O Xisto Não Pode Parar!

O fato de a Petrobrás ter criado um grupo de estudo para avaliar a viabilidade econômica da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, causa preocupação na categoria e na sociedade local. Isso porque, diante do cenário de crise na Petrobrás e em todo o setor petróleo, pode ser uma sinalização de encerramento das atividades da SIX.

Diante disso, uma série de entidades da sociedade civil organizada e representantes políticos se engajaram na luta em defesa da SIX e lançaram a campanha “O Xisto Não Pode Parar”. O movimento, no entanto, vai além da manutenção das atividades da SIX. É preciso garantir investimentos na Usina do Xisto para que ela seja de fato viabilizada economicamente. Caso contrário, a cada queda abrupta no preço do barril de petróleo as ameaças de encerramento das atividades voltam à tona.

A Usina produz óleo combustível, nafta, gás combustível, gás liquefeito e enxofre, e ainda produtos que podem ser utilizados nas indústrias de asfalto, cimenteira, agrícola e de cerâmica. Porém, por ser um Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica, desenvolveu fertilizantes para a indústria agropecuária, a partir da água de xisto; e também faz o processamento do lastro, um resíduo de reservatórios de petróleo e derivados que requer destinação ambientalmente correta e que tem alto custo. Ainda no rol de atividades econômicas viáveis, o processamento do xisto permite a reciclagem de pneus em larga escala.

Quinta, 30 Novembro 2017 14:07

Nº 1397

Quarta, 01 Novembro 2017 16:54

Após mais de um ano e meio de muito trabalho e várias reuniões presenciais e por videoconferência, foi assinado na última sexta-feira (27), em Brasília-DF, o Relatório do GT Xisto - Avaliação de Alternativas Técnicas para a Recuperação Econômica Sustentável da SIX. Com isso, o documento tornou-se público (disponível no link dos anexos abaixo) e está protocolado no Ministério de Minas e Energia (MME).

 

O Grupo de Trabalho foi formado por representantes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina e FUP e da Petrobrás e SIX, com mediação do MME. O objetivo foi analisar, debater e propor alternativas técnicas viáveis para potencializar as operações da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul (PR), com o objetivo de garantir a continuidade da operação do parque industrial, fundamental para a economia do município e também da região centro sul do Paraná. 

 

O relatório identificou alternativas técnicas para a SIX que não apenas justificam a manutenção das suas operações, como ampliam a capacidade do parque industrial e também as oportunidades de mercado. No documento estão apontadas as propostas viáveis e também as que podem ser aplicadas em outra conjuntura econômica ou tecnológica.

 

O Grupo apontou que o processamento do lastro (borras oleosas de reservatórios), originárias de outras unidades da Petrobrás, cujo descarte tem alto custo e torna-se novos produtos a partir da utilização na SIX, é uma grande oportunidade de mercado para a Usina e inclusive já está em curso.

 

A potencialização do Projeto Xisto Agrícola também está no rol de negócios viáveis do relatório. Consiste em utilizar sólidos de xisto e água de xisto como adubo que possui riqueza de nutrientes orgânicos e minerais. A partir dessa prática são gerados os produtos Água de Retortagem, Calxisto, Finos de Xisto e Xisto Retortado.

 

O documento final do GT do Xisto ainda traz a redução dos custos de mineração como uma prática vantajosa para dinamizar a produção da SIX. Entre as ações propostas para esse item está a unificação dos contratos de prestação de serviços, a otimização de grandes máquinas, a substituição de caminhões por vagões e a implantação de ferrovias para transporte do xisto e demais minérios.

 

A Petrobrás assumiu o compromisso de aplicar as alternativas consideradas viáveis pelo GT do Xisto nesse momento e avaliar periodicamente as outras ações propostas pelo Grupo, mas que não foram classificadas como praticáveis no atual cenário, porém podem ser interessantes no futuro.

