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Segunda, 21 Outubro 2013 15:45

FUP rejeita na mesa proposta apresentada pela Petrobrás. Greve continua

Como já era previsto, a reunião com a Petrobrás nesta segunda-feira, 21, data do leilão de Libra, tinha como principal objetivo tentar desmobilizar a categoria e enfraquecer a greve nacional. A nova proposta apresentada pela empresa, além de incompleta, não atendeu aos principais pleitos da categoria, tanto na questão econômica, quanto nas reivindicações sociais.

Também não houve avanços em relação ao fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados e a extensão para os aposentados e pensionistas do pagamento dos três níveis conquistados pelos trabalhadores da ativa nas campanhas de 2004, 2005 e 2006. A Petrobrás alegou que já existe uma comissão instituída para responder em 45 dias esse e outros pleitos referentes a Petros. A FUP criticou o posicionamento da empresa, ressaltando que a extensão dos três níveis para os aposentados e pensionistas deve ser objeto do Acordo Coletivo e não de uma comissão que só se pronunciará em 45 dias.

A Federação deixou claro que é inadmissível a Petrobrás apresentar uma proposta incompleta com a categoria em greve em todo o país. A empresa propôs uma nova reunião nesta terça-feira, 22, para dar continuidade às negociações.

Proposta é incompleta 
A proposta apresentada nesta segunda-feira, 21, pela Petrobrás e subsidiárias não avança em relação a pleitos importantes da pauta dos petroleiros. O ganho real na RMNR – entre 1,41% e 1,80% - continua aquém do que cobram os trabalhadores. A empresa também não se pronunciou em relação às reivindicações de melhorias no PCAC, como avanço automático de Pleno para Sênior e realinhamento das carreiras de nível médio, garantindo a isonomia para os inspetores de segurança patrimonial, técnicos de inspeção de equipamentos, de contabilidade, de administração e de enfermagem.

A proposta da Petrobrás também não aponta mudanças estruturais na política de SMS, nem avança em outros pleitos fundamentais, como ingresso de pai e mãe na AMS, extensão imediata dos três níveis para os aposentados e pensionistas, fundo garantidor para os trabalhadores terceirizados, garantia da AMS para os aposentados da Transpetro, custeio integral de medicamentos para os aposentados e pensionista, entre outras melhoria do benefício farmácia, pagamento das horas extras a 100% para os trabalhadores da manutenção que estão no regime administrativo, além do restabelecimento do convênio da Petrobrás com o INSS para pagamento dos benefícios da Petros.

Denúncia de ações antissindicais
A FUP condenou duramente as ações antissindicais dos gestores da Petrobrás para tentar impedir o direito constitucional de greve dos trabalhadores. A Federação denunciou várias arbitrariedades cometidas pela empresa, que tem recorrido até mesmo às Forças Armadas para patrulhamento das unidades, além da utilização da polícia, inclusive P2, nos campos terrestres e em outras unidades, interditos proibitórios com multas absurdas, expedidos inclusive por desembargadores e com envio de juízes de plantão às unidades, cárcere privado, corte de comunicações nas plataformas, ingresso de equipes de contingência, entre tantas outras ilegalidades. Os dirigentes da FUP ressaltaram que essas ações configuram crime contra a organização sindical e o direito de greve, fatos que estão sendo amplamente denunciados.

Greve continua, com atos em todo o país contra o leilão de Libra
A greve dos petroleiros continua em todas as bases da FUP, inclusive no Ceará, onde os trabalhadores aderiram ao movimento na madrugada desta segunda-feira, 21. Em várias unidades, os trabalhadores intensificaram a mobilização contra o leilão de Libra, com atos e protestos. Na Replan, mais de três mil trabalhadores terceirizados aprovaram pela manhã adesão à greve, que segue forte em todo o país.

No Norte Fluminense, os petroleiros realizaram um trancaço, que começou às 6h, no Parque de Tubos, em Macaé, onde todas as entradas da unidade foram fechadas. Em Duque de Caxias, os petroleiros em greve estão bloqueando a BR-040, rodovia que dá acesso à Reduc, à Termorio e ao Terminal de Cabiúnas, em uma grande manifestação contra o leilão.

Em Brasília, os petroleiros e movimentos sociais, que estão acampados em frente ao Congresso Nacional desde o dia 02, fizeram um ato na sede da Petrobrás exigindo o cancelamento do leilão de Libra e que o campo seja integralmente da estatal.

No Rio de Janeiro, onde será realizado o leilão de Libra,  caravanas com petroleiros de várias bases da FUP se somarão ao ato que os movimentos sociais convocaram para a Barra da Tijuca, em frente ao Hotel Windsor, onde a ANP pretende entregar o maior campo de petróleo da atualidade para as empresas multinacionais. Apesar do forte aparato policial, com a presença de mais de mil soldados do Exército, os petroleiros resistirão e tentarão impedir a realização do leilão.

Última modificação em Segunda, 21 Outubro 2013 15:48

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