Terça, 12 Maio 2015 19:50

Para preservar a memória dos petroleiros

Se você tem algum arquivo da greve dos petroleiros de 1995, que tal compartilhar este material? O Sindipetro Paraná e Santa Catarina busca ampliar o seu acervo sobre a maior mobilização da história da categoria. Para isso, conta com a colaboração de todos que participaram daquele movimento e têm algum registro guardado. Podem ser fotos, vídeos e documentos, como os telegramas que a empresa enviava às casas dos petroleiros para intimidar pela volta ao trabalho.

Os materiais podem ser enviados ao e-mail imprensa@sindipetroprsc.org.br, mas acaso você não tenha em formato digital, entre em contato pelo telefone (41) 3332-4554. O Sindicato vai coletar os originais, copiá-los e devolvê-los. Palavra de petroleiro!

Além de ampliar o acervo da entidade, você vai contribuir com a preservação da história dos trabalhadores petroleiros. O material enviado fará parte da biblioteca multimídia do Sindicato e também pode ser exposto nos eventos comemorativos dos 20 anos da greve.

A greve de 1995
Há 20 anos, no dia 03 de maio de 1995, os petroleiros iniciavam a mais longa greve da história da categoria. Foram 32 dias de contestação e de resistência à truculência do PSDB e ao projeto ultraneoliberal que o partido implantou no Brasil, em conjunto com os setores empresariais e da mídia.

Os petroleiros tiveram que enfrentar até mesmo o Exército, que, a mando dos tucanos, invadiu várias refinarias da Petrobrás com tanques e tropas armadas. Centenas de trabalhadores foram arbitrariamente punidos, vários deles, demitidos.

Por mais de um mês, a categoria resistiu à violenta repressão comandada por Fernando Henrique Cardoso e às manipulações da imprensa.  A FUP e seus sindicatos foram submetidos a multas milionárias e tiveram seus bens penhorados.

Além de evitar a privatização da Petrobrás e de revelar a face autoritária do PSDB, a greve de maio de 1995 despertou um movimento nacional de solidariedade e de unidade classista. Várias categorias foram para às ruas defender a estatal, com um grito de guerra que se repetiu por todo o país: “Somos todos petroleiros!".

Última modificação em Quarta, 13 Maio 2015 13:14

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Edição Nº 1418

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