 

Para o presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, o relatório do GT é um passo fundamental para a manutenção e ampliação das operações da SIX. “O resultado desse Grupo de Trabalho é um documento bastante conclusivo e com muitas alternativas técnicas para a Usina do Xisto. Porém, é preciso de pressão popular e apoio político para viabilizar a potencialização da SIX. Essa unidade da Petrobrás é muito importante para São Mateus do Sul e a população tem que se engajar nessa luta em prol da SIX, pois é de interesse coletivo”.

 

De acordo com dados de 2015, a Usina do Xisto responde por 50% de toda a arrecadação de São Mateus do Sul.

 

Sobre a Usina do Xisto

A SIX tem capacidade instalada para o processamento de 5.880 toneladas/dias de xisto pirobetuminoso. A partir da sua produção são gerados óleo combustível, nafta, gás combustível, gás liquefeito e enxofre, além de produtos que podem ser utilizados nas indústrias de asfalto, cimenteira, agrícola e de cerâmica.

Quarta, 01 Novembro 2017 15:06

Nº 1396

Terça, 17 Outubro 2017 13:56

Nº 1395

Segunda, 18 Setembro 2017 18:55

Começou nesta segunda-feira (18) e prossegue até a próxima sexta (22) a produção de um painel em mosaico que retratará a Usina do Xisto, sua importância para São Mateus do Sul e a mais longa greve dos petroleiros daquela unidade, que recentemente completou um ano (01/09 a 15/10).

 

A confecção ocorre na Praça Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida como Praça da Igreja, em São Mateus do Sul. O artista responsável é Javier Guerrero Meza, mosaicista equatoriano, neto de José Enrique Guerrero, conhecido como El Pintor de Quito.

 

O trabalho é aberto ao público e todos os interessados em conhecer a técnica, o artista e até mesmo contribuir com a produção do painel pode visitar a barraca instalada na Praça, que funcionará das 09h00 às 19h00.

 

Artista Guerrero 

Javier Guerrero é um parceiro de longa data do Sindipetro. Realizou um trabalho de formação de mosaicistas no Assentamento do MST na Lapa, durante a 1ª PlenaFUP, onde foi construído um belo painel que ilustra a união entre trabalhadores do campo e da cidade. Mais tarde os aprendizes desenvolveram um painel na frente da Regional do Sindipetro em São Mateus do Sul.

 

Entre o final do ano passado e o começo de 2017, Guerrero ministrou um curso de mosaico para petroleiros e seus familiares na Sede do Sindipetro, em Curitiba. Como conclusão do curso foram produzidos três grandes painéis que contam a história do petróleo no Brasil, em exposição na Sede. 

Sexta, 01 Setembro 2017 17:35

Nesta sexta-feira (01) completa-se um ano do início da mais longa greve já realizada na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul. Para marcar a data, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina organizou um ato pela manhã, em frente à unidade. Porém, o mau tempo impediu a realização do protesto e a atividade foi convertida em panfletagem.

 

No dia primeiro de setembro de 2016, os petroleiros da SIX paravam suas atividades por causa do autoritarismo da direção da Petrobrás, que, sem qualquer tipo de negociação, tentou impor a redução da jornada de trabalho dos empregados do regime de turno ininterrupto de revezamento de oito para seis horas. “A Petrobras, através de um famigerado ‘especialista de tabela de turno’ da Sede, que certamente não conhece a rotina de trabalho dos petroleiros, simplesmente veio à SIX para trazer a péssima notícia da mudança”, contou Claiton Paulo Ledur, técnico de operação na Usina e dirigente sindical de base.

 

A greve durou 45 dias, de 01 de setembro a 15 de outubro. A redução geraria graves prejuízos ao convívio social e familiar dos trabalhadores, assim como perdas salariais em decorrência da perda do adicional de Hora Repouso Alimentação (HRA). “A medida teria impacto imediato nas folgas dos trabalhadores, que passariam a ter um final de semana completo com a família somente nas suas férias, e também a diminuição dos salários em 25%”, afirmou Ledur.

