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O Xisto Não Pode Parar!

O fato de a Petrobrás ter criado um grupo de estudo para avaliar a viabilidade econômica da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, causa preocupação na categoria e na sociedade local. Isso porque, diante do cenário de crise na Petrobrás e em todo o setor petróleo, pode ser uma sinalização de encerramento das atividades da SIX.

Diante disso, uma série de entidades da sociedade civil organizada e representantes políticos se engajaram na luta em defesa da SIX e lançaram a campanha “O Xisto Não Pode Parar”. O movimento, no entanto, vai além da manutenção das atividades da SIX. É preciso garantir investimentos na Usina do Xisto para que ela seja de fato viabilizada economicamente. Caso contrário, a cada queda abrupta no preço do barril de petróleo as ameaças de encerramento das atividades voltam à tona.

A Usina produz óleo combustível, nafta, gás combustível, gás liquefeito e enxofre, e ainda produtos que podem ser utilizados nas indústrias de asfalto, cimenteira, agrícola e de cerâmica. Porém, por ser um Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica, desenvolveu fertilizantes para a indústria agropecuária, a partir da água de xisto; e também faz o processamento do lastro, um resíduo de reservatórios de petróleo e derivados que requer destinação ambientalmente correta e que tem alto custo. Ainda no rol de atividades econômicas viáveis, o processamento do xisto permite a reciclagem de pneus em larga escala.

Sexta, 08 Abril 2016 19:03

Reunião no Ministério de Minas e Energia criou um Grupo de Estudos sobre a SIX

 

A luta pela continuidade e ampliação das operações da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, teve mais uma importante conquista. No dia 07 de abril, representantes dos empregados da unidade estiveram em Brasília-DF para participar de uma reunião com membros do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Petrobrás.

 

O encontro foi uma iniciativa do próprio ministro da pasta, Eduardo Braga. A discussão tratou da viabilidade econômica da SIX. Na oportunidade foi constituído um Grupo de Estudo com a participação do Sindicato dos Petroleiros e da Petrobrás, com mediação do MME.

 

Foi estabelecida uma agenda propositiva, com compromissos assumidos de ambas as partes. Ao Sindipetro caberá listar as alternativas que possam impulsionar as operações da Usina, tais como os fertilizantes (projeto Xisto Agrícola), o processamento do lastro (resíduo de refinarias que requer destinação adequada), reciclagem de pneus, mineração, usina termelétrica do xisto, entre outros. Já a Petrobrás será responsável por avaliar a viabilidade técnica e econômica dos pontos que serão apresentados pelo Sindicato. Inclusive os prazos já foram estabelecidos. O Sindipetro tem até o dia 20 de abril para apresentar as alternativas que considerar viáveis. A partir disso, a Petrobrás terá até 11 de maio para responder o documento em reunião conjunta no MME.

 

Com relação ao Grupo de Trabalho interno da Petrobrás que avalia a SIX, foi informado que os trabalhos não foram concluídos em função de uma reavaliação da possibilidade de aumento do processamento de lastro.

 

A avaliação é que o Grupo de Estudo no MME é um importante avanço, uma vez que abre um canal de diálogo sobre a potencialização da Usina. Contudo, o principal instrumento para assegurar as operações da SIX continua sendo a mobilização dos trabalhadores, próprios e terceirizados, e da sociedade são-mateuense.

 

Participaram da reunião o presidente do Sindipetro, Mário Dal Zot; o assessor da FUP, Nelson Santos; o diretor da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do MME, Cláudio Akio Ishihara; o coordenador-geral de abastecimento, refino e infraestrutura do MME, Luiz Theodoro; o gerente de avaliação e implantação de parceria da Petrobrás, Milton Lacerda; e o gerente executivo de refino da Petrobrás, Claudio Romeo Schlosser. 

Última modificação em Sexta, 27 Maio 2016 15:15

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