Segunda, 21 Outubro 2013 19:22

Mesmo com leilão do pré-sal, greve dos petroleiros continua

Os petroleiros estão em greve nacional desde a última quinta-feira (17) contra o leilão do campo de Libra, em repúdio ao Projeto de Lei das terceirizações (PL 4330) e por melhorias na proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2015.

Apesar das diversas tentativas de suspender o leilão, como a paralisação da categoria, protestos dos movimentos sociais e ações civis públicas ajuizadas na Justiça Federal, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) concretizou nesta segunda-feira (21) sua 1ª Rodada de Licitações na Área do Pré-Sal, em leilão realizado no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O consórcio formado pelas empresas Shell, Total, CNPC, CNOOC e Petrobras foi o vencedor da Licitação e terá o direito a explorar e produzir o petróleo da área de Libra, na Bacia de Santos. Dos 70% arrematados pelo consórcio, 20% são da Shell e 20% da Total. As petrolíferas chinesas CNPC e a CNOOC têm, cada uma, 10%, assim como a Petrobras, que já tinha garantido 30%.

O grupo ofertou à União 41,65% do óleo a ser produzido no local, percentual mínimo exigido nas regras do edital da licitação. Libra tem reservas estimadas de até 15 bilhões de barris de petróleo.

A greve dos petroleiros exigia o cancelamento do leilão e que todo petróleo brasileiro fosse explorado através da transformação da Petrobrás em uma empresa 100% pública e estatal. “Conseguimos romper o silêncio e trouxemos à tona um grande debate sobre o destino das riquezas do país. Não é o começo, nem mesmo o fim de toda essa história. Os petroleiros têm que se orgulhar de terem feito emergir essa discussão na sociedade”, afirmou o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina, Silvaney Bernardi.

Agora o movimento paredista continua, mas com foco na luta por melhorias no Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2015. A Petrobrás apresentou uma nova proposta nesta segunda-feira, mas logo foi recusada na mesa de negociação porque os representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) a consideraram insuficiente em relação aos principais pleitos da categoria, tanto nas questões econômicas, quanto nas sociais. Os piquetes em todas as unidades da Petrobrás no Paraná e em Santa Catarina estão mantidos.

A empresa propôs uma nova reunião nesta terça-feira (22) para dar continuidade às negociações. O Conselho Deliberativo da FUP se reúne logo após para avaliar uma possível nova proposta e discutir os rumos do movimento.

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Edição Nº 1418

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