Curitiba, 10 de setembro de 2010
    
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09-02-2010 - 16:43 tamanho da fonte:
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PEC do Piso Regional Permanente

 

Manifestação da CUT e centrais marca a entrega da PEC do piso permanente Centenas de pessoas participaram do ato promovido pela CUT e demais centrais sindicais nesta segunda-feira [08], em frente da Assembleia Legislativa do Paraná [Alep], para marcar a entrega da Proposta de Emenda à Constituição do Estado [PEC] que prevê o reajuste permanente do piso salarial paranaense.

Os presidentes das centrais sindicais e representantes de diversas secretarias de estado, além dos militantes presentes, acompanharam o vice-governador Orlando Pessuti na caminhada do Palácio das Araucárias até a Alep, onde apresentou a PEC aos deputados estaduais.

Com as galerias da Assembleia lotadas, o vice-governador enfatizou os benefícios que a aprovação da PEC pode trazer para a classe trabalhadora paranaense, sobretudo a diminuição das desigualdades sociais “Não estamos criando um sistema de risco para o empregador, mas dando segurança aos trabalhadores”, disse Pessuti.

Para o presidente da CUT Paraná, Roni Anderson Barbosa, o reajuste permanente do piso regional será um instrumento de distribuição de renda. “Ela [a PEC] estabelece uma política salarial para o piso e, consequentemente, garante um circulo vicioso, pois o trabalhador que ganha mais também gasta mais e impulsiona o crescimento da economia paranaense. Mas o mais importante é que a PEC vai proporcionar mais renda para os trabalhadores que ganham menos e, assim, vai distribuir as riquezas geradas em nosso estado”, afirmou.

A PEC foi debatida com as lideranças sindicais do estado e estabelece que o aumento do piso se dará pela variação do Produto Interno Bruto [PIB] da economia paranaense de dois anos anteriores ao período, mais a inflação de um ano anterior. Isso significa que, para reajustes em 2011, por exemplo, será considerada a variação do PIB do Paraná do ano de 2009 e a inflação de 2010.

:: Projetos de Lei
Além da PEC, o vice-governador entregou duas propostas de lei do Governo do Estado. A primeira mensagem reajusta o piso regional em 9,5% [grupo 1] a 21,5% [grupo 4], passando de R$ 605,52 e R$ 629,45 para R$ 663 e R$ 765,00. Segundo estimativa do Dieese, o aumento deve injetar mais R$ 150 milhões por mês na economia do estado e é referência direta e indireta para mais de 1,5 milhão de pessoas.

A outra mensagem equipara os salários dos trabalhadores terceirizados do Governo ao piso estadual.
 

 

 
 
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