangeiras que só visam lucro e não têm compromisso com a responsabilidade social, não irá reduzir os preços dos combustíveis, além de expor o meio ambiente a riscos de acidentes.


Para que os combustíveis cheguem a um preço justo no consumidor é preciso revogar a atual política de preços (PPI) e retomar a produção dos derivados. O país tem o petróleo, a empresa, a tecnologia e a mão-de-obra. A autossuficiência também irá contribuir para a redução dos preços dos combustíveis e para o desenvolvimento da economia, gerando emprego e renda, o que falta é apenas vontade política.  A Petrobras nasceu para servir ao povo brasileiro e deve seguir assim.


Defender a Petrobras é defender o Brasil.

Última modificação em Sexta, 01 Outubro 2021 13:23

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Edição Nº 1418

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