 

Antes da tentativa de redução, a jornada de oito horas significava um ciclo mensal de 18 dias de trabalho e 12 de folga. A determinação da empresa representaria 24 dias de trabalho e apenas seis dias de folga. “Foi o primeiro ataque do governo golpista e neoliberal contra a classe trabalhadora”, recordou o técnico de segurança e dirigente sindical Michael Berthier.

 

Enquanto a Petrobrás apostava no enfraquecimento do movimento com o passar do tempo, a cada dia de greve a resistência dos petroleiros da SIX crescia mais e mais. Uma luta difícil e desgastante que foi parar nos tribunais. Mesmo assim, a greve continuava. “O Sindipetro imediatamente tentou abrir uma mesa de negociação para resolver o imbróglio, mas encontrou a Petrobrás, no alto de sua empáfia, tentou empurrar a tabela de turno de seis horas goela abaixo, com osso e farinha, fechada para negociações, ou somente negociava impondo condições inaceitáveis pelos trabalhadores”, lembrou Ledur.

 

Foram 45 dias de luta até que a empresa foi obrigada a retomar a jornada de turno de oito horas. “Foi uma greve histórica e vitoriosa. A resistência e organização dos petroleiros da Usina do Xisto foi exemplar e temos que ter muito orgulho disso”, concluiu Mário Dal Zot, presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina. 

Quinta, 31 Agosto 2017 18:59

 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina realiza nesta sexta-feira (01) um ato para marcar a passagem de um ano do início da mais longa greve já realizada na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul.

 

O protesto começa às 07h00, com atraso na entrada do turno e do horário administrativo.

 

A greve de 2016 na SIX durou 45 dias ininterruptos, de 01 de setembro a 15 de outubro. O motivo foi a imposição por parte da Petrobrás da redução da jornada de trabalho dos trabalhadores em regime de turno, de 08h para 06h. Tal medida traria graves prejuízos ao convívio social e familiar dos trabalhadores.

 

Antes da tentativa de redução, a jornada de oito horas significava um ciclo mensal de 18 dias de trabalho e 12 de folga. A determinação da empresa representaria 24 dias de trabalho e apenas seis dias de folga. Os trabalhadores da SIX teriam um final de semana completo apenas nas suas férias. Além disso, sofreriam uma redução salarial aproximada de 25% em decorrência da perda do adicional de HRA (Hora Repouso e Alimentação).  

 

Enquanto a Petrobrás apostava no enfraquecimento do movimento com o passar do tempo, a cada dia de greve a resistência dos petroleiros da SIX crescia mais e mais. Uma luta difícil e desgastante que foi parar nos tribunais. Mesmo assim, a greve continuava. Foram 45 dias de luta até que a empresa foi obrigada a retomar a jornada de turno de oito horas. Vitória da luta, da resistência e da organização dos petroleiros da Usina do Xisto.

 

A manifestação desta sexta-feira também vai marcar o início da Campanha Reivindicatória 2017 na SIX. 

Quinta, 10 Agosto 2017 19:02

 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina realiza entre os dias 11 e 15 de agosto uma série de sessões de assembleia com os trabalhadores em regime de turno da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul.

 

Em pauta, a avaliação sobre o movimento de greve contra a redução de postos de trabalho na SIX e as ações a serem realizadas para combater o assédio moral praticado pelos gestores, em represália aos trabalhadores que aderiram às mobilizações.

 

As sessões contemplarão todos os grupos de turno e acontecem em frente à SIX, conforme o calendário abaixo:

 

BASE

GRUPO E LOCAL

DATA

HORÁRIO

UO-SIX

Grupo 2

Em frente à SIX

11/08/2017

15h30

Grupo 3

Em frente à SIX

11/08/2017

23h30

Grupo 5

Em frente à SIX

12/08/2017

07h30

Grupo 4

Em frente à SIX

12/08/2017

15h30

Grupo 1

Em frente à SIX

15/08/2017

07h30

 

*O Edital de Convocação de Assembleia está disponível no link dos anexos abaixo.

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Edição Nº 1418

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