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Manifestação da CUT e centrais marca a entrega da PEC do piso permanente
Centenas de pessoas participaram do ato promovido pela CUT e demais centrais sindicais nesta segunda-feira [08], em frente da Assembleia Legislativa do Paraná [Alep], para marcar a entrega da Proposta de Emenda à Constituição do Estado [PEC] que prevê o reajuste permanente do piso salarial paranaense.
Os presidentes das centrais sindicais e representantes de diversas secretarias de estado, além dos militantes presentes, acompanharam o vice-governador Orlando Pessuti na caminhada do Palácio das Araucárias até a Alep, onde apresentou a PEC aos deputados estaduais.
Com as galerias da Assembleia lotadas, o vice-governador enfatizou os benefícios que a aprovação da PEC pode trazer para a classe trabalhadora paranaense, sobretudo a diminuição das desigualdades sociais “Não estamos criando um sistema de risco para o empregador, mas dando segurança aos trabalhadores”, disse Pessuti.
Para o presidente da CUT Paraná, Roni Anderson Barbosa, o reajuste permanente do piso regional será um instrumento de distribuição de renda. “Ela [a PEC] estabelece uma política salarial para o piso e, consequentemente, garante um circulo vicioso, pois o trabalhador que ganha mais também gasta mais e impulsiona o crescimento da economia paranaense. Mas o mais importante é que a PEC vai proporcionar mais renda para os trabalhadores que ganham menos e, assim, vai distribuir as riquezas geradas em nosso estado”, afirmou.
A PEC foi debatida com as lideranças sindicais do estado e estabelece que o aumento do piso se dará pela variação do Produto Interno Bruto [PIB] da economia paranaense de dois anos anteriores ao período, mais a inflação de um ano anterior. Isso significa que, para reajustes em 2011, por exemplo, será considerada a variação do PIB do Paraná do ano de 2009 e a inflação de 2010.
:: Projetos de Lei
Além da PEC, o vice-governador entregou duas propostas de lei do Governo do Estado. A primeira mensagem reajusta o piso regional em 9,5% [grupo 1] a 21,5% [grupo 4], passando de R$ 605,52 e R$ 629,45 para R$ 663 e R$ 765,00. Segundo estimativa do Dieese, o aumento deve injetar mais R$ 150 milhões por mês na economia do estado e é referência direta e indireta para mais de 1,5 milhão de pessoas.
A outra mensagem equipara os salários dos trabalhadores terceirizados do Governo ao piso estadual.
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