Quinta, 16 Janeiro 2020 15:06

Atos nesta sexta (17) em Araucária e em todo o Brasil: é em defesa dos empregos e contra o fechamento da Fafen-PR

Nesta sexta-feira, 17, a FUP e seus sindicatos realizam um grande ato nacional em Araucária, no Paraná, em frente à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que está na iminência de ser fechada pela gestão da Petrobrás, que já anunciou a demissão sumária de cerca de 1.000 trabalhadores da unidade.

 

O ato contará com a participação de petroleiros de todas as unidades da Petrobrás do Paraná, além de diversas categorias e representantes das centrais sindicais e movimentos sociais do estado.

 

Nas demais bases da FUP, também haverá atos contra as demissões e o fechamento da Fafen-PR.

 

Já estão confirmados:

 

:: Amazonas (Reman)

:: Rio Grande do Norte (Polo Guamaré)

:: Pernambuco (Refinaria Abreu e Lima e Terminal de Suape)

:: Bahia (Ediba)

:: Espírito Santo (Terminal de Vitória/Tavit)

:: Duque de Caxias (Reduc)

:: Minas Gerais (Regap)

:: São Paulo (Replan e Recap)

:: Rio Grande do Sul (Refap).

 

“É mentira o argumento de que a Fafen-PR dá prejuízos”

 

O momento pede luta intensa por empregos e direitos dos trabalhadores, além de manter a Fafen-PR funcionando, pois não há justificativas para o fechamento da fábrica. “É mentira esse argumento da direção da Petrobrás de que a Fafen dá prejuízos. A gestão da empresa fez uma escolha de encarecer a própria matéria prima para produzir os fertilizantes. Foi uma decisão política e não técnica”, afirma o diretor da FUP, Gerson Castellano, funcionário da Araucária Nitrogenados e diretor do Sindiquímica-PR.

 

Para o presidente do Sindipetro-PR/SC, Mário Dal Zot, a gestão da Petrobrás faz uma manobra contábil para tentar justificar o fechamento da Fafen, afetando a vida das mil famílias de trabalhadores da unidade e ignorando os impactos econômicos na região de Araucária.  “A empresa mente descaradamente ao afirmar que a Fafen dá prejuízo. Isso não acontece em hipótese alguma, pois a fábrica utiliza como matéria prima o RASF, um refugo da Repar (refinaria da Petrobrás em Araucária), ao qual agrega valor, transformando em ureia, um fertilizante do qual o Brasil é extremamente dependente”, explica.

 

Impactos na economia

 

Inaugurada em 1982, a Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) tem capacidade de produção diária de 1.975 toneladas de ureia, 1.303 toneladas de amônia e 450 metros cúbicos de ARLA 32. A planta produz ainda 200 toneladas por dia de CO2, além de 75 toneladas de carbono peletizado e seis toneladas de enxofre.

 

Com o fechamento da fábrica, o Brasil terá que importar 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome. Além disso, o país ficará dependente da importação de ARLA 32, reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados.

 

O Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e, com o desmonte da Petrobrás, tornou-se ainda mais dependente das importações, o que compromete a soberania alimentar. O país importa mais de 75% dos insumos nitrogenados, na direção contrária de outras grandes nações agrícolas, cujos mercados de fertilizantes estão em expansão.

 

“Com a Petrobrás saindo do setor de fertilizantes nitrogenados e ainda se sujeitando aos movimentos políticos dos EUA, o Brasil corre o risco de desabastecimento de fertilizantes. E isso tem impacto direto na alimentação. A ureia é utilizada na pecuária, na produção de cana, feijão e batata, que são alimentos básicos do povo”, alerta Gerson Castellano.

 

Soma-se a isso, os prejuízos que a desativação da Fafen-PR terá para o município de Araucária, que sofrerá uma redução de R$ 75 milhões anuais em arrecadação. Serão menos fertilizantes produzidos no Brasil e mais importação, com mais riscos à soberania alimentar e, provavelmente, aumento nos preços dos produtos agrícolas.

 

Mais informações sobre o Ato nacional em defesa dos empregos e contra o fechamento da Fafen-PR em Araucária (Sexta, 17/01, às 06h30, no Km 16 da Rodovia do Xisto).

 

FUP.

Última modificação em Quinta, 16 Janeiro 2020 15:12

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